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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Revitalização da Feirinha de Tambaú
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A Praça Santo Antônio, conhecida popularmente como 'Feirinha de Tambaú', localizada no bairro de mesmo nome, desde setembro do ano passado vem passando por uma revitalização completa. No local, foi realizada a fundação do terreno, serviços de alvenaria e cobertura metálica termo-acústica - que abrigará 26 boxes de comerciantes. A previsão é de que a obra fique pronta no próximo mês de fevereiro.
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O projeto está orçado em R$ 841 mil, recursos provenientes de um convênio firmado entre a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) e o Banco do Brasil (BB), através do Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável. A área total do equipamento é de 1.174,10 metros quadrados.
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Também foram integradas ao projeto rampas - que permitem acessibilidade a todas as pessoas - baterias de banheiros e uma casa de resíduos, onde será depositado todo o lixo produzido pelos comerciantes e usuários, adotando-se o critério da Coleta Seletiva. Ainda estão sendo colocadas mesas fixas em granito, com cadeiras móveis. Os boxes se destinarão a lanchonetes e pequenos restaurantes e os usuários desses equipamentos terão ainda uma ampla área de passeio, onde acontecerão shows e outras apresentações artístico-culturais.
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Uma nova arborização foi plantada, já que o tipo de vegetação que existia no local - árvores de copas baixas - prejudicava a iluminação dos postes, diminuindo a segurança e o tempo de funcionamento dos bares ali instalados. Antes disso, a Secretaria de Meio Ambiente (Semam) havia emitido laudo técnico atestando que algumas árvores estavam doentes.
O povo contra a opinião pública
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Emir Sader
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Um jornalista brasileiro, de luto fechado pela derrota do seu candidato à presidência da República, depois de dar por favas contadas a vitória, afirmou: “O povo votou contra a opinião pública”. Afirmação que permite que nos perguntemos: que povo é esse que não respeita a “opinião pública”? Mas, sobretudo: que “opinião pública” é essa, que se choca com a opinião do povo? E que jornalista é esse, que imprensa é essa, que fabrica – conforme a expressão de Chomsky – uma “opinião pública” ilusória?
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Duas matéria publicadas no mesmo dia, por dois dos três jornais de maior tiragem no Brasil – Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo – nos permitem entender melhor esses mecanismos. O desencontro entre a “OP” forjada pela mídia oligopólica tem, por exemplo, como um de seus carros-chefe, em que pretenderam nestes anos todos expressar uma suposta opinio majoritária da sociedade, um ponto de vista favorável às privatizações – aqui personificadas pelo governo FHC. No entanto, em pesquisa encomendada por um desses jornais – O Estado de São Paulo -, publicada em um espaço meio escondido – no caderno Economia de 11/11/2007: “Maioria é contra privatizações” – 62% contra e 25% a favor.
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O que diz, além disso, o povo, contra a “OP” forjada? Que a privatização não melhorou os serviços prestados: na telefonia (grande “orgulho” dos privatizadores): 51% dizem que não, 37, que sim. Rejeitam a privatização das estradas 47% contra 36% a favor: contra a privatização da energia elétrica 55%, a favor 31%; contra a privatização de água e esgoto, 54%, a favor, 29%.
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Perguntados expressamente se o governo FHC fez bem ou mal em privatizar, 55% condenaram a privatização da telefonia contra 33 a favor; 53% condenam a privatização das estradas, 33% são a favor; 59% contra a privatização da energia eletrica, 29% a favor; 59% contra a privatização da água e esgoto, 27% a favor.
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Consultados se o governo Lula fez bem ou mal em privatizar rodovias e estradas, de forma coerente 49% diz que fez mal, 35% que fez bem. Uma maioria esmagadora rejeitou qualquer tentativa de privatização de empresas como o Banco do Brasil (77% contra), a Caixa Econômica Federal (78%) e a Petrobrás (78%). Os mais ricos revelam menores taxas de rejeiço às privatizações (35%), mas entre os mais pobres apenas 15% as aprovam. Na região mais pobre do país, o nordeste, a rejeição às privatizações é a maior (73%), confirmando que os mais pobres são as principais vítimas desse processo socialmente cruel. Mas mesmo regiões de nível de renda mais alto, como o Sul e o Sudeste, apresentaram rejeição das privatizações – 67% contra 21% e 56% contra 39%.
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Portanto um ponto de vista, evidenciado pela primeira pela mídia mercantil, de que os pontos de vista dos editoriais, das pautas de cobertura das editorais, dos colunistas desses órgaos, que tentaram, ao longo das ultimas décadas, vender a privatização como um anseio nacional, na realidade refletia os seus interesses como empresas privadas, assim como os do grande capital que financia a esses órgaos por meio da publicidade.
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Quem compõe, então, essa “opinião pública”, por meio da qual se tenta impingir ao país uma visão claramente minoritária, como se fosse majoritária e refletisse os interesses do país? Outra matéria, do mesmo dia, na Folha de São Paulo, nos dá pistas desse universo restrito e elitista, que essa imprensa tenta passar – em um caso clássico de operação ideológica – como da maioria da população.
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Depois de ter que confessar que a queda dos leitores dos jornais é um processo em queda livre e irreversível, porque o jornal, que já havia tido uma tiragem de 530 mil exemplares em 1997, dez anos depois, com todo o crescimento demográfico da população brasileira, viu essa tiragem cair para 307 mil, isto é, uma queda de 44% . Considerando que é uma tendência forte e irreversível, praticamente um de cada dois leitores deixou de ler o jornal, que ainda assim continua a ser de maior tiragem, porque a queda de leitores é generalidada na imprensa escrita. Hoje os três jornais de maior tiragem têm uma média diária de 836 mil exemplares, quando já tiveram o dobro há uma década.
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Entretando, o mais significativo – além de que o universo da “OP” forjada pela mídia mercantil é cada vez ainda mais restrito – é que o universo de leitores se concentra nos setores mais ricos do país: 90% estão nos grupos A e B, lugar onde estão apenas 18% da população. 68% dos leitores do jornal tem nível superior, situação de apenas 11% da população. São estes excluídos da riqueza e dos diplomas universitários os que compõem a grande maioria do povo e se opõem à “OP” da mídia mercantil.
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Portanto, está decifrado o dilema: por um lado, a “OP”, constituída pelos leitores da grande mídia mercantil: ricos, com os melhores lugares no mercado de trabalho e acesso monopolista a bens materiais e espirituais, universo consitituído em função dos consumidores que interessam às agências de publicidade, para que estas veiculem publicidade das grandes empresas privadas.
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Do outro lado, a grande massa da população, que não lê esses jornais, que é vitima do processo de concentração de renda promovida pela globalização liberal. Esta maioria tem derrotado a “opinião pública” no Brasil, na Argentina, na Bolívia, na Venezuela, no Uruguai, no Equador, forjada pela direita e que pretende seqüestrar a opinião do país, que nas eleições – a maior e mais ampla pesquisa de opinião pública – tem promovido sistematicamente a eleição e a reeleição dos candidatos mais progressistas na América Latina.
Jovens não procuram notícias na Web
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Os meios de comunicação devem fazer parte dos sites que interessam aos jovens. Porém, eles não costumam procurar notícias na Internet, a menos que o conteúdo desperte muito a atenção. Em síntese, essa pode ser a postura dos adolescentes na leitura das notícias diárias, revelada por um estudo do Media Management Center (MMC) da North-Western University (EUA).
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O estudo não é exaustivo e refere-se apenas a uma amostra de entrevistas com 65 jovens entre 14 e 18 anos de Chicago. Nesse sentido, deve ser tido apenas como indicativo. Editado este mês, o relatório que avalia a atenção dada pelos jovens às notícias on-line, mostra que os meios de comunicação devem abandonar a postura passiva e procurar os locais por onde a juventude costuma navegar, bem como cativar os pais e professores para a 'causa' de motivar a leitura de notícias, reportagens, etc.
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Muitos adolescentes revelaram que não procuram notícias on-line mas são capazes de ler se as virem e algo lhes chamar a atenção (catches my eyes é a expressão em inglês). O estudo está disponível em: www.mediamanagementcenter.org e revela a existência de um mundo de oportunidades nessa frase, salienta Michael Smith, diretor executivo do MMC.
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O acesso dos jovens às notícias é feito normalmente pelos portais que acessam quando se ligam à Internet - para realizarem outras tarefas - ou em agregadores de notícias, mas raramente acessam diretamente os sites dos meios de comunicação.
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Uma outra indicação do estudo é que em termos de 'peso' das notícias, um site como a CNN é mais bem visto do que um outro órgão menos valorizado. No entanto, isso não significa que eles vão procurar a página da CNN frequentemente.
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Mesmo artigos considerados difíceis, como os de análise política, e aqueles que "os jornalistas podem chamar de 'notícias sérias' podem tornar-se interessantes, apesar deles preferirem conteúdos como: vídeos, fóruns, notícias humorísticas e estranhas, e coisas novas. No entanto, os favoritos são os de fácil uso, úteis e confiáveis, que lhes forneçam algo sobre o qual possam falar" com os amigos.
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Para os jovens, afirmam os investigadores, "as notícias são estressantes e lembram-lhes o perigo do mundo". Sendo assim, cabe às organizações noticiosas diminuir estas 'associações negativas' e abordar os assuntos de forma a esclarecê-los, mostrando, ao mesmo tempo, soluções.
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Por outro lado, o relatório também detectou um subconjunto (minoritário) de adolescentes que está sempre interessado em notícias e consideram-nas 'uma parte importante' do seu crescimento pessoal.
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FONTE: Diário de Notícias (Portugal)
Comunicação livre: delito ou direito?
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André Gardini
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"Radiodifusão sem autorização é crime federal" e "É livre aexpressão da atividade de comunicação, independentemente de censuraou licença", são duas frases que mostram as contradições,confusões e falhas do princípio legal de comunicação no Brasil. Aprimeira pode ser encontrada na definição de rádios comunitárias doMinistério das Comunicações (MC) e, a segunda, pode ser lida naConstituição (art. 5° - VIII). A partir desse paradoxo, comoexplicar as transmissões, por um número aproximado de 5 mil rádiosque funcionam sem concessão, no Brasil? Afinal, a comunicação emnosso território é livre ou é crime?
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No centro desse debate estão as rádios livres e as rádioscomunitárias. A definição de cada uma é bastante distinta. Aprimeira, é entendida pelas autoridades como uma atividade subversiva.Já a outra, é legal, desde que não contrarie a Lei 9612/98, queestabelece certas regras. Para o MC, uma rádio comunitária "é umtipo especial de emissora... deve divulgar a cultura, o convíviosocial e eventos locais; noticiar os acontecimentos comunitários e deutilidade pública; promover atividades educacionais e outras para amelhoria das condições de vida da população... não pode ter finslucrativos nem vínculos de qualquer tipo, tais como: partidospolíticos, instituições religiosas". Ao mesmo tempo, não épossível encontrar uma definição para as rádios livres, tantonosite do MC, como no site da Agência Nacional de Telecomunicações(Anatel), pois essas instituições não reconhecem a legitimidadedelas.
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Na prática, muitas rádios comunitárias funcionam como pequenasrádios comerciais, mantêm o mesmo modelo de gestão, com diretores,locutores e editoriais, e muitas cobram o "jabá" para tocaremmúsicos locais. As livres se organizam em coletivos horizontais, istoé, rompem a barreira entre locutor e ouvinte e funcionam sem finslucrativos.
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Raquel Paiva, coordenadora do Laboratório de Estudos em ComunicaçãoComunitária (LECC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),afirma que a comunicação, cada vez mais, será livre, independente degovernos, partidos e grupos empresariais. "Com o advento de novas enovíssimas tecnologias, vai ficar muito mais difícil a adoção depolíticas e medidas coercitivas. Este é um avanço na nossa era e,finalmente, conseguiremos superar o obscurantismo da Idade Média queainda grassa em países subdesenvolvidos como o Brasil", critica Paiva.
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Para ela, não se percebe, no atual governo, ações efetivas em prol dademocratização das informações. Pelo contrário, as ações adotadasaumentaram a repressão contra as rádios ilegais e comunitárias, queaguardam suas concessões. "As ações, apenas reforçam as grandesempresas já existentes, as famílias que lotearam o sistema decomunicação nacional e os políticos partidários", afirma Paiva.
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Folia de Rua 2008
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A programação do 'Folia de Rua 2008', que este ano homenageia o maestro da Orquestra Tabajara, Severino Araújo, movimenta João Pessoa até 2 de fevereiro com a participação de 30 blocos carnavalescos e a presença de diversos artistas paraibanos e de outros estados. Dentre as ações de apoio ao evento, realizadas pela Prefeitura Municipal (PMJP) – através da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) – haverá orquestras de frevo espalhadas em vários bairros, fazendo a alegria dos foliões e mantendo a tradição pré-carnavalesca da cidade. Confira a programação:

Quarta-feira * (30/01)
19h00 - Muriçocas do Miramar
‘Pra não dizer que não falei das flores’
Chico César, Diana Miranda, Renata Arruda,
Regina Brown, Beto Brito, Totonho e Fuba;
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Quinta-feira * (31/01)
18h00 – Os Afilhados – Cruz das Armas
18h00 - Galo do 13 de Maio - Conjunto 13 de Maio
19h00 - Canto do Tetéu - Jaguaribe
20h00 - Cordão do Frevo Rasgado - Manaíra
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Sexta-feira * (01/02)
16h00 – Que danado é isso? – Funcionários I
19h00 - Elefante da Torre - Torre
20h00 - Cafuçu - Praça Dom Adauto (Centro);
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Sábado * (02/02)
18h00 - Boi do Bessa - Bessa
18h00 - Urso Gay - Mangabeira
18h00 - Peruas do Valentina - Valentina Figueiredo
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Domingo * (03/02)
Desfiles de escolas de samba, tribos indígenas e clubes de orquestra;
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Segunda * (04/02)
Desfiles de batucadas, ala ursas, troças e charangas;
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Sábado * (09/02)
Desfile das campeãs do Carnaval Tradição.
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FONTE: Funjope
Comunicação Comunitária
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Iêda Pessoa
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A implementação de uma experiência de Comunicação Comunitária inicia-se com o despertar da comunidade para a necessidade de construção de uma “ponte” (canal de interlocução) entre a população carente e os órgãos públicos, isto é, aqueles que possuem o poder de mudar as situações adversas do cotidiano.
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As rádios comunitárias constituem parte fundamental deste processo. Também começam a parir de interesses coletivos, mas com o passar do tempo alguns membros da comunidade investem em equipamentos para montagem de estúdio (transmissores, mesas de som, etc.) e passam a manipular as notícias (linha editorial) e o direito das pessoas de participar. Enfim, acabam escolhendo sozinhos o foco e a direção que o trabalho vai tomar, sem levar em consideração as opiniões dos ouvintes e demais moradores. Ou seja, acabam seguindo o modelo cristalizado e centralizador da ''grande mídia.''
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Em nossa avaliação, os jornalistas e comunicadores em geral deveriam seguir sua profissão como os historiadores, buscando sempre divulgar a verdade dos fatos e não apenas manipular informações para proveito próprio, dos empresários da mídia, ou da elite.
Quadrinhos japoneses
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Wanessa Sobral
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Mangá, em termos simples, é o nome dado às histórias em quadrinhos japonesas que, diferente dos quadrinhos ocidentais, utiliza a contracapa como capa dos livros, além da leitura (seqüência da história) feita de trás para frente.
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As páginas internas são impressas em preto e branco – às vezes, algumas vêm coloridas – geralmente em papel jornal. São publicadas no Japão originalmente em revistas antológicas, com cerca de 300 a 800 páginas, em periodicidades diversas (semanais, mensais, trimestrais), trazendo capítulos de séries diferentes.
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No Brasil, a popularização do mangá teve início em meados do ano 2000 com os lançamentos de “Dragon Ball Z” e “Cavaleiros do Zodíaco”. O estilo japonês de desenhar é, sem dúvida, marcante e já possui grande notoriedade em nosso país, devido à quantidade de japoneses e descendentes que residem aqui.
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Nos anos 90, apesar da inconstância do mercado editorial brasileiro, uma revista nacional no estilo mangá conseguiu relativo sucesso: “Holy Avenger”. Nos dias atuais, grande parte dos mangás tem como base os fanzines, publicações alternativas sobre cultura, política e temas atuais.
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Apesar da aceitação do tipo de história em quadrinhos japoneses, a maioria das revistas chega ao Brasil com determinadas alterações em relação ao número de páginas por edição. Muitas vezes, dividem pela metade cada edição, elevando demasiadamente o custo das coleções.
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Dicas de leitura (mangás)
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- Angel Sanctuary
- Balde: a lâmina do imortal
- Lobo Solitário
- Neon Genesis – Evangelion
Parceria em busca do protagonismo
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Bertrand Sousa
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No dia 23/01 o Centro de Referência da Juventude Ilma Suzete Gama (CRJ Funcionários I) recebeu a visita de dois profissionais do Núcleo de Inclusão da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Sedec). A dupla integra uma equipe multidisciplinar formada por dez pessoas, que buscam estabelecer parcerias com escolas e instituições próximas da juventude pessoense, tais como: ONGs, Centros de Juventude, associações, sindicatos, entre outras.
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Para realizar um trabalho de tamanha magnitude, o Núcleo de Inclusão organizou a Rede Municipal de Ensino de João Pessoa em nove pólos, desde o início da atual gestão. “Visitamos uma grande quantidade de escolas, trabalhando a inclusão social dos jovens. Despertar os alunos para a vida escolar e o exercício dos direitos de cidadania é a nossa forma de contribuir para que tenham um espaço de representação na sociedade”, explicou José Marcos, membro do pólo nove (Cruz das Armas / Jaguaribe).
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Segundo Maria do Céu Pereira, que também integra o pólo nove do Núcleo de Inclusão, o principal objetivo para o ano de 2008 é a formação de grêmios estudantis nas escolas da Rede Municipal de Ensino (aproximadamente 90). “Neste início de ano estamos articulando apoios nas comunidades, firmando parcerias. A partir de fevereiro, com o início das aulas, vamos mobilizar os jovens para formação dos grêmios”, afirmou Maria do Céu. “Nossa meta é formar os primeiros grêmios a partir do meio do ano, mas todo processo dependerá do interesse e participação dos alunos”, completou José Marcos.
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Os grêmios são as células do Movimento Estudantil, espaços de representação e lutas, que aglutinam jovens líderes, idealistas e formadores de opinião. Em muitas oportunidades promovem alianças com movimentos sociais e populares, defendendo interesses comuns e possibilitando novas conquistas a partir da construção coletiva. “A lei federal n° 7.398, de 1985, garante a organização de grêmios estudantis como entidades autônomas para representar os estudantes em qualquer escola pública ou particular do País”, diz a revista Mundo Jovem.
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A sede do Núcleo de Inclusão localiza-se no anexo do Centro de Capacitação de Professores (Cecapro) – Av. Epitácio Pessoa – e encontra-se a disposição dos jovens para esclarecimentos sobre o atual projeto. Inclusive, alunos representantes de algumas escolas da Capital já participam das reuniões da equipe e existe a previsão de um encontro de profissionais e protagonistas juvenis no segundo semestre deste ano.
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Com efeito, a partir da capacitação dos estudantes e da juventude como um todo, a participação desse setor junto ao poder público e demais áreas do tecido social aumentará em quantidade e qualidade, possibilitando de forma concreta o protagonismo juvenil.

Estiga de Rua
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Rômulo Halysson (*)
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A cultura de rua vive um momento muito importante nos tempos atuais. Nunca foram tão intensas suas manifestações em nossa cidade. Os grafitis nos muros, os b-boys dançando, os halfs de skate espalhados pela cidade, as jovens bandas saindo das garagens e ocupando os anfiteatros, bem como as intensas expressões artísticas propostas e desenvolvidas pela juventude nas novas praças, revelam a preocupação do poder público do município em observar a participação ativa dos mais diversos setores da sociedade no processo de transformação da nossa “aldeia”.
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O movimento de skatistas há muito teve seu momento mais significativo. Porém, a demolição do half do Espaço Cultural e o fechamento da pista da Lagoa, fizeram com que seus participantes dispersassem e o movimento praticamente sumiu da cena urbana pessoense. Com a chegada de uma gestão que compreende as necessidades e anseios da juventude, a construção de espaços específicos e dos halfs nas praças alterou a rotina. Estimular as manifestações da juventude é conhecê-la. Significa, efetivamente, compreender suas reais necessidades e com ela conseguir resolvê-las.
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Ainda ontem, um dos manos skatistas me procurava para montar e apoiar o projeto de um evento de skate, batizado “Estiga de Rua”. O mais interessante não era o “Estiga” projeto, mas a “estiga” (gíria que quer dizer entusiasmo) com que o cara falava. Era como se a barreira não fosse mais a repressão de alguém a sua idéia, mas a sua participação efetiva na organização de outros skatistas. Como se conseguisse observar que o novo momento da cidade chegou até sua tribo, ele percebe que agora é sua vez de mostrar suas expressões, compartilhar com a comunidade idéias sobre o mundo e, principalmente, fazer o que gosta da sua maneira.
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Cada praça inaugurada, cada turma que conclui o Projovem ou as oficinas de um Centro da Juventude, traz a impressão de que o processo de mudança social é óbvio e na maioria das vezes mal compreendido por quem há muito tempo esteve no poder. Acredito que talvez pela vontade obsessiva de quererem moldar as pessoas, sobretudo a juventude, a partir de suas próprias premissas e compreensões, não dando à mesma, possibilidades de mostrar o que sabem e gostam de fazer, enfim, o que os identifica.

“Não há arte revolucionária sem forma revolucionária.”
(Vladmir Maiakowski)

(*) Rômulo Halysson, diretor do CRJ Ilma Suzete Gama

domingo, 27 de janeiro de 2008

Papel e contribuição social da TV Pública
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Beth Carmona
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É relativamente recente o entendimento e a prática dos conceitos de TV pública no Brasil. O país optou desde o início pelo caminho da cessão de concessões para exploração dos sinais de TV ao setor privado, não implantando nenhuma política estratégica em relação à utilização do rádio e da televisão, com objetivos claramente sociais. A presença maior do Estado no campo dos meios de comunicação só se fez sentir no início dos anos 70, quando da implantação de um sistema educativo de rádio e televisão bastante irregular e frágil, nos diferentes estados da federação. Com uma trajetória cheia de interferências políticas, as televisões educativas, atualmente mais identificadas com o conceito de TVs públicas, encontram até hoje grandes dificuldades de sobrevivência, em função da falta de uma política clara em relação à utilização dos meios de comunicação a serviço da sociedade.
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A TV brasileira, nascida na década de 50, desenvolveu-se num clima liberal, com emissoras traçando uma programação de entretenimento, alinhada por parâmetros comerciais que visam principalmente o mercado de consumo, tendo como objetivo principal sua sustentação empresarial e lucratividade, ao lado de uma política de competitividade que hoje opera praticamente sem limites ou obrigações no que se refere ao seu conteúdo.
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A indústria televisiva brasileira cresceu, estabeleceu-se e tem mostrado sua eficiência. Telenovelas brasileiras viajam pelo mundo todo e trata-se de um gênero latino mais do que reconhecido no mercado industrial. Porém, a abertura de novos canais, a chegada da TV por assinatura, há mais de 10 anos, e a competição pela maior audiência na TV aberta passou a determinar a programação, gerando nos dias de hoje, por vezes, a banalização da violência, do sexo, a discriminação e o preconceito, ignorando valores culturais da identidade nacional e ferindo, muitas vezes, os valores éticos e humanos. Os excessos e a falta de regulamentação acabaram por colocar a discussão sobre a qualidade da TV na agenda social do país.
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Hoje, a população e o Estado começam a se dar conta da necessidade de uma televisão voltada para a sociedade, com uma programação que valorize o público não somente como consumidor, mas fundamentalmente como cidadão. Um sistema público de comunicação é necessário para a democracia. Os parâmetros de qualidade dos conteúdos, a valorização da economia do audiovisual, a formação de profissionais de comunicação com espírito social, a experimentação, a diversidade de idéias e opiniões, são apenas alguns compromissos e missões do sistema público. Organizações Não Governamentais como TVER, Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) e Midiativa (Centro Brasileiro de Mídia para Crianças e Adolescentes), a Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, com iniciativas como a campanha "Quem financia a baixaria é contra a cidadania", a existência do Conselho de Comunicação Social, o movimento de democratização da comunicação, o coletivo InterVozes, são apenas algumas das ações que vêm debatendo os temas referentes à comunicação social com a opinião pública e com diferentes setores da sociedade.

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A televisão é um poderoso instrumento de fortalecimento dos valores e costumes e, portanto, deveria ser contemplada dentro de políticas públicas. O Estado praticamente tem se limitado a conceder o canal, controlá-lo do ponto de vista técnico, para a disciplina e ordenação do espectro eletromagnético. As últimas tentativas de discussão ou revisão do modelo de radiodifusão e regulamentação têm sido freqüentemente atropeladas.
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Em busca da TV Pública
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Frente a esta situação é mais do que oportuno que se discuta e se reflita sobre os caminhos e descaminhos da TV educativa e cultural no Brasil. Com a existência de um panorama comercial na TV aberta e por assinatura e de concessionárias plenamente estabelecidas, e com o sistema digital a ser implantado num futuro próximo, a importância e reafirmação da necessidade de canais de expressão e emissoras públicas é inevitável e fundamental. Qual seria o papel e a contribuição social da TV pública no Brasil, neste século XXI, que anuncia a revolução das tecnologias de distribuição de sinais e o amplo desenvolvimento dos processos de digitalização? Como financiar essa mudança?
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FONTE: http://www.comciencia.br
Meninas a um clique do abuso sexual
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Enquanto as autoridades e grandes empresas debatem os crimes sexuais que ameaçam jovens e adultos na Internet, são os pais que mais permitem a exposição dos filhos aos ataques contra a sexualidade e privacidade.
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Um dos principais exemplos são as fotos de jovens adolescentes em poses sensuais e provocativas - imitadas do que vêem na mídia altamente sexista - que enchem os álbuns de fotos (fotologs) e perfis de sites de relacionamento.
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As denúncias contra comunidades de pedofilia no Orkut - o mais popular site de relacionamentos entre os internautas brasileiros - são inúmeras, mas durante as avaliações nem sempre é possível identificar ou "tipificar", no jargão policial, o crime. Muitas vezes as tais comunidades, por mais nefastas e imorais que sejam, não podem ser acusadas de pedófilas.
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Os membros dessas comunidades reúnem e trocam entre si links para as fotos das meninas erotizadas precocemente. Assim, não são fotos clandestinas. Teoricamente, todas foram publicadas pelos donos dos perfis.
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De quem é a responsabilidade de proteger as jovens, então? Quando uma criança é encontrada num prostíbulo, os pais podem ser penalizados criminalmente, pois permitiram a exposição dos filhos a ambiente degradante. Com a Internet deveria ser a mesma coisa.
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Disque denúncia pelo Brasil
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Rio de Janeiro (21) 2253-1177
Campinas (19) 3236-3040
Itaperuna (22) 3822-1177
Caruaru (81) 3719-4545
Recife (81) 3421-9595
Goiás (61) 271-7000
Espírito Santo - 181
São Paulo - 181

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Alegria de pobre
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Sérgio Soares Campos
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"Todos os movimentos históricos foram até agora realizados por minorias, ou em proveito de minorias." (Manifesto Comunista –1872)
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Com o advento das rádios comunitárias, surge uma voz nas periferias das cidades brasileiras. Porém, como toda manifestação política vindo das classes mais pobres, a repressão logo se faz presente. Certamente no caso das rádios comunitárias não se poderia esperar que fosse diferente.
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Muitas são as histórias de perseguição às rádios comunitárias e a precisa colaboração da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), que, há mais de dois anos, divulga, de norte a sul do País, vergonhosa nota em que acusa as rádios comunitárias (em geral consideradas ilegais, piratas) de causarem vários problemas; dentre tais acusações, acusam-nas da absurda interferência que estas emissoras provocariam nos sistemas de comunicação de ambulâncias e tráfego aéreo. Também chegam a acusar as rádios comunitárias de estarem a serviço do tráfico de drogas.
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É claro que não temos só algozes, um dos maiores defensores desse movimento é o juiz federal aposentado Dr. Paulo Fernando Silveira, que publicou o livro intitulado "Rádios Comunitárias". Em se tratando das acusações que abordamos, ele escreveu o seguinte: "Falavam que as rádios comunitárias derrubam avião, e, com esse argumento tolo, tentavam desmerecer e deixar de outorgar um direito fundamental. Procurei peritos para mostrar que não derrubava, por diversos motivos: o avião é como uma caixa fechada, não recebe ondas. Outra coisa, as faixas de rádios comunitárias vão até 108, as torres operam acima de 111. Se uma rádio pudesse derrubar avião, as rádios comercias teriam muito mais chances de fazê-lo, porque são de alta potência".
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A chamada "Crise Aérea", cujo foco da mídia culminou com a queda do Airbus da TAM, revelou que as rádios comunitárias nada tem a ver com esse caos. Mas devido ao crescimento delas, que chegam a 20 mil em todo território brasileiro, as rádios comerciais tiveram que dividir as publicidades com prefeituras, estados e até com a União, além de que esses comercias custam bem menos e conseguem alcançar um maior número de ouvintes em todas as comunidades onde elas existem.
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Também é de conhecimento geral que a maioria das concessões das rádios comercias estão nas mãos de deputados e senadores, ao mesmo tempo que a outorga das rádios comunitárias depende exatamente dos deputados e senadores.
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Há quase cinco anos fundamos a Associação Cultural São Sebastião, no povoado Areias Brancas, município de Santana do Ipanema, como o objetivo de instalar uma rádio comunitária. Criamos a Rádio A Voz do Sertão, atendemos a todas as exigências legais, enviamos a documentação para o Ministério das Comunicações, mas até hoje não recebemos qualquer resposta, a não ser, claro, a visita da repressora Anatel, que chegou a lacrar os equipamentos.
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Recentemente, junto com um grupo de amigos do Bairro Lajedo Grande, aqui mesmo na área urbana do nosso município, fundamos a rádio comunitária Boa Nova e, em menos de oito meses de funcionamento, também já foi visitada pela Anatel, que lacrou os equipamentos. Agora finalmente tivemos todos os equipamentos apreendidos por ordem da justiça local.
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O povo da comunidade Lajedo Grande já estava se acostumando a ter voz, a comunidade estava feliz por ter um canal que pudesse levar a toda a população santanense e, principalmente, às autoridades, as suas queixas, suas reivindicações. Mas já se diz há muitos anos: alegria de pobre dura pouco; em muitos casos, nem começa. Que as vozes das minorias jamais se cansem, porque, enquanto houver distorções sociais, deveremos estar de plantão por um mundo mais justo!
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

População festeja nova praça nos Funcionários I
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O bairro dos Funcionários I ganhou um novo espaço para a prática de esportes, manifestações culturais e o entretenimento de crianças, jovens e adultos. A Praça Lauro Wanderley foi inaugurada pelo prefeito Ricardo Coutinho (PSB), na noite desta quinta-feira (10), e também a Estação Digital no Centro de Juventude Ilma Suzete, na mesma comunidade. O evento levou uma multidão ao local, que conheceu o equipamento público e pôde assistir ao show do grupo pessoense 'Caronas do Opala', da cantora Maria Juliana e da Banda 5 de Agosto.
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O prefeito Ricardo Coutinho (PSB) falou da importância da criação de espaços comunitários para a interação dos moradores da cidade. Ele citou a diversidade de gerações que passam a conviver de forma harmoniosa no local e as atividades que a nova praça proporciona a essas pessoas. "Estamos implantando equipamentos que trazem qualidade de vida para a população e isso é um dos principais investimentos da Prefeitura pode fazer", comentou.
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A recuperação e construção do logradouro foram executadas pela Secretaria de Infra-Estrutura (Seinfra) dentro do Programa de Recuperação de Praças, Parques, Passeios e Jardins do município. O projeto foi orçado em aproximadamente R$ 550 mil.
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Diversidade
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A população do Funcionários I foi conferir de perto todas as atrações da nova praça. Ali, pessoas de todas as idades puderam ficar em convergência e aproveitar os benefícios da oitava praça construída pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP) na gestão atual.
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No playground, as crianças faziam filas para usufruir dos brinquedos. Escorregos, gangorras e balanços pareciam não ser suficientes para tanta energia dispensada pelos meninos. Já nas duas quadras de esportes os jovens se revezavam em jogos de voleibol e futebol, também não deixando de marcar presença na pista de skate.
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O anfiteatro foi outro espaço que chamou atenção dos moradores. Com a construção desse equipamento, a população poderá ter acesso a várias atrações artísticas e culturais que semanalmente são promovidas pela PMJP. O local ganhou um visual especial, com desenhos que retratam o teatro e arte de encenar. O trabalho foi feito pelos grafiteiros 'Xhiko', 'Giga Brow', 'Jinno', 'Múmia' e 'Bob', este último morador do bairro.
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Amigos da Praça
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Cerca de 25 moradores se reuniram e criaram o grupo 'Amigos da Praça', para ajudar a preservar o novo equipamento. Eles confeccionaram camisetas e, junto com a inauguração oficial da praça, também foram ao local trajando pela primeira vez o símbolo da ação de cidadania. "Nosso objetivo é fazer com que as pessoas se conscientizem e percebam que a praça é de todos nós e, por isso, devemos mantê-la limpa e preservada", comentou o morador Nivaldo (Dinho) Mousinho.
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Já a moradora Lúcia Simplício acredita que a construção do novo equipamento é sinônimo de progresso para o bairro. "Nós queremos que nosso bairro progrida e a praça é um passo importante para isso. Estamos encantados com o que está acontecendo. É bom para o bairro e é bom principalmente para a cidade", ressaltou.

Agência Carta Maior é um veículo de comunicação que surgiu há sete anos, na ocasião do Fórum Social Mundial. A equipe se formou para concretizar um trabalho jornalístico pautado nos ideiais do evento. Foi um dos primeiros sites brasileiros a adotar o copyleft, a reserva de apenas alguns direitos sobre seu conteúdo.
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Durante esse período, a Carta se tornou um dos veículos independentes mais críveis entre os usuários freqüentadores da opinião alternativa. Referência não só no Brasil como também em vários países. Visto que também disponibiliza versões do site em espanhol e inglês com a maior parte de seu conteúdo.

Acesse: www.cartamaior.com.br
A mídia e os mitos contra a Previdência Social
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José Altair M. Sampaio (*)
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A grande mídia tem feito uma insistente campanha em torno da suposta necessidade de promover novas reformas na Previdência Social. Os "analistas" da questão previdenciária, na maioria das vezes as fontes utilizadas pela mídia para falar sobre a questão, utilizam sempre o mesmo discurso: déficit, direitos em demasia, acesso aos benefícios em descompasso com o perfil demográfico. Essas seriam as justificativas para que o governo reformasse o sistema e, na maioria das vezes, retirando direitos dos trabalhadores.
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Por meio de seus estudos, a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP), demonstra insistentemente que a Previdência, quando analisada e reformada exclusivamente sob essa ótica, diminui as possibilidades de efetiva solução, uma vez que distorce a realidade. Prova disso é que já foram implementadas diversas reformas no sistema e o discurso continua o mesmo. Conforme estudo da ANFIP e da Fundação ANFIP de Estudos da Seguridade Social, publicado na "Análise da Seguridade Social em 2006", a questão previdenciária pode e deve ser avaliada levando-se em consideração a questão da baixa cobertura previdenciária, hoje situada em 47% dos trabalhadores ocupados.

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Esse fato, combinado a outros fatores como o aumento do percentual dos trabalhadores contribuintes, melhorias no mercado de trabalho, melhoria dos salários, progressos na gestão, na recuperação de créditos e no combate às fraudes, exigiria ajustes mínimos com relação ao futuro previdenciário. Todas essas questões poderiam ser melhor entendidas pela sociedade caso todos tivessem acesso a informações completas sobre as reais necessidades do sistema. Mas, quase sempre, as informações chegam selecionadas, dirigidas e determinadas à sociedade.
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Mito é exatamente o instrumento pelo qual alguns interesses criam uma percepção parcial da realidade. O estudo pretende demonstrar que os verdadeiros impasses da Previdência Social não são os apresentados por esses "analistas", e que muito menos a solução para as contas públicas está na subtração de direitos dos trabalhadores.
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A ANFIP propõe uma verdadeira reflexão sobre o assunto a fim de que todos possam ser multiplicadores de informações sobre a Previdência Social. Para esclarecer a realidade e dar transparência às informações, iniciamos uma série de publicações sobre os mitos da Previdência, focando o mito da demografia, o do déficit, o da aposentadoria rural e o da benevolência do piso de benefícios.
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(*) Secretário de Comunicação da Fetec/CUT-PR
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Dica cultural: música

O projeto “Estação Nordeste”, idealizado pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), acontece até o dia 27 de janeiro no Busto de Tamandaré, Centro Histórico e algumas praças da Capital, trazendo shows musicais de artistas como: Zélia Duncan, Lô Borges e Luiz Melodia, Eleonora Falcone, Mamma Jaz, entre outros. Confira agora a programação completa:

Dia 10 * Praça do Coqueiral (Mangabeira)
Léo Almeida; Realidade Crua; Jackson Envenenado

Dia 11 * Praça Antenor Navarro (Centro Histórico)
Lô Borges; Tocaia da Paraíba; Dida Fialho

Dia 12 * Busto de Tamandaré (Praia de Tambaú)
Zélia Duncan; Eleonora Falcone

Dia 13 * Praça do Caju (Bessa)
Chico Correia; Hugo Leão; Toninho Borbo

Dia 17 * Praça da Paz (Bancários)
Tribo Ethnos; Cabeça Chata; Unidade Móvel

Dia 18 * Praça Antenor Navarro (Centro Histórico)
Luiz Melodia; Gustavo Magno; Mamma Jazz

Dia 19 * Busto de Tamandaré (Praia de Tambaú)
Nação Zumbi; Escurinho

Dia 20 * Praça Alcides Carneiro (Manaíra)
Anne Raelly; Kennedy Costa; Regina Brown

Dia 24 * Praça Bela (Funcionários II)
Odecasa; Chico Limeira; General Frank

Dia 25 * Praça Antenor Navarro (Centro Histórico)
Patrícia Moreira; Orquestra Spok de Frevo

Dia 25 * Praça João Pessoa (Centro Histórico)
Mira Maya; Maria Juliana; Natalie de Lima

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Sobre a censura
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Camila Teixeira
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Juntamente com a globalização veio a abertura das fronteiras de comunicação em todo mundo. Sem dúvida a indústria televisiva exerce um papel importante na formação do caráter social, político e cultural das pessoas. Em contrapartida, gera um certo comodismo por já entregar as informações “mastigadas” sem a preocupação de realizar uma programação útil e enriquecedora a qual toda a massa popular consiga filtrá-la claramente, sem deformar o aprendizado. Nesse ponto entramos em outro paradoxo: a censura. Afinal, até onde vai a liberdade de expressão?
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É comum a televisão ser taxada como a vilã responsável pela morte do rádio, do teatro, do cinema e da má educação dos jovens. Os adeptos da censura querem combater a imoralidade, as afirmações mentirosas, a violência e a promiscuidade excessivas. Acreditam que devem existir horários de respeito a cada faixa etária (Classificação Indicativa), com vocabulário e cenas compatíveis. As emissoras estariam sujeitas à multas caso desrespeitassem tais regras. Já os liberais, afirmam que devemos conviver com a liberdade de pensar e expressar idéias, visto que essa é uma atitude natural do ser humano.
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Com um lema otimista (Nuestro Norte és el Sur), a TeleSur vem ganhando espaço no cenário latino e mundial. Essa rede de TV com sede na Venezuela, foi criada para difundir valores e debater idéias sobre cultura e política dos países sulamericanos. Os norte-americanos desaprovam tal iniciativa, alegando propaganda anti-americanista e tentam impedir a transmissão do sinal da emissora no país. Essa disputa midiática entre subdesenvolvidos X desenvolvidos só pode ser assistida em rede de canal fechado. Aliás, esse é mais um impasse televisivo: até quando deveremos pagar por programações de qualidade?

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O melhor caminho a ser tomado é o Estado condicionar "sim" a liberdade de expressão. Ele tem o dever de respeitar as posições e formas de expressão de toda população, contanto que estas não agridam a integridade moral de seus semelhantes. Por sua vez, os pais devem entender que quem educa não é a TV, apesar dela ter superado a condição mero eletrodoméstico. Em todo caso, devemos evitar que a televisão se transforme em instrumento de alienação de massas e sim numa ferramenta de lazer e aquisição de conhecimento.
Mídia e violência no Brasil
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Bertrand Sousa
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Qual seria a principal consequência das coberturas "policialescas" da realidade urbana no Brasil? A mídia ajuda a propagar o pânico e a insegurança nas grandes cidades. E faz isso sem maiores preocupações, posando de defensora dos "fracos e oprimidos" pela violência. Indo um pouco mais além, podemos dizer que o sistema midiático brasileiro está funcionando como um "relações públicas", fazendo a ligação da sociedade com os poderes constituidos, algo como uma linha direta com a cidadania, numa cruzada inquisitória por justiça e paz.
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É uma grande pretenção da mídia querer se colocar como solução ou alternativa para a dramática história da luta contra o crime no Brasil. Querendo ser uma espécie de tribunal público, uma instância com plenos poderes para julgar. E neste julgamento a sociedade seria a maior vitima, enquanto a mídia desempenha vários "papéis", tais como: investigadora, vítima (como no caso Tim Lopes), testemunha de acusação, juíza, etc.
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A melhor maneira da mídia ajudar na questão da violência é cumprir seu papel social de trasmitir informações - verídicas, de preferência - com qualidade e profundidade. Os mass media não devem ficar provocando as pessoas e/ou autoridades a fazerem justiça a qualquer custo, de forma imediatista e passando por cima de tudo e todos. Não podem se deixar levar pela "radicalização punitiva" e nem "passar por cima de garantias fundamentais, anulando conquistas históricas resultantes das revoluções liberais de fins do século XVIII, e que fundamentam a idéia moderna de cidadania."
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De acordo com Sylvia Moretzon, "uma análise mais ampliada dessa ocupação de espaços não pode ignorar que se trata de uma estratégia empresarial muito bem conduzida no contexto do neoliberalismo: a redução do tamanho do Estado é compensada pela responsabilidade social de empresas cidadãs, de acordo com a formulação de uma nova ética de co-responsabilidade - entre Estado, empresas e sociedade civil - que mascara conflitos e valoriza indiscriminadamente iniciativas voltadas para fazer o bem."
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Com esta afirmação a autora desmascara a estratégia de todo o sistema midiático nacional (e talvez mundial), que aliado aos governantes e a burguesia controla o passado, o presente e o fututo da nação. E como a mídia faz isso? Através do domínio da consciência coletiva, da manipulação da opinião pública de acordo com macro-interesses empresariais e governamentais. E dessa forma, o sistema se perpetua. A História do Brasil nos mostra isso claramente.
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No final das contas - do sistema capitalista em que a mídia brasileira está inserida - o lucro é o que interessa e nada mais! Se der pra ganhar mais dinheiro as custas do medo das pessoas e ainda fazer elas acreditarem que estão recebendo um ótimo serviço de informção, um exemplo de cidadania a ser seguido, a mídia agirá dessa maneira.
Livros gratuitos na Internet
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Desde a popularização da Internet, surgiram iniciativas de cunho libertário que visavam a socialização da informação. Embora haja quem apenas disponibilize textos já caídos em domínio público, em respeito aos direitos autorais, há indivíduos e coletivos que contestam a própria existência do copyright e publicam gratuitamente material ainda sob proteção autoral. No Brasil, há vários coletivos desenvolvem este projeto, dentre eles o Coletivo Periferia e o Coletivo Sabotagem (
www.sabotagem.cjb.net).
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O Coletivo Periferia trabalha com a tradução, compilação e distribuição on line, já o Coletivo Sabotagem digitaliza os livros usando um scanner e disponibiliza para download, como também está presente no meio impresso, onde livros estão sendo democratizados e vendidos a valores muito menores que os das livrarias.
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Há muita gente que distribui, compilando ou não, textos de cunho libertário e ligado aos movimentos anticapitalistas. Um exemplo disto são os Comunicados Zapatistas, escritos pelo Subcomandante Marcos, traduzidos e divulgados por Emilio Gennari. Gennari além de distribuir estes textos, compila e disponibiliza no site Arquivo EZLN (www.chiapas.hpg.ig.com.br).
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Há ainda iniciativas individuais que também garantem a livre difusão de idéias como é o caso da Editora Quem lançaria eu senão eu mesmo www.quemlancariaeusenaoeumesmo.hpg.ig.com.br
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Embora este seja um movimento amplo de divulgação escrita, onde de certa maneira faz alusão ao Movimento de Software Livre, não há uma rede organizada trabalhando, partindo na maioria das vezes do espontaneísmo de indivíduos e coletivos. Este movimento tem tudo para organizar-se, basta que haja uma interação entre as pessoas que trabalham com a democratização da informação dos meios escritos, pois há muito material relevante sem a devida divulgação.
PMJP inaugura praça Lauro Wanderley
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O bairro Funcionários I ganha nesta quinta-feira (10/01), às 19h, a praça Lauro Wanderley, que será inaugurada pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), em noite festiva animada pela banda 'Caronas do Opala'. O Governo Municipal entrega também aos moradores mais uma Estação Digital, que vai funcionar no Centro de Referência da Juventude Ilma Suzete Gama.
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A recuperação e construção do logradouro foram executadas pela Secretaria de Infra-Estrutura (Seinfra) dentro do Programa de Recuperação de Praças, Parques, Passeios e Jardins do município. O projeto foi orçado em aproximadamente R$ 550 mil. O local ganhou duas quadras poliesportivas, pista de skate, anfiteatro, equipamentos para a prática de exercícios e espaço destinado às crianças com brinquedos. A Seinfra cuidou também da recuperação e manutenção da iluminação ornamental, pavimentação, calçadas, meios-fios, canteiros, bancos, lixeiras, pintura e drenagem. O projeto inclui ainda a parte de paisagismo, replantio e poda de árvores executados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb).
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Na segunda-feira (7/1), cinco grafiteiros coloriram as paredes do anfiteatro e da pista de skate. O teatro foi o tema central do trabalho, executado pelos grafiteiros 'Xhiko', 'Giga Brow', "Jinno" e 'Múmia', que já têm suas marcas registradas em outras obras da Prefeitura, com a participação do também grafiteiro 'Bob', morador do bairro.
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Estação Digital
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A noite será marcada também pela inauguração de mais uma estação digital. O núcleo de informática será implantado no Centro de Referência da Juventude Ilma Suzete Gama, no Funcionários I. A ação vai atender as necessidades dos jovens da comunidade, facilitando o acesso ao mundo virtual. A iniciativa tem apresentado resultados positivos nas demais unidades inauguradas pelo Governo Municipal. O projeto é desenvolvido em parceria com o Governo Federal.
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O núcleo possui onze computadores, sendo um para o uso dos monitores e os outros dez para a comunidade. Além do acesso gratuito à Internet, a Estação Digital também oferece cursos de informática gratuitos (Windows XP, Word, Excel e Power Point), nos turnos da manhã e da tarde. Segundo José Isidro, coordenador das Estações Digitais, uma turma já está formada e mais uma deve concluir as aulas até fevereiro.
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O projeto para implantação das Estações Digitais compreende 20 unidades. Dezessete já estão em funcionamento e, desse total, dez foram inauguradas oficialmente pelo prefeito Ricardo Coutinho. A Estação Digital dos Funcionário I será a décima primeira.
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Caronas do Opala
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Com um repertório eclético e cheio de releituras de clássicos do brega romântico, a banda promete animar a noite na praça Lauro Wanderley. Criado em outubro de 2006, o grupo vem conquistando o público de João Pessoa com um repertório inovador que abusa dos sucessos do brega e de clássicos da Jovem Guarda. Os músicos Sérgio Mota (vocal), Nildo Silva (bateria), Degner Queiroz (baixo), Valter Pedrosa (guitarra) e Fabiano Formiga (sintetizador) formam a banda.
O que é RPG?
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Wanessa Sobral
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Role Playing Game (RPG) é um tipo de jogo não muito convencional que mescla estratégia e interpretação de papéis, onde os jogadores seguem regras definidas por um sistema. Para vencer é necessário superar desafios impostos pelos adversários, numa história criada espontaneamente enquanto se sucede a partida.
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Assim como no teatro, os personagens devem ser interpretados; cada um deles tem um passado, com características próprias de personalidade e comportamento.No RPG há dois tipos de jogadores: (1) os que criam personagens fictícios, sobre quem terão o controle nas aventuras do jogo, de acordo com as regras escolhidas pelo grupo – geralmente entre quatro e seis jogadores; (2) o narrador da partida, função que demanda pensamento cuidadoso e bastante trabalho na hora da criação das crônicas e história dos personagens, além do julgamento de todas as ações. Esse tipo de jogador também é chamado de mestre ou Game Master (GM).
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O GM controla todos os personagens não-jogadores durante as partidas e deve considerar sempre o enredo, os conflitos, o cenário e a atmosfera do jogo. Seus guias serão antecedentes, esperanças e ambições, criando histórias que desafiem suas convicções, bem como as dos jogadores.
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Portanto, o objetivo de cada partida é a superação de desafios, e, no geral, todos os jogadores representam personagens que fazem parte de um mesmo grupo. Inicialmente, estão juntos por algum motivo comum e mesmo não sendo regra, podem disputar entre si.
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Dependendo do sistema que se faça uso, podem-se utilizar numa sessão de RPG dados, fichas e outros apetrechos. A metodologia básica é a seguinte: os jogadores pegam suas fichas, sentam-se à mesa e interpretam seus personagens sem nenhuma interação direta entre si. Mas, esse é apenas o modo mais convencional. Além dele existe um estilo de RPG que se aproxima bastante de uma representação teatral de verdade, chama-se Live Action.
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Em um Live Action (ação ao vivo) os personagens não imaginam o cenário descrito pelo narrador, mas aproveitam o espaço à sua volta para desenvolver o jogo. Nesse caso, os jogadores atuam caracterizados, representando seus personagens como numa peça de teatro. Porém, não devem se tocar, nem utilizar materiais perigosos (armas, objetos cortantes, etc.).
Tatuagem: arte corporal
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Gabriela Santos
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Há mais de 3.500 anos a tatuagem já existia como forma de expressão da personalidade dos indivíduos de uma mesma comunidade tribal – união de pessoas com as mesmas características sociais e religiosas.
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Os povos primitivos tatuavam-se para registrar fatos importantes da vida biológica: nascimento, puberdade, reprodução e morte. Depois, para relatar fatos da vida social, tais como: tornar-se guerreiro, sacerdote ou rei; casar-se, celebrar a vida; identificar prisioneiros, pedir proteção sobre o imponderável, garantir a vida do espírito durante e depois do plano físico, entre outros motivos.
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As tatuagens antigamente eram feitas com afiados dentes de porcos, reconhecidas entre os adeptos com o nome de "tatatu" – palavra que possui significado semelhante a som. Um dos povos que mais utilizavam essa técnica era a comunidade indígena. Atualmente, devido à contínua influência da cultura norte-americana, a tatuagem também é conhecida como “tatoo”, arte corporal pós-moderna, símbolo de atitude e liberdade de expressão.
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O primeiro tatuador de que se tem notícia chamava-se Lucky Tattoo, nascido na Dinamarca (norte europeu). Seus sucessores desenvolveram, ao longo do tempo, inúmeras técnicas e procedimentos para atender as exigências do público e as normas de controle, como aquelas estabelecidas pela Vigilância Sanitária, entre as quais destacamos: trabalhar com material esterilizado; usar tintas apropriadas para tatuagem; higienizar bem as mãos e o local de trabalho; utilizar luvas e máscara cirúrgica. Além disso, a pele da pessoa deve ser lavada e recoberta com produtos que diminuem o risco de infecção.
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O professor de Educação Física Everaldo Holanda, 33 anos, relembra que fez sua primeira tatuagem como forma de expressar um pensamento através do desenho. Atualmente possui duas tatuagens, a primeira foi um yang-yin – símbolo oriental do equilíbrio. Para ele a ligação dos jovens com a tatuagem é bem mais perceptível que nas pessoas de meia idade. "Esse tipo de arte corporal é a forma de mostrarem seus sentimentos", afirmou.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Dica cultural: documentário

Aruanda é o filme sobre a Paraíba que mais se tem conhecimento. A história cativou platéias de diversos lugares do Brasil e do mundo ao mostrar a realidade do sertão nordestino. Trata-se portanto do mais importante documentário já produzido pelo cinema paraibano.
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Linduarte Noronha, diretor local, documenta a vida de descendentes de escravos que haviam fundado um quilombo. Nele, vivem à margem de qualquer outra civilização e se sustentam através do comércio de potes feitos de barro, que são vendidos em outro lugarejo distante.
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Em 1960, Aruanda ganhou o público de São paulo e Rio de Janeiro e, em pleno surgimento do Cinema Novo, mostrou ao resto do país a sua própria pobreza. Glauber Rocha, nome principal do movimento, declarou que o documentário o inspirou em seu filme principal, Deus e o Diabo na Terra do Sol. "Linduarte Noronha e Rucker Vieira entram na imagem viva, na montagem descontínua, no filme incompleto. Aruanda assim inaugura o documentário brasileiro nesta fase de renascimento que atravessamos...", comentou Glauber.
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É interessante observar as condições precárias de produção e filmagem do filme. Por alguns foi vista como liberdade estética, a precariedade vista na tela é complemento do que Aruanda registra. A pobreza não é apenas dos personagens retratados, mas da própria obra. Para assistir ao vídeo (21min.54s), basta clicar em um dos links abaixo:

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

O discurso e as reprises na MTV Brasil
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Bertrand Sousa
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Não é comum em outros canais de TV - sejam eles pagos ou não - a reapresentação diária de programas. Porém na MTV brasileira esta é uma prática constante, já consolidada na programação da emissora. Se alguém perder uma atração hoje, poderá vê-la amanhã ou depois. Tal situação verifica-se até mesmo no “horário nobre”, principalmente nos meses de dezembro e janeiro.
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A aparente naturalidade deste processo deve-se a quê? A uma forma de proporcionar mais comodidade ao telespectador, deixando ele escolher o melhor horário para ver seu programa favorito? Entendemos que não é apenas este o motivo, pois segundo a teoria do discurso dominante, a repetição de idéias (neste caso, signos visuais) é um dos principais elementos para a construção do discurso persuasivo, tão presente nos meios de comunicação de massa. Ele, por sua vez, é a expressão maior de um discurso institucional, voltado para o convencimento ou alteração de atitudes e comportamentos já estabelecidos pelo “público alvo” da instituição.
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Outro motivo para tantas reprises é o compromisso com os índices de audiência do canal. Se observarmos com atenção, vamos perceber que os programas mais repetidos pela MTV são justamente aqueles que registraram os melhores números de audiência durante a semana, o mês, o ano, ou em toda história da emissora. Junte-se a isso a influência dos patrocinadores, que anunciam seus produtos nos intervalos de tais atrações e exigem a veiculação contínua de suas marcas, criando, assim, necessidades de consumo. Do ponto de vista da linguagem, o canal utiliza um tipo de argumentação para aproximá-lo cada vez mais da juventude. Muitas vezes, expressões ditas pelos VJs da emissora tornam-se moda entre os jovens.
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De acordo com a teoria da Indústria Cultural, podemos dizer que a MTV tenta padronizar valores e gostos, atendendo aos anseios da classe poderosa, moldando o comportamento dos adolescentes e jovens de classe média - que constituem a maior parte do público. Portanto, o discurso adotado pela MTV Brasil possui uma dupla configuração: a dominação ideológica, associada a persuasão e a dominação econômica, através da reprodução do modelo de consumo capitalista.
Violência contra a mulher
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Silvânia Priscila
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Em nossa sociedade muita gente ainda acha que o melhor jeito de resolver um conflito é utilizando a violência e, além disso, que os homens são mais fortes e superiores. Por diversas vezes os maridos, namorados, pais, irmãos, chefes e outros homens acham que têm o direito de impor suas vontades ao gênero feminino.
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Segundo estimativas oficiais, mais da metade das mulheres agredidas sofrem caladas e não pedem ajuda. Para elas é difícil dar um basta nessa situação. Muitas sentem vergonha, dependem emocionalmente e/ou financeiramente do agressor; outras acham que “foi só daquela vez” ou que, no fundo, são elas as culpadas pela violência; outras não falam nada por causa dos filhos, porque têm medo de apanhar ainda mais, ou porque não querem prejudicar o agressor, que pode ser preso ou condenado socialmente. Muitas se sentem sozinhas, com medo e vergonha. Quando pedem ajuda, em geral, é para outra mulher da família, como a mãe ou a irmã; ou então alguma amiga próxima, vizinha ou colega de trabalho.
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Já o número de mulheres que recorrem à polícia ainda é pequeno. Isso acontece principalmente nos casos de ameaças com arma de fogo, espancamentos com fraturas ou cortes e ameaças aos filhos. As senhoras, jovens, meninas – que sofrem violência – podem procurar qualquer delegacia, mas é preferível que registrem as ocorrências nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), também chamadas de Delegacias da Mulher (DDM).
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Embora os(as) especialistas relutem em indicar nomes de pessoas (mulheres ou homens) que vivenciaram situações de violência, para serem entrevistadas, são os depoimentos em primeira pessoa que dão força e veracidade a uma reportagem, aumentando não apenas sua capacidade de convencer, como de comover, indignar e mobilizar. Aurice da Silva, 45 anos, é um exemplo vivo deste grave problema social. Sofreu com a violência doméstica durante anos. Era violentada pelo próprio marido, que chegava a bater na filha também. Apesar da separação do cônjuge, nunca teve coragem de denunciá-lo, pois sofre ameaças até hoje.
Uma nova alternativa
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Gleydson Francisco
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As comunidades ao redor do mundo vêm passando por grandes transformações. Diariamente, pequenos grupos buscam atualizar suas propostas e organizar-se, elaborando novos caminhos para a Comunicação. Sendo assim, cresce o número de pessoas que através de um sentido construtivo e participativo de sociedade, vão ao encontro de novos meios para se comunicar, expor idéias e atingir objetivos coletivos.
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Através de rádios comunitárias, jornais de bairro, panfletos, informativos, fanzines, blogs, estamos traçando outros caminhos, rumo à Democratização da Comunicação. São as mídias alternativas a serviço da cidadania plena e das transformações sociais. Logo, o cidadão passa a ter vez e voz, mostrando sua força em meio às dificuldades do mundo contemporâneo.
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Todavia, sabemos que faltam grandes passos a serem percorridos, pois o conceito de comunidade está em fase de adaptação nesta “aldeia global” conectada em tecnologia. Muitas dificuldades surgem diariamente. Algumas são facilmente superadas, outras não. Porém, é nosso dever cívico continuar tentando, a procura de soluções. Devemos colaborar para a formação uma sociedade mais justa e digna, onde a liberdade de expressão seja exercida por todos(as).
'Férias, Arte e Cidadania' inicia terceira versão
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Começa nesta sexta-feira (04/01) a terceira versão do projeto 'Férias, Arte e Cidadania', uma iniciativa da Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). Nos seus dois primeiros anos, a iniciativa beneficiou 1.200 pessoas em suas mais de 21 oficinas e atividades de lazer oferecidas.
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Para este ano, a previsão é que cerca de 450 pessoas participem das ações desenvolvidas pelo projeto, que serão realizadas nos 11 Centros de Referência da Cidadania (CRCs) ligados à Diretoria de Organização Comunitária e Participação Popular (Dipop). Estão previstas oficinas de teatro, hip-hop, violão, crochê, dança contemporânea, confecção de máscaras, grafitagem, artesanato, artesanato com material reciclável, técnica vocal, além de passeios pelos pontos turísticos da cidade.
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As inscrições podem ser feitas em qualquer um dos 11 CRCs distribuídos em diversos bairros da cidade. Para tanto, é preciso ter entre 15 e 24 anos. As oficinas devem contemplar um máximo de 20 alunos por turma e funcionarão nas segundas, quartas e sextas-feiras, das 14 às 17h, em todos os Centros de Cidadania.
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De acordo Cassandra Figueiredo, diretora da Dipop, o objetivo da iniciativa é oferecer principalmente à comunidade fora da sala de aula nesse período atividades que propiciem a construção de valores culturais, éticos e cidadãos. "Para isso, é imprescindível que a arte e o lazer sejam valorizados como elementos que favoreçam a obtenção dessa conquista." afirmou. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3218-9228