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quarta-feira, 9 de março de 2011

Simpósio Internacional de Arte Contemporânea

Este mês será realizado em Campina Grande o evento Arte na Contemporaneidade: Pensamento, Criação e Ato de 15 a 19 de março. Como parte da programação, haverá o "I Simpósio Internacional de Arte e Cultura Contemporânea de Campina Grande", que vai reunir educadores, artistas, críticos de arte e gestores para realizar conferências sobre o tema Arte na Contemporaneidade. Além do Simpósio, está prevista a realização de Workshops e de um Festival de Artes.
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O Simpósio será realizado em 15, 16 e 17 de março no Palácio das Artes Suellen Carolini, em Campina Grande/PB. A abertura será no dia 15/03, às 20h com a Aula Magna do paraibano Paulo Sérgio Duarte. O crítico de arte e professor é referência na história da arte da Paraíba. Ele participou da criação do Núcleo de Arte Contemporânea-NAC/UFPB (1978, João Pessoa-PB).
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Entre educadores do Núcleo de Pós-Graduação em Artes Visuais UFPB/UFPE, estão: Lívia Marques, que vai abordar a necessidade do estudo da arte na contemporaneidade; Madalena Zaccara, que deve indicar a evolução das artes na Paraíba; e o artista e professor, José Rufino, que discorre sobre arte contemporânea e memória política - tema que norteia sua própria produção. Fred Svendsen e Dyógenes Chaves também participam do Simpósio Internacional. Enquanto o artista visual Svendsen dá conferência sobre arte conceitual e arte contemporânea, Chaves — que também é crítico de arte e curador — deve propor reflexões sobre o papel da crítica na arte contemporânea.
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Do Porto, em Portugal, estão confirmadas as participações de Gabriela V. Pinheiro — para falar sobre arte contemporânea no espaço das cidades — e Maria de Fátima Lambert, que realiza conferência sobre curadoria contemporânea, o novo museu. Temas como Mercado e Políticas Públicas também têm relevância no Simpósio. O diretor da revista FMQ? (Fome de Que?), Franz Lima, comenta sobre o mercado cultural do Estado e Chico César, atual secretário de Cultura, aborda a política artístico-cultural na Paraíba.
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No Simpósio haverá ainda apresentação dos trabalhos “Coleção de Coleções: antropologia do objeto museal no Instituto Ricardo Brennand” e “Graffiti e Instituições Museais no Recife: Percursos e Sentidos”, ambos de Nicole Cosh. Inscrições para o Simpósio via e-mail: projeto.pensamento.criacao.ato@gmail.com Confira também a programação completa.
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FONTE: http://pt-br.paperblog.com
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sábado, 3 de julho de 2010

Beleza interior
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Flavio Samelo
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Indo de encontro a um pré-conceito do senso comum, que diz que “as mulheres bonitas são burras, dão trabalho, e acabam virando motivo de piada”, o que é um equívoco, muitas modelos brasileiras estão provando o contrário. Elas decidiram tomar outro rumo e buscar novas ideias, referências e histórias para fazerem parte de suas vidas de correria mundo afora. Depois que comecei a pesquisar sobre isso, vi que existem vários exemplos do que todos pensam ser uma exceção. E não é.
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O mundo da moda é uma loucura, e as modelos são os soldados de frente desse mercado que envolve muito dinheiro, fama e solidão. Em sua grande maioria, são meninas novas, no auge da adolescência, com 13 anos em média, às vezes menos, que largam suas famílias para tentar o “sonho” de se tornarem famosas nas grandes cidades. E é nessa hora que a solidão pesa. Umas vão pras baladas, outras se perdem e algumas acabam voltando ao aconchego familiar. Mas existem também aquelas que decidem buscar um meio termo em tudo isso, algo que requer uma cabeça forte, força de vontade e foco.
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Acabei conhecendo algumas modelos que, através da arte, encontraram uma saída, uma balança que as ajuda a equilibrar seus desejos, decepções e sonhos com suas fortes identidades próprias. Durante um casting, ou entre um desfile e outro, o ócio que as acompanha serve de espaço para que as ideias se ordenem, transformando suas experiências em inspiração para criar. O resultado é uma produção, na maioria das vezes, desprovida de academicismos, o que garante uma originalidade sem igual aos trabalhos.
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No caso de Jéssica Pauleto, 19 anos, gaúcha de Garibaldi, a fotografia sempre foi um hobby. Por influência de outros fotógrafos, alguns também do mundo da moda, o potencial da menina acabou sendo impulsionado. Suas fotos são cheias de referências a sua cidade natal e mostram a relação dessas referências com os lugares por onde ela passa a trabalho. “Fotografar envolve sentimento e sensibilidade”, diz Jéssica.
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Focada em sua produção fotográfica, Jéssica sabe o que procura: “Quero fazer uma imagem que toque de alguma forma quem a vê, quero criar imagens que façam os outros pensarem”. Inspirada por Robert Doisneau, Bresson, Ansel Adams, Brassai e em especial Paolo Roversi, a fotógrafa busca as referências certas para o que quer fazer com seu trabalho: “Não são apenas fotografias de moda, comuns, mas sim arte de verdade”. Jéssica atualmente cursa a faculdade de fotografia em São Paulo, onde se dedica intensamente a sua produção.
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Outra gaúcha é Palloma Dreher, 22 anos, natural de Porto Alegre, mas que logo cedo se mudou com a família para Viamão, uma cidade vizinha. Seus desenhos surgem entre uma espera e outra de trabalho, mas suas pinturas feitas com tinta a óleo são produzidas em seu apartamento, num clima mais tranquilo e com uma ideia forte em cima.
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Tudo começou como uma forma de ocupar o tempo livre, mas logo ganhou um novo rumo: “Minha arte é muito mais emocional do que racional”. Quando perguntada sobre suas referências, os nomes de Basquiat, Picasso, Bernard Buffet e Pollock mostram de onde ela trouxe a expressividade visceral de seus desenhos, sem muita preocupação realista nos assuntos representados. Algumas de suas telas estão expostas na galeria Memmi, em Paris. Seu site está em fase de produção, onde ela vai poder mostrar mais de seus trabalhos ainda pouco conhecidos, mesmo por suas amigas modelos.