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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Exercícios físicos e saúde
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Sérgio Neves Jr. (*)
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Por que praticar exercícios físicos? O que devo praticar? Essas e muitas outras dúvidas permeiam a mente de inúmeros interessados em melhorar sua saúde com um mínimo de mudanças em seu estilo de vida. O ser humano tem como dádiva a capacidade de movimentar-se, e desta forma tem como necessidade estar em constante movimento.
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As atividades físicas sempre fizeram parte da vida do ser humano, sendo uma necessidade para a vida. Caçar, pescar, correr, nadar, andar, plantar; antes da industrialização, o homem vivia em constante movimento, sendo as atividades físicas necessidades primárias. Hoje, com a industrialização e modernização, tornamo-nos indivíduos menos ativos em busca do comodismo, do conforto: vidro elétrico, controles remotos, elevadores, compras por Internet, vídeo games, televisão, etc.
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Sem refletirmos sobre a perda do movimento, abrimos mão desta dádiva, em razão da maior desculpa: “a falta de tempo”. Caso queiramos ganhar tempo, devemos investir no movimento de nossos corpos, pois o sedentarismo aumenta o risco de morte em 25%. Além disso, aumenta a probabilidade para aquisição das denominadas doenças silenciosas, ou ainda, as crônico-degenerativas, levando o indivíduo a uma menor expectativa de vida, além das restrições e dependências. Diabetes, obesidade, osteoporose, hipertensão, cardiopatias, câncer, entre outras, podem ser evitadas ou amenizadas pela prática de exercícios físicos. Mesmo quem as tem deve procurar exercitar-se constantemente, a fim de evitar o seu agravamento.
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Os exercícios físicos tendem a aumentar nossa resistência física, força muscular, flexibilidade, humor, entre muitos outros benefícios. Com a melhora de nossa capacidade funcional, aumentamos nossa disposição para realizar trabalho, podendo este ser em prol de nosso lazer ou sustento. É bem verdade que o homem tem vivido mais, várias pesquisas relatam este fato; no entanto devemos refletir em que condições estamos vivendo mais.
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A tecnologia aliada à medicina intervencionista e epidemiológica vem intervindo na morte, proporcionando maior expectativa de vida; no entanto, estamos nos tornando incapazes e, em muitos casos, dependentes. Isso é viver mais? Viver mais é envelhecer mantendo nossas capacidades funcionais, permitindo-nos estar inseridos de forma participativa em nossa comunidade, sociedade, enfim, no mundo, independentemente de nossa idade.
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A idade representada por números, denominada como cronológica, é apenas uma referência do tempo de nossa existência no mundo. Dois indivíduos com a mesma idade cronológica de 70 anos podem ter capacidades funcionais diferentes. Ou seja, uma pessoa de 70 anos pode ter a idade biológica de 50 anos, devido aos efeitos da prática de exercícios físicos ao longo de sua vida. Isto é fato científico. Devemos lembrar que um indivíduo com seus 25 anos (idade cronológica) pode ser considerado mais velho que um senhor de 60 anos (idade cronológica), levando-se em consideração a idade biológica. Isto irá depender de seus hábitos de vida e de que tipo de investimento realizou ao longo de seus anos em prol de sua saúde.
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Existe hoje um consenso mundial sobre a importância da prática de exercícios físicos como promotores da saúde em todas as faixas etárias. Baseado neste consenso, exercitar-se é o melhor investimento. No entanto, todo bom investimento nos exige algum esforço. Abra uma poupança saúde, a cada dia coloque 30 minutos de exercícios físicos em seu cofre. No final de alguns anos seu cofre, ou melhor, seu corpo estará cheio de saúde. Faça do seu presente um presente para o seu futuro.
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(*) Graduado em Educação Física, mestrando em Gerontologia (UNB–DF).
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Redes sociais: uma prática inclusiva (parte I)
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Walter Ude

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Trabalhar dentro da perspectiva de redes sociais implica em tentar reconstruir nossa maneira de enxergar e compreender o mundo em que vivemos. Significa admitir que tudo está em relação com tudo e que não há como isolar uma parte sem considerar o todo e nem trabalhar o todo desconsiderando suas partes mais específicas, pois, na partícula mais minúscula do universo, encontramos a complexidade que a caracteriza.
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As tradicionais tentativas de isolar elementos de um sistema num ambiente totalmente imune são impossíveis e ilusórias para quem concebe o mundo funcionando em constante interação – ora passando por momentos mais regulados, ora por conflitos e contradições. Adotar essa postura diante da vida representa assumir a busca de uma prática e de uma ciência mais ativas e mais conscientes (Morin,1996). Na verdade, o mundo sempre funcionou sem rede, mas a lógica capitalista produziu e desenvolveu formas extremamente setorizadas e fragmentadas de lidar com a realidade que, tem gerado uma crença naquilo que Dejours (1999) chama de um “individualismo triunfante”.
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Temos presenciado mudanças significativas no mundo diante do chamado mercado globalizado, do livre comércio, da terceirização de serviço público, do enfraquecimento do Estado, da acelerada substituição do trabalho humano pelas denominadas novas tecnologias e do conseqüente desemprego estrutural, o qual tem gerado altos índices de pobreza e miséria no atual contexto brasileiro. Esse quadro, aqui brevemente comentado, tem produzido diversos problemas sociais e vem gerando níveis elevados de violência, de corrupção e de descaso com a vida.
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Constata-se certo relaxamento em relação a determinados princípios morais e éticos fundamentais para a regulação de uma sociedade que pretende garantir aspectos básicos para uma vida cidadã. Essa configuração do contexto atual impõe que a sociedade civil reveja sua forma de participação. Parece que a idéia de que atualmente se pertence a um mundo globalizado retirou das pessoas um pouco do sentido de pertencimento a uma nação e a um local de origem. A velocidade das aceleradas transformações implementadas pelo denominado projeto neoliberal tem impedido, avaliações coletivas sistemáticas quanto às conseqüências das atuais propostas políticas, econômicas e sociais para a vida do povo brasileiro. Optar por um mundo regido pelo imediatismo – segundo as normas de um mercado global – é uma postura arriscada.
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Por outro lado, nossa história apresenta-se marcada por uma relação de dependência com o Estado, como se fosse o único responsável pelas políticas de assistência e de seguridade da população. Esse traço social tem nos impedido de construir uma avaliação coletiva para pensarmos outra forma de organização social, na qual o Estado fosse regulado por decisões surgidas da coletividade. Quanto às relações de emprego, nossa trajetória histórica, social e cultural se deu de uma maneira semelhante. Sempre ficamos esperando do patrão sua oferta de emprego e o conseqüente pagamento de um salário pelos serviços prestados. Enfim, não aprendemos a construir juntos um projeto coletivo de sociedade. Criou-se uma relação dualista em que, de um lado, ficou o Estado e o patrão e, do outro, o usuário e o empregado
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Diante disso, as pessoas têm encontrado algumas dificuldades em buscar apoio, construir elos com outras pessoas, grupos, movimentos e instituições, para tentarem organizar novas propostas de vida, apesar da solidão, do sofrimento, da precariedade ou da insegurança que enfrentam no seu cotidiano. Em outras ocasiões, têm o desejo de compartilhar idéias, invenções, propostas ou alegrias e não conseguem encontrar espaços de expressão e de comunicação. No entanto, o ser humano e nenhuma outra forma de vida existente nesse planeta nasceram para viver em isolamento. Do contrário, adoecem ou até mesmo morrem.
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Contudo, vivemos numa sociedade capitalista que, cada vez mais, tem estimulado a segregação das pessoas, levando-as, muitas vezes, a ações individualistas e particulares, tais como: construir condomínios fechados e aparelhados com diversos sistemas particulares de segurança; pagar seguros de aposentadoria, moradia, de veículo e de vida, entre outros; em vez de tentar discutir as condições que estão produzindo a violência e a insegurança na nossa sociedade. Enfim, buscam-se soluções individuais sem considerar o coletivo. Essa lógica favorece a ideologia dominante, pois aumenta a lucratividade dos agenciadores de seguros, e esses processos não são avaliados ou questionados. Em síntese, existe uma indústria da violência e outra da proteção privada, sendo que elas se complementam, apesar de aparentarem ter uma lógica oposta.
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FONTE: Redes sociais: possibilidade metodológica para uma prática inclusiva. In: Carvalho, et al. (org.). Políticas Públicas. Belo Horizonte, Editora UFMG/PROEX, 2002.
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Dica cultural: música
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O adolescente como protagonista
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Antônio Carlos Gomes da Silva
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Ao perguntar-nos acerca do tipo de jovem que queremos formar, concluímos que é aquele autônomo, solidário, competente e participativo. Refletindo sobre essa questão, surgiu-nos a idéia de protagonismo juvenil, conceito que veio preencher uma lacuna teórico-prática neste campo.A palavra protagonismo é formada por duas raízes gregas: proto, que significa “o primeiro, principal”; agon, que significa “luta”. Agonistes, por sua vez, significa “lutador”. Protagonista quer dizer, então, lutador principal, personagem principal, ator principal.
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Uma ação é dita protagônica quando, na sua execução, o educando é o ator principal no processo do seu desenvolvimento. Por meio desse tipo de ação, o adolescente adquire e amplia o seu repertório interativo, aumentando assim sua capacidade de interferir de forma ativa e construtiva em seu contexto escolar e sócio comunitário. O centro da proposta é que, através da participação ativa, construtiva e solidária, o adolescente possa envolver-se na solução de problemas reais na escola, na comunidade e na sociedade. Um dos caminhos para que isso ocorra é mudar nossa maneira de entender os adolescentes, e de agir em relação a eles. Para isso, temos de começar mudando a maneira de vê-los. O adolescente deve começar a ser visto como solução, e não como problema.
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No interior dessa concepção, o educando emerge como fonte de iniciativa (na medida em que é dele que parte a ação), de liberdade (uma vez que na raiz de suas ações está uma decisão consciente) e de compromisso (manifesto em sua disposição de responder por seus atos). Assim quando o adolescente, individualmente ou em grupo, se envolve na solução de problemas reais; atuando como fonte de iniciativa, liberdade e compromisso; temos, diante de nós, um quadro de participação genuína no contexto escolar ou sócio-comunitário, o qual pode ser chamado de protagonista juvenil.
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Na perspectiva do protagonismo juvenil, é imprescindível que a participação do adolescente seja de fato autêntica e não simbólica, decorativa ou manipulada. Essas últimas são, na verdade, formas de não-participação que podem causar danos ao desenvolvimento pessoal e social dos jovens, além de minar a possibilidade de um convívio autêntico entre eles e seus educadores.
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A participação é a atividade mais claramente ontocriadora, ou seja, formadora do ser humano, tanto do ponto de vista pessoal como social.Educar para participação e criar espaços, para que o educando possa empreender, ele próprio, a construção de seu ser. Aqui, mais uma vez, as práticas e vivências são o melhor caminho, já que a docência dificilmente dará conta das múltiplas dimensões envolvidas no ato de participar. Na vivência dessa pedagogia, o educador já não pode limitar-se à docência. Mais do que ministrar aulas, ele deve atuar como líder, organizador, animador, facilitador, criador e co-criador de acontecimentos, por meios dos quais o educando possa desenvolver uma ação protagônica.
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A adesão à perspectiva pedagógica do protagonismo juvenil vai muito além da assimilação, pelo educador, de algumas noções e conceitos sobre o tema. Antes de tudo, essa adesão deve traduzir-se em um compromisso de natureza ética entre o educador e o adolescente. O protagonismo deve ser vivido como participação do adolescente no ato criador da ação educativa, em todas as etapas de sua evolução.
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Além de um compromisso ético, a opção pelo desenvolvimento de propostas baseadas no protagonismo juvenil exige do educador uma clara vontade política no sentido de contribuir, pelo seu trabalho, para a construção de uma sociedade que respeite os direitos de cidadania e aumente progressivamente os níveis de participação democrática. Mas a clareza conceitual, o compromisso ético e a vontade política só potencializam verdadeiramente sua ação, quando o educador está comprometido em níveis que ultrapassam em profundidade o conhecimento do assunto, ou seja, quando ele está emocionalmente envolvido com a causa da dignidade plena do adolescente. Para que isso ocorra, o educador deve evitar posturas que inibam a participação plena dos jovens
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FONTE: Cadernos de Juventude, Saúde e Desenvolvimento;
Ministério da Saúde, Brasília, 1999.
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Restrições à Internet, uma falha na democracia
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Neiff Satte Alam (*)
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A interatividade e a diversidade estão plasmadas nos caminhos desta fantástica tecnologia que viabiliza a Internet. Considerada um caminho de infinitas conexões e que globaliza o conhecimento e o coloca acima do poder, permite que as fronteiras entre os países desapareçam e comece a se formar um pensamento universal plural, mas disponível a todos os homens.
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As ditaduras não poderão resistir muito tempo à liberdade de idéias que circula pelo espaço cibernético (ciberespaço), o que levou Pierre Lévy a manifestar que este “... é um dos motivos pelos quais sou um grande entusiasta dessas técnicas de comunicação. Não pela proeza técnica em si, mas porque há uma relação profunda entre o progresso das formas de comunicação e o progresso da democracia, o progresso da emancipação do ser humano.”
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Quando, às vésperas de uma eleição, no exato momento em que a interatividade entre candidatos e eleitores deveria ser aumentada, pois é o momento em que devemos todos conhecer os que dirigirão os destinos da comunidade, a Internet começa a ser amordaçada. Sítios de relacionamento são fiscalizados e regrados de tal forma que perdem o sentido de uma liberdade de comunicação franca e proveitosa.
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O conhecimento cede ao poder restritivo dos que não percebem a importância da interatividade proposta pela Internet. Restam informações soltas e que não contribuem para a cidadania plena e um fortalecimento democrático onde a escolha de um candidato será tanto melhor quanto mais for este conhecido, isto é, escondem-se os candidatos no momento em que mais deveriam ser conhecidos, questionados e forçados a mostrarem todo o seu potencial. Se o eleitor tiver maior acesso à grande diversidade em que se constituem as propostas dos candidatos, maior será o número de opções. Esta maior capacidade de escolha deverá fortalecer a democracia, pois não há democracia sem pluralismo, sem escolha.
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A política restritiva ao uso da Internet é, portanto, um resquício ditatorial do temor da informação e do conhecimento, pois, temem os que assim pensam que os avanços democráticos desalojem políticos carreiristas e desfaçam currais eleitorais.
Não deverá ser por outro motivo que alguns países fazem uma censura tão severa à Internet, não a sites pornográficos ou de conversação descomprometida, mas a sites que tratem de política, sociologia, filosofia, história ou qualquer outra área do conhecimento que permita uma abertura de horizontes no sentido da diversidade e interatividade na construção de um mundo sem fronteiras e globalizado pelo conhecimento.
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(*) Professor universitário aposentado.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Torneio Esportivo CRJ Funcionários I

Bertrand Sousa

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O ano de 2009 começa movimentado nos Funcionários I, em João Pessoa. O Centro de Referência da Juventude (CRJ) Ilma Suzete Gama, em parceria com o Conselho Gestor da Praça Lauro Wanderley (Congeplaw), promove o “Torneio Esportivo CRJ Funcionários I” entre os dias 30/01 e 01/02.
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As equipes convidadas, nas modalidades: futsal, vôlei, handebol (masculino e feminino), além do basquete masculino, estão prontas e na expectativa de realizar grandes jogos durante a competição, que acontecerá nas duas quadras da Praça Lauro Wanderley. A seguir, mais detalhes sobre a programação do evento.
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Nesta sexta-feira (30/01), a partir das 16h, ocorre a fase classificatória de cada modalidade. No sábado (31/01), mesmo horário, teremos as finais. E, finalmente, no domingo (01/02), às 19h, haverá uma cerimônia de premiação dos times campeões, que receberão troféus e medalhas. Na ocasião será lançado o projeto de cultura da Praça, o Re-treta, que buscará dinamizar as ações culturais no bairro.

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Para encerrar o evento em grande estilo, teremos apresentações de Dança de Rua e Percussão, além de shows musicais com Bona Akotirene e Mira Maya. Portanto, a combinação certa para este fim de semana nos Funcionários I é: juventude, esporte e cultura. Participe!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Fórum Mundial de Mídia Livre (FMML)
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Renato Rovai

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Debater alternativas para construir uma nova estrutura de comunicação planetária é fundamental para que possamos sonhar com um “Outro Mundo Possível”. Nos dias 26 e 27 de janeiro midialivristas de todos os cantos do planeta se reunirão em Belém-PA para encarar esse desafio, antes do Fórum Social Mundial (FSM), que começa no dia 27 à tarde. Será a primeira edição do “Fórum Mundial de Mídia Livre”. A programação terá duas mesas, um seminário e uma assembléia de confraternização e encaminhamentos.
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A primeira mesa será sobre “Como Ampliar o Midialivrismo”. A idéia é debater formas de aumentar a capacidade de nossa rede de informação para que os veículos que produzimos se tornem ainda mais fortes. A verdade é que o campo da informação livre já é muito maior do que nossos adversários midiáticos gostariam que fosse. E só não tem sua real importância reconhecida porque se isso acontecer teremos de receber o apoio que eles recebem, por exemplo, em verbas públicas.
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A mesa dois será: “A Mídia e a Crise”. Nela será discutido o comportamento e a responsabilidade dos conglomerados midiáticos na atual crise da globalização. O processo de desinformação a que fomos submetidos teve e tem um preço. E a mídia comercial é sócia desta conta. Ainda no primeiro dia acontecerá o Seminário de Comunicação Compartilhada, que tem como um dos objetivos criar interação entre projetos e midialivristas brasileiros e internacionais no exercício de outra comunicação.
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No dia 27, antes da marcha, a idéia que está em debate é de realizar uma grande assembléia/confraternização de encerramento. Nela, os participantes poderão tanto apresentar seus projetos, como propostas de luta e/ou mesmo buscar parceiros para novas iniciativas midiáticas. Como tudo que acontece na dinâmica do FSM, o FMML também vem sendo realizado na militância e na base do consenso progressivo.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)

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A expressão é utilizada para denominar todas as infecções transmitidas através de contato sexual, durante relação oral, vaginal ou anal sem proteção. Algumas também passam da mãe para o filho, antes ou durante o parto, e por transfusões de sangue contaminado. A maioria das DSTs afeta o aparelho genital masculino e feminino, por isso também são chamadas de “infecções genitais”. As do aparelho reprodutor feminino incluem as sexualmente transmissíveis e as decorrentes do aborto ou parto feito sem condições de assepsia. Algumas DSTs, como a sífilis, hepatite B e a infecção pelo HIV, podem afetar outras partes do corpo humano, como: olhos, boca, sistema nervoso, reto e aparelho urinário.
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Pelo menos 20 agentes infecciosos podem ser causadores de DSTs. Alguns são vírus, como no caso da AIDS e do herpes e, até o momento, não são eliminados com medicamentos. Porém, as DSTs mais comuns e mais conhecidas: sífilis, gonorréia, cancro mole, infecções por clamídia e uretrites não gonocócicas, são causadas por bactérias e podem ser completamente curadas. O impacto da AIDS está enfatizando a necessidade de prevenir e tratar outras infecções que são transmitidas durante a relação sexual sem proteção. Isto porque a presença de uma DST aumenta o risco de infecção ou de transmissão do HIV quando um dos parceiros está contaminado.
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, anualmente, no mínimo uma em cada dez pessoas sexualmente ativas adquire uma DST. As DSTs têm impacto muito grande sobre a saúde da população, especialmente entre as mulheres e os bebês recém-nascidos. Nos países em desenvolvimento, as pessoas, em geral, têm dificuldade em buscar tratamento. São comuns os serviços de saúde não existirem no local, serem de difícil acesso, ou apresentarem atendimento inadequado.
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Tão importante quanto conhecer as DSTs é compreender como a ação educativa pode contribuir para a interrupção da cadeia de transmissão. Um dos fatores que mantém essa cadeia é o período que uma pessoa se mantém infectada. Quanto maior e sem tratamento, maior é a chance de transmitir para um(a) parceiro(a) sexual. No entanto, se esta pessoa for bem informada e motivada para cuidar de sua própria saúde, ela procurará o posto de saúde para o diagnóstico e tratamento correto da DST apresentada. Quanto maior o número de parceiros(as) sexuais que uma pessoa tem sem proteção, maior é o risco de transmitir ou adquirir uma DST.
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FONTE: Manual do Multiplicador: prevenção às DSTs/AIDS.
Ministério da Saúde, 1996.
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Brasil: diga NÃO à violência
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Claúdia Brandão Parise

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Quem de nós não se sensibiliza com a violência do dia-a-dia, com a miséria, a fome, a injustiça, o preconceito? Vivemos numa sociedade que cultiva o mito da cordialidade como forma ideológica de mascarar a prática histórica e cotidiana da violência em suas várias modalidades. Basta vermos os noticiários de TV, os jornais, revistas, para nos certificarmos de que, comumente, a violência é empregada no enfrentamento dos conflitos urbanos, familiares e institucionais.
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A violência e agressividade entram em nossas vidas em meio ao trânsito, à pressa e às obrigações que enfrentamos diariamente. Sendo assim, muitas vezes nos sentimos impotentes, temerosos, indefesos, ou pior, indiferentes a este problema. O fenômeno da violência vem a cada dia tomando maiores proporções. Ações preventivas precisam acontecer, a partir das organizações governamentais, não-governamentais e da sociedade civil como um todo.
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A violência estrutural característica da sociedade brasileira – marcada por profundas desigualdades na distribuição da riqueza social – faz com que aumente progressivamente o número de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza, gerando a injustiça social. Milhares de pessoas têm os seus direitos mais elementares violados devido ao profundo processo de espoliação a que são submetidas: direito à vida; à moradia; à saúde; à alimentação; à educação; à segurança; ao lazer, entre outros. A violência estrutural aliada à violência das relações de gênero e outras formas de violência (física, psicológica, sexual, negligência/abandono) ocorrem tanto no interior das famílias como nas demais instituições sociais: escolas, creches, hospitais, abrigos, etc.
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A violência doméstica/intrafamiliar é um fenômeno que acontece em todas as classes sociais e vem atingindo cifras espantosas, constatando-se não só episódios de violência contra a criança e o adolescente, mas também a violência da criança e do adolescente no ambiente familiar, escolar e comunitário. Entretanto, falar da violência intrafamiliar – que ocorre no espaço doméstico contra crianças e adolescentes – não é tarefa fácil. É necessário, primeiro, combater alguns mitos, como, por exemplo, o da maldade da infância e da bondade dos pais, os quais são reproduzidos ideologicamente de forma a tornar indiscutível, sagrada, a autoridade dos pais sobre os filhos e a obediência inconteste dos filhos perante os pais. Uma autoridade que, a princípio, seria exercida no mais legítimo interesse dos filhos.
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Outro mito que ainda existe na sociedade é o da família perfeita, harmoniosa, isenta de conflitos, e por isto mesmo incapaz de um gesto de violência. Uma das maiores dificuldades para enfrentar a questão é que as pessoas e, às vezes, até as próprias vítimas, consideram as agressões como normais, como se fizessem parte do processo disciplinador de educação. E por acontecer entre quatro paredes, num espaço privado, costuma ser camuflada por um verdadeiro “complô do silêncio”, do qual costumam participar pais, parentes, vizinhos e, infelizmente, até mesmo profissionais de diversas áreas.
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O enfrentamento da violência doméstica contra crianças e adolescentes é responsabilidade de todos. Trata-se de fenômeno complexo, provocado por fatores conjunturais, sociais, econômicos, políticos, religiosos, culturais, temporais, situacionais e até mesmo patológicos. Exemplos: conflitos do casal, desemprego, dívidas constantes, gravidez não aceita, abuso de remédios, alcoolismo, isolamento da família, distúrbios psicológicos, etc., que, conjugados aos estruturais, podem predispor a eclosão da violência contra crianças e adolescentes no seio de uma instituição familiar, na qual o poder se distribui desigualmente e onde a opressão dos mais fracos seja a regra socialmente aceita.
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O que podemos fazer frente a este fenômeno? É nosso dever comunicar às autoridades competentes todo caso de maus tratos suspeitos ou confirmados, conforme preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente em seu artigo 13°, pois a omissão é passível de pena legal e pode até ter conseqüências fatais para as vítimas. Entretanto não basta notificar, a intervenção nestes casos requer sensibilidade, habilidade e alguns conhecimentos específicos
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O melhor do Fotojornalismo em 2008
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A seleção que você vai ver nos links abaixo foi feita pelo jornal The Boston Globe. Como em toda lista desse tipo, é certo que terá havido alguma injustiça, o que, de forma alguma, desdoura as imagens escolhidas. São 120 fotos, entre elas algumas verdadeiramente chocantes - nesses casos, você encontrará uma advertência antes da exibição. A apresentação está dividida em três partes, com 40 fotos cada. Clique nos links a seguir:
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Parte 1 Parte 2 Parte 3
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O planeta mídia e a sociedade parabólica
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Sergio de Souza Brasil
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Vivemos em uma era da info-tele-computocracia onde um novo jogo de saberes e relações produz sistemas econômico-sociais muito singulares. As relações entre o homem e seu entorno, por exemplo - outrora objeto das querelas de uma filosofia da História - foram reduzidas ao par progresso-futuro fundado na militância iluminista de que a concepção de Ciência deve se restringir a um utilitarismo de resultados.
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É bom observar que Marx, no Manifesto Comunista, já assinalara que o pensamento burguês - urdido nos propósitos da racionalidade instrumental - havia profanado os valores éticos e engendrava um mercado que, em expansão contínua, invadia todos os espaços geográficos e culturais. Assim, as crenças do século XIX de que o progresso material emanciparia o Humano e de que a Razão iria liberar o pensamento de qualquer obscurantismo transmutaram-se em efetivos agentes da dominação. A essência desta instrumentalização do progresso está hoje espelhada na internacionalização crescente dos aparatos tecnológicos, sobretudo os compromissados com os sistemas informacionais e de teletransmissão.
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Estamos, na verdade, em uma civilização dos recursos técnico-operacionais sob a condição imperativa da máxima acumulação capitalista. E o senso comum vive então o otimismo de um mundo orientado pela ideologia da Grande Sociedade, organizada na abundância e na livre-troca, ratificando a farsa neoliberal do mundo único das múltiplas oportunidades. As técnicas, a cultura tecnológica e os modos de internacionalização do capital nos colocam, agora mais do que antes, frente a uma nova cartografia política.
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O livro de Dênis de Moraes, "O planeta mídia: tendências da comunicação na era global" (Letra Livre Editora, 1998), pretende refletir, como pano de fundo, a essencialidade de tais questões, mas também oferece ao leitor uma rica investigação sobre os jogos de poder e as relações de intimidade existentes entre os pouco diferenciados senhores das enunciações mediáticas. Aliás, como pesquisador sequioso de ver reveladas as farsas montadas pelos novos impérios da informação, Dênis já havia observado, com preocupação, a multiplicação das fusões e concentrações que subscrevem a chamada sociedade da informação global.
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Em "Planeta Mídia" o autor nos oferece um mapa quase completo sobre a nova ordenação dos setores tecnológicos: informática, telefonia e televisão, que se amalgamam na multimídia e na Internet. Essa mutação do capitalismo, a logística das alianças, o modo como se pode explorar o conhecimento e os embates competitivos das empresas gigantes convertidas em "senhoras do mundo" fazem dos nove capítulos do livro, segmentados em duas partes, um documento indispensável a qualquer leitor desejoso de compreender o que se passa nas esferas de um poder propalado como invisível.
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Para tanto, Dênis nos faz ver que os atuais megaconglomerados se dispõem a nos arrastar para uma enervante espiral de sobreinformação produzida por empreendimentos comerciais que se entrelaçam internacionalmente, ao ponto de confundir cada um de nós e, portanto, obscurecendo a análise crítica. "A própria noção de informação", escreve Dênis, "não se cinge mais à idéia de notícia e embute concepções distintas: informação de base - base de dados, acervos digitais, arquivos multimídias; informação cultural - filmes, vídeos, jornais, programas televisivos, livros, etc; e know-how - invenções, patentes, protótipos etc.".
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Vivemos, pois, numa complexa teia de relações cuja trama está em produzir uma rede de fluxos fundados em um conhecimento que só se torna possível através das tecnologias da informação. Estamos operando pela externalidade, pelo outro maquínico, o que nos obriga a repensar a própria natureza do saber contemporâneo. O autor indica que as desigualdades entre países industrializados, emergentes e subdesenvolvidos determinarão uma redefinição no interior das redes mundiais, com evidentes ganhos para a questão democrática, e que só através de efetivas pressões sociais será possível o controle dos conglomerados existentes. A solução está, pois, na formulação de um novo projeto de luta política que não nos deixe à sombra destes poderes tão sedutores e persuasivos. Quem lutar poderá então responder.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A questão da gravidez precoce
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Lúcia Helena Salvetti
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A gravidez precoce é considerada como um problema de saúde pública no Brasil e em outros países. No Brasil, uma em cada quatro mulheres que dão à luz nas maternidades tem menos de 20 anos de idade. Estas meninas que não são mais crianças, nem tão pouco adultas, estão em processo de transformação e, ao mesmo tempo, prestes a serem mães. O papel de criança que brinca de boneca e de mãe na vida real, confundem-se e na hora do parto é onde tudo acontece. A fantasia deixa de existir para dar lugar à realidade. É um momento muito delicado para essas adolescentes, e que gera medo, angústia, solidão e rejeição.
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As adolescentes grávidas vivenciam dois tipos de problemas emocionais: um pela perda de seu corpo infantil, e outro por um corpo adolescente recém-adquirido, que está se modificando novamente pela gravidez. Estas transformações corporais rapidamente ocorridas, de um corpo em formação para o de uma mulher grávida, são vividas muitas vezes com certo espanto pelas adolescentes. Por isso é muito importante a aceitação e o apoio quanto às mudanças que estão ocorrendo, por parte do companheiro, dos familiares, dos amigos e principalmente pelos pais.
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A escola muitas vezes não dispõe de estrutura adequada para acolher uma adolescente grávida. O resultado é que a menina acaba abandonando os estudos durante a gestação, ou após o nascimento da criança, trazendo conseqüências gravíssimas para o seu futuro profissional.
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Os riscos de complicações para a mãe e a criança são consideráveis quando o atendimento médico pré-natal é insatisfatório. Isto ocorre porque, normalmente, a adolescente costuma esconder a gravidez até a fase mais adiantada, impedindo uma assistência pré-natal desde o início da gestação. É muito comum também o uso de bebidas alcoólicas e cigarros o que aumenta os riscos de surgimento de problemas.
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Ainda existe a possibilidade de gestações sucessivas, os riscos do aborto provocado e as dificuldades para a amamentação. Por isso, a gravidez entre adolescentes deve ser encarada como um problema não apenas médico, mas de toda a sociedade. É importante a participação da família, serviços médicos e instituições, tanto governamentais como não-governamentais, no combate à gravidez precoce e indesejada
Dança de Rua e juventude

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As primeiras manifestações surgiram na época da grande crise econômica dos EUA, em 1929, quando músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows. Em 1967, o cantor James Brown lançou a Dança de Rua através do ritmo Funky.
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Hoje a repercussão mundial da Dança de Rua, retrata o reconhecimento do trabalho e não um simples modismo. Quanto ao termo Hip-Hop, alguns dizem que foi criado em meados de 1968 por um DJ jamaicano chamado Afrika Bambaataa. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, ou seja, um deles estava justamente na forma de dança popular na época, que era saltar (Hop) movimentando os quadris (Hip).
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Os 4 elementos do Hip-Hop são:
- DJ: A alma, essência, ritmo e raiz sonora;
- MC: A consciência, cérebro, poesia / rima;
- BREAK: Representa o corpo através da dança;
- GRAFITE: A expressão da arte, o meio de comunicação.
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Em meados dos anos 70 no Bronx (Nova Iorque) surgiram dois excelentes DJs, que mais tarde seriam conhecidos como os criadores do Breakbeat: Kool Herc e Kool Dee. O Break, uma das vertentes do Street Dance, explodiu nos EUA em 1981 e se espandiu mundialmente, sendo que, no Brasil, devido à sua cultura, os dançarinos incorporaram novos elementos.
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Em janeiro de 1991, foi criado na cidade de Santos, o primeiro curso de Dança de Rua do Brasil, idealizado pelo coreógrafo e bailarino Marcelo Cirino, baseando-se em trabalho prático e de pesquisa, desde 1982. O curso virou projeto, sempre com apoio da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Santos.
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Por ser uma atividade dinâmica e bem quista pela juventude, a Dança de Rua sai na frente de atividades rotineiras, com sua identidade própria. Usada pedagogicamente, tende a desenvolver uma interação mais próxima entre os jovens e o mundo, mostrando suas transformações e a forma como os jovens interpretam isso. Este é inclusive um dos poderes que a dança tem sobre quem a utiliza.
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Estação Nordeste 2009

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Durante o mês de janeiro, a Capital esta sendo movimentada culturalmente pelo projeto "Estação Nordeste", com a presença de grandes nomes da música nacional e local, a exemplo de: Gabriel Pensador, Afronordestinas, Capim Cubano, Edson Gomes, Detonautas, Cátia de França, Escurinho, Gláucia Lima, Líriosdo Gueto e Zé Guilherme. Mais de 30 shows acontecem no Centro Histórico, nas praças e na Estação CaboBranco - Ciência, Cultura e Artes. Toda a programação é realizada pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por intermédio da sua Fundação Cultural (Funjope).
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Já nas praças, o público tem acompanhado um leque de atrações da cidade que contemplou grupos novíssimos, como: Arapuca, Poetas do Absurdo e Divina Comédia Humana, passando por Zé Violla & Progressive Band, até artistas que já estão na estrada há anos como é o caso do grupo Acordes de Acordo e a compositora Cátia de França.
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Confira a programação:
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Praia de Tambaú
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Sábado (17)
Edson Gomes
Gun Jah
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Sábado (24)
Beto Brito
Capim Cubano
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Sábado (31)
Detonautas
Poetas do Absurdo
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Centro Histórico
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Sexta-feira (16)
Blues Etílicos
Zé Viola e Progressive Band
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Sexta-feira (23)
Beatles Abbey Road
Unidade Móvel
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Sexta-feira (30)
Sá, Rodrix e Guarabira
Gláucia Lima
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Circuito das Praças
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Quinta-feira (15)
Praça da Paz - Bancários
Chouriço
Arapuca
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Domingo (18)
Praça Lauro Wanderley - Funcionários I
Pé de Côco
Jocca Jr.
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Quinta-feira (22)
Praça Alcides Carneiro - Manaíra
Ítalo Pay e Zabumba Mundi
Mobiê
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Quinta-feira (29)
Praça Bela - Funcionários II
Lírios do Gueto
The Silvias
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Estação Cabo Branco
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Domingo (18)
Divina Comédia Humana
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Domingo (25)
Zé Guilherme
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

É hora de malhar
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Bertrand Sousa
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O fim de ano já vem chegando e com ele o Verão, a estação mais quente do ano em todos os sentidos. Nesta época as pessoas começam a se preocupar mais com a forma física, que deve estar em dia para aproveitar os meses de sol forte, seja nas praias, parques e demais espaços de lazer. Os padrões de beleza corporal, vigentes na sociedade moderna, pedem corpos atléticos, com músculos bem definidos ou “malhados”, como dizem por aí.
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As academias da nossa cidade já começaram a registrar um aumento do número de alunos matriculados. São os “malhadores de fim-de-ano” que buscam entrar em forma rapidamente, preparando-se para os agitos do Verão. Alguns querem perder quilinhos adqüiridos ao longo do ano, as chamadas “gorduras localizadas”. Enquanto isso, outros estão dispostos a ganhar massa muscular e/ou definir melhor as linhas do corpo.
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De acordo com Airton Renan, professor da Academia Ginasium, a primeira coisa que deve ser feita é procurar um profissional especializado para que ele estabeleça uma carga adequada de exercícios, evitando assim os exageros dos mais apressados em obter resultados. Em seguida, os atletas devem ter uma atenção especial com a alimentação, iniciando uma dieta balanceada, de preferência programada por um profissional nutricionista. “O importante é não ficar parado e queimar calorias”, ressaltou o professor.
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As novidades para este ano são os exercícios com bolas, em camas elásticas e o lifting. De acordo com Luciano de Oliveira, especialista em atividades físicas e saúde da Corpore Academia, as pessoas devem dar prioridade às atividades aeróbicas, pois queimam mais gorduras. Entre elas estão os exercícios de esteira, natação, ginástica, caminhadas, entre outras. Ele afirma que deve haver menos intensidade na musculação, sendo feita apenas para manter a “massa magra” dos atletas.
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Os médicos recomendam também a ingestão de bastante líquido (água e sucos) durante todo o Verão, visando uma melhor hidratação do corpo durante as atividades físicas. Com todas estas dicas não dá mais para ficar parado. É hora de malhar pessoal!
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Jornalismo: profissão sem fronteiras
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Rafael Alves da Silva
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Os números podem parecer inexpressivos: 12 jornalistas assassinados em situações de conflitos armados na América, do início de 2008 até 19 de setembro, segundo o Instituto Internacional Safety de Notícias. Mas o dado ganha grande expressão levando-se em consideração que são poucos os profissionais de comunicação que se arriscam a enfrentar tiroteios policiais ou ataques criminosos em favelas e regiões de motins. Não existem números exatos de jornalistas brasileiros que sofreram retaliações ou ameaças por terem reportado um fato local. Entretanto, são freqüentes as notícias de casos de ataques a repórteres no Brasil.
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Em 2005, ao cobrir uma matéria para a TV Bandeirantes, no Morro Dona Marta, no Rio de Janeiro (RJ), a jornalista Nadja Haddad foi atingida por uma bala perdida no momento em que colocava seu colete de proteção. Na época, a repórter, que teve seu pulmão perfurado, correu risco de morte. "Eu estava habituada a cobrir tiroteios e acompanhava as operações do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Rio. Não sentia medo, mas ficava apreensiva, pois sabia dos riscos", conta.
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Segundo ela, na ocasião do acidente, a emissora não oferecia preparo para os profissionais que tinham que enfrentar tiroteios ou situações de risco. "O que recebemos são orientações que se baseiam na linha editorial da emissora, como cuidados básicos e prioridades. Contudo, sempre saíamos com coletes blindados", lembra Nadja, que hoje apresenta o jornal Primeira Hora. Após ser atingida, a emissora prestou todo o auxílio necessário.
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Já o repórter do caderno Cidades de O Estado de S.Paulo, Bruno Paes Manso, apesar de não ter sido alvo de algum ataque, cobre constantemente situações de conflitos civis. Ele fala à reportagem que um dia depois do massacre no Morro do Alemão, quando 19 pessoas morreram, foi até o local conversar com os moradores. "É preciso ter uma certa bagagem e jogo de cintura para saber abordar os entrevistados sobre assuntos delicados como esses", conta Manso, que publicou o livro O Homem X, da editora Record, para o qual entrevistou vários assassinos de São Paulo sobre os motivos que os levaram a matar.
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Incentivar os funcionários a participarem de palestras, com orientações sobre os cuidados que devem tomar nas reportagens de campo, tem sido uma grande preocupação das empresas jornalísticas. "Os veículos de comunicação têm demonstrado interesse crescente em proteger seus jornalistas de situações de risco na cobertura de conflitos armados, sejam internacionais, sejam nas grandes metrópoles. Esse movimento se intensificou a partir do assassinato de Tim Lopes, da Rede Globo, em 2002, morto enquanto fazia uma reportagem no Rio", diz José Roberto de Toledo, coordenador de cursos e projetos da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).
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Toledo cita o uso de colete à prova de bala e cursos de treinamento para jornalistas, que vão cobrir guerra ou ações policiais de alto risco, como algumas das atitudes práticas adotadas pelos veículos de imprensa com seus profissionais. Mas ressalta que embora isso signifique avanço, ainda não é o suficiente. "Normas mais claras de limites ao risco devem ser adotadas em todas as redações, para evitar que se repitam situações como a que envolveu uma equipe do jornal O Dia, no Rio - em maio deste ano, três funcionários de O Dia, que faziam uma reportagem, foram seqüestrados por um grupo de milícia", acredita.
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Questionado se o jornal onde trabalha oferece preparação para coberturas que envolvem tiroteios, Bruno comenta que existem as normas éticas, como não negociar com traficantes para entrar no local. "Espera-se também bom senso do repórter para avaliar os riscos da cobertura". Ele se lembra de um fato que vale como dica aos interessados em cobrir essa área: "Trombei com um traficante armado em uma quebrada. Mas não fiquei com medo porque estava acompanhado de um morador do Complexo - do Morro do Alemão - que o traficante conhecia. Esses tipos de cuidados - entrar com alguém da comunidade que lhe garanta respaldo e que conheça os moradores e traficantes - são fundamentais."
EDITORIAL (9ª edição)

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Olá leitores, estamos de volta! E nesta nona edição do Comunicarte – Jornal da Oficina de Jornalismo realizada no Centro de Referência da Juventude dos Funcionários I – trazemos várias novidades. Entre elas destacamos: equipe de futsal feminino do nosso CRJ conquista primeiro título; PMJP divulga programação musical para o fim de ano na orla.
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O mês de dezembro caracteriza-se por fortes tradições, como as festas de Natal e reveillon, mas também representa uma época adequada para refletir sobre nossas vidas, relembrar os principais acontecimentos do ano e planejar coisas boas para os próximos 12 meses. Portanto, faremos a seguir uma breve retrospectiva dos fatos que marcaram o CRJ Ilma Suzete Gama em 2008.
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Logo no início deste ano (10/01), participamos de um dos principais momentos da história dos Funcionários I: a re-inauguração da Praça Lauro Wanderley. Naquela noite festiva também foi inaugurada a Estação Digital do bairro, nas dependências do nosso Centro da Juventude. A partir daí estabelecemos constante parceria com o Conselho Gestor da Praça Lauro Wanderley (Congeplaw), para realizar diversas atividades culturais e esportivas. Assim, tivemos em abril a “2ª Integração Cultural” e em junho o “1º Festival de Vídeos Alternativos”. Dois eventos que obtiveram sucesso, com ampla participação da comunidade.
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As oficinas arte-culturais do CRJ – Jornalismo, Percussão, Teatro, Break e Grafite – mais uma vez cumpriram a importante missão de estimular e proporcionar o protagonismo juvenil, a partir de conteúdos e práticas educativas multidisciplinares e lúdicas. Para complementar essa metodologia visitamos alguns locais da Capital: Salão Municipal de Artes Plásticas (Samap); Estação Ciência, Cultura e Artes; e, finalizando, Ateliê Multicultural Nai Gomes.
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Do mesmo modo recebemos muitas visitas, tais como: atores (Teatro do Oprimido, Grupo de Teatro Perfil), músicos, cantores (Mister Soh, Mussum Racional, etc.), bandas/grupos culturais (SDS, Pérola Negra, Afronordestinas, Orin Axé, entre outros), academias de dança e equipes esportivas (futsal masculino e feminino).
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Como vimos até aqui, 2008 foi bem movimentado. O melhor e mais intenso ano de atividades do CRJ Ilma Suzete Gama, segundo o diretor da unidade, Rômulo Halysson. E para 2009 o ritmo será mantido. Vem aí o “1º Torneio Esporte e Cultura”. Aguardem! Enquanto isso, desejamos a todos(as) um ótimo Natal e Ano Novo, com muita saúde, paz e felicidade.
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Programação para o fim de ano em JP

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A música é o destaque na programação cultural de fim de ano na Capital paraibana. As atrações começam no dia 25 com o tradicional 'Concerto de Natal', executado pela Orquestra de Câmara Cidade de João Pessoa, a partir das 19h, no palco instalado próximo ao Busto de Tamandaré, entre as praias de Cabo Branco e Tambaú.
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O festival 'Música do Mundo', em sua quarta edição, acontece de26 a 30 de dezembro, trazendo exclusivamente o melhor da música instrumental. O Réveillon da cidade terá o swing de Moraes Moreira, mais DJ Guirraiz e a Orquestra Sanhauá, além da tradicional e bonita queima de fogos.
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As atrações - O Festival Música do Mundo, que acontece de 26 a 30 dedezembro, também no palco da praia, apresenta grandes atrações,entre elas Banda Aguaúna, Orquestra de Violões, Léo Meira, Banda 5de Agosto, Vinícius de Lucena, Grupo Uirapuru, Paraibass, GrupoOitavando, Grupo de Percussão do Nordeste, Camerata Arte Mulher eGrupo Tarancón. Confira a programação completa:
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25 de dezembro (quinta-feira)
19h00 - Concerto de Natal
Orquestra de Câmara
Coral Villa Lobos
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Festival Música do Mundo (26 a 30/12)
Busto de Tamandaré - Praia de Tambaú
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26 de dezembro (sexta-feira)
19h00 - Grupo Aguaúna
Orquestra de violões
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27 de dezembro (sábado)
19h00 - Léo Meira
Banda 5 de Agosto
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28 de dezembro (domingo)
19h00 - Paraibass
Vinícius de Lucena
Grupo Uirapurú
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29 de dezembro (segunda)
19h00 - Grupo Oitavando
Grupo de Percussão do Nordeste
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30 de dezembro (terça-feira)
19h00 - Grupo Tarancón
Camerata Arte mulher
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31 de dezembro (quarta-feira)
22h00 - Reveillon da cidade
DJ Guirraiz
Moraes Moreira
Orquestra de Frevo Sanhauá
00h00 - Espetáculo de fogos
Teatro e desenvolvimento cultural
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O teatro, desde sempre, vem comunicando, questionando, emocionando e alegrando a humanidade. Ainda nos primitivos, os homens, na falta de uma linguagem articulada, utilizavam-se de processos miméticos para se comunicar, vibrando o nascimento da arte cênica, incorporada a vida como uma necessidade primordial; até as formas mais contemporâneas desta arte onde, novamente, vislumbramos uma tentativa de reencontro com a sua irmã, a dança, e se enamorando das diversas correntes do pensamento humano.
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O ensino do teatro, ao fundamentar prática e teoricamente sobre essa linguagem especifica do conhecimento humano, com seus códigos e sistemas que a caracterizam como linguagem; preenchem lacunas no processo educacional, a exemplo do trabalho como a correta utilização do corpo e voz, a auto-estima, a responsabilidade, a perseverança, a imaginação a criatividade, a percepção, a concentração, ou seja, elementos necessários ao desenvolvimento de indivíduos empreendedores.
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O acesso aos fundamentos teóricos – práticos desta forma artística, é uma avanço na soma do crescimento individual e coletivo do individuo, já que, ao formá-los dentro dessa área de conhecimento especifico os instrumentalizamos para perceber a realidade em que se inserem e assim, a interferir de maneira mais contundente na mesma, uma vez que a obra de arte reflete a realidade do individuo e para isso é necessário que ela tenha uma percepção maior da mesma.
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A ampliação do universo cultural, cognitivo e físico que é gerada com esse tipo de trabalho de soma, claro, as informações externas, empíricas ou acadêmicas, promovendo todo um universo de idéias, conceitos e criações que só podem ser relacionadas a essa área responsável por todos os profissionais do amanhã: a educação.
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Futsal do CRJ é campeão!
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Bertrand Sousa
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No último sábado (13/12), a equipe do Centro de Referência da Juventude (CRJ) Ilma Suzete Gama sagrou-se campeã do “Torneio Futsal Feminino 2008”, promovido pela Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), localizada na Praia da Penha, litoral sul de João Pessoa. Disputando sua primeira competição oficial, o time do CRJ não deu chance às adversárias.
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O título foi disputado intensamente por quatro equipes de bom nível técnico, mas nossas meninas fizeram bonito mais uma vez e mereceram a conquista. Segundo Cléa Andrelino, jogadora de futsal do CRJ, a organização do torneio e arbitragem foram satisfatórias. Mas nem tudo foi perfeito, apesar do título. "Só não gostei mais porque havia poucas equipes e não teve torcida durante os jogos. Mesmo assim, valeu a pena!"
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Desde que surgiu, no segundo semestre de 2008, o grupo esta invicto. E não é por acaso! As meninas levam a sério os treinamentos – toda quarta e sexta-feira, das 14 às 16h na Praça Lauro Wanderley – e mais ainda os jogos amistosos. “Em 2009 esperamos participar de várias competições e quem sabe ganhar outros títulos, tanto aqui em João Pessoa como em outras cidades", disse a atleta do CRJ Isabelle Silva.
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A equipe que representou o Centro da Juventude neste campeonato estava formada por: Patrícia (capitã), Dayane (Xuxa), Cléa, Mara, Neide, Simone, Tamires, Isabelle, Rayane e Jaqueline; técnico: Edilson Barbosa. Contudo, durante o ano diversas outras atletas participaram dos treinos e ajudaram no desenvolvimento físico, técnico e tático do time.
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