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quarta-feira, 24 de junho de 2009

O surgimento das FMs no Brasil
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O rádio já teve seu fim decretado diversas vezes, como afirma Milton Jung: "A história está cheia de lamentáveis enganos sobre o rádio. Aqui mesmo no Brasil, a morte do veículo foi anunciada muitas vezes. Em nenhuma foi apresentado o atestado de óbito". Entretanto, o surgimento da TV não liquida com o rádio, mas o obriga a passar por transformações. As transmissões esportivas e de radiojornalismo foram ganhando mais popularidade, e apesar da ameaça da TV, que acabou levando seus programas de auditório, o rádio continuou forte.
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O rádio desde seu nascimento era Amplitude Modulada (AM), ou ainda denominada Onda média. Na década de 60, o rádio ganha um recomeço com a chegada da Freqüência Modulada (FM). "A freqüência modulada teve suas primeiras experiências nos anos 40, nos Estados Unidos, e se consolidou na década de 60, com transmissão de maior qualidade e de menor alcance".
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E como em toda história do rádio, há divergência sobre quem fez a primeira transmissão modulada no Brasil. Uma das pioneiras do Brasil teria sido a Difusora FM, que entrou no ar a partir de 1970. Porém, a quem diga que em 1955, a Rádio Imprensa teria usado o sistema para transmitir sua programação para lojas e escritórios, cobrando taxa dos "assinantes".
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Com uma proposta diferenciada, de tocar "música de consultório", em seus primeiros anos a FM só podia ser ouvida em equipamentos de som importados, pois os fabricantes dos aparelhos de rádio do Brasil, não acreditam que o sistema fosse viável, principalmente em termos comerciais. "O público restrito, de poder aquisitivo maior, e gosto refinado, e a qualidade de som melhor, fizeram do rádio FM o espaço ideal para música erudita. Até que o regime militar enxergou na freqüência modulada a ferramenta necessária para a estratégia política de integrar e desenvolver o país, além de restringir o crescimento das emissoras AM".
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O sistema de rádio FM no Brasil foi influenciado pela programação das emissoras americanas, que acabou ultrapassando os limites de consultórios, escritórios e receptores privilegiados para atingir os jovens. Hoje é possível encontrar rádios FM especializadas em sertanejo, MPB, música erudita, e além disso, jornalismo. A rádio CBN, por exemplo, com o slogan "a rádio que toca notícia", foi a pioneira em fazer jornalismo no País, na metade da década de 1990. "A transmissão ganhou público e a confiança dos anunciantes".

Um comentário:

Danillo Gómez disse...

Realmente sou um apaixonado por radio, e fiquei mais ainda que por incrivel que pareça neste sabado e domingo fiz um curso de especialização em radialismo com "Marcos Aurelio-gerente da rede de radio globo rio".E descobri que o radio teve sua potencia e sua historia e que para se manter viva ela teve que sofre modificações que ainda hoje são enfrentadas por radialistas antigos, mas que não perdeu toda a sua essência.

abraços.