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terça-feira, 21 de abril de 2009

Inclusão digital: tecnologia para todos
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Estamos testemunhando uma nova era, na qual o equivalente moderno da estrada de ferro ou da telegrafia, a Tecnologia Digital e a Internet, podem e devem ser usados para realizar o intercâmbio da informação e do conhecimento, e com isso compartilhar o poder entre todos os usuários-cidadãos.
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Os impactos sociais da informática, conquista da ciência e da tecnologia, são capazes de levar a uma transformação maior que a da máquina a vapor. Num mundo em transformação, o computador é cada vez mais o veículo de transporte da mente e um instrumento essencial de trabalho. Neste cenário, os excluídos serão cada vez mais excluídos a não ser que se implementem eficazes e massivas ações para promover sua inclusão digital. Definimos inclusão digital (ou info-inclusão) como o ato de alfabetizar tecnologicamente alguém, transmitindo-lhe o conhecimento mínimo necessário para que o mesmo possa ser incluído no mundo digital.
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Entende-se aqui por "mundo digital", não só aquele no qual se faz uso de computadores e Internet, mas também o que exige o manuseio de outros equipamentos modernos como: auto-atendimentos bancários, forno de microondas, telefone celular, etc. O que a inclusão digital visa é ajudar as pessoas a perderem o medo da tecnologia, além de garantir o acesso de todos(as) às ferramentas da modernidade. Principalmente aquelas que se tornam de uso comum da sociedade e, dessa forma, de conhecimento indispensável para todo e qualquer cidadão.
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Já o termo exclusão digital tem a sua origem em meados da década de 90, com a publicação de um artigo de Jonathan Webber e Amy Harmon no jornal Los Angeles Times, em 1995. De acordo com Andy Carvin, da Benton Foundation, no início de 1996 houve uma declaração do então presidente dos EUA, Bill Clinton, e do vice-presidente, Al Gore, citando o termo exclusão digital num discurso realizado em Knoxville, Tennessee.
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Com efeito, a exclusão digital refere-se à distância entre indivíduos, famílias, empresas e regiões geográficas em diferentes níveis sócio-econômicos com respeito, simultaneamente, às suas oportunidades de acesso às tecnologias de informação e comunicação (TCIs) e o uso da Internet para uma ampla variedade de ações e atividades.
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