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terça-feira, 24 de maio de 2011

A ordem é reciclar, o dever é não desperdiçar

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Marcus Eduardo de Oliveira (*)
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A cultura do desperdício e do descarte, não apenas de recursos, mas também de energia e produtos acabados, vem sofrendo um duro golpe em várias sociedades. O conceito diferenciado de se fazer uso parcimonioso das coisas relativas à natureza e dos produtos disponíveis no mercado de consumo vem ganhando cada vez mais novos adeptos na tentativa de reverter o quadro intenso de perdas e danos pelo uso indevido dos escassos recursos.
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A idéia de usar e não jogar fora, de reutilizar o que pode ser melhorado e de reciclar tudo aquilo que pode ser transformado em algo novo tem mudado paradigmas que estavam estabelecidos desde longa data. Não descartar após pouco uso e reciclar quase tudo o que for possível. Esses são preceitos que passam pela idéia de sustentabilidade. Essencialmente, essas são palavras de ordem num mundo que desejamos seja ao menos de equilíbrio e, de toda sorte, consciencioso para com a Mãe Terra. No que toca a não desperdiçar, a água e os alimentos são, de longe, os "campeões do desperdício”.
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Em se tratando de reciclagem, cabe indagar: o que devemos reciclar? A resposta é simples: tudo o que for possível. De componentes de materiais urbanos, a jornais, revistas e alguns tipos de papéis (apenas uma tonelada de papel reciclado mantém 20 árvores vivas). De embalagens comerciais (folha-de-flandes, tampinha de garrafa), a vidros (garrafas, copos, potes e cacos) a plásticos (canos, tubos, embalagens PET) passando por roupas e sapatos, pneus e até mesmo carros e aeronaves. Tudo isso é passível de reciclagem. Apenas nesse último exemplo, o da aviação, é interessante apontar que a Boeing, a Alenia Aeronáutica e a Airbus já trabalham a idéia de desmontar as aeronaves com eficiência reutilizando os mais diversificados materiais compostos de alto valor para a fabricação de aeronaves mais leves. A estimativa mais otimista desse setor é que até 2023 mais de 4000 aeronaves hoje em operação deixarão de voar. Desse "estoque”, 85% dos componentes poderão ser reaproveitados. Que assim seja!
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A idéia da reciclagem é a base da chamada economia de energia, em contraponto a economia de descarte que, pelo menos nas últimas sete décadas, "produziu” com produtos e recursos descartados a maior pilha de lixo da história da humanidade. Aguçando esse debate, num recente artigo intitulado "Mais Economia, Menos Recursos”, Lester Brown aponta para os ganhos do processo de reciclagem. Cabe aqui, nesse pormenor, retomarmos algumas partes de sua contextualização. Vejamos que, segundo Brown, "o aço feito de sucata consome apenas 26% de energia em relação ao feito com minério de ferro. Para o alumínio, esse número é de 4%. O plástico usa apenas 20%. E papel reciclado, 64%, com bem menos químicos durante o processo. Se as taxas mundiais de reciclagem desses recursos fossem equiparadas àquelas já adotadas pelas economias mais eficientes, as emissões de carbono cairiam rapidamente”.
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O ponto mais interessante ao se praticar e propagar o processo de reciclagem é que esse procedimento permeia por quase todos os setores produtivos, gerando considerável economia de insumos e energia. Atentemos para o seguinte: Um terço do consumo mundial de energia repousa sobre as atividades das indústrias do aço, plástico, cimento e papel. Na manufatura, a indústria petroquímica é a grande "devoradora” de energia em escala global. Sozinha, a indústria do alumínio, outra grande consumidora de energia, corresponde a quase 20% do uso de energia no setor industrial.
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Pois bem. Reciclar o aço, usado largamente nas indústrias automobilísticas, de aparelhos eletro-eletrônicos de uso doméstico e na construção civil nos parece ser uma das mais interessantes saídas. Apenas como exemplo, nos Estados Unidos praticamente todos os carros são recicláveis. Por lá não se concebe a idéia de deixar um carro usado apodrecer em ferro-velho. Para termos idéia da importância dessa reciclagem, de todo o volume de um carro quase 40% são compostos de peças metálicas e plástico de boa qualidade. Em alguns lugares, a reciclagem específica de carros tem feito diminuir até mesmo o índice de roubos e furtos. Buenos Aires, desde 2007, por exemplo, tem experimentado com empolgação essa idéia. As seguradoras argentinas cedem os carros sinistrados para o centro de reciclagem e recebem 40% do lucro obtido com a venda das peças. O índice de roubos de veículos despencou em 70% desde a abertura da primeira unidade de reciclagem de veículos.
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No Brasil, de toda a frota que sai de circulação a cada ano menos de 2% tem como novo endereço uma unidade de reciclagem. Afora os carros, os aparelhos domésticos também são boas opções para passarem pelo processo de reciclagem. Brown, na seqüência do artigo mencionado, pontua que "a taxa de reciclagem de aparelhos domésticos nos EUA chega a 90%”. Na Europa, esse índice é ainda melhor, se aproxima de 95%.
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(*) Economista brasileiro, especialista em Política Internacional. Articulista do site “O Economista”, do portal EcoDebate e da Agência Zwela de Notícias (Angola).
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FONTE: Centro de Estudos Politicos Econômicos e Culturais
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Ações de combate à violência nas escolas

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O Ministério Público da Paraíba, o Estado e o Município de João Pessoa vão desenvolver ações conjuntas para combater a violência nas escolas. A iniciativa foi tomada durante audiência realizada recentemente pela Promotoria da Educação, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, para discutir a segurança nas escolas da Capital, com a participação de representantes do Estado e da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP).
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A promotora da Educação, Fabiana Lobo, disse que será programada uma capacitação conjunta para debater a temática da segurança publica, envolvendo questões como bullying, violência nas escolas, alunos armados. Ela também destacou a necessidade de pequenas ações por parte das secretarias como o fardamento escolar. “À medida que disponibiliza fardamento para os alunos, pode-se exigir que os estudantes só entrem na escola fardado, impedindo que pessoas estranhas entrem”, explicou a promotora. Ela disse ainda que existe uma falta de orientação dos profissionais da educação quanto aos atos infracionais cometidos nas escolas. “É preciso que os atos infracionais sejam comunicados às autoridades competentes”, ressaltou.
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O procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle, disse que o Ministério Público vai contribuir buscando saídas e soluções para o problema. O promotor do Cidadão, Valberto Lira, propôs a criação de conselhos de segurança nas escolas com acompanhamento psicológico. Já o promotor Guilherme Câmara disse que as escolas devem reforçar a vigilância sobre os alunos que são maltratados, oferecendo ajuda psicológica, para evitar futuros comportamentos agressivos. A promotora Soraya Escorel defendeu o uso de sistema de câmeras nas escola e propôs a união de todos os órgãos para combater a problemática.
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Ações desenvolvidas

A secretária executiva da Educação do Estado, Márcia Lucena, informou que está sendo desenvolvido um plano de combate à violência nas escolas. Ela disse ainda que serão realizados fóruns envolvendo todos os profissionais de educação nas 12 regionais de Ensino e, a partir daí, serão implantadas ações dentro das escolas.
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A assessoria jurídica da Secretaria de Educação da Capital, Sâmia Carvalho, registrou que as escolas municipais que apresentam maior índice de violência terão segurança armada privada. Ela disse também que está sendo criada a comissão permanente de combate à violência e destacou que algumas temáticas, como o bullying, já vêm sendo tratadas nas escolas municipais. O major Sobreira informou sobre as ações da Polícia Militar através do Programa de Erradicação das Drogas e da Patrulha Escolar, que faz rondas diárias nas escolas com maior índice de infrações cometidas.
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FONTE: http://www.maispb.com.br
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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Campanha do agasalho

Encontro de blogueiros e redes sociais

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Os encontros de blogueiros e redes sociais nos estados de Pernambuco e Paraíba serão realizados nesta semana. Em João Pessoa, o encontro acontece no dia 20 de maio, no auditório da PBTUR, localizado no bairro de Tambaú. Em Olinda, o encontro ocorre no dia 21, no auditório Ribeira do Centro de Convenções. As inscrições são gratuitas e mais informações podem ser obtidas através do hotsite: http://www.blogueiros.net.br
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A promoção dos eventos é do Centro de Estudos Barão de Itararé. A programação inclui debates, oficinas de blogs e de redes sociais, além de apresentação sobre assessoria jurídica para blogueiros.
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O jornalista Altamiro Borges participará do debate inicial nos dois estados que, em João
Pessoa, será realizado juntamente com o presidente da ANID, Percival Henriques e, em Pernambuco, com o jornalista Paulo Henrique Amorim. Na Paraíba, alguns convidados especiais já confirmaram presença, como os advogados Alexandre Guedes e Harrison Targino além do governador Ricardo Coutinho. Nos dois estados, será seguida a mesma programação:
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09h – Abertura
10h – Debate
12h – Almoço (livre)
13h30 – Oficina de blogs
15h30 – Assessoria jurídica para blogueiros
16h30 – Oficina de redes sociais
17h30 – Encerramento
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Liberdade de imprensa x liberdade de empresa

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Tamyris Torres
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Não é de hoje que ouvimos falar sobre a grande imprensa administrando o que é notícia ou não e o jornalismo submetendo-se aos caprichos dos interesses de empresas e do governo. Ouvimos dizer sobre os “fatos comprados”, a divulgação de notícias criadas com objetivo de favorecer os interesses de quem pode prejudicar os grandes veículos ou das informações estrategicamente noticiadas com o propósito de favorecer os interesses da grande imprensa. Teria o jornalismo deixado seu caráter social, que, à serviço da comunidade, busca os valores éticos de informar e contribuir com o conteúdo importante à cidadania?
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Com a criação das novas tecnologias da informação e mesmo antes com a manipulação da sociedade de massa em grandes veículos, o jornalismo passou a ser relações públicas, onde cuidar da imagem do cliente seria mais importante que cumprir a sua tarefa ideológica de valor social. Acredito que alguns fatores contribuíram para esta deturpação e dois deles chamados entretenimento e interatividade acabaram por se misturar com jornalismo, o tornando como coadjuvante, fazendo com que a profissão fosse levada a um nível de consumo secundário, sem muita importância.
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Digo isso pois o jornalismo se tornou entretenimento, as pessoas não lêem mais as notícias acreditando que todas as palavras ali citadas estão isentas de valor pessoal e de interesses não muito bem identificados, mas ainda sim um interesse por trás daquela notícia. Seria mais um passa-tempo do que fonte de informação fidedigna compromissada com a realidade dos fatos. Além da interatividade, que com a sua fugacidade de novas notícias, transforma em frações de segundos a outra em obsoleta. Se antes o jornal de ontem era para embrulhar peixe, hoje a notícia de cinco minutos só é achada nos mecanismos de busca orgânica.
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A velocidade da informação contribui para o esquecimento rápido de uma determinada notícia, contribuindo para a amnésia dos leitores, que muitas vezes são manipulados a esquecer rápido aquilo que leram. Hoje, eles têm tantas informações a sua frente que nem sabem administrar, dando importância muitas vezes aos seus interesses pessoais, sem pensar muito na coletividade e nos fatos importantes para a sociedade. Assim vai individualizando-se cada vez mais.
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A produção de notícias em larga escala tem seus interesses econômicos intrínsecos. E os jornalistas que compõem as grandes redações acabam tendo de lidar com o que a empresa onde ele trabalha deseja veicular. O jornalista não tem liberdade de imprensa ao trabalhar em empresas que visam criar eventos com o objetivo de virar notícia. A notícia existe por si, porém criar uma que contribua para os interesses da corporação é mais rentável e sem muitas preocupações, pois aquilo que te denuncia nunca será impresso em um veículo seu, nem mesmo quando o jornalista apura, descobre e quer publicar. E caso ele resolva cumprir seu dever ético, cabeças rolam, pois a liberdade da empresa é mais importante que a liberdade da imprensa. E o que é o jornalista sem a imprensa?
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As grandes corporações detêm o poder da imprensa. O jornalismo está nas mãos das empresas de comunicação descompromissadas com o conteúdo jornalístico idôneo. O que é ainda mais preocupante do que isso é que nada o que eu escrevi aqui é novidade para ninguém, a sociedade está cansada de ler denúncias como estas, contudo, continuam comprando e consumindo esse tipo de informação. Além disto, os jornalistas permanecem trabalhando e contribuindo para a manutenção desse tipo imprensa. A assessoria de imprensa deixou de ser uma ferramenta de comunicação para se tornar um veículo mister e forte na produção de conteúdo de massa, sem deixar espaço para o fazer jornalístico de conteúdo mais elevado, socialmente responsável e adequado as características da profissão.
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FONTE: http://www.pontomarketing.com
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Cineport 2011 começa em agosto

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O 5° CINEPORT - Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa será realizado na cidade de João Pessoa-PB, de 26/08/2011 a 04/09/2011. O Festival é uma realização da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho e tem como objetivos: integrar o mercado cinematográfico dos países de língua portuguesa e promover os filmes realizados em português e dialetos falados nas nações africanas que formam a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa-CPLP, bem como reunir personalidades ligadas ao audiovisual desses países, estimulando o intercâmbio cultural, promovendo encontros, seminários, painéis, debates, conferências, mostras, lançamentos de publicações, DVDs, filmes e vídeos.
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Integram o Festival mostras competitivas de longa e curta metragens em diversas categorias, mostra homenagens a personalidades do cinema do Brasil, Portugal e África e mostra infantil. O Festival irá conceder cinco tipos de troféus: Andorinha Longa Metragem, Andorinha Curta Metragem, Andorinha Técnica, Andorinha Criança e Humberto Mauro. O Festival promoverá também o Prêmio Energisa Estímulo ao Audiovisual Paraibano voltado exclusivamente para filmes produzidos e realizados no estado da Paraíba por equipes paraibanas e diretores residentes no Estado.
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O CINEPORT teve sua primeira edição realizada no Brasil, entre os dias 01 e 12 de junho de 2005, na cidade de Cataguases, Estado de Minas Gerais. Em 2006, o 2o CINEPORT realizou-se na cidade de Lagos, no Algarve, região sul de Portugal, entre os dias 01 e 11 de junho com a parceria fundamental da Câmara de Lagos.
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Em 2007 o 3° CINEPORT foi realizado entre os dias 4 de maio a 13 de maio na cidade brasileira de João Pessoa, no Estado da Paraíba — em função de um convênio assinado entre a Fundação Ormeo Junqueira Botellho, entidade promotora do CINEPORT, a Fundação Cultural de João Pessoa – Funjope e o Governo da Paraíba. Com isso, a partir desta edição, o Festival CINEPORT passou a ser realizado bienalmente na cidade de João Pessoa.
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Em 2008, alternando com a realização do Festival CINEPORT, a Fundação Ormeo Junqueira Botellho lançou o Festival Ver e Fazer Filmes – Edição CINEPORT, voltado para formação e produção e que é realizado na cidade de Cataguases – Minas Gerais. Sua primeira edição aconteceu entre os dias 3 e 13 de dezembro. O 4°CINEPORT foi novamente realizado em João Pessoa na Paraíba entre os dias 1 e 10 de maio de 2009. O festival repetiu o grande sucesso das edições anteriores e entrou definitivamente para o calendário cultural do Estado.
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Em 2010, foi realizada a segunda edição do Festival Ver e Fazer Filmes – Edição CINEPORT com a participação de coletivos de produção de Cabo Verde, Portugal, Moçambique e Angola e as Universidades brasileiras PUC Minas e UFBA. Entre os dias 26 de agosto a 4 de setembro de 2011, o CINEPORT estará de volta a cidade de João Pessoa para a realização de sua 5° edição. Contamos com a presença de todos para realizar mais uma empolgante edição do evento! Saiba mais acesse:www.festivalcineport.com
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FONTE: http://gigabrowgrafite.blogspot.com
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terça-feira, 17 de maio de 2011

Telefonia fixa é vital para deslanchar o PNBL

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Pedro Caribé
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O falso status de velharia foi perpetuado à telefonia fixa com a possibilidade de realizar diálogos em voz, em tempo real, pela Internet e a expansão da telefonia móvel, aperfeiçoada pelo desenvolvimento de tecnologias como o 3G e os smart phones. O Serviço de Telefonia Fixa Comutada (STFC) pode até ter dividido o protagonismo nos últimos 15 anos no Brasil, porém se tornou vital para colocar em prática a "vedete" do nosso Ministério das Comunicações, o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).
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O STFC é o único serviço classificado como público na Lei Geral de Telecomunicações (LGT). Na teoria, por ter esse status, determina ao Estado capacidade em regulá-lo, contendo três fatores particulares: 1) Todo brasileiro deve ter acesso, ou seja, ele deve ser universalizado; 2) A infraestrutura é passível de tarifação e deve ser devolvida por completo a União quando terminam os contratos de concessão em 2025; 3) A comercialização do serviço abastece o Fundo de Universalização das Telecomunicações (FUST), que atingiu soma mais de R$ 9 bilhões acumulados.
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Ao longos dos anos as operadoras são obrigadas a seguir o Plano Geral de Metas e Universalização (PGMU), iniciado em 1998 e que atualmente está na negociação da sua terceira edição. O PGMU traçou diretrizes para as empresas expandirem acesso e de fato isso ocorreu, saltando da densidade de portadores de telefones fixos de 12 para 22, a cada 100 habitantes em todo o Brasil. Ainda assim é aquém do esperado pelo Plano, principalmente por cobrar tarifas relativamente caras para algo que pretende ser universal. Somente a assinatura básica obrigatória custa na faixa de R$ 40 e representa 25% dos lucros obtidos as operadoras. Já o telefone social, não ultrapassa 400 mil assinantes.
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O acesso ao STFC se concentra nos centros urbanos do sul-sudeste e foram nesses locais que os lucros obtidos financiaram a infraestrutura do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), a principal categoria no provimento a internet no Brasil com cerca de 15 milhões de acessos, sendo 65% dela ADSL, que é a tecnologia da telefonia fixa. Para que a infraestrutura do SCM não ser passível dos mesmos mecanismos de regulação do STFC, as operadoras conseguiram fazer com que parte da rede de troncos, os backhauls, fossem classificados como privados. O martelo desta questão foi batido após longa batalha no PGMU III, no qual o governo perdeu um dos pilares que norteavam o PNBL, que era regras mais claras para compartilhar e tarifar o backhaul e, para completar, as teles não precisarão devolver esse patrimônio construído com dinheiro público.
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A grande vantagem da telefonia fixa em relação ao serviço de banda larga móvel 3G - que já passou a marca de 20 milhões de consumidores - é a capacidade de transportar maior quantidade de dados, o que torna superior a velocidade da conexão e potencial para utilizar as ferramentas da web. A parte final da infraestrutura que chega até o lar do consumidor é denominada de última milha e é fundamental para qualidade da conexão.
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O STFC costuma utilizar fios de cobres na
maior parte do cabeamento disponível. A transformação em rede de fibras óticas é cara, tornando sua implementação pouco viável num país com dimensões territoriais como o Brasil em curto prazo. A Linha Digital Assimétrica para Assinante (ADSL) é a tecnologia responsável por otimizar a conexão na última milha da telefonia fixa, criando a possibilidade de realizar de forma simultânea conversa por telefone e troca de dados.
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FONTE: http://www.direitoacomunicacao.org.br
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Comunidadismo

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Hernani Dimantas(*)
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Comunidade. Repetição do mundo real, mas num ambiente controlado e criado pelo homem, feito a sua imagem, seu espelho. Criamos um novo bom senso coletivo para lidar com situações mais adversas, e deixamos correr solta a volúpia do ser humano. Uma comunidade é formada por gente. Seres humanos com os mesmos deveres e direitos, mas com participações diferentes. Uns pertencem à comunidade para ouvir, aprender, ou apenas para se valer das informações geradas. Outros, participam conversando, ensinando numa dinâmica atemporal. Poucos preferem exibir seus dotes, seus dilemas e suas idéias ou ir mais fundo escrevendo artigos e opinando para o desenvolvimento desta comunidade.
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Este é um conceito diferente de como fazer a sua comunidade, ou seus consumidores, participarem da condução e gerenciamento do teu site. Sempre acreditamos nesta possibilidade, e temos experimentos reais. But time is money, e dinheiro não corrobora com o ideal de comunidade digital. Sob pressão financeira abrimos o bico para favorecer uns em detrimento de outros. Esta é a verdadeira virtualidade? Fico indignado: a comunidade deixa de ter a função de comunidade, e seus líderes passam a desempenhar um papel quase tirânico, comandando com mão de ferro quem será privilegiado, e quem será desprezado. Com um discurso frívolo e monolítico. Se a comunidade está concentrada em conversações, onde está a coerência dessa pregação revolucionária? Qual o nome deste cárcere de idéias?
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Ahhhh... uma risada ao fundo. Risos abafados pelo silêncio profano. Cheiro de éter e formol. A morte virtual ronda pela comunidade. Quem cala consente. E quem fala apoia. Gritamos pela liberdade. Embora muitos preferem deitar a cabeça no travesseiro e se calar, mas nós preferimos ser verdadeiros, transparentes e felizes. Estamos falando de tendências. A esquizofrenia é uma realidade digital. Por trás da desilusão cultural, não vemos o mundo, e sim uma representação metafísica do que pensamos ser o mundo. Esqueçam os negócios. Esqueçam o dinheiro. E pensem na tuas vidas infelizes. A trajetória abafada pelo medo da verdade. O silencio não me toca a alma. Posso tocar no fundo do teu coração com palavras fúteis. Fazer você acreditar que estou interessado pelo potencial do teu Business Plan.
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Mas não estou... Não penso só em negócios. Penso na minha
vida, nos meus livros, meus filhos, minha história. Acredito numa humanidade melhor, no ócio regenerativo para todos, na democracia, na anarquia, em final de jogo na porta do estádio. Estou falando sério, não é uma loucura psicossomática. São idéias de final de verão, virando mais uma página montada com carinho e amor. Estamos trabalhando para criar um novo mundo. Uma Internet falada em neoportuguês. Som de atabaques, batuques de axé e a segurança nunca presente nos bailes funks. Mas tudo isto se torna irrelevante, se a busca coletiva, a unidade comunitária, preferir espelhar mazelas da sociedade tradicional.
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Na Internet podemos conversar, falar com um número de pessoas que jamais sonhamos. Esta é a grande promessa da era digital. E com todo este inter relacionamento estamos vivendo em comunidades muito diferentes do que estávamos acostumados. Tudo é muito novo para supor o que vai acontecer. Mas podemos prestar atenção na maneira que já fomos absorvidos pela digitalidade social. Não pense muito, aja duas vezes antes de perceber que o mundo rodopia, a lusitana roda, e muita gente está parada esperando a mudança passar.
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É por isso que sou hacker, Marketing Hacker. Vejo os mercados aflorarem, conversando e rindo. Ahhh, ehhhehe... uma risada ao fundo. Aumente o som. Power no amplificador mental. Estamos rindo da cara dos incautos, dos perdidos, dos solitários corações, que pensam que dominam o sistema, que conhecem tudo. "Deuses, todos deuses". Estamos rindo da tua empresa tentando vender salgadinhos pela rede, dos teus portais clonados, da contra tendência que supera o silêncio. E vamos continuar a fazer o nosso trabalho. Estamos conectados, nos linkando, abrindo a nossa boca, e crescendo. Todos estão de saco cheio destas tolices sempre iguais, deste mundinho restrito de certos negócios. Estamos fora!
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(*) Pintor, poeta, pirata e pesquisador.
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FONTE:
http://www.novae.inf.br
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Diga não a exploração sexual!

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Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), mais de 1,7 milhão de quilômetros de estradas ligam o Brasil de norte a sul, de leste a oeste. Você já imaginou a dificuldade para monitorar todas essas rodovias sob os mais variados aspectos? Quando se trata de exploração sexual infantil nas estradas brasileiras, a situação é ainda mais complicada e exige uma somatória de esforços por parte de autoridades públicas, empresas organizações não-governamentais e cidadãos comuns.
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A distância até a completa resolução do assunto parece longa de se percorrer, em um caminho bastante tortuoso. É uma via de mão dupla, que envolve tanto a conscientização por parte das famílias que moram em torno das estradas Brasil afora, quanto dos próprios motoristas que trafegam por elas, principalmente os caminhoneiros. Só para ter uma ideia, em outubro de 2010, a Polícia Rodoviária Federal identificou mais de 1,8 mil pontos de risco de exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais brasileiras, e 67,5% deles estão localizados em áreas urbanas.
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Para ajudar a combater o problema, a organização Childhood Brasil criou, em 2006, o programa “Na mão certa”, que visa mobilizar governos, empresas e terceiro setor em torno de soluções efetivas contra o abuso de menores, cometidos nas rodovias. “Quando uma empresa adere ao programa, indicamos que seja escolhido um representante dela para ser nosso ponto de contato. Essa pessoa receberá orientações sobre a importância da causa e os instrumentos que o programa disponibiliza. Depois, a empresa elege outro porta-voz para receber informações mais técnicas, de modo a capacitar os motoristas de caminhão para se tornarem agentes de proteção”, detalha Rosana Junqueira, coordenadora do programa.
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Ela explica também que o “Na mão certa” oferece instrumentos de educação continuada, além de fornecer uma coleção de guias sobre direitos humanos, meio ambiente, saúde, entre outros temas, nos quais a situação da exploração é abordada transversalmente. A partir da disseminação do conteúdo, cada instituição signatária planeja suas ações para multiplicar esse conhecimento.
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Ponto de partida
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O “Na mão certa” teve início quando, a pedido da Childhood Brasil, o Núcleo de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) realizou uma pesquisa com 239 caminhoneiros para elaborar um perfil desse tipo de profissional. Na oportunidade, também foi avaliado como ele percebe e o quanto se envolve com a temática da exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas brasileiras.
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O levantamento demonstrou que os caminhoneiros têm, em média, 38 anos, e 15 anos de profissão, com remuneração entre mil e dois mil reais. Apenas quatro entre dez possuem veículo próprio. E oito entre dez cumprem rotas que cruzam estados, o que os levam a passar 20 dias de um mês na boleia de um veículo. A má qualidade das estradas e a violência são seus maiores riscos. No entanto, cerca de 40% dos entrevistados admitiram ter feito programas sexuais com crianças e adolescentes, a um custo médio de R$ 18.
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FONTE: Revista Impulso! Ano 13, n° 68, dezembro 2010.
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quarta-feira, 20 de abril de 2011

De Gutenberg ao Facebook

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Flávio de Carvalho Serpa
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Que papel tiveram realmente as redes sociais e telefones celulares nas rebeliões do Oriente Médio? Muita gente deslumbrada com as novas tecnologias e serviços em rede vislumbrou, logo depois do início dos conflitos, uma nova era para a humanidade, como se o Facebook, a principal rede social mundial, com mais de meio bilhão de associados, tivesse poderes nunca antes experimentados pela humanidade para promover mudanças.
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É fato que os meios de difusão das ideias e de chamados à ação cumprem uma parte importante na evolução cultural e política da humanidade. A tecnologia da imprensa, de Gutenberg, foi efetivamente um agente novo de propagação de mudanças sociais profundas. A constatação de que as mídias são desencadeadoras de mudanças apenas quando existem condições sociais favoráveis é antiga. Mas como o contágio se propaga e qual o papel das mídias são questões que apenas na modernidade começaram a ser rastreadas.
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Revolução madura
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Quando Lênin criou o jornal Iskra (centelha), ele tinha bem claro que a ignição precisaria de uma pradaria adequada para se propagar. "Da centelha surgirá a chama" era o lema do Iskra, que cumpriu papel importante na formação do partido comunista. Para provar que a mídia não era a toda-poderosa na história, o título Iskra foi surrupiado pelos mencheviques, e foi para o brejo. O novo jornal bolchevique, o Proletári, não tinha o mesmo charme do Iskra, mas era amparado pelo decidido partido leninista.
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As rebeliões no Oriente Médio, nesse sentido, são um momento histórico privilegiado, pois dão à ciência a chance de acompanhar em tempo real o que está acontecendo e como as mudanças se desdobram. O resultado histórico vai depender muito das condições objetivas existentes em cada local. O grito do Facebook, do Twitter e das redes de jovens armados de telefones celulares teve resultados muito diversos nos países da região de falantes da língua árabe. Na Tunísia e no Egito os regimes despóticos, corruptos, burocráticos e ineficientes nem perceberam o que estava acontecendo, e quando se deram conta já era tarde demais para agir. Naqueles países, as elites nem se preocuparam em controlar as massas, a não ser pelo uso indiscriminado da força policial, o que só agravou bastante os conflitos nas ruas.
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Já no Irã e na Arábia Saudita, depois dos primeiros sustos os regimes locais passaram a combater as revoltas com as próprias armas dos desafiantes. No Irã não há mais espaço para as mídias sociais: a polícia monitora todos os suspeitos e chega em maior número nos locais de manifestação. O mesmo ocorre na Arábia Saudita e na China, onde os conteúdos perigosos ou são bloqueados, ou simplesmente derrubados com ataques de hackers chapa-branca. Isso explica um aparente paradoxo: por que a infecção não é maior em países com mais alta densidade de redes sociais? Ironicamente, nos Estados Unidos o impacto dessas redes nas mudanças sociais é limitado, quando não retrógrado. Elas ajudaram muito na mobilização para a eleição de Barack Obama, mas não conseguiram engrenar uma onda nem mesmo reformista.
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É provável que a experiência bem-sucedida do Egito não vá replicar em lugar nenhum. Mas vale esmiuçar seus detalhes para tirar lições gerais de como a revolta pode se espalhar como uma coqueluche. O egípcio Ahmer Maher pode ser considerado um dos principais estrategistas da derrota de Hosni Mubarak. Em 2008, ele abriu uma página no Facebook de apoio à greve na cidade industrial de Mahalla, usando a rede social como arma de mobilização. Ele contou ao jornalista Marcelo Ninio, enviado especial da Folha de S.Paulo, como as coisas aconteceram. Antes de adotar as tecnologias modernas, ou seja, enquanto fazia uso das formas tradicionais de organização e militância, Maher apanhou e amargou cadeia e tortura.
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"Em vez de ficarmos nas ruas, correndo o risco de sermos presos de novo, decidimos que todos criaríamos blogs para contar o que estava acontecendo no país e mobilizar mais jovens. A guerra virou digital. Em 2008, eu e uma amiga criamos uma página no Facebook para apoiar a greve dos trabalhadores da cidade industrial de Mahalla. Em apenas cinco dias a página tinha mais de 80 mil membros", disse ele à Folha. E conclui. "A internet foi apenas uma ferramenta. O que causou a revolução foi a vontade de mudar e a disposição em fazer sacrifícios."
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Portanto, desistam de fazer a revolução no conforto de uma lan house. Depois das convocações via Facebook, o próprio Maher se surpreendeu. "Pensávamos que viriam uns poucos milhares, mas apareceram 100 mil só no Cairo. A revolução estava madura, só faltava uma gota a mais de querosene para fazer tudo explodir. E essa gota foi a violência da polícia contra os manifestantes".
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FONTE: www.observatoriodaimprensa.com.br
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sábado, 26 de março de 2011

Hora do Planeta contra o aquecimento global

Neste sábado (26/03), por uma hora, o mundo vai ficar no escuro. Pelo menos é essa a proposta da World Wild Foundation (WWF) ao convocar a população mundial a apagar todas as luzes, entre 20h30 e 21h30 (horário de Brasília), em alerta à destruição do planeta e evolução do aquecimento global.
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Na Bahia, o evento será marcado porum ato simbólico no Farol da Barra, com a presença de artistas e grupos culturais. "Vamos fazer um apelo mundial contra a destruição do nosso planeta pelo aquecimento global", explica o coordenador de comunicação do Hora do Planeta na Bahia, Marcell Moraes.
Segundo ele, diversas capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, já confirmaram a adesão ao movimento, se comprometendo em desligar a iluminação de monumentos e prédios p´publicos no horário programado.
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Marcell informa que a coordenação do movimento já solicitou à Prefeitura Municipal de Salvador o desligamento da iluminação de monumentos e prédios públicos, a exemplo do Farol da Barra, Palácio Thomé de Souza, Elevador Lacerda, Orixás do Dique do Tororó, Poeta da Praça Castro Alves e Cristo da Barra, entre outros, durante a "Hora do Planeta".
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No ano passado, lembra Marcell, Salvador aderiu no último momento ao movimento. Este ano, ainda não confirmou participação. "Queremos mobilizar o mundo para alertar os poderes políticos para a necessidadede direcionarem seus olhares para a adoção de medidas urgentes em favor do meio ambiente, da preservação da natureza e contra o aquecimento global, mesmo que isso signifique menor desevolvimento e lucros", sugere Marcell, ressaltando que oengajamento da sociedade é fundamental nessa luta contraa destruição do planeta.
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Meios de ocultação da informação


Dalmo de Abreu Dallari (*)

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Há vários séculos as sociedades medianamente avançadas tornaram-se dependentes dos meios de comunicação para o desenvolvimento de suas atividades, seja no âmbito público estatal, seja no setor das atividades econômicas, ou ainda no tocante às atividades políticas e sociais de maneira geral, aí compreendidas também as que envolvem pessoas, famílias e outros grupos sociais de qualquer natureza. O que pode ou deve ser feito, como proceder, as condições objetivas para agir ou que recomendam ou determinam a abstenção de certo tipo de atividades, tudo isso é fortemente influenciado pelos meios de comunicação, estando aí a base da consagração da liberdade de imprensa, depois ampliada para liberdade de comunicação, como um dos fundamentos da sociedade democrática.
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A liberdade dos meios de comunicação implica sua responsabilidade, não se admitindo que pela distorção da verdade, ou por ocultação maliciosa de informações de relevante interesse social, os meios de comunicação impeçam ou dificultem consideravelmente a normalidade das atividades sociais, afetando o uso regular de direitos e deixando de transmitir à população, por má fé, as informações de que disponha e que sejam de grande importância para a vida social. Em certas circunstâncias, a omissão da comunicação pode ser tão danosa quanto à informação maliciosamente errada, podendo-se afirmar que ao lado do direito de comunicar com liberdade existe a obrigação jurídica de comunicar, quando isso for de relevante interesse social.
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Serviços públicos
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Um exemplo de ocultação maliciosa e antissocial de informação acaba de ser dado pelos meios de comunicação da Itália. Por vários motivos, com e sem responsabilidade direta do governo, diversos setores da sociedade estão muito descontentes e exigem uma reformulação das leis ou de determinadas práticas consideradas injustas e prejudiciais à população. Ante a indiferença dos agentes governamentais legalmente responsáveis, organizações representativas de expressão nacional ou regional, de vários setores de atividade, como o transporte coletivo, decidiram, valendo-se de um permissivo legal, realizar uma greve geral de protesto e advertência, na cidade de Roma, no dia 11 de março.
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A notícia da intenção de realizar essa greve foi divulgada por meios de comunicação habitualmente usados pelos sindicatos e partidos políticos, alguns dias antes da data programada, ficando-se na expectativa de mais informações sobre a efetivação e a extensão do movimento, que, se concretizado, afetaria grande parte das atividades sociais, incluindo-se aí os serviços públicos e o trabalho de maneira geral. Era de extrema importância, nesse caso, o noticiário da televisão, que transmitiria à população as informações mais recentes sobre a evolução do movimento, a efetivação e a possível extensão da greve.
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E aqui aparece a ocultação de má fé, extremamente danosa para a sociedade. No dia anterior, quase todas as emissoras de televisão excluíram de seu noticiário qualquer referência à greve, como se o assunto nunca tivesse sido cogitado. Para se avaliar a gravidade dessa omissão maliciosa, basta lembrar que o primeiro-ministro Sílvio Berlusconi tem o controle econômico de quase todos os grandes canais privados de televisão da Itália. A par disso, o governo tem, como é óbvio, o controle do canal público de televisão. E, desse modo, desde o dia anterior não se disse, nos principais noticiários da televisão, uma palavra sobre o movimento grevista, o que foi repetido no dia 11/03, quando grande parte da população romana queria e precisava saber se os serviços públicos, a começar pelo transporte urbano, estariam funcionando, assim como as escolas, os serviços de saúde e tudo o mais que é absolutamente necessário para a vida normal da comunidade.
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Dualidade indispensável
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Os meios de comunicação ficaram maliciosamente omissos, ocultaram as informações, deixando de cumprir sua obrigação de comunicar, deixando de divulgar notícias sobre a greve, mas com isso desorientando a população, que naquele dia deixou de usar de inúmeros direitos e de cumprir muitas obrigações por falta da informação sobre as condições sociais para o seu exercício. Esse fato, ocorrido agora, mostra com muita eloquência a necessidade de exame atento dos direitos e obrigações relativos aos meios de comunicação e de ampla discussão sobre a necessidade e as características de uma legislação que fixe regras para o exercício da liberdade de comunicação, nele devendo ser incluída a obrigação de comunicar quando houver interesse público relevante.
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A censura das comunicações deve ser proibida, como já está expresso na Constituição brasileira, mas é preciso deixar claro que o povo não pode ser vítima de censura imposta pelos donos e controladores dos meios de comunicação. O direito de comunicar deve ter como paralelo o dever de comunicar, dualidade indispensável para a concepção democrática do uso dos meios de comunicação.
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(*) Jurista e professor da Faculdade de Direito da USP.
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Redes sociais, o futuro da Internet


Candice Vitale
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O assunto do momento entre os profissionais de internet são as redes sociais. Sim, elas são vistas hoje como o futuro da internet, um futuro bem próximo… Mas o que são as redes sociais? Elas se encontram dentro de sites de relacionamento como Orkut, Facebook, LinkedIn, Twitter , etc… No Brasil o Orkut está em primeiro lugar, concentrando mais de 20 milhões de cadastrados, seguido da consultora comScore. As últimas pesquisas mostram a ascenção desse tipo de mídia: cerca de 85% dos usuários brasileiros visitam alguma rede social.
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Além da conexão com novos e velhos amigos, a troca de informações em grupos de discussão, o acompanhamento das últimas novidades sobre assuntos de interesse e até mesmo busca de empregos, as social media vêm se tornando um grande atrativo no mundo corporativo. Usar essas redes como fonte de informação para conhecer seu público-alvo, saber o que eles pensam e até mesmo interagir com eles de forma direta é uma estratégia interessante para as empresas. Além disso, muito se discute sobre a migração de investimentos para esses meios ao invés de investimentos na propaganda convencional, tamanho é o “buzz” que eles vêm causando no universo on-line.
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Não sejamos radicais: é claro que a propaganda nunca perderá seu espaço, mas o que as empresas já vêm percebendo é que, com baixos budgets, é possível alimentar comunidades e fóruns e criar campanhas dentro das redes, atingindo diretamente seu consumidor. Interessante não?!
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Anunciar em redes sociais
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O limite é a criatividade e a sensibilidade de não invadir o valioso espaço criado dentro das comunidades. É fascinante ter a oportunidade de estar tão próximo de seu público, mas é necessário respeitar seu espaço, pois ao mesmo tempo que são abertas para discussão sobre produtos, a propaganda deliberada poderia ser encarada com maus olhos.
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Bem, pra saber mais sobre o assunto eu sugiro que vocês entrem em uma das mais populares redes atuais o Twitter e procure as inúmeras comunidades sobre o tema dando um follow e mantenha-se atualizado quase minuto a minuto sobre as novidades… Fácil entender o sucesso dessas redes né? Procurou, achou!.
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Jornalismo: base para consolidação democrática


Gerson Luiz Martins (*)
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Na sociedade contemporânea não há que se discutir ou colocar em dúvida a importância do jornalismo, da atividade jornalística e do profissional do jornalismo. Uma área profissional de suma importância para a consolidação democrática, tão estratégica não pode ficar a mercê das idas e vindas político-partidárias, nem tampouco dos humores empresariais. Deve estar acima de tudo isso. Nesse aspecto, em se tratar da qualificação dos profissionais da área, não há que se brincar, tampouco relegar a segundo plano. A informação é um bem precioso na sociedade atual. Por meio dela se conhece o mundo, se gerencia suas atividades, sua vida. Pode-se brincar com isso?
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Há quase dois anos o Supremo Tribunal Federal sepultou a qualificação do profissional jornalista. Na pauta dos trabalhos do STF foi decidido a necessidade ou não da formação universitária específica para o exercício profissional em jornalismo. A pergunta clássica é: você leitor faria um cirurgia com um médico prático? Você entregaria o destino de seu patrimônio para práticos do direito? Será que as pessoas morariam em casas ou apartamentos construídos por engenheiros da prática, profissionais que aprenderam seu ofício apenas na prática, na experiência?
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Assim como o médico, o advogado, o engenheiro e tantos outros profissionais indispensáveis na vida das pessoas, e que sempre buscam profissionais qualificados, preferencialmente formados nas melhores escolas; da mesma forma o jornalista, profissional estratégico na sociedade atual, deve estar qualificado e preparado nas melhores escolas, nos melhores cursos de Jornalismo. O STF ao derrubar a exigência do ensino universitário específico em Jornalismo para o exercício profissional promove uma invasão de charlatões da informação, que buscam, exclusivamente, tirar proveito e adquirir ganhos pessoais não importa a que preço; ou melhor, importa sim, a preços muito altos! Que o digam as assessorias de comunicação dos governos, assediados diuturnamente por vários desses pseudos-jornalistas.
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A argumentação usada para se extinguir a exigência da formação universitária específica em jornalismo se baseou no que está garantido pela Constituição Federal de 1988 o direito à informação, logo qualquer pessoa pode ser jornalista, pois o jornalista transmite informação. Parece que há um erro grasso de entendimento dessa condição. Nenhum jornalista transmite informação. Pode-se dizer, nenhum jornalista é “fofoqueiro”! Um jornalista qualificado, que possui formação universitária específica produz informação.
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O processo de trabalho do jornalista não é transmissão, mas produção da informação. Para entender isso é básico afirmar que o jornalista pauta, apura, redigi, edita, publica, difunde as notícias, a informação. Isso se chama produção. Uma vez ao ler, ou melhor, ao ver uma revista local se constatou que uma notícia sobre os 10 anos de ciberjornalismo em Campo Grande foi exatamente um recorta e cola, o famoso contra C e contra V, de matéria publicada em portal jornalístico local, sem dar os créditos devidos à jornalista que produziu o texto. Isso é ético? Isso é jornalismo? Há produção jornalística nessa matéria, ou simplesmente uma transmissão de informação, do tipo “fofoca da vizinha”.
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Um pesquisador paranaense, em reflexão sobre este tema, fez uma interessante e engraçada comparação, diz ele que “se a formação universitária específica (diploma) cair, poderemos entrar com uma ação pedindo que seja proibido às empresas de transporte de passageiros a cobrança pelas passagens, pois isso contraria o direito de ir e vir definido na Constituição”. Em outras palavras, a necessidade, a exigência da formação universitária específica para o exercício profissional em jornalismo não impede a livre manifestação das pessoas, o livre acesso à informação e a livre iniciativa de transmitir informação.
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No entanto, no que diz respeito a produção a informação, seu tratamento, a apuração, checar dados, redigir, editar para uma melhor compreensibilidade e a difusão, isso é papel do jornalista, profissional formado no curso universitário de jornalismo, onde deverá aprender técnicas, teorias, princípios e processos da produção jornalística, conceitos e procedimentos éticos para que a produção da notícia não se torne fator de constrangimento pessoal, social ou político. Não é a toa que o Ministério da Educação elegeu, há dois anos, depois do Direito e da Medicina, o Jornalismo como foco para consolidação democrática do país ao constituir a Comissão que reformulou as Diretrizes Curriculares dos Cursos universitários de Jornalismo.
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(*) Jornalista profissional diplomado e professor da UFMS.

Educação Ambiental: quem poderá nos ajudar?


Helena Schiavoni Sylvestre
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As questões ambientais ganham destaque cada vez maior nas mídias e a tendência é que se torne cada vez mais acessível à população. Veículos de comunicação como os jornais impressos, a televisão, o rádio e especialmente a internet são ferramentas que ajudam na disseminação de todo e qualquer material que esteja ligado ao tema. O número de informações que se pode encontrar nestes meios é grande e na hora de buscar referências pode se tornar complicado. Tentando compartilhar seus preferidos com o lnteiro Ambiente, alguns profissionais dão algumas dicas de onde encontrar bons conteúdos sobre educação ambiental, meio-ambiente e sustentabilidade.
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Claudia Kuen Rae Chow, blogueira do setor e geóloga, diz que para se manter informada sobre o tema, visita alguns blogs com os quais ela tem mais afinidade, como o Quintal, Empresa Verde, Blog do Planeta, Energia Eficiente, Vivo Verde e Ecopolítica. Assina a revista sobre sustentabilidade Página 22 da FGV-Ces, vez ou outra acompanha o programa de TV, Cidades e Soluções e lê alguns livros sobre o assunto. Mas Claudia destaca que não segue esta rotina sistematicamente, e que geralmente busca se informar com aquilo que está em pauta. “Não me limito a alguns sites ou blogs. Faço uma busca mais geral”, finaliza a geóloga.
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Érica Sena, bióloga e ambientalista, tem várias fontes de informação e sempre busca ficar a par das novidades. Ela também costuma acessar alguns websites específicos, como o Mercado Ético, Portal Ambiente Brasil, Revista Digital Envolverde, EcoD, Planeta Sustentável, Cidades e Soluções e G1. E tem o costume de ler os principais jornais impressos em circulação e revistas como a Com Ciência, Plurale, Atitude Sustentável, Horizonte Geográfico, Época, Casa e Jardim, Super Interessante, Galileu e Terra da Gente. “Gosto de todas estas, mas compro qualquer uma sobre o tema, que eu encontrar na banca”, destaca.
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A ambientalista ainda diz que gosta de ler livros específicos de gestão ambiental, sustentabilidade, dicas ecológicas, entre outros. Alguns de seus livros de cabeceira são Princípios e Práticas de ED AMB – Genebaldo Dias, livros do jornalista ambiental André Trigueiro (Espiritismo e Ecologia, Mundo Sustentável), A Nossa Escolha – Al Gore e Desenvolvimento Sustentável: Que Bicho é Esse?, de José Eli da Veiga & Lia Zatz. “Aproveito minhas experiências e as das pessoas com as quais convivo, como dicas de passeios e reflexões. Também me atualizo sobre as publicações no Facebook, Twitter e assisto a alguns programas de TV”, completa.
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Renato Barreto, autor do blog que reúne diversas informações da temática, RB Ambiental, diz que no passado ele também tinha dúvida de onde encontrar bons conteúdos sobre educação ambiental e meio ambiente. “A resposta é ler sempre e participar de redes sociais. Hoje recebo muitos e-mails interessantes através da rede de contato que construí”. Barreto ainda indica seu antigo professor, o doutor Genebaldo Freire, como referência e diz achar essencial saber absorver o melhor de cada publicação dos jornais impressos que abordam o tema. Outra indicação dele é o blog do jornalista ambiental Vilmar Berna, mas a internet continua a ser sua principal referência. “As redes sociais hoje têm um papel fundamental na divulgação do tema”, conclui.
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Marina Nobre, pós-graduada em Desenvolvimento Regional e Planejamento Ambiental, estudante de Engenharia Ambiental e blogueira, diz que para escrever em seu blog, busca informações em sites mais conhecidos, como o MMA, órgãos estaduais, WWF, EcoDesenvolvimento, Planeta Sustentável, Ambiente Brasil. “Posteriormente, como meu objetivo era falar sobre o mercado de trabalho, também busquei em sites de Rh e emprego, textos e notícias sobre a área de meio ambiente” ressalta. Para tal fim, a estudante de engenharia busca informações em sites como Agrobase, Cia de Talentos e Vagas. Marina diz que gosta também bastante de usar as redes sociais como o Facebook e Twitter, pois “normalmente nessas redes há divulgação de empresas da área e notícias atualizadas”.
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Katarini Miguel, assessora de imprensa do Instituto Ambiental Vidágua, diz consultar vários sites e blogs, que de certa forma trazem conteúdo de educação ambiental e de formação sobre meio ambiente. Katarini destaca o EcoBlogs como uma de suas fontes favoritas. O blog traz dicas ambientais, curiosidades e idéias sustentáveis bastante interessantes. “Outro blog que eu recomendo, é o do professor Wilson Bueno. Ele é bastante crítico e realista, principalmente com relação ao marketing verde e a conduta das empresas. O que gera sempre boas discussões e comentários dos visitantes” destaca Katarini.
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Outro site que acessa diariamente é o Envolverde, que tem notícias, reportagens especiais e “não vê meio ambiente apenas como fauna e flora, mas engloba questões de cidadania, saúde, política e economia”, diz a assessora. Ela também indica o REBIA (Rede Brasileira de Informação Ambiental), o Educação Ambiental TJ com o qual o Vidágua tem parceria, o Experiencial e Com., e sites de ONGs, como o Sosma e o ISA.
A jornalista diz que gosta e utiliza mais a internet por conta da praticidade e da facilidade para acessar e encontrar conteúdo a qualquer momento e local. Apesar disso, também acompanha notícias de meio ambiente em jornais, TV e rádio.
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Na TV, destaca o Repórter ECO da TV Cultura e o Cidades Sustentáveis da Globo News, que, segundo Katarini, tratam o meio ambiente de forma adequada, com exemplos variados e mais profundidade. “Em rádio temos o programa Ecoando, da rádio Unesp de Bauru, que, além de acompanhar, também participo com uma coluna, comentando os assuntos ambientais da semana”, lembra. E, para livros de consulta, fica com o ‘Educação Ambiental’ do Genebaldo Freire e o ‘Educação Ambiental: princípio, história e formação’ de professores do Fabio Cascino, que são clássicos da área.

domingo, 13 de março de 2011

A imprensa perde espaço no noticiário local

Carlos Castilho
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Cerca de um terço dos norte-americanos prefere acessar redes sociais na Internet para obter informações sobre temas locais ou discutir assuntos comunitários. Trata-se de uma tendência que já está sendo observada na Europa, na Ásia e na Austrália, onde as pesquisas apontam também uma redução acentuada na participação da imprensa na produção de notícias locais. Aqui no Brasil não temos pesquisas atualizadas sobre este fenômeno, mas é visível a redução do espaço dedicado às questões comunitárias, salvo nos casos de grandes enchentes, desastres naturais, crimes , escândalos e acidentes. Para a mídia, a redução é um problema de custos operacionais, mas para o público é a substituição de um modelo informativo por outro.
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Uma pesquisa divulgada esta semana e realizada pelos institutos Monitor e Pew Internet, ambos com sede nos Estados Unidos, mostrou que as redes sociais como o Facebook e Orkut são hoje responsáveis por 32% da informação local consumida pelos norte-americanos. Em segundo lugar vieram os blogs, com 19%; as mensagens por telefone celular (torpedos SMS), com 12%; e as micro-mensagens do Twitter, com 7%. Os restantes 30% estão distribuídos entre os veículos da imprensa convencional - mídia de massa.
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Na Holanda, Alemanha e Suécia, pesquisas feitas por empresas de publicidade e marketing também detectaram a mesma migração para a internet dos interessados em assuntos locais. Trata-se de um fenômeno que altera radicalmente a ecologia informativa nas áreas urbanas porque retira dos jornais um público fiel, especialmente os assinantes, ao mesmo tempo em que amplia o interesse dos usuários pelos assuntos locais, graças à maior diversificação temática. A mesma pesquisa feita pelo Pew Center em três cidades norte-americanas mostrou que o interesse pelos temas comunitários é hoje duas vezes maior do que há cinco anos, principalmente porque as pessoas passaram a trocar informações entre si por meio dos mecanismos de interatividade. Estas mudanças de comportamento aumentam a importância dos estudos sobre participação do público na produção informativa, uma área que está praticamente virgem, tanto nas universidades como entre os institutos de pesquisa especializados em Comunicação.
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A redução do noticiário local nos jornais, rádios e emissoras de TV é uma consequência direta do aumento da participação do público e da contenção de gastos nas redações. O acesso crescente à informação online está gerando um fenômeno mundial de busca de reconhecimento de direitos individuais e coletivos, fato que aparece de forma mais clara no âmbito da periferia das grandes cidades. Mas ao mesmo tempo em que a demanda cresce, os jornais mostram-se impotentes para atender à cobertura comunitária, porque isto implica triplicar ou até quadruplicar suas equipes de reportagem dedicadas a temas locais, o que é inviável nas condições atuais de fluxo de caixa (recursos financeiros) da maioria dos jornais e emissoras de rádio ou televisão.
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A opção de usar cada vez mais o público como fonte de informações é uma possibilidade concreta porque permite ao jornal ou à TV estar no local dos fatos graças a câmeras fotográficas e filmadoras digitais de cidadãos comuns. Mas isso cria uma dependência em relação a pessoas sem formação jornalística, o que é rejeitado pela maioria das redações. Alguns veículos de comunicação que testaram essa alternativa com mais intensidade defrontaram-se com um outro problema: os chamados jornalistas amadores acabam reivindicando participação financeira ou funcional, o que também é rejeitado pelas redações.
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O aumento da participação do público na produção de informações está obrigando os estudiosos a mudar seu foco de atenção. Até agora o estudo das mudanças na comunicação contemporânea provocadas pela internet e pela computação se limitaram a abordagens com foco no jogo de poder na mídia e na questão tecnológica. Falta ver o problema de baixo para cima, a partir das bases sociais, segmentos onde vão ocorrer as mais importantes transformações provocadas pelo uso das novas tecnologias de informação e comunicação.
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O pouco que tem sido estudado, em especial por acadêmicos jovens, mostra que os processos de inovação ocorrem de forma mais intensa quando se incorpora o conhecimento tácito de pessoas até agora consideradas excluídas tanto do ponto de vista informativo como do tecnológico. As teorias desenvolvidas pelos grandes pensadores já não conseguem dar explicações completas para os complexos fenômenos contemporâneos porque em sua maioria foram construídas a partir de universos sociais reduzidos, se comparados às multidões que estão frequentando cada vez mais a internet. A sociedade atual necessita de novas explicações e, ao que tudo indica, isso só se tornará viável quando os pesquisadores derem mais atenção ao que ocorre no Twitter, no Facebook, no Orkut. Nesses ambientes circula uma informação que é ignorada pela imprensa e pela academia, e que ainda é vista com um marcado desdém.
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FONTE: www.observatoriodaimprensa.com.br
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quarta-feira, 9 de março de 2011

Direitos e deveres dos usuários na Internet

Existem, sim, leis na Internet. Atrás de um monitor e um teclado, as pessoas acham que podem fazer qualquer coisa, com uma falsa sensação de anonimato. O internauta acredita que tem o direito de falar o que quiser, publicar qualquer coisa e por aí vai. Mas não é bem assim que funciona. Os usuários até podem fazer o que bem entenderem na rede, mas devem estar cientes de que para cada ação não pensada existe uma consequência e, muitas vezes, implicações legais e jurídicas.
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"Tudo o que a gente faz na Internet tem suas consequências, seja a responsabilidade civil, como pagar um indenização, seja em casos mais grave como o criminal", alerta Marcel Leonardi, advogado especializado em Internet. Ele lembra que, ao contrário do que muitos usuários pensam, o rastreamento de atividades é possível na web. "A pessoa pensa que nada vai acontecer, mas sofre uma desagradável surpresa", acrescenta.
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Na verdade, o problema é quando o usuário extrapola seu direito à liberdade de expressão. Por exemplo: ofensas são passíveis de punição, seja no mundo real ou virtual. Entra na mesma categoria a publicação de uma foto alheia sem autorização prévia, além das já famosas discussões sobre a violação de direitos autorais, por quem baixa músicas e filmes de forma não autorizada.
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Os podcasts são um exemplo dos crimes que as pessoas cometem sem perceber. Na maior parte das vezes, esses programas de áudio usam músicas comerciais, sem se preocupar com a lei do direito autoral. Caso contrário, o prejuízo pode ser grande quando forem surpreendidos por uma cobrança sobre a utilização do material de um determinado artista.
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Existem casos notórios de problemas assim na internet. Talvez um dos mais fatídicos aqui no Brasil seja o de uma estudante de direito que, no dia do segundo turno das eleições presidenciais do ano passado, postou declarações preconceituosas contra os nordestinos em seus perfis no Twitter e no Facebook. A estudante foi denunciada por racismo e por incitação pública à prática de crime. Isso, além de perder o emprego.
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"O judiciário no Brasil já conhece bem essas iniciativas de uma maneira geral. Mas é óbvio que a compreensão da internet e os limites do que é ou não possível fazer [na web] ainda precisa melhorar. Um exemplo disso é que, em alguns casos, juízes mandam bloquear sites, e essa é uma solução totalmente paliativa", conclui o advogado Leonardi.
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Atualmente, existem mais de 30 mil judiciais relacionadas à internet no País. Entre os protagonistas está Gustavo Cardial. Em seu blog, ele não mediu esforços para atacar uma empresa que estaria aplicando um golpe. Cardial publicou fotos dos donos da empresa, informações pessoais deles e até o endereço da mãe dos suspeitos. Resultado: Gustavo está sendo processado por danos morais.
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Em sua defesa, o blogueiro explica: "Quando eu estava publicando, eu imaginei que talvez eu devesse ser mais discreto em relação às informações que eu quis postar." Mas Cardial relata que, ao acreditar que estava prestando um favor para outros internautas que poderiam ser vítimas do suposto golpista, decidiu não poupar informações até que foi surpreendido por um processo contra ele, movido há quase dois anos. Como lição, ele fala que agora toma muito mais cuidado com qualquer coisa que venha a publicar. "Eu recomendo todo o cuidado. O ideal é pensar: você faria isso sem o computador? Se você não faria, então, talvez, não deva publicar", sugere o blogueiro, arrependido.
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FONTE: http://olhardigital.uol.com.br
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