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quarta-feira, 10 de março de 2010

Oficinas, debates e filmes na "Semana da Mulher"
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Começou nesta terça-feira (09/03) as exibições de 18 curta metragens e realizações de oficinas de cinema e debates, dentro da 'Semana de Filmes de Mulheres'. As atividades estão sendo realizadas no Teatro Lima Penante (Centro) e na Estação Cabo Branco – Ciência Cultura e Arte. Nas obras, o universo feminino se mistura a temáticas como adolescência, mercado de trabalho, relações afetivas e sociais. A realização é da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) e da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (CPPM). A programação termina no próximo sábado (13) e a entrada é franca.
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Durante todos os dias do evento será realizada a Oficina de Produção Audiovisual em Novas Mídias, ministrada por Mariah Benaglia, na Estação Cabo Branco, das 14h às 18h. As aulas têm o objetivo de difundir o segmento, utilizando-o como instrumento sócio-pedagógico. As ferramentas estudadas incluem criação de conteúdos com celulares que filmam, câmeras fotográficas digitais, webcams, pendrives e mp3 players. O resultado produzido será veiculado em redes sociais da Internet, a exemplo do Facebook, Twitter, Youtube e outros suportes.
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A partir desta quarta-feira (10/03), às 19h30, começam as exibições, sempre no mesmo horário e local. No Cineclube Tintin Clube (do Teatro Lima Penante) - localizado na Avenida João Machado, n° 67 - será exibida a ficção "Mulherzinha é a mãe ou eu precisei de uma ajuda masculina para abrir a maldita porta!". Em sequencia, ainda na quarta-feira, no mesmo local e horário, o público poderá assistir aos seguintes curtas: "Laurita", de Roney Freitas (2009, SP); "Bom dia, meu nome é Sheila", de Angelo Difanti (2009, RJ); "Ana Beatriz", de Clarissa Cardoso (2009, DF); "Handebol", de Anita Rocha da Silveira (2010, RJ); "Um par", de Lara Lima (2010, SP); "Historia triste de uma praieira", de Ana Movani (2009, MG); "Elia off", de Mariah Benaglia, Cecilia Retamoza e Suellen Brito (2009, PB). O evento tem o apoio da Associação Brasileira de Documentaristas, seção Paraíba (ABD-PB), Instituto Femina e ProJovem.
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Quinta-feira – Nesse dia serão exibidos mais três filmes, também no mesmo local e horário e dos anteriores. As obras escolhidas para o público foram: "Uma Mulher Impossível", de Márcia Derraik (RJ, 2008); "Ará", de Sheila Neumayr e Juliana Xavier (MG, 2007); e "Procura-se Janaína", de Miriam Chnaiderman (SP, 2007).
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Sexta-feira – No penúltimo dia, às 15h, haverá debate sobre a produção audiovisual feminina no Brasil, com a participação de cinco convidadas. Depois, às 19h30, terão continuidade as exibições. Na ocasião, o público presente terá a oportunidade de conferir cinco obras: "Clarita", de Thereza Jessouroun (RJ, 2007); "A saga das candangas invisíveis", de Denise Caputo (DF, 2008); "Mulheres de Mamirauá", de Jorane Castro (2008); "Nos limites da perfeição", de Pâmela Hauber (RS, 2008); e "Na madrugada", de Duda Gorter (RJ, 2008).
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Sábado – No último dia, as exibições têm início a partir das 15h30. A programação inclui: "Dreznica", de Anna Azevedo (RJ, 2008); "Eu e crocodilos", de Marcela Arantes (2008); e "Canção de Baal", de Helena Ignez (SP, 2008).
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FONTE: http://www.joaopessoa.pb.gov.br
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Utilidade pública
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Conselho de Comunicação: pauta das organizações
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Jacson Segundo
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Apesar de o debate sobre os melhores caminhos a trilhar neste momento pós 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) ainda estar em aberto, algumas avaliações feitas por representantes do segmento da sociedade civil indicam que já há um certo grau de convergência em relação aos próximos passos a serem dados. Um deles é praticamente uma unanimidade: dar prioridade à implantação da resolução que prevê a criação do Conselho Nacional de Comunicação como um instrumento de participação social na definição de políticas públicas para a área. Além disso, há consenso sobre a importância de dar continuidade à mobilização gerada no período da Conferência para fortalecer o movimento pelo direito à comunicação e fazer pressão para que as resoluções não virem letra morta.
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A avaliação, corroborada por todos os representantes do segmento consultados pelo Observatório do Direito à Comunicação, é que a instituição do Conselho Nacional seria fundamental neste momento porque, em primeiro lugar, não seria uma medida complexa. Com um pequeno esforço do Executivo e do Congresso, ele poderia ser criado ainda antes do início do período eleitoral. Somado a isso, esse órgão poderia funcionar como local privilegiado para impulsionar a realização de todas as outras deliberações que foram aprovadas na Conferência (são 665 no total). Até o consultor jurídico do Ministério das Comunicações e principal articulador do governo na Confecom, Marcelo Bechara, sinalizou com a importância de manter os segmentos em permanente diálogo, por meio da criação do Conselho.
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Os membros do Congresso e do governo também não teriam, em princípio, muitos motivos para não implementar a proposta, já que ela contou com a adesão unânime de todos os delegados presentes na Confecom. O texto da resolução diz que, além do Conselho Nacional, devem ser criados conselhos municipais, estaduais e distrital, como instâncias de formulação, deliberação e monitoramento de políticas de comunicações no país. Eles devem ter a participação do poder público, dos empresários e da sociedade civil. Entre outras atribuições, eles podem convocar audiências e consultas públicas sobre temas diversos, incluindo a concessão ou renovação de outorgas de serviços de comunicação, e indicar a realização de conferências de comunicação.
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Este novo órgão não se confunde com o Conselho de Comunicação Social, criado pela Constituição de 1988. Este último demorou onze anos para ser implementado, funcionou por quatro anos e, desde 2006, não está mais ativo. Sua reativação também foi aprovada na Confecom, porém, ele não é considerado tão prioritário como o Conselho Nacional de Comunicação. No entanto, na análise dos representantes da sociedade civil, nem essa proposta nem as demais vão virar realidade se não houver pressão social para isso. “Foram quase 700 propostas aprovadas e sem uma agenda comum será complicado avançar. Para exigir qualquer resolução o movimento precisa estar organizado, pressionando”, acredita Carolina Ribeiro, integrante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.
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Espaços de articulação
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Uma das maneiras de se construir uma agenda comum entre os movimentos seria com a realização de fóruns com este fim. É o que defende a jornalista do Portal Vermelho, Renata Mielli, membro da Comissão Paulista Pró-Conferência e uma das delegadas do estado à etapa nacional. “O principal agora é manter a articulação. Se os movimentos que se organizaram forem tomando decisões isoladas, isso é ruim. Precisa ter uma atuação conjunta. É preciso, nos estados e em nível nacional, constituir comissões, como foram as pró-conferência, que foram um local de articulação. Não sei se é preciso manter a mesma estrutura [das comissões pró-conferência], mas algum espaço de discussão dos movimentos precisa continuar”, opina.
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É o que já vem ocorrendo em alguns estados, como o Rio de Janeiro. O jornalista e membro da Comissão Estadual Pró-Confecom Álvaro Britto explica que a ideia do movimento local em relação às propostas aprovadas na Conferência é definir prioridades gerais, sem prejuízo daquelas que são específicas das organizações. “Provavelmente em março, o Rio realizará um grande encontro com os delegados e observadores que foram à etapa nacional e outros militantes da democratização da comunicação para definir essas prioridades. Até lá, estamos estimulando a reorganização das regionais e realizando o debate de avaliação”, informa Britto.
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A forma que a sociedade civil deve adotar para continuar trabalhando conjuntamente, porém, ainda não está muito desenvolvida. Para alguns, é importante, por exemplo, manter a continuidade das comissões pró-conferência. Tanto em nível nacional quanto estadual. Para a representante do Conselho Federal de Psicologia na coordenação executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Roseli Goffman, essa não seria a saída adequada no momento. “Existem diferenças dentro do movimento social, mas são de forma e não de conteúdo. A CNPC (Comissão Nacional Pró-Conferência) teve sua função. Agora a pauta é união. Negociar as pautas possíveis, fazer pautas conjuntas”, disse ela.
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“Temos que promover eventos estaduais e nacionais, desenvolver parcerias. Dar oportunidade para a voz popular não se separar, dando oportunidade para que as pessoas falem e ouvir as novas ideias”, disse Roseli, que também acredita que o momento eleitoral será importante, pois “nenhum candidato poderá negar o processo [da Conferência], que envolveu tanta gente”. Segundo ela, o FNDC já está preparando um evento nacional – ainda sem data – para discutir o cenário pós Confecom.
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FONTE: www.direitoacomunicacao.org.br
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Jornalismo Investigativo no Brasil
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Regiane Santos Barbosa
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Os jornais brasileiros só adotaram a reportagem investigativa após a ditadura militar. O Estado de S.Paulo, em 1976, é o primeiro a incorporar a prática. O Estadão publicou três matérias, intituladas "Assim vivem os nossos superfuncionários", que abalaram o País ao revelar a boa vida dos ministros e altos funcionários instalados em Brasília e capitais federais.
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Infelizmente, a prática da investigação jornalística no Brasil ainda é tímida. Cleofe Monteiro de Sequeira publicou em seu livro "Jornalismo Investigativo: o fato por trás da notícia", um estudo feito pelo jornalista Carlos Chaparro sobre a evolução dos gêneros jornalísticos como forma discursiva nos os últimos cinqüenta anos da imprensa brasileira, enfocando o jornalismo diário praticado nos principais jornais impressos do nosso país.
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Na amostra de 1995, a reportagem investigativa ocupava apenas 2,32% do espaço total da Folha de S.Paulo e 1,73% em O Globo; na amostra de 1945-1994, 0,20% no Estado de S.Paulo, e 0,50% no Jornal do Brasil. Segundo Carlos Chaparro, o mercado jornalístico, em especial as redações dos meios impressos, caracterizam-se por pressões do negócio e às tensões impostas pelo ritmo da produção industrial, criando detalhadas rotinas administrativas, para controlar e otimizar, sob o ponto de vista gerencial, a seleção e a produção do noticiário. No exercício dessa competência, boa parte do tempo é ocupada em atividades de depuração, no mar de informações que jorram das fontes cada vez mais organizadas. E não há tempo, nem estrutura, nem cultura, para pensar o aprofundamento dos fatos.
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Diante dessa realidade, as redações preferem jornalistas que sejam eficientes organizadores de dados provenientes de releases ou fatos mal-apurados in loco "que posteriormente transformam em notícias insípidas, sem contextualização, que servem para desinformar o leitor ao invés de informá-lo", uma vez que a fragmentação e a superficialidade das informações impedem a plena compreensão do fato que está sendo reportado ao leitor.
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Os jornais oferecem aos leitores inúmeras informações no formato de notícias e reportagens curtas. Mas será que estes fatos mal-apurados e maquiados em textos superficiais atendem ao direito básico do cidadão de informação? Uma vez que esses dados, números, estatísticas, pesquisas de opinião, que chegam prontas aos e-mails dos repórteres, sem nenhuma descrição de quais métodos utilizaram para obter aquele resultado.
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Uma das falhas do jornalismo atual é a ausência de investigação. A maioria dos repórteres acredita em todos os relatos e documentos que chegam as suas mãos. Assim, documentos que deveriam ser ponto de partida viraram pontos de chegada. Portanto, a reportagem investigativa passou a ser encarada, por grande parte dos veículos de comunicação, como um "jornalismo fiteiro". Pois na maior parte dos casos, o jornalismo se resume à simples coleta e reprodução de fitas.
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FONTE: www.observatoriodaimprensa.com.br
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O rádio como perspectiva acústica da cidade
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Cida Golin
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Linguagem temporal, o rádio mantém um vínculo visceral com a cidade. Reflete sua sonoridade, funciona como um relógio das rotinas diárias, organiza e reproduz os ciclos e as temporalidades locais: o despertar para o trabalho, a conversa descompromissada na hora do cafezinho, a hora do rush, a solidão do insone na madrugada. Cada emissora enquadra o ouvinte em um estilo próprio de pontuação e ritmo. Funciona, na perspectiva de Schafer, como uma espécie de parede, massa sonora comprimida, feita de repetições, envolvendo o sujeito na ausência do silêncio.
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No momento em que o rádio se redirecionou, principalmente a partir dos anos 1960, deixando a sala de visitas e o entretenimento para a televisão, passou cada vez mais a contemplar notícias e prestação de serviços locais, aproximando-se da cultura da comunidade onde opera. Qualquer manual para iniciantes recomenda que a pauta do veículo privilegie temas próximos, critério de relevância: aquilo que se vê e se conversa na rua, uma informação urgente, um acidente de trânsito, um assalto, o buraco da rua, as reivindicações dos bairros.
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Nesse sentido, passa a ser um espelho da cidade onde está inserido, traduzindo na linguagem cíclica e temporal o ritmo cotidiano. A programação em fluxo, tendência de importantes emissoras de radiojornalismo, corrobora a metrópole contemporânea como o lugar do movimento incessante, da multidão, do deslocamento em vias expressas. A programação radiofônica não somente mimetiza a aceleração temporal como ajuda a propagá-la na rapidez da fala, na ausência de pausas ou silêncios, no ritmo incessante da velocidade. No entanto, em cidades pequenas, ao contrário da pressa e do trânsito caótico, o obituário e informações sobre baixas e internações hospitalares ganham visibilidade e tratamento de serviço ou notícia.
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O rádio mantém uma profunda relação com o espaço social mais próximo, preocupa-se com o entorno, e busca situar-se nele; promove a inter-relação de espaços a partir do local; cria um pulsar rítmico do cotidiano, sincronizando pelo tempo as atividades de uma comunidade. Como observa Canclini, ao se pautar pelas experiências diárias da cidade, os meios eletrônicos de comunicação simulam superar e integrar um imaginário urbano desagregado, sobretudo em grandes centros. Logo, estar informado é participar de uma comunidade.
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Lewis Munford sublinha o quanto a cidade, na sua origem, deve à aldeia as relações de ordem, estabilidade e vizinhança no compartilhamento do ritmo vital entre os que nascem, trabalham, casam, agonizam e morrem. As cidades antigas, por exemplo, não cresciam além dos limites físicos do corpo humano, das distâncias das caminhadas ou da audição. “Na Idade Média, ficar dentro do alcance dos sinos de Bow definia os limites da City de Londres”. Antes da Revolução Industrial, o trabalho estava associado ao ritmo da canção (cantos dos marinheiros, dos camponeses e das oficinas) e aos sons da rua, às vozes dos ambulantes, dos pregoeiros, dos mendigos ou dos músicos à margem.
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Dentro da luta pela organização e racionalização burguesa do espaço público, aos poucos, a voz (em especial dos grupos menos favorecidos) foi sendo abafada, ao contrário de sons institucionais como o da igreja ou dos motores que rompiam o silêncio comum. Na categoria dos sons comunitários, que precisam ser fortes para se destacar no ambiente, a sirene (primeiro da fábrica, depois do automóvel) tomou o lugar do sino na evolução do espaço urbano. O futurismo, ao participar da construção da cidade moderna, poetizou o ruído, fascinado pela estridência do metal, pela sonoridade do automóvel, das ferrovias ou das multidões.
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FONTE: A Expressão Radiofônica de uma Cartografia Sonora:
estudo da série Porto Alegre,
paisagens sonoras.
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segunda-feira, 1 de março de 2010

Festival de Vídeo: inscrições até dia 5 de março
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As inscrições para o 1º Festival de Vídeo 'Estação Cabo Branco' foram prorrogadas até o dia 05 de março. O evento acontece de 08 a 10 de abril, na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, localizada no bairro do Altiplano, com apoio da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope). A ficha de inscrição e o regulamento podem ser baixados no portal www.festvideocabobranco.com.br. Para participar basta seguir as informações que constam no regulamento. As inscrições são gratuitas e só podem ser feitas via Sedex.
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O Festival vai dar prêmios em dinheiro a título de incentivo. A premiação será atribuída nas categorias, Documentário, Ficção, Experimental e Animação. O primeiro lugar de cada categoria receberá o valor de R$ 1.500,00, havendo ainda, dois prêmios especiais, sendo um deles, concedido pelo júri do Festival, em menção honrosa, e outro por votação popular. Os dois prêmios terão o valor de R$ 1.000,00, cada. Segundo os organizadores, o 1º Festival de Vídeo Estação Cabo Branco surge com o objetivo de incentivar e divulgar a produção de audiovisual de toda a Paraíba, buscando a valorização do que existe de melhor no Estado, sem perder de vista as raízes culturais e dando apoio ao contemporâneo.
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Programação – De acordo com a programação do Festival, as noites dos dias 8 e 9 de março estão reservadas para a Mostra Competitiva de Curta-metragem. As Sessões Jovens e as oficinas ocorrerão nas tardes dos dois dias. Já no dia 10, acontece o encerramento com a premiação e apresentações culturais. Poderão participar todos os vídeos realizados em qualquer plataforma, desde que finalizados em DVD. O evento vai ocorrer em dois turnos. À tarde ocorrerão atividades de oficina e sessões de vídeo para os estudantes da rede pública municipal. À noite estará reservada para a Mostra Competitiva dos Curtas.
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Serão oferecidas 100 vagas de oficinas para os estudantes das escolas da rede pública de João Pessoa. Os jovens vão participar da oficina de "Formação do Olhar Crítico em Audiovisual", divididos em duas turmas de até 50 participantes em salas especialmente preparadas e equipadas para assistir a vídeos com temas relevantes e ligados à juventude, educação, cultura, etc. Eles vão debater os temas abordados e aprender formular pequenas críticas à medida que aguçam o olhar. Já a Sessão Jovem acontecerá sempre à tarde, no cine-auditório, com exibição de vídeos e conteúdo direcionado aos estudantes da rede pública da Capital.
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Serviço – A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes está localizada na avenida João Cirillo Silva, s/n, Altiplano Cabo Branco. Mais informações pelo telefone (81) 8835.8890 e (81) 3236.6894, falar com Tiago Martins, diretor do 1º Festival de Vídeo Estação Cabo, ou ainda pelo e-mail festvideocabobranco@gmail.com
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FONTE: http://www.joaopessoa.pb.gov.br
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Dica cultural: evento
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Local: Nova Acrópole / João Pessoa-PB
Av. Monteiro da Franca, 1734 - Manaíra (próximo ao Habib's)
Mais informações: (83) 3268-0632 / joaopessoa@acropole.org.br
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Interatividade: ferramenta para o Jornalismo
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Ana Cristina Calábria
Luis Gustavo do Prado Brunelli
William Penna Crispim
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Ao abordar o tema interatividade como uma ferramenta para o jornalismo, “carregamos” uma infinidade de outros assuntos correlacionados, característicos de uma sociedade complexa e envolta em um contexto cultural. Não há como estudar o jornalismo on-line sem antes explicar o que é parte dele, o computador, a Internet, a cibercultura e o ciberespaço. A tecnologia não é um agente autônomo separado da sociedade e da cultura. Ela é um ângulo de análise do sistema social e tecnológico, dependente do restante dos efeitos das atividades humanas. Existem interações indissolúveis nas atividades humanas - pessoas vivas e pensantes; entidades materiais naturais e artificiais; idéias e representações.
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Pierre Lévy (1999) discute que não há como romper esta conexão e estudar um caso isoladamente. A tecnologia faz parte do homem assim como o homem faz parte dela. As técnicas não são somente imaginadas, fabricadas e ou reinterpretadas durante seu uso pelos homens. O próprio uso intensivo das ferramentas constitui a humanidade. Durante este artigo iremos discutir o ciberespeaço, a cibercultura e relacionamento entre usuário e a Internet, já que o número de pessoas que têm algum tipo de acesso à rede no Brasil é superior a 30 milhões.
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O ciberespaço
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O ciberespaço nada mais é que o novo espaço dos meios de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores. São as várias máquinas conectadas a uma rede por cabos, onde é possível a troca de informações entre os usuários. Ele [o ciberespaço] permite a combinação de vários modos de comunicação. Encontramos, em graus de complexidade crescente: o correio eletrônico, as conferências eletrônicas, o hiperdocumento compartilhado, os sistemas avançados de aprendizagem ou de trabalho cooperativo e, enfim, os mundos virtuais multiusuários.
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Lévy (1999) atribui ao termo ciberespaço não apenas a infra-estrutura material da comunicação digital, mas também o universo de informações que ela contempla, assim como os seres humanos que “navegam” e alimentam este sistema. Vilches (2003) completa o raciocínio de Lévy, afirmando ser o ciberespaço o espaço de pensamento e de experiências humanas, formado pela coabitação de antigos meios (rádio, televisão) e novas formas de hiper-realidade. Sabemos também que o digital encontra-se no início de sua trajetória e que a Internet no Brasil completa dez anos recentemente. A interconexão continua em ritmo acelerado e muito se discute sobre os próximos padrões da comunicação, mas dificilmente se chegará a um determinante, pois a mudança é constante e ilimitada.
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O que estaria acontecendo hoje, no que se refere à mudança e à interconexão, seria uma desintegração do indivíduo clássico, isolado na tribo, já que o esgotamento da perspectiva individualista favorece um “tribalismo” contemporâneo que descreve a vontade de estar junto, de compartilhar emoções. Nascem e multiplicam-se, então, as “comunidades emocionais” no ciberespaço. São as comunidades virtuais, constituídas por um grupo de pessoas que se correspondem mutuamente por meio de computadores interconectados. Daí a importância da nova media, a Internet, funcionando como um dos vetores de comunhão, englobando a televisão, o rádio e o jornal impresso.
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Essa transformação estaria ligada às idéias de Vilches (2003) sobre migração digital. A evolução do modo humano de aproximar-se da maquina permite uma experiência de gestor. O internauta acessa a rede para buscar por si próprio tudo de que necessita, assim desprende-se da massa indiferenciada para entrar em contato com outros usuários e outras formas de consumo ativo.
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Michael L. Dertouzos (2000) vai mais longe. Para ele a primeira geração alfabetizada em computação já está ingressando no mercado da mídia. São os homens e as mulheres familiarizados com teclados, discos de dados, monitores de vídeo e a Internet. As habilidades antes aprendidas em escritórios e escolas estão sendo aplicadas em casa, transformando os indivíduos em aldeões urbanos: meio cosmopolitas sofisticados, viajando pelo mundo virtual; e meio caipiras, passando mais tempo em casa cuidando da família. Desse modo, a interatividade permite aos usuários utilizarem as mídias para organizar seu espaço e seu tempo, e não o inverso, como acontecia com os meios tradicionais baseados na manipulação das imagens e dos sons, a partir de um centro emissor.
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A comunicação na Conferência de Cultura
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Mariana Martins
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As questões que tratam das comunicações estão inseridas no 1º eixo temático do Texto Base da 2ª Conferência Nacional de Cultura, intitulado “Produção Simbólica e Diversidade Cultural”. Dentro desse eixo, existem quatro pontos e, dentre eles, o de “Cultura, Comunicação e Democracia”. Vale ressaltar que, antes de chegar aos eixos, o documento fala um pouco da visão que o Ministério da Cultura (MinC), órgão responsável pela convocação dessa conferência, adotou para trabalhar as políticas de cultura do País.
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Primeiramente o texto diz que a cultura, desde a gestão do ex-ministro Gilberto Gil - empossado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 - é vista pelo MinC a partir de três dimensões: a simbólica, a cidadã e a econômica. O texto diz ainda que “os direitos culturais são direitos humanos e devem constituir-se como plataforma de sustentação das políticas culturais”. Mais adiante, o documento ressalta que a cultura é um elemento estratégico da nova economia, que se baseia na informação, na criatividade e no conhecimento.
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Ao iniciar o único ponto do texto em que fala da comunicação, o documento faz a seguinte contextualização: “As atividades relacionadas à informação estão adquirindo importância crescente no mundo atual. A produção, difusão e acesso às informações são requisitos básicos para o exercício das liberdades civis, políticas, econômicas, sociais e culturais. O monopólio dos meios de comunicação (mídias) representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos, principalmente no Brasil, onde a televisão e o rádio são os equipamentos de produção e distribuição de bens simbólicos mais disseminados, e por isso cumprem função relevante na vida cultural.” Mais abaixo o texto fala da integração entre cultura e comunicação. “Tão necessário quanto reatar o vínculo entre cultura e educação é integrar as políticas culturais e de comunicação”, aponta o documento.
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A segunda parte deste trecho do texto base aponta a necessidade de se regulamentar o capítulo Da Comunicação Social da Constituição Federal. Este capítulo, dentre outras coisas, prevê que sejam estabelecidas regras para que se promova a regionalização e a veiculação de produção independente, o que pode ser claramente entendido como o estabelecimento de cotas a serem respeitadas pelos concessionários de rádio e TV.
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Os fóruns de cultura e de comunicação, diz ainda o documento, “devem unir-se na luta pela regulamentação dos artigos da CF/88 relativos ao tema. Entre eles o que obriga as emissoras de rádio e televisão a adaptar sua programação ao princípio da regionalização da produção cultural, artística e jornalística, bem como o que estabelece a preferência que deve ser dada às finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, à promoção da cultura nacional e regional e à produção independente (art. 221)”.
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Justamente este trecho sobre a regulamentação da
Constituição é que, ao lado do primeiro parágrafo que acusa o fato de a formação de monopólios na comunicação de ser uma ameaça a democracia, serviu de mote para a reação dos empresários de mídia. Na lógica empresarial, estabelecer normas para o setor da comunicação e fazer com que sejam cumpridas deve ser considerado como censura, mesmo que estas normas sejam obrigações constitucionais previstas para concessionários de um serviço público – as emissoras de rádio e televisão.
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A exposição desta lógica nos grandes veículos da mídia tradicional tem obedecido um roteiro que quase sempre ignora a apresentação das opiniões expressas nos documentos pelos atores responsáveis, quando não deixa de citar o próprio processo que deu origem as propostas. No caso da CNC, tanto o MinC como movimentos historicamente ligados às análises e demandas expostas no texto base da conferência não foram ouvidos. Os textos cuja leitura não foi feita por aqueles que atacam a Conferência Nacional de Cultura, aponta o secretário, mostram que a questão da democratização dos meios de comunicação é parte da maioria dos tratados e convenções internacionais assinadas pelo Brasil, inclusive a Convenção da Diversidade Cultural da Organização das Nações Unidas, de 2005, e também da Agenda 21 da Cultura, aprovada em Barcelona em 2004.
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FONTE: http://www.direitoacomunicacao.org.br
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Educação básica: reflexões e propostas
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Um diagnóstico sucinto da educação básica no Brasil aponta tanto para alguns avanços, quanto para a permanência de graves problemas. Por um lado, deve ser celebrada a universalização do acesso ao ensino fundamental, o recuo contínuo do analfabetismo e a recente aprovação pelo Congresso Nacional da Emenda Constitucional n.º 59, que torna obrigatório o ensino desde a pré-escola até o fim do ensino médio. Por outro lado, são extremamente preocupantes os índices de repetência, os maiores da América Latina, apesar de sensível melhora nos últimos 10 anos; causa apreensão também a elevada evasão: aproximadamente 1 milhão de crianças abandonam a cada ano o ensino fundamental, e o problema continua, com gravidade ainda maior, no ensino médio.
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A combinação de repetência com evasão faz com que menos de 70% dos alunos concluam o ensino fundamental na série ou ano correspondente a sua idade, enquanto somente cerca de 50% dos alunos concluem o ensino médio na série ou ano correspondente a sua idade. Para isso contribui, em primeiro lugar, o desinteresse dos alunos gerado por conteúdos e metodologias inadequados e pela capacitação insuficiente de muitos professores; em segundo lugar, está a aspiração do jovem de baixa renda em ingressar logo no mercado de trabalho, como forma de abrandar imediatamente a privação material em que vive.
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Assim, para reverter a atual tendência à repetência e à evasão, é preciso melhorar a qualidade do ensino e garantir uma maior adequação de conteúdos e metodologias. Convém também oferecer aos alunos a possibilidade de escolha entre um ensino médio predominantemente universalista e teórico, preparatório para a vida acadêmica, e um ensino médio predominantemente técnico e prático. É preciso igualmente prover novos estímulos econômicos, além do Bolsa Família, para que os alunos permaneçam na escola até a conclusão do ensino médio.
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Com medidas que incidam diretamente sobre a vida escolar dos alunos, é preciso desenvolver um conjunto de iniciativas que disponibilizem à população novos espaços educacionais, sobretudo na mídia eletrônica, com destaque para a TV aberta, à qual praticamente a totalidade da população brasileira tem acesso. Em termos objetivos: a TV aberta deve se tornar um grande espaço de promoção da educação e do livro, assim como de outras celebridades, os estudiosos e os escritores, sem prejuízo do interesse por atores, cantores, etc.
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A propaganda governamental, embora seja proibida por lei de ostentar os nomes e imagens de autoridades, é na prática, em boa parte dos casos, um mero instrumento de autopromoção dos governantes que, sob o pretexto de prestarem contas à população, fazem o autoelogio de seus mandatos. As polpudas verbas destinadas a esse tipo de propaganda podem perfeitamente ser destinadas à produção de programas educacionais, a serem veiculados tanto na TV pública quanto na comercial. Ao mesmo tempo, o poder público necessita fortalecer os laços legítimos com a iniciativa privada no sentido de favorecer o avanço da pesquisa no país, que deve passar a ser não somente científica e acadêmica, como ocorre quase sempre hoje em dia, mas também tecnológica e empresarial. Isso certamente contribuirá, direta e indiretamente, para o aumento da oferta de vagas destinadas a profissionais qualificados, o que por sua vez servirá como um estímulo a mais para que as famílias e os indivíduos invistam em educação.
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Ao lado dessas sugestões, apresento a seguir algumas propostas voltadas ao avanço da educação no Brasil: a) educação básica, em tempo integral na rede pública; b) aumento do piso salarial nacional mínimo do professor da educação básica, com novos aportes de recursos federais; c) instituição de parcela salarial variável vinculada ao desempenho do profissional de educação; d) universalização da inclusão digital, com a venda subsidiada de computadores a todas as famílias que tenham alunos matriculados nas escolas públicas e a disponibilização de sinal gratuito de alta velocidade para a internet em todo o DF; e) redução drástica dos preços dos livros, por meio de política agressiva de subsídios e outros incentivos à impressão e comercialização de livros em todo o território nacional.
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FONTE: http://www.psbnacamara.org.br
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Dica cultural: evento
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América Latina: arte no circuito internacional
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Leonor Amarante
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Antes de qualquer reflexão que se faça sobre arte contemporânea, primeiro há que se afirmar que não existe uma arte latino-americana, e sim uma produção realizada por artistas nascidos ou radicados em países da América Latina. Esse equívoco já permitiu, em outras décadas, que os centros hegemônicos se dessem o direito de determinar o que era, ou não, obra de arte contemporânea e minimizar tudo o que vinha do Continente. Hoje a situação mudou e os artistas da América Latina estão mais presentes nas exposições internacionais realizadas por bienais, galerias e instituições culturais nos cinco Continentes.
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Nos últimos anos, a discussão entre universalismo e localismo foi intensificada, e alguns artistas transcenderam a discussão e se posicionaram com destaque frente à chamada arte internacional. Ainda jovens, alguns deles chegaram ao mercado mundial e fazem parte de uma constelação que dá brilho ao circuito internacional. Os artistas aqui reunidos, nos últimos anos encontraram seus caminhos e hoje se destacam no cenário.
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A pintura da brasileira Beatriz Milhazes faz a cabeça da América: ela tornou-se, nos últimos tempos, a preferida dos colecionadores de arte. O colorido explosivo de suas telas às vezes é identificado com as cores vibrantes do Brasil. Ela se movimenta no limite do decorativo com atitudes libertárias e se impõe no mercado, resistindo às várias vertentes abstratas. As pinceladas singulares, com gestos precisos, nascem a partir de elementos figurativos. Formalista para alguns e romântica para outros, ela compõe “arabescos” apoiados por várias superfícies de cores vivas e justapostas. Beatriz hierarquiza a figura e a submete a ritmos distintos, espontâneos e livres. Talvez seja a chave do sucesso da artista, hoje disputada pelos colecionadores de vários países. A lógica do realismo exige que se entenda o processo estético do ponto de vista da matéria e Beatriz a domina globalmente.
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Se a pintura ainda seduz colecionadores, grandes exposições como bienais continuam inundadas de performances e instalações. Revezando-se nessas duas poéticas, o mexicano Peña Gómez coloca em xeque o “sistema de arte”. Polêmico e vulcânico, é um dos expressivos representantes do espírito vanguardista de experimentalismo estético e comportamental. Ele transpôs o circuito institucional de museus e galerias e ganhou as ruas com ações que geram estranhamento. Faz da inventividade e do prazer, combustíveis de suas instalações/performances, nas quais o público é protagonista. Suas críticas político-sociais chegam a confundir o espectador, que não sabe se está assistindo a um teatro, uma manifestação política ou a uma simples intervenção na rua.
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Com trânsito pelas Américas, Jorge Macchi é um dos artistas argentinos expressivos da atualidade. Gerardo Mosquera, crítico cubano e diretor do Novo Museu de Arte Contemporânea de New York, o considera o argentino mais influenciado pelos brasileiros. No Brasil, seu trabalho se impôs depois da participação no Panorama da Arte Brasileira, organizado pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM e na individual na galeria Luísa Strina. Embora intimista, ganhou notoriedade na Bienal de São Paulo, palco ideal para as obras de grandes dimensões. Multimídia, Macchi começou nas artes estudando piano, portanto não é por acaso que a música aparece em trabalhos seus em parceria com músicos.
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Crítica social, humor e grafismo eletrônico movem o trabalho de Martin Sastre, o jovem uruguaio, autor de obras pontuais que adensam o repertório de estratégias capazes de ajudar a compreender o momento social e político da América. Sastre alavancou sua trajetória depois de participar da II Bienal do Mercosul, onde realizou a primeira obra sobre o atentado de 11 de setembro a ser exibida numa exposição de grande porte. Fundiu cenas do filme E O Vento Levou com imagens das Torres Gêmeas transmitidas pela TV no momento do acidente. Sastre usa uma linguagem internacional para chegar a uma problemática local, e utilizando humor e versatilidade no registro dos acontecimentos metaforiza o que é real e discute tanto o papel como a identidade do artista contemporâneo.
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O cotidiano também interessa ao chileno Patrick Hamilton. Sua “pintura” une sociedade e cultura num discurso visual direto, com gramática utilizada pela publicidade. Seu universo é povoado por objetos do cotidiano, como serrotes, facas, machadinhas, que ele glamouriza com superfícies estampadas, criando “natureza mortas” trabalhadas a partir da fotografia e, como ele mesmo afirma, sarcasticamente, “prontas para a foto”. Hamilton dá novas formas às imagens já existentes do mundo para ressaltá-las, sugerindo uma leitura mais precisa da realidade. Seus objetos harmonizam imagens recolhidas nos meios de comunicação massivos, para criar outra leitura da realidade, convertendo-a muitas vezes em discurso sócio-político.
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Com novas identidades, esses objetos assumem outros desafios estéticos, colocam em xeque os avanços da cultura globalizada que banaliza os imaginários concebidos em formato de mercado. Seu imaginário discute as padronizações de memória e a neutralização do presente, transformando-os em clichês, quase publicitários. Toda obra de arte é uma composição e decomposição do momento do artista, do lugar onde ela é gerada e consumida. Assim se passa com a produção feita na América Latina. Podemos imaginá-la eterna no circuito de arte, mas não podemos esquecer que cada obra tem seu tempo e momento de existência. Seja latino-americana ou não.
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FONTE: www.memorial.sp.gov.br/revistaNossaAmerica
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EBC: os desafios incluem a inovação
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Mariana Martins
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A discussão da inovação no conteúdo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), sugere também uma discussão sobre a inovação tecnológica que bate às portas dos sistemas de comunicação no mundo, comerciais ou públicos. Contudo, as mídias consideradas públicas no Brasil sofrem mais por terem passado um longo período de poucos investimentos, seja em pessoal ou em tecnologia.
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Para Gabriel Priolli, jornalista e especialista em TV pública, “a mídia pública, de modo geral, ainda está no século XX, quando não, ainda estamos no século XIX. Estamos debatendo mídias que em sua maioria são unidirecionadas, sem interatividade e por isso estamos perdendo até a audiência infantil. A televisão generalista aberta pode ser coisa do passado em um futuro relativamente breve."
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O professor da Universidade de Brasília e também Coordenador do Laboratório de Políticas de Comunicação (Lapcom), Murilo César Ramos, também refletiu sobre esta questão do modelo da mídia brasileira, ao qual deve estar subordinado todo o debate sobre a EBC. Ramos lembra que os Estado Unidos já passa por uma crise muito grande no modelo de televisão generalista. Como o Brasil herdou o modelo americano de comunicação, centrado em um sistema predominantemente comercial, é capaz que esta crise também aqui chegue. “Há uma tendência de segmentação e daí você começa a ver o fim desse modelo generalista. Pode-se dizer que a Band, por exemplo, já é quase uma tevê segmentada”, comenta Ramos.
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Contrariando esse modelo e, portanto, admitindo a comunicação diferentemente de um mercado ao sabor das audiências, Ramos coloca que o modelo da televisão aberta generalista, ao contrário, não é o paradigma na Europa, onde prevalece o conceito da Radiodifusão de Serviço Público. “O futuro da TV aberta vai depender da política pensada para TV pública nesse espaço. Um país como o Brasil pode prescindir de uma TV generalista?”, compara Ramos.
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Novas políticas e marco regulatório
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Para pensar uma nova normatização para comunicação, que se faz urgente diante de tantas inovações tecnológicas e, como também pontuou Ramos, não se pode deixar de incluir nas discussões o conceito de Radiodifusão de Serviço Público. “Na nova normatização esse conceito tem que ser tratado com muito carinho. Eu entendo, por exemplo, que o 223 [Artigo 223 da Constituição Federal que trata sobre a complementaridade dos sistemas privado, público e estatal de comunicação] é uma armadilha. Mesmo a TV comercial, ela deve ser de serviço público. Devemos colocar um elemento central nesse debate que é o de Radiodifusão de Serviço Público, que é fundamental não só para as [emissoras] públicas como para as comerciais”, conclui Ramos.
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A necessidade de novas políticas para as comunicações - além do novo marco regulatório, que já está em andamento com a própria criação da EBC - também foi assunto recorrente durante o seminário. O clamor por novas políticas deixou claro também a necessidade de interface entre setores como comunicação e cultura, por exemplo.
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FONTE: www.direitoacomunicacao.org.br
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Juventude brasileira: tradição e modernidade (parte 1)
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Hebe Signorini Gonçalves (*)
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O individualismo tem sido afirmado como marca da sociedade contemporânea. A ele se submeteriam todos os protagonistas sociais, em particular os que vivem e circulam nas grandes metrópoles, açodadas pela competição e pelo consumo. Segundo esse modelo de análise, a sociedade do espetáculo, para usar o termo cunhado por Guy Debord, impõe subjetividades e forja modos de pensar, sentir e agir, sobretudo entre os jovens, segmento etário tido como o mais vulnerável aos apelos do individualismo.
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A juventude, na visão clássica, é entendida como "uma categoria
social gerada pelas tensões inerentes à crise do sistema" (Foraccchi, 1972, p. 160); estudos contemporâneos reafirmam seus excessos pulsionais (cf. Souza, 2005) como motores da construção das formas pelas quais o jovem se apresenta à sociedade. A primeira visão acentua o conflito e a busca pela experimentação; a segunda encaminha a postura individualista e narcísica, considerada típica da sociedade e da juventude contemporâneas.
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O interesse pela juventude desponta de tempos em tempos, mas parece contaminado sempre por esses motores. As crises e os excessos, os conflitos e as explosões que a eles se seguem, acompanham a história da preocupação social e acadêmica com a juventude. Os anos de 1920 presenciaram a explosão desse interesse na razão direta da comoção gerada pela turbulência social em Chicago; naquela época, toda uma geração de jovens italianos, judeus, irlandeses e afro-americanos tornou-se objeto de estudos da sociologia, em busca de uma resposta às indagações acerca de possíveis "implicações entre juventude, violência, criminalidade e desorganização social urbana" (Zaluar, 1997, p. 18)1. Premidas nos anos de 1920 pelas lutas das gangues, nos anos de 1950 pela explosão demográfica nas urbes e mais recentemente pelos elevados índices de disseminação das doenças sexualmente transmissíveis, as ciências humanas privilegiaram o exame da juventude sob a ótica do negativismo.
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Os excessos juvenis, tomados como impulso da desordem urbana, colocaram em movimento esforços de disciplinarização. Associadas aos comportamentos disfuncionais, as pulsões da juventude tornaram-se foco da assepsia social que queria o controle e a correção dos vícios, e nesse percurso as ciências reforçaram ao longo dos anos a percepção de que boa parte das mazelas sociais poderia ser creditada na conta da juventude e de seus anseios de diferenciação. Firmou-se no imaginário social a associação entre a juventude e as grandes questões de cada tempo: no século XXI, quando grassam as preocupações com o individualismo exacerbado e a criminalidade crescente, o jovem emerge como individualista e responsável, em grande parte, pela criminalidade urbana.
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O vínculo entre juventude e criminalidade, estabelecido pelo funcionalismo nos anos de 1920, pode ser identificado ainda hoje em textos que falam da modernidade, da globalização e da violência na vida das metrópoles, propugnando um modelo de controle da criminalidade pautado pela atenção aos pequenos delitos e aos jovens transgressores. Os textos de Wacquant (2001) ilustram bem o modo como o controle social persegue, ainda hoje, o ideal funcionalista.
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Mas a multiplicidade de vivências, a diferença no desenho das cidades e as formas díspares de organização comunitária, sobretudo no Brasil, não autorizam supor a hegemonia de modelos, nem do ponto de vista da criminalidade juvenil - esta mais questionada por dados que demonstram seus equívocos -, nem do ponto de vista da preponderância do indivíduo narcísico e desenraizado. Como nossos jovens vêem a si mesmos? Como lidam com suas dificuldades, e de quais estratégias e laços sociais lançam mão para ascender ao mundo adulto?
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Começam a despontar algumas críticas à hegemonia do modelo do sujeito marcado pelo individualismo. Questionando a natureza totalizante dessa representação, Amorim (2002) argumenta que o individualismo equivale ao mito no mundo clássico, pois orienta e organiza percepções de mundo, numa denúncia de que ele faz circular representações sociais que contribuem para produzir o que anuncia. Mais radical é Duarte (1983), para quem o individualismo poderia ser considerado a religião do mundo contemporâneo.
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Segundo Boaventura Souza Santos, os fenômenos correlatos da globalização não dão conta das questões mais prementes com as quais se batem as sociedades periféricas. Nas ditas sociedades centrais, a globalização sucede a um Estado forte, capaz de organizar a cultura e de oferecer ao indivíduo uma referência institucional, portanto pública. Esse modelo serve às nações européias, mas não a Portugal, nem tampouco ao Brasil, países em que o espaço doméstico tinha e tem um forte poder de regulação social; em ambos, é o doméstico que ancora o público e supre muitas de suas funções.
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(*) Doutora em Psicologia e integrante do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Intercâmbio para a Infância e Adolescência Contemporâneas, do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
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FONTE: http://juventudesulamericanas.org.br
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Agências de Notícias: temas completos
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Philippe Massonnet
Juliette Hollier-Larousse
(Tradução de Lana Lim)
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São ainda as agências que hoje permitem às redes de televisão que planejem seus grandes eventos, às rádios que deem suas primeiras informações na hora, aos jornais que forneçam suas análises, aos websites que atraiam audiência, aos blogs que instiguem comentários sobre a atualidade.
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Quando a comissão financeira do Senado vota, para surpresa geral, a volta para o imposto de 19,5% no setor de restaurantes, a informação, dada pelas agências, vira manchete de cerca de quarenta jornais noturnos em rádios ou televisões. Quando, finalmente, a emenda é rejeitada, são ainda as agências que permitem que as mesmas redes, de manhã, expliquem que na verdade não passava de um alerta dirigido aos donos de restaurantes.
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Às vezes esquecemos que a agências não são somente fornecedoras de matéria bruta, de notas breves. Elas criam temas completos, revistas. Assim, enquanto o 62º Congresso Mundial dos jornais levantava a questão do futuro da imprensa, um grande jornal indiano publicava um artigo e uma foto da AFP sobre... a reinserção de prisioneiros romenos por meio do teatro.
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São poucas as mídias que podem se gabar de possuir uma rede mundial composta por mais de 2 mil jornalistas ou uma redação de 23 pessoas dedicadas à cobertura da política francesa. Sabiam que a AFP faz a cobertura fotográfica de cada partida da Premier League inglesa de futebol, cujos jogadores são estrelas no mundo inteiro?
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E o que dizer dos custos de cobertura de longos conflitos, que precisam do rodízio de inúmeros jornalistas em campo, operando em condições difíceis, extenuantes, perigosas? E dos custos da segurança necessária a nossos escritórios de Bagdá ou Cabul? Ou dos custos das equipes com mais de cem pessoas enviadas para grandes eventos esportivos como os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo?
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Essas informações de qualidade, produzidas por profissionais, que obedecem a regras claras e rígidas, têm um valor que as agências de notícias devem fazer respeitar em todas as mídias. Se elas têm consciência das dificuldades de seus clientes, elas não podem liquidar seus conteúdos, nem tolerar sua pirataria. Cúmulo da má-fé e da falsificação, às vezes são os mesmos que atacam as agências e sonham com sua morte que as utilizam de forma abundante, sem terem adquirido o direito para isso!
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Nesse mundo em plena mutação digital, as agências entenderam que devem se adaptar e responder melhor a seus clientes: os novos, cada vez mais numerosos, e os antigos, cujas críticas às vezes não souberam ouvir.
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FONTE: www.observatoriodaimprensa.com.br
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Reação eletrônica em João Pessoa
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Evento no Centro Histórico busca reativar a cena dos DJs
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Bertrand Sousa (*)
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A história da Música Eletrônica em João Pessoa possui vários capítulos, fases com altos e baixos. Desde os anos 80 as batidas e sons binários passaram a fazer parte da nossa cultura. Naquela época havia poucos DJs e pistas de dança na Capital, mas o público não deixava de lado a curiosidade que aquele som despertava.
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Já nos anos 90 vivenciamos um novo contexto no cenário musical da cidade, devido ao surgimento de estações de rádio com programação voltada ao público jovem, que veiculavam os grandes sucessos das pistas. Aos poucos, as músicas e a cultura associada ao movimento, passaram – ainda que timidamente – a fazer parte da noite pessoense.
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Pouco tempo depois, com a crescente popularização da Internet no Brasil, mais músicas e informações passaram a circular, levando os ouvintes a (re)conhecerem os estilos eletrônicos: Techno, Trance, Drum’n’Bass, Breakbeat, Electro, House e muitos outros. Em algumas rádios e nas baladas de Música Eletrônica esses estilos e seus respectivos DJs foram responsáveis por escrever belas histórias, cheias de energia e vibração.
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Durante a primeira década deste século XXI teve início em João Pessoa à cena eletrônica propriamente dita, com mais boates, festas rave, núcleos de DJs, websites, entre outras iniciativas. Porém, aquele constante desenvolvimento, que revelou artistas para o cenário nacional, foi substituído, nos últimos tempos, por uma fase de estagnação e/ou declínio. As causas que levaram a esse fenômeno são diversas e complexas, merecendo uma reflexão aprofundada em outra ocasião.
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Como tentativa de reativar a cena eletrônica na capital paraibana – fornecendo ao público uma opção de entretenimento relacionada à cultura urbana, pós-moderna e alternativa – o núcleo Groovetronik e a Fetz Produções uniram forças para promover a festa “ReactiON”. O evento acontece nesta sexta-feira (05/02), a partir das 23h, na boate Intoca, localizada no Centro Histórico de João Pessoa - em frente ao Hotel Globo.
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De acordo com os organizadores, “a finalidade do evento é proporcionar ao público uma festa bem organizada, que tenha uma atmosfera descontraída, com sonorização e luz de qualidade, onde todos(as) possam interagir harmoniosamente, unidos pela celebração da Música Eletrônica.” E para que isso se traduza em realidade foram escalados os seguintes DJs: Scrubs, Vinny, AND’y, Fetz, Raizen, além do produtor Lumen.
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A música atual tem um grande poder de convencimento e a reação eletrônica desta sexta-feira deve atrair um público animado e diverso, ávido por novidades. Sendo assim, a “ReactiON” terá como trilha sonora uma mistura de estilos composta por: Electro, Progressive House, Breakbeat e Psy Trance. Os ingressos custam 10 reais e existe a promoção de entrada gratuita para as mulheres até 01h da manhã. Mais informações estão disponíveis no Orkut e através do site: www.fotolog com/groovetronik
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Núcleo de DJs paraibanos
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O núcleo paraibano de música eletrônica Groovetronik surgiu em agosto de 2004, quando cinco DJs passaram a tocar juntos semanalmente. Era o início de um trabalho que vem dando bons resultados. Desde o primeiro ano de atividades a equipe realizou várias festas em João Pessoa. Já são mais de 30 ao longo destes cinco anos de história.
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Os principais objetivos do Groovetronik são: divulgar a cultura da Música Eletrônica na Paraíba; contribuir para o crescimento da cena de forma positiva e inovadora, para que possa ser acessível a todas as classes sociais. Enfim, a cada evento o coletivo de artistas busca aprimorar suas qualidades, sempre colocando a música e seu público em primeiro lugar.
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(*) Jornalista, DJ e produtor cultural.
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