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terça-feira, 17 de maio de 2011

Diga não a exploração sexual!

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Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), mais de 1,7 milhão de quilômetros de estradas ligam o Brasil de norte a sul, de leste a oeste. Você já imaginou a dificuldade para monitorar todas essas rodovias sob os mais variados aspectos? Quando se trata de exploração sexual infantil nas estradas brasileiras, a situação é ainda mais complicada e exige uma somatória de esforços por parte de autoridades públicas, empresas organizações não-governamentais e cidadãos comuns.
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A distância até a completa resolução do assunto parece longa de se percorrer, em um caminho bastante tortuoso. É uma via de mão dupla, que envolve tanto a conscientização por parte das famílias que moram em torno das estradas Brasil afora, quanto dos próprios motoristas que trafegam por elas, principalmente os caminhoneiros. Só para ter uma ideia, em outubro de 2010, a Polícia Rodoviária Federal identificou mais de 1,8 mil pontos de risco de exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais brasileiras, e 67,5% deles estão localizados em áreas urbanas.
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Para ajudar a combater o problema, a organização Childhood Brasil criou, em 2006, o programa “Na mão certa”, que visa mobilizar governos, empresas e terceiro setor em torno de soluções efetivas contra o abuso de menores, cometidos nas rodovias. “Quando uma empresa adere ao programa, indicamos que seja escolhido um representante dela para ser nosso ponto de contato. Essa pessoa receberá orientações sobre a importância da causa e os instrumentos que o programa disponibiliza. Depois, a empresa elege outro porta-voz para receber informações mais técnicas, de modo a capacitar os motoristas de caminhão para se tornarem agentes de proteção”, detalha Rosana Junqueira, coordenadora do programa.
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Ela explica também que o “Na mão certa” oferece instrumentos de educação continuada, além de fornecer uma coleção de guias sobre direitos humanos, meio ambiente, saúde, entre outros temas, nos quais a situação da exploração é abordada transversalmente. A partir da disseminação do conteúdo, cada instituição signatária planeja suas ações para multiplicar esse conhecimento.
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Ponto de partida
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O “Na mão certa” teve início quando, a pedido da Childhood Brasil, o Núcleo de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) realizou uma pesquisa com 239 caminhoneiros para elaborar um perfil desse tipo de profissional. Na oportunidade, também foi avaliado como ele percebe e o quanto se envolve com a temática da exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas brasileiras.
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O levantamento demonstrou que os caminhoneiros têm, em média, 38 anos, e 15 anos de profissão, com remuneração entre mil e dois mil reais. Apenas quatro entre dez possuem veículo próprio. E oito entre dez cumprem rotas que cruzam estados, o que os levam a passar 20 dias de um mês na boleia de um veículo. A má qualidade das estradas e a violência são seus maiores riscos. No entanto, cerca de 40% dos entrevistados admitiram ter feito programas sexuais com crianças e adolescentes, a um custo médio de R$ 18.
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FONTE: Revista Impulso! Ano 13, n° 68, dezembro 2010.
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domingo, 19 de setembro de 2010

Concurso para adolescentes comunicadores
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A iniciativa, com inscrições abertas até 24 de setembro, tem o objetivo de conscientizar e mobilizar adolescentes comunicadores no combate ao trabalho infantil e sobre as consequências causadas a meninos e meninas cujos direitos ainda não são garantidos com prioridade absoluta.
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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) promove o evento em parceria com a Rede Social Sonico. O patrocínio é da Fundação Telefônica e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O concurso, além de mobilizar contra o trabalho infantil, também busca fortalecer a Rede Regional de Adolescentes Comunicadores (LACVOX) e comemorar o Ano Internacional da Juventude das Nações Unidas, que resgata o valor da participação de jovens na criação de políticas, programas e projetos de interesse dessa faixa etária da população.
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Gratuito e aberto a todos os meninos e meninas, de 9 a 18 anos, da América Latina e do Caribe, o concurso permite aos participantes produzir suas peças como indivíduos, grupos ou escolas, seja em espanhol, inglês ou português. As categorias selecionadas variam de 9 a 14 anos e de 15 a 18 anos, sendo escolhidas a melhor reportagem de rádio, melhor reportagem de imprensa escrita, melhor reportagem de TV, melhor reportagem fotográfica e melhor pôster/cartaz.
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A avaliação será feita tendo como critérios o método de pesquisa, o tratamento da informação, a originalidade e a criatividade com que o tema do trabalho infantil será tratado em relação aos direitos das crianças. Os trabalhos inscritos devem, imprescindivelmente, se referir ao tema do trabalho infantil e como esta problemática se relaciona com os direitos da criança e do adolescente, tal como à educação, ao desenvolvimento saudável e à participação, defendidos na Convenção sobre os Direitos da Criança.
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Os ganhadores terão a oportunidade de viajar para Bogotá e Colômbia, nos dias 3 e 4 de novembro para apresentar suas propostas no III Encontro Internacional contra o Trabalho Infantil, promovido pela Fundação Telefônica, com o apoio da OIT. Além disso, mediante sua participação no III Encontro, poderão debater sobre o trabalho infantil com especialistas e fazer suas contribuições para encontrar soluções conjuntas. Os ganhadores também serão capacitados para a produção de materiais audiovisuais e farão a cobertura do III Encontro como parte dessa experiência integral de aprendizagem.
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Os interessados devem preencher o formulário que está no site do Concurso LACVOX 2010. Já os participantes brasileiros devem enviar seus trabalhos para o Escritório da Representante do Unicef no Brasil, em Brasília, no endereço: SEPN 510, Bloco A – 2º andar, Brasília, DF, 70750-521.