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sábado, 25 de junho de 2011

O poder da Educação Interativa

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Frederick Van Amstel
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Na vanguarda da pedagogia, se prevê uma mudança drástica no papel do aluno na aquisição de conhecimento para os próximos anos. Quem realmente estiver interessado em aprender poderá superar o mero papel de turista, aquele que está condicionado a ver somente o que o guia lhe mostra. Poderá se tornar um aventureiro destemido, esforçado para encontrar tesouros escondidos.
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Para isso acontecer, mudar o relacionamento professor-aluno é apenas uma das medidas. É preciso, antes de tudo, que se desfaça o estigma criado pelo modelo da velha escola, onde aprender é uma tarefa chata. Aprender é muito divertido e gratificante, não é por obrigação que escrevo neste blog. Se não fosse prazeroso, não seria tão firme. A proposta do edutainment é perfeita para esse fim: criar experiências divertidas que tenham fundo educativo. Talvez a forma mais bem sucedida de edutainment sejam os games que simulam situações reais e históricas. Um game é muito especial para mim nesse sentido: Civilization.
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Nos Estados Unidos, o pool absoluto da produção de games, pesquisadores fizeram experiências introduzindo o Civilization III nas escolas. Traduzo alguns resultados: na medida em que os estudantes sofriam derrotas, eles discobriam a importância da geografia. No final, muitos estudantes estavam usando as experiências de jogo como ferramentas conceituais, explicando como uma escassez natural de petrólep pode desestabilizar a política global. Um estudante comentou que "o que aprendi é que você não pode separar a economia da política ou da geografia. Os recursos naturais que eu tenho, ou onde estou posicionado, afeta como eu posso negociar com outros povos".
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Os textos americanos às vezes subestimam a cultura oriental. Civ. III tem uma perspectiva mais global da história. É às vezes difícil para os estudantes entenderem que a história poderia ter se desenrolado de forma diferente. A qualidade do "como seria" do jogo permitiu aos estudantes tirar suas próprias conclusões sobre questões como e porquê a Europa colonizou a América do Norte e não o contrário. Esses estudantes, cuja maioria lia pouco e se batia com estudos sociais, desenvolveram habilidades sofisticadas pensando sobre a história e jogando Civ. III. Eles aprenderam a formular suas próprias questões sobre o processo histórico. Por outro lado, poucos perceberam o enviesamento geográfico, materialista e a minimização das figuras históricas e fatores culturais do Civ. III.
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Claro, como o jogo é uma simplificação da realidade, terá muitos defeitos. Porém, a história contada pelos professores também tem seus enviesamentos, de acordo com a visão de cada cultura e posição social em que está inserido. Disso não podemos escapar. Cabe ao professor, usar jogos como esses apenas como apoio em aula, ressaltando os pontos altos e baixos do game. O mais interessante é que o game fornece ao aluno um embasamento excelente para discutir sobre os assuntos tratados, algo que dificilmente acontecer numa aula meramente teórica. É como se o conhecimento estivesse assim mais acessível e envolvente.
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FONTE: http://www.usabilidoido.com.br
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terça-feira, 24 de maio de 2011

Ações de combate à violência nas escolas

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O Ministério Público da Paraíba, o Estado e o Município de João Pessoa vão desenvolver ações conjuntas para combater a violência nas escolas. A iniciativa foi tomada durante audiência realizada recentemente pela Promotoria da Educação, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, para discutir a segurança nas escolas da Capital, com a participação de representantes do Estado e da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP).
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A promotora da Educação, Fabiana Lobo, disse que será programada uma capacitação conjunta para debater a temática da segurança publica, envolvendo questões como bullying, violência nas escolas, alunos armados. Ela também destacou a necessidade de pequenas ações por parte das secretarias como o fardamento escolar. “À medida que disponibiliza fardamento para os alunos, pode-se exigir que os estudantes só entrem na escola fardado, impedindo que pessoas estranhas entrem”, explicou a promotora. Ela disse ainda que existe uma falta de orientação dos profissionais da educação quanto aos atos infracionais cometidos nas escolas. “É preciso que os atos infracionais sejam comunicados às autoridades competentes”, ressaltou.
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O procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle, disse que o Ministério Público vai contribuir buscando saídas e soluções para o problema. O promotor do Cidadão, Valberto Lira, propôs a criação de conselhos de segurança nas escolas com acompanhamento psicológico. Já o promotor Guilherme Câmara disse que as escolas devem reforçar a vigilância sobre os alunos que são maltratados, oferecendo ajuda psicológica, para evitar futuros comportamentos agressivos. A promotora Soraya Escorel defendeu o uso de sistema de câmeras nas escola e propôs a união de todos os órgãos para combater a problemática.
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Ações desenvolvidas

A secretária executiva da Educação do Estado, Márcia Lucena, informou que está sendo desenvolvido um plano de combate à violência nas escolas. Ela disse ainda que serão realizados fóruns envolvendo todos os profissionais de educação nas 12 regionais de Ensino e, a partir daí, serão implantadas ações dentro das escolas.
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A assessoria jurídica da Secretaria de Educação da Capital, Sâmia Carvalho, registrou que as escolas municipais que apresentam maior índice de violência terão segurança armada privada. Ela disse também que está sendo criada a comissão permanente de combate à violência e destacou que algumas temáticas, como o bullying, já vêm sendo tratadas nas escolas municipais. O major Sobreira informou sobre as ações da Polícia Militar através do Programa de Erradicação das Drogas e da Patrulha Escolar, que faz rondas diárias nas escolas com maior índice de infrações cometidas.
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FONTE: http://www.maispb.com.br
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sábado, 26 de março de 2011

Educação Ambiental: quem poderá nos ajudar?


Helena Schiavoni Sylvestre
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As questões ambientais ganham destaque cada vez maior nas mídias e a tendência é que se torne cada vez mais acessível à população. Veículos de comunicação como os jornais impressos, a televisão, o rádio e especialmente a internet são ferramentas que ajudam na disseminação de todo e qualquer material que esteja ligado ao tema. O número de informações que se pode encontrar nestes meios é grande e na hora de buscar referências pode se tornar complicado. Tentando compartilhar seus preferidos com o lnteiro Ambiente, alguns profissionais dão algumas dicas de onde encontrar bons conteúdos sobre educação ambiental, meio-ambiente e sustentabilidade.
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Claudia Kuen Rae Chow, blogueira do setor e geóloga, diz que para se manter informada sobre o tema, visita alguns blogs com os quais ela tem mais afinidade, como o Quintal, Empresa Verde, Blog do Planeta, Energia Eficiente, Vivo Verde e Ecopolítica. Assina a revista sobre sustentabilidade Página 22 da FGV-Ces, vez ou outra acompanha o programa de TV, Cidades e Soluções e lê alguns livros sobre o assunto. Mas Claudia destaca que não segue esta rotina sistematicamente, e que geralmente busca se informar com aquilo que está em pauta. “Não me limito a alguns sites ou blogs. Faço uma busca mais geral”, finaliza a geóloga.
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Érica Sena, bióloga e ambientalista, tem várias fontes de informação e sempre busca ficar a par das novidades. Ela também costuma acessar alguns websites específicos, como o Mercado Ético, Portal Ambiente Brasil, Revista Digital Envolverde, EcoD, Planeta Sustentável, Cidades e Soluções e G1. E tem o costume de ler os principais jornais impressos em circulação e revistas como a Com Ciência, Plurale, Atitude Sustentável, Horizonte Geográfico, Época, Casa e Jardim, Super Interessante, Galileu e Terra da Gente. “Gosto de todas estas, mas compro qualquer uma sobre o tema, que eu encontrar na banca”, destaca.
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A ambientalista ainda diz que gosta de ler livros específicos de gestão ambiental, sustentabilidade, dicas ecológicas, entre outros. Alguns de seus livros de cabeceira são Princípios e Práticas de ED AMB – Genebaldo Dias, livros do jornalista ambiental André Trigueiro (Espiritismo e Ecologia, Mundo Sustentável), A Nossa Escolha – Al Gore e Desenvolvimento Sustentável: Que Bicho é Esse?, de José Eli da Veiga & Lia Zatz. “Aproveito minhas experiências e as das pessoas com as quais convivo, como dicas de passeios e reflexões. Também me atualizo sobre as publicações no Facebook, Twitter e assisto a alguns programas de TV”, completa.
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Renato Barreto, autor do blog que reúne diversas informações da temática, RB Ambiental, diz que no passado ele também tinha dúvida de onde encontrar bons conteúdos sobre educação ambiental e meio ambiente. “A resposta é ler sempre e participar de redes sociais. Hoje recebo muitos e-mails interessantes através da rede de contato que construí”. Barreto ainda indica seu antigo professor, o doutor Genebaldo Freire, como referência e diz achar essencial saber absorver o melhor de cada publicação dos jornais impressos que abordam o tema. Outra indicação dele é o blog do jornalista ambiental Vilmar Berna, mas a internet continua a ser sua principal referência. “As redes sociais hoje têm um papel fundamental na divulgação do tema”, conclui.
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Marina Nobre, pós-graduada em Desenvolvimento Regional e Planejamento Ambiental, estudante de Engenharia Ambiental e blogueira, diz que para escrever em seu blog, busca informações em sites mais conhecidos, como o MMA, órgãos estaduais, WWF, EcoDesenvolvimento, Planeta Sustentável, Ambiente Brasil. “Posteriormente, como meu objetivo era falar sobre o mercado de trabalho, também busquei em sites de Rh e emprego, textos e notícias sobre a área de meio ambiente” ressalta. Para tal fim, a estudante de engenharia busca informações em sites como Agrobase, Cia de Talentos e Vagas. Marina diz que gosta também bastante de usar as redes sociais como o Facebook e Twitter, pois “normalmente nessas redes há divulgação de empresas da área e notícias atualizadas”.
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Katarini Miguel, assessora de imprensa do Instituto Ambiental Vidágua, diz consultar vários sites e blogs, que de certa forma trazem conteúdo de educação ambiental e de formação sobre meio ambiente. Katarini destaca o EcoBlogs como uma de suas fontes favoritas. O blog traz dicas ambientais, curiosidades e idéias sustentáveis bastante interessantes. “Outro blog que eu recomendo, é o do professor Wilson Bueno. Ele é bastante crítico e realista, principalmente com relação ao marketing verde e a conduta das empresas. O que gera sempre boas discussões e comentários dos visitantes” destaca Katarini.
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Outro site que acessa diariamente é o Envolverde, que tem notícias, reportagens especiais e “não vê meio ambiente apenas como fauna e flora, mas engloba questões de cidadania, saúde, política e economia”, diz a assessora. Ela também indica o REBIA (Rede Brasileira de Informação Ambiental), o Educação Ambiental TJ com o qual o Vidágua tem parceria, o Experiencial e Com., e sites de ONGs, como o Sosma e o ISA.
A jornalista diz que gosta e utiliza mais a internet por conta da praticidade e da facilidade para acessar e encontrar conteúdo a qualquer momento e local. Apesar disso, também acompanha notícias de meio ambiente em jornais, TV e rádio.
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Na TV, destaca o Repórter ECO da TV Cultura e o Cidades Sustentáveis da Globo News, que, segundo Katarini, tratam o meio ambiente de forma adequada, com exemplos variados e mais profundidade. “Em rádio temos o programa Ecoando, da rádio Unesp de Bauru, que, além de acompanhar, também participo com uma coluna, comentando os assuntos ambientais da semana”, lembra. E, para livros de consulta, fica com o ‘Educação Ambiental’ do Genebaldo Freire e o ‘Educação Ambiental: princípio, história e formação’ de professores do Fabio Cascino, que são clássicos da área.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Habilidade e inclusão digital: papel das escolas

Flávio Rech Wagner
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O Brasil tem experimentado inegáveis avanços na inclusão digital e no acesso da população à Internet, embora os números ainda revelem fortes disparidades, conforme as regiões do país, as classes sociais e o nível de escolaridade das pessoas. Esses avanços ocorrem devido ao aumento do número de lares que possuem computadores e de pessoas que têm acesso à Internet, seja em seus domicílios, no trabalho, nas escolas, ou através de lanhouses, um poderoso instrumento de inclusão digital nas periferias das grandes cidades.
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Contudo, inclusão digital não significa apenas ter acesso a um computador e à Internet. É preciso saber utilizar esses recursos para atividades variadas, classificadas em três diferentes patamares, segundo sua relação com o exercício da cidadania. Num primeiro nível, a Internet, hoje especialmente através das redes sociais, permite a comunicação entre as pessoas, o que já potencializa formas de articulação em torno de demandas sociais variadas. Num segundo nível, a Internet viabiliza a obtenção de informações e a utilização de serviços de interesse público. Num terceiro patamar, no entanto, certamente ainda mais importante para a cidadania e a nação, a inclusão digital deve permitir a geração e a disponibilização de conteúdo, através das mais diferentes formas – geração de conteúdos multimídia, digitalização de conteúdos variados, criação de páginas e blogs, etc.
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Para uma efetiva utilização dos recursos computacionais que permitem a inclusão digital, os usuários precisam adquirir habilidades variadas, que podem ser associadas aos três patamares antes mencionados. Essas habilidades incluem, por exemplo, a manipulação dos recursos básicos de um computador dotado de um sistema operacional, tais como a utilização de arquivos de texto e de outras mídias, de diretórios e de periféricos, assim como a instalação de programas. Incluem ainda a elaboração de documentos de diversos tipos, o uso de máquinas de busca e de programas de correio eletrônico, o preenchimento de formulários eletrônicos, entre outras. Além disto, o usuário precisa ter noções básicas de segurança, compreendendo os diversos tipos de riscos inerentes à Internet, além de ser capaz de tomar as medidas básicas para evitá-los.
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A Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil, realizada anualmente desde 2005, sob coordenação do Comitê Gestor da Internet, revela não apenas o crescimento da população com acesso a computadores e à Internet, mas também o crescimento nas habilidades. Apenas como exemplos, observamos que, entre 2005 e 2009, o percentual de pessoas que declaram ser capazes de utilizarem uma planilha eletrônica aumentou constantemente, de 18% para 28%, enquanto o percentual de pessoas capazes de utilizarem um mecanismo de busca na Internet também mostrou crescimento constante, passando de 27% para 45%.
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O Brasil tem feito um grande esforço para dotar de acesso à Internet todas as escolas públicas do país, em todas as regiões, mesmo em locais de difícil acesso. O Plano Nacional de Banda Larga, em discussão neste início de 2010, deve tornar esse acesso de melhor qualidade. No entanto, a ligação das escolas em banda larga não será suficiente, se os professores ou outros instrutores que atuam nas escolas não forem capazes de transmitir aos alunos as habilidades básicas no uso dos computadores e da Internet. O verdadeiro papel da escola, em relação ao uso da Internet e à inclusão digital, só será devidamente exercido quando disponibilizar aos alunos os recursos para que eles melhor exerçam sua cidadania plena, e não apenas utilizarem a Internet como meio de comunicação, por exemplo através de ferramentas de redes sociais.
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Logo, a Informática precisa entrar definitivamente na vida escolar, especialmente nas escolas públicas, o que será possível quando os professores forem capazes de utilizar de forma mais avançada os computadores e a Internet no ensino de suas próprias matérias, como Biologia, História ou Português. Para que isso ocorra, é necessário o treinamento e a disponibilização, através da Internet ou do próprio computador da escola, de ferramentas e de conteúdos didáticos de boa qualidade, em língua portuguesa.
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Jovens sabem usar computadores e Internet, assim como todas as outras tecnologias modernas, de forma muito mais efetiva, provavelmente por adquirem habilidades de modo mais natural, pela curiosidade e criatividade próprias à idade. As estatísticas mostram que as faixas etárias de 10 a 24 anos de idade apresentam percentuais muito mais elevados de domínio de habilidades no uso do computador e da Internet do que as demais. Assim, esforços feitos através das escolas terão impacto muito mais eficaz do que aqueles dirigidos às outras faixas etárias.
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Este é um esforço cujo resultado definitivo só virá em longo prazo, aliás como todos os esforços relacionados à educação, portanto não devemos nos iludir em relação a milagres de curto prazo. Possivelmente, uma geração de professores e estudantes irá passar antes que as escolas estejam efetivamente equipadas para realizarem a verdadeira inclusão digital. Ainda que alguns atalhos possam e devam ser tomados para que se aumente essa inclusão no curto prazo, em especial para populações de baixa renda ou de baixo nível de escolaridade, enquanto as habilidades essenciais ao exercício da cidadania através do computador e da Internet continuarem a ser adquiridas por meios informais, os avanços serão lentos e pouco eficazes.
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Para que esse esforço seja bem conduzido, os cursos de licenciatura precisarão reforçar com urgência o treinamento dos futuros professores no uso da Informática, não apenas em termos de habilidades que correspondem aos dois patamares iniciais de inclusão digital, mas especialmente com ênfase na geração de conteúdos, a fim de que possam chegar ao terceiro patamar, no qual se exerce a cidadania plena. Desse modo, poderemos vislumbrar um atalho necessário e que pode trazer resultados no curto prazo: o treinamento maciço de professores de primeiro e segundo grau para uso da Informática, em especial visando à melhora didática em suas próprias matérias. No entanto, apenas agora o MEC começa, de maneira ainda muito incipiente, através de iniciativas como cursos a distância dentro do programa Universidade Aberta do Brasil (UAB), a oferecer treinamento aos professores das escolas públicas.
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No Brasil o uso da Informática na escola tem sido objeto de pesquisas acadêmicas há muitos anos. A Sociedade Brasileira de Computação (SBC), por exemplo, promove o Simpósio Brasileiro de Informática na Educação, já em sua 21ª edição em 2010, e o Workshop de Informática na Escola, que alcança sua 16ª edição. Por mais que esses eventos atraiam grande número de professores de primeiro e segundo grau, os esforços acadêmicos ainda estão muito longe da massificação necessária para que seus frutos sejam apropriados por todas as escolas públicas no país. Além disto, precisam vir acompanhados de um grande incentivo à produção de ferramentas e conteúdos educacionais voltados à realidade brasileira e às diferentes matérias escolares. A banda larga, em todas as escolas públicas do país, já será um passo formidável de nossa cidadania, todavia precisa vir acompanhada de outras políticas e programas, cujos resultados necessariamente serão de longo prazo; sem eles, a escola brasileira não conseguirá exercer uma função social da qual ela não pode abrir mão como principal agente: a formação de habilidades intrínsecas à verdadeira inclusão digital.
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FONTE: www.cgi.br/publicacoes/artigos/artigo64.htm
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Inscrições para o ProUni começam nesta sexta
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As inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni) serão abertas nesta sexta-feira (21/01) e seguem até 25 de janeiro. Nesta edição serão oferecidas 123.170 bolsas de estudo em 1,5 mil instituições privadas de ensino superior. Do total, 80.520 são integrais e 42.650 parciais, que custeiam 50% da mensalidade.
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Os estudantes interessados no benefício deverão acessar o site do ProUni (http://www.portalprouni.mec.gov.br). Para participar do programa, o candidato precisa ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou estabelecimento privado com bolsa integral, além de atender a alguns critérios de renda. É necessário ainda ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 e atingido pontuação mínima de 400 pontos na média das cinco provas também não pode ter zerado a redação.
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As bolsas integrais são destinadas aos alunos com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo e meio. Já as bolsas parciais são para os candidatos cuja renda familiar mensal per capita é de até três salários mínimos. O candidato pode escolher até três cursos, elegendo sua prioridade. A lista dos pré-selecionados em primeira chamada será divulgada dia 28 de janeiro. Esses estudantes deverão comprovar informações nas instituições de ensino até 4 de fevereiro. No dia 11 de fevereiro, será divulgada a lista dos pré-selecionados em segunda chamada, com prazo de comprovação de documentos até 17 de fevereiro.
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Caso ainda haja bolsas disponíveis, o Ministério da Educação abrirá um novo período de inscrições entre os dias 21 e 24 de fevereiro, com divulgação da primeira lista de pré-selecionados em 27 de fevereiro. Quem já tiver conseguido uma bolsa na primeira etapa de inscrições não poderá participar da disputa. O cronograma completa do ProUni está disponível no site do programa.
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FONTE: http://estadao.br.msn.com
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Escolas analógicas, alunos digitais
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Tecnologia na Educação representa muito mais que digitar os trabalhos escolares e imprimir ou ter uma aula de informática no laboratório da escola. Para os especialistas em ensino, as possibilidades que os diversos apetrechos tecnológicos possibilitam para a vida dos alunos pedem mais que a simples inclusão de novos aparelhos no ambiente de aprendizagem, mas exige uma própria transformação da escola, que atende crianças e adolescentes da geração digital, mas segue com métodos de ensino analógicos.
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Para a professora Maria Auxiliadora Padilha, vice-coordenadora da pós-graduação em Educação Matemática e Tecnológica da UFPE, um dos problemas centrais da escola é a falta de interesse dos alunos, gerada pelo distanciamento do ambiente escolar do seu dia a dia. “A vida em sociedade está completamente modificada e, em grande parte, em função dos avanços tecnológicos, mas não vemos essas mudanças na escola, que vai se afastando cada vez mais da necessidade dos alunos, e os alunos se afastam dela."
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Até a forma como os alunos aprendem hoje é estranha para os educadores da era analógica. Enquanto o estudante tradicional se desloca para um lugar silencioso, se concentra e começa a ler, o jovem digital estuda enquanto está fazendo outras atividades. A rigidez das disciplinas escolares e o sequencialismo proposto pelos currículos têm um forte choque com a maneira de aprender dos alunos atuais. “Essa geração estuda com o computador ligado, no MSN, com vídeo, escutando música. Essa é a forma deles se concentrarem e estudarem, enquanto ensinamos para trás, de forma totalmente analógica”, disse Maria Auxiliadora Padilha.
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Outro entrave para que a dinâmica da escola seja incluída digitalmente é ainda a resistência de muitos professores, principalmente dos mais antigos, que tiveram toda uma formação analógica. Enquanto os alunos aprendem naturalmente a fazer uso das novas tecnologias, baixando vídeos e músicas ou se relacionando nas redes sociais, os educadores têm imensas dificuldades em aprender as funções dos novos instrumentos de trabalho e, mesmo quando usam para se comunicar ou para resolver questões pessoais, não sabem como aproveitá-las de forma educativa.
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Diante das barreiras na aprendizagem do uso das novas tecnologias, o professor do Departamento de Psicologia da UFPE e consultor do Cesar.edu, Luciano Meira, defende que o educador precisa assumir um papel mais nobre que ensinar os alunos a usarem o computador. Afirma que ele deve conhecer as possibilidades de aprendizagem nos novos meios e desafiar o estudante a aprender com elas. “O aluno sozinho descobre como usar o computador. O professor precisa saber os limites de conhecimento que esse artefato pode produzir e dar problemas para os alunos resolverem”, recomenda o especialista.
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Para uma utilização adequada e produtiva dos meios, é fundamental que a escola compreenda o que o aluno faz na rede para fazer um uso pedagógico desses espaços. Dentro das lan houses, por exemplo, 43% dos usuários usam jogos digitais e a maioria interage com outras pessoas através das redes sociais, segundo informações do Porto Digital. “O professor precisa compreender sobre como o aluno aprende no ambiente virtual e usar isso como um trampolim para ensinar os conteúdos da escola”, declarou Luciano Meira.
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FONTE: http://www.ondajovem.com.br
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sábado, 6 de novembro de 2010


Exame Nacional de Desempenho de Estudantes
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Os 450 mil universitários avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes – Enade em 2010 terão até 21 de novembro para preencher eletronicamente o questionário do estudante. Pela primeira vez, a coleta das informações sobre o perfil socioeconômico dos participantes será realizada pela página do ENADE na internet. Na primeira entrada no sistema, o estudante deverá informar um endereço eletrônico e o número do CPF. O acesso será validado por meio do número do documento digitado.
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A informatização do questionário atende as solicitações das instituições de ensino superior e da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes). Com o sistema, os dirigentes educacionais poderão acompanhar de maneira ágil o processo de preenchimento de seus alunos, identificando assim o número de questionários respondidos. O monitoramento será feito também na página do Enade na internet. A mudança traz economia de recursos de impressão, distribuição e processamento de leitura dos cartões impressos, como eram feitos até 2009.
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Embora seja de caráter voluntário, o ato de responder o questionário é extremamente importante para o desenvolvimento da avaliação do ensino superior brasileiro. As informações prestadas na pesquisa subsidiam a construção de indicadores educacionais de qualidade da educação superior, como o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC).
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Neste ano, serão avaliados estudantes dos cursos de bacharelado em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional e zootecnia, e dos cursos superiores de tecnologia em agroindústria, agronegócios, gestão hospitalar, gestão ambiental e radiologia. Os estudantes dos cursos superiores de tecnologia em agronegócios, gestão hospitalar e gestão ambiental serão avaliados pela primeira vez.
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O Enade 2010 será realizado no dia 21 de novembro. O Inep já divulgou os locais de aplicação das provas, confira no site. O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes – Enade, que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – Sinaes, tem o objetivo de aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades e competências. Para maiores informações clique aqui.
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FONTE: http://www.infojovem.org.br
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Mulheres jovens não são o futuro, são o presente
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Jeane Félix (*)
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Ser mulher, jovem, negra e pobre no nosso país tem sido sinônimo de desigualdade e discriminação. Tenho trabalhado com muitas dessas mulheres nos últimos anos. Mulheres que acreditam que essa situação pode mudar e que, para isso, seu envolvimento na discussão de temas como relações de gênero, desigualdades raciais, sociais e geracionais é fundamental. É preciso compreender que as desigualdades das quais elas tem sido alvo não são dadas pela natureza e sim, construídas socialmente e reproduzidas cotidianamente nas suas casas, nos seus locais de trabalho e de educação, nas suas relações sexuais e afetivas.
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Diversos grupos de mulheres estão se organizando, em todo o País, com o intuito de pensar e discutir essas questões e de construir outras possibilidades de práticas sociais. Temos visto organizações governamentais e não governamentais desenvolverem intervenções para formar lideranças e fomentar a participação dessas mulheres na construção de políticas públicas e nos espaços de controle social. Como fruto dessas iniciativas, temos visto mulheres jovens demandando do poder público atenção às suas especificidades monitorando a execução destas políticas.
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O que elas querem? Querem uma escola que também apresente princesas e heroínas negras, para ensinar as meninas negras que não precisam se embranquecer para serem bonitas; Querem um serviço de saúde que respeite suas escolhas e que as considere sujeitos de direitos sexuais e reprodutivos; Querem exercer os mesmos direitos de ir e vir dados aos homens jovens; e tantos outros direitos fundamentais para o exercício da cidadania numa sociedade democrática.
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O envolvimento dessas mulheres jovens na busca por conquistas cotidianas significa que elas não são apenas parte do futuro, mas que estão construindo um presente mais igualitário para elas e para toda a sociedade. Investir na educação entre pares e fomentar a participação de jovens (mulheres e homens, negros e não negros) parecem ser possibilidades rumo à construção de um presente e de um futuro melhor para todos nós. Então, o que podemos fazer para fortalecer a participação de jovens nos espaços coletivos?
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(*) Doutoranda em Educação pela UFRGS.
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FONTE: http://www.infojovem.org.br
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domingo, 19 de setembro de 2010

O talento dos alunos da Rede Municipal
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O Festival de Música - Ano Cultural Zé Ramalho realizado pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP) emocionou alunos, professores e convidados. Com canções que homenagearam o artista paraibano, estudantes da rede municipal de ensino mostraram que boa educação também revela belos talentos. As últimas apresentações do festival aconteceram na noite desta sexta-feira (17/9), no auditório da da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes.
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Desde a última quarta-feira (15/9), cerca de 50 escolas participaram do Festival, com 79 músicas inscritas. No primeiro dia se apresentaram alunos do Ensino Fundamental II. Na sexta foi a vez dos alunos do Fundamental I e do Educação de Jovens e Adultos (EJA). Todos eles só interpretaram músicas de autoria própria baseadas nas obras de Zé Ramalho.
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Os três primeiros colocados de cada grupo foram premiados. Os primeiros colocados receberam um teclado cada integrante. O segundo colocado ganhou um violão com a assinatura de Zé Ramalho, já o 3º colocado que foi premiado com uma flauta doce. Os alunos que ficaram em 1º lugar em cada segmento receberam os teclados das mãos de Zé Ramalho na sexta-feira (24) durante o show que acontece nas areias da praia do Cabo Branco a partir das 21h. Os vencedores também subirão no palco para uma apresentação exclusiva com o artista.
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O prefeito Luciano Agra assistiu as apresentações dos alunos e para ele, a cultura é um caminho para a educação. "Em um evento como este é que temos a oportunidade de revelar o talento de nossos alunos. Eu fiquei muito surpreso e sensibilizado em saber que as músicas foram compostas pelos próprios alunos. A Paraíba sempre foi uma grande produtora de talentos", disse o prefeito.
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Para a secretária de Educação, Ariane Sá, todas as expectativas foram superadas. "Mais de 400 alunos participaram do Festival. Nós não imaginávamos que nas escolas tivessem tantos talentos. Agora já estamos nos preparando para um segundo festival", disse a secretária.

domingo, 5 de setembro de 2010

Encontro Estadual dos Estudantes de Design
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O EiTa é o Encontro Estadual dos Estudantes de Design da Paraíba, que apresenta-se como um evento sem fins lucrativos de caráter científico, político, acadêmico e cultural que surgiu tomado pela iniciativa dos próprios estudantes, designados a enraizar a cultura local e suas potencialidades naqueles que denunciam ter um sentimento acolhedor, apaixonado e abarrotado de afinidades por esse estado repleto de espontaneidade e essência incomum.
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Configurando-o, pois, como um importante fórum de debate de Design, que prevê discutir, refletir, trocar experiências e marcar a história do Design Paraibano, estimulando a busca de conhecimentos, proporcionando maturação pessoal, acadêmica e profissional, propiciando diversas atividades, impulsionando a interação entre os participantes, que no final, contribuirão para uma conscientização da importância que é o design no cotidiano das pessoas.
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A denominação “EiTa”, surgiu para caracterizar a cultura local, pois se refere a uma expressão muito comum e usada na região, que geralmente remete a surpresa, novidade, mas, devida a constante presença no vocabulário regional é também muito ouvida interligada a outras expressões.
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O EiTa Design vem em busca de uma identidade minimamente explorada e muitas vezes pouco divulgada, propondo um transbordamento de múltiplas facetas e fluição de idéias antes impensadas para nossa cultura tão ilimitada. Logo, nesta primeira edição, entre os dias 23 e 26 de setembro de 2010, o Encontro Estadual dos Estudantes de Design apresentará o tema "Descobrindo a Identidade".
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sábado, 3 de julho de 2010

Educação e juventude
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Tamires Gomes Severiano
Bertrand Sousa
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A educação é considerada atualmente como o melhor caminho para uma vida digna e próspera. Há os que acreditam que ela pode mudar o mundo, levando os jovens a um futuro brilhante, com muitas realizações profissionais, sociais e pessoais. Entretanto, podemos perceber que algumas ideais relacionadas ao tema entram em contradição, gerando atritos e disputas, não só no Brasil como também em outros países. Por conta da maneira de pensar e agir, as mudanças e avanços da sociedade – cada vez moderna – se exige da juventude mais conhecimentos e sólida formação acadêmica, voltada para o mercado de trabalho.
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Durante entrevista, a professora e coordenadora do programa Mais Educação, Pollyana Andreina Pessoa, disse que os jovens de antigamente tinham melhor educação familiar, já que naquela época as mães não saiam de casa para trabalhar e tinham mais tempo para educar suas crianças. Ela afirmou ainda que a família, base da organização em sociedade, não deixa de ter culpa quando o processo educacional falha.
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“Os jovens de antigamente eram mais temerosos e obedientes, não tinham acesso a tanta informação e liberdades”, argumentou Ruth Paulino, diretora adjunta da escola Cônego Nicodemos Neves (Funcionários I). Nesse contexto, ela comenta que a globalização foi positiva, elevando a oferta de conhecimento para a juventude e demais setores da população. Por outro lado, também prejudicou, trazendo o mau uso da tecnologia.
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Várias pessoas afirmam que a maior deficiência da juventude moderna é a falta de interesse. Em nossa avaliação, o Brasil está sendo palco de jovens cada vez mais distantes de objetivos construtivos. Por isso que é tão importante e necessário a implementação, em todos municípios, de um conjunto de políticas voltadas aos seus interesses, incentivando a busca por melhores condições de vida. Um sistema educacional público e de qualidade é fundamental neste processo, apoiando a construção de um País melhor e mais justo para todos(as).
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De acordo com Pollyana Andreina, “para sustentar a família ou ajudar na renda doméstica, muitos jovens – principalmente os de baixa renda – precisam trabalhar o dia inteiro. Mesmo assim, tentam conciliar as atividades com os estudos e transferem o turno das aulas, passando de diurno para noturno”. Pelo visto, esse dilema só encontrará solução quando houver mais harmonia entre a sociedade e os governantes, estabelecendo a educação como porta de entrada para o desenvolvimento do País e para o crescimento pessoal e profissional do jovem brasileiro (dos 15 aos 29 anos).
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Ao fornecer condições adequadas para os estudos também evitamos que muitos caminhem para o lado errado da vida, a criminalidade. Portanto, educação e juventude são palavras que precisam caminhar juntas, cada vez mais! É com educação que podemos mudar os jovens e assim eles podem mudar o Brasil.
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