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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A mídia tradicional cada vez mais irrelevante
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Fernand Alphen
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Quantos anos tem a Internet comercial no Brasil? 15 anos? Se assim for, vamos chamar a geração nascida a partir de 1995 de geração W. Para eles, inclusive para os digitalmente excluídos, a Internet não é um aprendizado, é um dado. Que você tenha ou não carro, a invenção do carro mudou a forma de organização da sociedade, dos tecidos urbanos, das mentalidades, da cultura. Que você tenha ou não acesso à Internet, a transformação é semelhante em intensidade e provavelmente maior em velocidade e abrangência.
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É provável que esse menino de 10, 12, 15 anos tenha hábitos de consumo de mídia diferentes. É tão natural para a geração W assistir a um filme na Internet quanto era para nós assistir ao Tela Quente. É tão natural para ela baixar músicas gratuitamente na Internet quanto era para nós copiar para cassetes os discos dos amigos. É tão natural para ela se informar na Internet quanto era para nós assistir ao Jornal Nacional. É tão natural para ela ter 300 amigos de redes sociais quanto era nos relacionar com meia dúzia de colegas da escola. É tão natural copiar e colar da Wikipedia para o trabalho de escola quanto era xerocar páginas da saudosa Enciclopédia Britânica.
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E basta observar para se dar conta de que isso muda muita coisa. Por exemplo, esses garotos talvez estejam mais maduros do que nós na idade deles e a informação que eles regurgitam talvez venha prioritariamente das microrresenhas das ferramentas de busca, das notícias espalhadas pelos amigos nas redes, da enciclopédias online.
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Uma marca constrói sua reputação e adesão no imaginário das pessoas desde cedo. Essa também é a função da propaganda: influenciar prospects. O menino pode até nem tomar cerveja, mas a imagem das marcas se forma inconscientemente para torná-las preferidas ou rejeitadas quando ele puder ou quiser experimentar. E essa experimentação será influenciada pela imagem que se criou desde sempre, na sua cabeça, no seu coração.
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Portanto, para essa gurizada, informação e notícia quem dá é o Google, o YouTube, a Wikipedia. Não é o jornal do seu pai, a TV da sua mãe e a enciclopédia do seu avô. Julgamentos de valor à parte – se isso é bom ou ruim não interessa mais pois é irreversível – qual é o valor que as marcas tradicionais de informação e entretenimento estão construindo?
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Ainda que se possa dizer que não há produção de conteúdo no Google, no YouTube e na Wikipedia, que tudo o que lá está é agregado de outras fontes criadoras, a relevância nessas novas plataformas é dada por popularidade e não por reputação. Essa diferença pode fazer um blogueiro ser mais importante que uma redação de 200 jornalistas, um filme caseiro mais visto que um de milhões de dólares, um verbete escrito por uma pessoa mais acreditado que toda a biblioteca do congresso americano.
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Por outro lado, se uma marca é indicada por outra, a imagem da segunda é subserviente à primeira. O Top of Mind, que tanto determina a prevalência de uma marca sobre as outras, fica sempre para a primeira, a indicadora, o Google, o YouTube. E isso tem consequências dramáticas para as receitas publicitárias que, na melhor das hipóteses, são divididas. O agregador fica com o bolo; e o criador/produtor, com a sobra. Enquanto os produtores de conteúdo continuarem desprezando esses já consolidados aprendizados, as novas gerações continuam acreditando, difundindo e realimentando relevâncias que não têm mais nada a ver com tudo o que nós achávamos relevante.

domingo, 15 de agosto de 2010

O poder viral das Mídias Sociais não é de hoje
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Chico Montenegro
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Toda essa revolução de Redes Sociais, Mídias Sociais - que não são a mesma coisa de Redes -Marketing de Guerrilha e principalmente o Marketing Viral não são uma revolução tão nova assim. Quando olhamos o crescimento avassalador do Facebook com seus 500 milhões de usuários por todo o mundo começamos a imaginar como um simples site, que na verdade não é uma rede social e sim uma plataforma de participação e interação, consegue crescer e envolver tantas pessoas, não é?
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Simples, o sistema criado por Mark Zuckerberg é todo trabalhado em um eficiente sistema de "viralização". Todo novo usuário chama e atrai novos usuários através de pequenos e engenhosos mecanismos que a chamamos de aplicativos para que possam impulsionar os cadastros e a divulgação a novos usuários. Todas, ou quase todas, Mídias Sociais e plataformas de interação on-line cresceram desta forma, utilizando o sistema viral.
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Não pense que isso nasceu no século 21 e que é uma nova descoberta dos profissionais de marketing empenhados em divulgar produtos e serviços. Isso vem bem antes de Jesus Cristo colocar os pés no planeta Terra e criar sua própria Rede Social de seguidores. Em essência o aspecto viral esta impresso em nosso DNA, como em toda forma de vida. Em 10.000 a.C.; aproximadamente 1 milhão de pessoas vagavam pelo planeta. Em 5.000 a.C. havia 15 milhões e em 1 d.C., possivelmente 300 milhões. Cada mulher vagando pela Terra em 10.000 a.C,. foi responsável por produzir 300 pessoas em média no período de 10.001 anos. Desse modo, nossa taxa de crescimento não apresentava muita variação e o coeficiente viral não crescia.
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Na Idade Média, foi necessário um milênio para se contabilizar apenas 10 milhões de pessoas no planeta. A fome, a guerra, as precárias condições de vida e doenças impediram a expansão de seres humanos. Somente em 1.700, quando a população atingia 610 milhões, é que a taxa de crescimento aumentou significativamente, ultrapassando lentamente 1 bilhão de pessoas, no início dos anos 1.800, e dobrando em um século. Então chega a industrialização, o comércio e os avanços na agricultura e no transporte marítimo que contribuíram para aumentar nosso crescimento viral. Hoje a população mundial excede 6 bilhões de pessoas e continua crescendo.
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Percebemos que todo o crescimento do ser humano se deu a novas tecnologias e melhoria de vida. Isso acontece dentro do Facebook e das plataformas de Mídias Sociais todos os dias. Melhorias no sistema do site, novos aplicativos, formas estudadas de encontrar novos usuários são baseados na necessidade humana de crescimento e de relacionamento.
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Entender a necessidade humana é a melhor forma de criar um sistema que viralize, principalmente em um ambiente tão rápido como a Internet. Dizia um filósofo contemporâneo que se quisermos compreender a história devemos olhar para trás, mas se quisermos fazer a história devemos olhar para frente. Compreenda o passado e as necessidades humanas e então olhe novamente para frente e veja as oportunidades que estão em sua volta.