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sábado, 25 de junho de 2011

Jovens a partir de 16 anos podem doar sangue

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Doar sangue salva vidas, isso todos sabem. Mas, mesmo com essa chance correndo nas veias, os índices de doações no Vale do Paraíba estão em constante queda. Essa realidade não é exclusiva desta região, já que em todo país as campanhas de incentivo à prática de ajudar o próximo estão à todo o vapor.
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Agora, as desculpas para não doar devem diminuir. Na última semana, o Ministério da Saúde liberou a doação para jovens a partir de 16 anos – com autorização dos responsáveis – e para idosos a cima de 68 anos. Essa medida tem como meta arrecadar quatro milhões de bolsas de sangue para 2012. Segundo o governo federal, jovens de 16 e 17 anos já são doadores em países europeus e nos EUA.
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Para os homossexuais a doação é culturalmente dificultada. A nova deliberação prevê que, a partir de agora, essa descriminação acabe nos hemocentros do País, garantindo que a orientação sexual não seja usada como critério para selecionar doadores de sangue. A discriminação por hábitos de vida, atividade profissional, condição socioeconômica, raça, cor e etnia também serão eliminados do processo de triagem. Portanto, procure o hemocentro mais próximo e seja um doador(a)!
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Saiba quem pode doar: candidatos(as) com aspecto saudável e declaração de bem-estar geral; idade entre 18 anos completos e 67 anos, 11 meses e 29 dias. Podem ser aceitos candidatos à doação de sangue com idade de 16 e 17 anos, com o consentimento formal do responsável legal. E, em caso de necessidades tecnicamente justificáveis, o candidato cuja idade seja inferior a 16 anos ou superior a 68 anos somente poderá ser aceito após análise pelo médico do serviço de hemoterapia; peso mínimo de 50 kg. Candidatos com peso abaixo de 50 Kg podem ser aceitos após avaliação médica e desde que respeitados critérios específicos estabelecimentos na Portaria 1.353/11.
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FONTE: http://www.infojovem.org.br
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(clique na imagem para ampliar)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Jovens e o primeiro emprego

Não chega a ser novidade no Brasil afirmar que entrar no mercado de trabalho, principalmente para os jovens que buscam o primeiro emprego, não é uma tarefa fácil. Não se tem programas específicos voltados para essa finalidade e as iniciativas tomadas pelo governo nos últimos anos não deram certo. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu primeiro mandato, lançou com pompas o programa “Primeiro Emprego”. Esqueceu-se que não deveria beneficiar apenas os jovens, mas também o empregador. Errou e o programa não deu certo.
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A realidade é que entrar no mercado de trabalho exige cada vez mais qualificação. As longas horas de estudo podem tanto ampliar o conhecimento quanto render um bom emprego no futuro, principalmente para os jovens que ainda não tiveram uma experiência profissional. Essa é uma realidade que o governo precisa olhar com mais vontade política para abrir as portas a milhares de jovens que buscam um lugar ao sol. Não é difícil fazer essa constatação. No Sine, diariamente formam-se filas de pessoas à procura de emprego. Porém, a falta de qualificação restringe o número de candidatos por cada cargo disponível. Isso pelo fato de que hoje em dia a experiência profissional não é requisito mínimo para eliminar concorrentes. O que pesa realmente é a capacitação.
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A contratação de jovens no mercado para o primeiro emprego não é novidade no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), tanto que o ministro, Carlos Lupi, defende a manutenção de políticas de incentivo à contratação de jovens, já que na avaliação dele o primeiro emprego é o “maior desafio” do país na área do trabalho. Ocorre que as vagas naturalmente costumam ir para quem já tem alguma experiência. Mas como o jovem vai ter experiência sem oportunidade? É preciso romper esse ciclo vicioso e qualificar essa mão de obra.
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Em Mato Grosso, por exemplo, 40 mil pessoas foram capacitadas somente em 2010, em cursos oferecidos pelo Centro Brasileiro de Cursos (Cebrac), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). O Cebrac, por exemplo, oferece cursos direcionados para quem, justamente, busca do primeiro emprego.
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O Senai trabalha com o programa de Aprendizagem Industrial, que foi criado para qualificar jovens aprendizes que buscam oportunidade no segmento. Em 2010, foram 1,5 mil alunos formados. No Senac, a capacitação profissional chegou para 34,782 mil pessoas por meio do Programa Senac de Gratuidade (PSG).
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Como se pode constatar, essas entidades cumprem o papel que lhes é destinado e oferecem capacitação. Resta então que o governo crie programas junto ao empresariado para que os jovens possam ter a oportunidade de trabalhar e garantir o próprio sustento. O MInistério do Trabalho já tem a receita, basta então que ela seja aplicada da forma correta e que, finalmente, nossa juventude possa ser mais valorizada no que se refere ao mercado de trabalho.
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FONTE: http://www.infojovem.org.br
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Rede social ajuda jovens a encontrar trabalho

Com o objetivo de dinamizar o relacionamento entre fornecedores e compradores, foi desenvolvida a rede social SuperTau. Acessada em 26 países, a rede tem ofertas que vão desde a troca de lâmpadas até consultoria. O nome da ferramenta web faz referência ao “Tau”, símbolo do trabalho na física moderna, que é calculado pela divisão de energia pelo tempo, vezes espaço.
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Focados em criar uma ferramenta inovadora e que aumentasse a eficiência das transações comerciais no país, o administrador Daniel Wege, o programador Jairo Moreno e o designer Marcelo Salles, após 10 meses de pesquisas de referências internacionais em e-commerce, gestão de projetos, de pessoas e de qualidade, desenvolveram o SuperTau. A missão do site é o aumento da qualidade dos serviços e geração de economia de tempo e dinheiro para os usuários. Para isso, possui um sistema de leilão onde somente os fornecedores com os pré-requisitos estabelecidos pelos contratantes podem dar lances.
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Com cadastro totalmente gratuito e interface amigável, o site se apresenta como uma solução para a exposição de portifólio de serviços de profissionais autônomos, freelancers e empresas de todo o Brasil, e possibilita que qualquer pessoa ganhe dinheiro com suas competências, por exemplo, um estudante pode trocar uma lâmpada para alguém de seu bairro ou um consultor pode ser contratado para tirar uma simples dúvida.
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Seu sistema inovador de pré-requisitos é baseado em um conceito de gestão de pessoas, o CHAO (Conhecimentos, Habilidades, Atitudes e Outros), que permite aos usuários cadastrarem tanto o que aprenderam na escola ou com a experiência e também se possuem veículo, CNPJ, pretensão salarial e até sua agenda para trabalho remoto e presencial. E para quem ainda não possui experiência, o site disponibiliza um teste de personalidade, cujo resultado é uma lista de tarefas e ocupações para cada perfil. Além disso, o site segue uma política de gestão da qualidade baseada na ISO 9001, onde qualquer sugestão, dúvida ou crítica pode ser enviada pelo sistema de feedback do site e é recebida diretamente pelos diretores.
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FONTE: http://www.infojovem.org.br
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A família fala de si, e do jovem

Hebe Signorini Gonçalves (*)
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Dados de pesquisa acerca da violência familiar no Brasil sugerem que o espaço doméstico não é caixa de ressonância, mas lugar organicamente articulado ao social, recebendo sua influência e produzindo efeitos sobre ele. O discurso de trinta mães indica o uso amplo da punição corporal com propósitos disciplinares. As entrevistadas defendem essa prática quando regulada por limites ditados pela cultura. A essas formas punitivas, aplicadas segundo os parâmetros que as regulam, as mães recusam dar o rótulo de violentas. Elas discordam, assim, da interpretação dominante que atribui ao uso da força física um efeito pernicioso na formação e no desenvolvimento de crianças e jovens.
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Para efeito deste texto, é importante destacar os motivos que, do ponto de vista das entrevistadas, justificam o uso da punição corporal. Adotada como recurso extremo, ela é empregada em situações nas quais a criança ou mesmo o jovem, apesar de advertidos, insistem na desobediência ou no desrespeito aos pais ou mesmo aos mais velhos com os quais mantêm relações de parentesco ou vizinhança. As mães entendem que a obediência à hierarquia entre as gerações é o pilar nas relações sociais, pois é o respeito ao próximo que produz o assujeitamento necessário à transmissão de valores e à formação do caráter.
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Mais preocupadas com a violência na rua do que com os excessos disciplinares domésticos, as mães entrevistadas nomeiam uma violência que está em todo lugar e faz com que se mate por um real, ou por nenhum. Elas invocam a atração que a marginalidade fora de controle exerce sobre o jovem e o apelo contemporâneo pela afirmação da singularidade e da diferença como armadilhas da convivência entre estranhos, características incontornáveis da vida na cidade. Reconhecendo que é impossível negar a liberdade, e que seus filhos cedo ou tarde serão confrontados com os desafios da cidade, as mães entendem que a tarefa de educar tem como propósito central a boa formação, o caráter, a cabeça forte.
. Essas expressões condensam sentidos: a boa formação não se restringe à obediência no espaço doméstico, mas fala principalmente do comportamento adequado na rua, que abarca as relações respeitosas para com os mais velhos, a escolha adequada das amizades, o empreendimento de esforços na escola, a esquiva dos grupos envolvidos com drogas, criminalidade ou qualquer forma de violência. A relação dos problemas a serem evitados indica a preocupação das mães com a reconstrução da sociabilidade no espaço público. Indica, além disso, que assumem como sua essa tarefa; a frase de uma das entrevistadas não deixa margem a dúvida: as pessoas que estão na rua, violentando, atacando as pessoas, ela tem uma criação, né, então começa em casa. Se você cria seus filhos na paz, eles vão sair lá fora e não vão atacar ninguém.
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Haveria elo de ligação entre a criminalidade urbana e a violência familiar? Com base em dados produzidos nos Estados Unidos, Gelles (1997) afirma que tanto o comportamento violento como a conduta criminal são conseqüências comprovadas do abuso sofrido na infância. No Brasil, essa associação é posta em dúvida pelas mães que entrevistei. No primeiro momento, elas negam qualquer conexão com base em suas histórias pessoais: se fosse assim - declarou uma das mães -, eu também tinha sido bandida. A seguir, elas invertem a relação causal e afirmam que a punição corporal, aplicada quando requerida, contribui para forjar o caráter, tarefa doméstica por excelência: abandonado, o mundo ensina. [...] se a gente largar assim demais, é o mundo que vai ensinar. E o mundo vai ensinar errado.
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Não deixa de soar estranha essa crença na possibilidade de controle da desordem urbana a partir do doméstico. Durante longo tempo, essa justificativa para a defesa da punição corporal foi interpretada como mero argumento para validar a prática dos castigos físicos, essa sim condenável. Mas o julgamento moral precipitado dessa linha de argumentação tem furtado ao exame os fatores que informam a inclinação da família brasileira pelo uso da punição corporal. Trata-se de um procedimento que não é gratuito, nem espontâneo.
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Ele tem origem nos preceitos higienistas, que associaram a disciplina doméstica ao controle dos sujeitos no espaço público. Lopes Trovão proclamava a infância como o período em que se forja "a gênese da humanidade mais perfeita". Belisário Penna via na educação doméstica o dispositivo capaz de assegurar a ordem sem o uso da força. Para Lourenço Filho, a educação doméstica - mais até que o Estado - seria capaz de "guiar as liberdades" das crianças de modo a evitar "escolhas passionais e caprichosas" (cf. Corrêa, 1997). Repetindo esses princípios à exaustão, o higienismo ensinou que a lógica do universo familiar e a lógica da cidade se fundem numa ligação de simbiose e dependência da qual a relação mãe-filho é adubo e semente (cf. Costa, 1989). Até os anos de 1930, o higienismo incutiu a crença de que à mãe cabe evitar o ócio, a delinqüência e o vício da rua. Hoje, setenta anos mais tarde - ou no espaço de duas gerações -, as mães flagram-se isoladas nessa tarefa, sem contudo renunciar a ela.
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Sem contar com a orientação de ninguém, confiando no vivido para tomar decisões cruciais no cotidiano, as mães oferecem os elementos que permitem compreender a permanência da racionalidade higienista. Em vez da família moderna acossada pelos técnicos, sitiada pelo saber da ciência e destituída da função de educar, típica das sociedades centrais (cf. Lasch, 1991), a mãe brasileira queixa-se sobretudo da solidão, da falta de amparo e de assistência. Assistindo impotente ao crescimento da criminalidade, ela crê que pode proteger seus filhos das ameaças do público, e acredita na possibilidade de disciplinar o social a partir do doméstico.
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Entende-se assim por que a família brasileira se mantém como elemento central nos processos de regulação social. A despeito da eficácia questionável das práticas educativas, é mister reconhecer que elas empreendem um esforço em nome do coletivo. A despeito da condenação moral dessas práticas, amplamente calcadas na punição corporal, é mister reconhecer também que seus filhos, ao ecoar suas frases e expressões e ao anunciar a família como único suporte com que contam, contribuem para referendar sua crença e imprimir-lhe algum grau de eficácia.
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(*) Doutora em Psicologia, integrante do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Intercâmbio para a Infância e Adolescência Contemporâneas, do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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FONTE: http://juventudesulamericanas.org.br

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Fuja dos alimentos vilões

A alimentação é um dos fatores mais importantes para conseguir desfrutar do bem-estar e de uma vida saudável. As pessoas costumam ter sérias dificuldades para conseguir manter hábitos alimentares adequados, muitas vezes não conseguem resistir a um fast-food ou a um incrementado bolo de chocolate. Mais é preciso estar ciente que uma mudança brusca no cardápio exige tempo e esforço.
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Sâmia Borges, têm 16 anos e cerca de 3 vezes na semana almoça fora de casa. Ela conta que prefere sempre alimentos que são mais rápidos, porque acha que são mais saborosos. O x da questão é que nem sempre o que é saboroso e barato pode fazer bem a saúde. E com o passar dos anos, a idade chega e o organismo também muda suas necessidades.
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Na fase da puberdade por exemplo, as mudanças no visual provocadas pela maré de hormônios, pedem mais energia do corpo, aumentando a necessidade do açúcar. Para suprir essas necessidades sem deixar as refeições saudáveis de lado, é sempre bom equilibrar as refeições.
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É preciso levar em consideração que cada pessoa possui um hábito alimentar diferente. Mas para ser saudável não é preciso adotar mudanças radicais, a ponto de deixar totalmente os lanches de lado. O ideal é controlar a frequência com que os consome. O fato de saber dosar a quantidade de gordura, também não significa ter ao lado uma tabelinha para contar cada alimento. Para se regrar, basta ter bom senso e variar o cardápio!
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Se no almoço, o rango foi um x-burguer, o corpo merece um descanso nas próximas refeições. Uma boa opção é começar pelo lanche da tarde, trocando um refrigerante por suco ou um pão por uma fruta. Quanto ao jantar, há aqueles que preferem fazer uma refeição tão completa como o almoço recheada de arroz, feijão, carne, legumes e saladas, que são alimentos compostos de várias preparações culinárias. Mas a dica que prevalece é da melhor opção, que sem dúvida, é por alimentos mais leves. Durante o inverno, sopa é uma boa pedida! Já para o clima mais quente, uma boa opção pode ser um peito de peru.
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A nutricionista Vanessa DaCorso, explica que uma tarefa que ajuda muito, é estipular horários para as refeições, procurando sempre reduzir a quantidade e investir na qualidade. “Não é preciso passar fome para emagrecer e sim, moderar o apetite. Assim, tudo será bem mais simples e com uma alimentação rica em nutrientes, diversas doenças serão evitadas”.
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FONTE: http://www.infojovem.org.br
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010


O jovem fala de si
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Hebe Signorini Gonçalves (*)
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Em pesquisa coordenada por Lucia Rabello de Castro, 1.300 jovens foram entrevistados na região metropolitana do Rio de Janeiro. Entre outros aspectos, eles foram indagados acerca de quais seriam, em seu entender, os principais problemas da juventude, e quais as formas de enfrentá-los.
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Os resultados mostram que as questões relacionadas à violência, à droga e ao tráfico despontam como os principais problemas citados. Na descrição dos jovens, é a associação violência-droga-tráfico a resposta mais significativa. Observe-se que não se trata de problemas isolados que se potencializam, mas de uma única questão expressa em três vertentes indissociáveis, constituindo uma unidade discursiva. No entender dos jovens entrevistados, violência-droga-tráfico constitui um problema porque impõe um risco real - a ameaça à segurança pessoal - e uma limitação simbólica - representada no sentimento do medo que conforma os modos de viver e circular na cidade.
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Não há como escapar: polícia e traficantes aparecem como faces do mesmo problema; amigos de antes ingressam na marginalidade e não podem mais compartilhar espaços nem tampouco histórias de vida; freqüentar os bares, os pontos de encontro, é atitude que requer um esmiuçar constante dos riscos envolvidos; a ida à escola deve considerar, a cada dia, se é possível ir, ficar e voltar. A praça, que nas comunidades mais pobres é o lugar da vida social, nem sempre está disponível para a brincadeira, o namoro, o encontro com os amigos. Assim descrita, a vida nas comunidades emerge como o lugar de uma forma bastante peculiar de socialização, em que será necessário ao jovem exercitar a percepção, ficar esperto4 para escapar das inúmeras armadilhas que as trocas sociais oferecem. É preciso resistir à tentação do ganho fácil, empreender um esforço da vontade para aplicar-se nos estudos e formar um capital pessoal que mais adiante, transpostos os muitos obstáculos, possa vir a garantir um emprego que permita ao jovem apresentar-se à sociedade, finalmente, como adulto.
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O destaque aos dados coletados na comunidade de Bom Retiro serve para desmistificar a crença de que a violência decorre das atividades ligadas ao tráfico de drogas. Ali não há referência ao tráfico, mas, ainda assim, a droga é o problema mais citado; ela se conecta à violência pela via subjetiva, não pelas disputas de quadrilha pelo mercado da droga. No entender dos jovens residentes nessa comunidade em particular, o uso de drogas é uma escolha do sujeito, condicionada em grande parte pelos problemas que ele não quer ou não pode enfrentar: porque tem a cabeça fraca ou porque, diante das dificuldades com os pais em casa, elegeu a droga como uma resposta fácil para seus problemas.
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O julgamento moral que condena o uso da droga será aplicado, assim, às conseqüências que ela acarreta para o sujeito: a droga impede a dedicação aos estudos, esforço necessário na construção de um futuro estruturado com base no emprego sólido e nas relações afetivas estáveis. A droga compromete as relações de amizade e vizinhança, pois, drogado, o jovem se sente superpoderoso e quer matar todo mundo. Ao deslocar o tráfico, pode-se assim pôr em relevo as escalas de valor que orientam certas percepções do jovem: o núcleo de sentido em suas falas é a cabeça fraca, que afasta o jovem do emprego e da vida em família, e introduz a violência na esfera de suas relações pessoais. Mais que a segurança pessoal, preocupa o comprometimento de projetos de futuro que têm como rumo e norte a estabilidade econômica e afetiva. Consciente das dificuldades a superar, o jovem deixa transparecer que só a cabeça forte o levará até lá.
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Não se trata de negar o risco das ruas, reconhecido como real. Todos os entrevistados fazem referência a uma violência que é difusa, que está em todo lugar, que alimenta seus medos e condiciona suas escolhas. O enfrentamento dessa dificuldade específica pede a ação dos setores públicos, em particular da polícia, instância que identificam como a responsável pelo controle da criminalidade urbana. Mas, incontinenti, apontam a polícia como parte do problema, pois ela é corrupta, entra nas comunidades pra esculachar, estabelecendo uma tensão que potencializa o medo e a violência, em vez de reduzi-los.
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Na ausência do público como fonte de suporte para a vida social até mesmo no que diz respeito ao controle da criminalidade, o jovem ressente-se da ausência do Estado. Diante de um poder público que não tem feito muita coisa, refluem sobre a família todas as expectativas de suporte e apoio. Não faço a mínima idéia de com quem ele [o jovem] pode contar hoje além da família, resume um entrevistado. Na frase: "a família é tudo", repetida por um contingente expressivo de jovens entrevistados, desenha-se a chave da construção de suas subjetividades. O apoio da família, vital para ampliar a chance de realizar os projetos de vida, é praticamente o último reduto de seus sonhos. É um apoio que se traduz na presença física - conversar, acompanhar a vida dos jovens e ser companheiro nos momentos difíceis - e também no esteio econômico, que permite a eles atravessar a fase da vida em que não podem se sustentar.
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(*) Doutora em Psicologia, integrante do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Intercâmbio para a Infância e Adolescência Contemporâneas, do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
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FONTE: http://juventudesulamericanas.org.br
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A importância da língua inglesa para os jovens
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Marina Freire (*)
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O post de hoje vai ser um pouco diferente do primeiro. Eu, como adoradora da língua inglesa, vou tentar fazer um incentivo aos jovens e até mesmo aos adultos para começarem a estudar essa língua que continua sendo totalmente necessária nos dias de hoje, muito mais do que antes.
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Atualmente, um bom currículo exige que você fale ao menos duas línguas estrangeiras. Mas, se você domina o inglês, que é o idioma comercial predominante no mundo, então conta como um ponto extra! O mercado de trabalho, tanto para marinheiros de primeira viagem, como para aqueles que buscam se superar cada vez mais, está mais exigente, e podem ter certeza que se você manja do inglês, pode ser uma porta que se abre para a contratação ou quem sabe, uma promoção!
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Esse recado vai principalmente aos jovens, cujos pais os matriculam nas culturas e eles não se interessam, vão por obrigação, e isso, quando vão! Gente, vamos focar no futuro! Temos que pensar grande, portanto, havemos de aproveitar todas as oportunidades. Portanto, se não você acha que não tem jeito, inglês não é pra você, eu vou lhes dar duas dicas essenciais e facílimas que funcionaram 100% comigo...
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Primeiro, assista sempre a filmes com áudio em inglês e legendas em português. Prestem atenção nas expressões e nas falas, pois ajuda muito! Segundo, escute musicas internacionais, tente ler a letra e ver se entende algo, para depois ver a tradução; porque existem músicas tão fáceis...
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Hoje, posso dizer que estou a um passo de falar fluentemente o inglês, e devo grande parte disso as músicas e aos filmes. Depois, aos centros de línguas que já estudei. C’mon people, o inglês é uma delícia, e tenho certeza que vocês irão descobrir uma paixão escondida. Sem contar que pra qualquer lugar do mundo que viajemos, a nossa comunicação será quase que basicamente pelo inglês.
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(*) Estudante, louca por música, cinema e fotografia.
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FONTE: http://www.canalpb.com.br
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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Viradão Esportivo mobiliza jovens pelo País
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Nos dias 13 e 14 de novembro, aconteceu a segunda edição do "Viradão Esportivo", evento promovido pela Central Única das Favelas (CUFA), cujo objetivo é a inclusão social através da prática esportiva. Com 33 horas ininterruptas de atividades em toda Paraíba, de forma gratuita, o Viradão trouxe este ano modalidades como:
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Downhill, que aconteceu no dia 14/11 no Bairro de Fagundes, em Campina Grande; Fitnnes, que aconteceu no bairro Castelo Branco, em João Pessoa; Aeróbica na penitenciária Júlia Maranhão, em Mangabeira; INLINE no bairro José Pinheiro, em Campina Grande; SURF no bairro de Intermares, em Cabedelo e LE PARKOUR que aconteceu no dia 14/11 no Bairro José Pinheiro, em Campina Grande, entre outras ações espalhadas por todo o Estado.
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Em Campina Grande, uma caminhada a favor da saúde aconteceu às margens do açude velho com o professor de Educação física Fabrício Gonçalves, além de um café da manhã rico em vitaminas e proteínas, tendo em vista que uma refeição saudável de manhã equilibra o organismo, limitando a nossa compulsão a alimentos ricos em açúcar e gordura.
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Na Vila Olímpica Plínio Lemos, ocorreram shows com Beto Cabeça e Atômico MC,;workshops de capoeira com o grupo Capoeira Brasil; xadrez com Dudu Pimenta; Jiu-jitsu com os atletas da Bola de Neve; e graffiti com Thiago TV. Todos(as) fizeram parte da programação esportiva e cultural.
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Também tivemos a Batalha na Vila, um campeonato de Skate que teve o propósito de divulgar o skate na região, e também um trabalho social, envolvendo parceiros como a Myllys que vem com o mesmo objetivo de ação social e divulgação do esporte. “O skate tem a importância de promover a saúde, melhorar auto-estima e direcionar para uma vida social com os outros participantes criando uma oportunidade de vida para eles”, comenta Jason Alexander.
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O tema do Viradão este ano foi “Educação”, e as atividades se estendeu por todo o Estado e veio em parceria com a Tv Paraíba, Secretaria de Saúde, entre outros. O lançamento oficial aqui na Paraíba aconteceu no sábado (13/11) na Praça Bela, Funcionários II, com Stremo Sport, além de shows de rap.
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FONTE: http://www.cufaparaiba.org
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ser inteligente saiu de moda?
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Luis Pellegrini

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"Nada mais brega do que bancar o inteligente", afirmam, sem nenhuma vergonha na cara, muitos estudantes ingleses a seus boquiabertos professores. Diante do fato, alguns dos mais brilhantes catedráticos decidiram se reunir na tentativa de explicar o fenômeno. Resultado? Se ainda não foi banido pelos professores, o adjetivo clever (inteligente) está muito perto disso.
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Decidiu-se inclusive que, daqui por diante, será preciso tomar cuidado antes de chamar de inteligentes os melhores alunos. Porque, segundo uma pesquisa, são exatamente os melhores da turma os que mais correm risco de cair na prática do bullying (assédio físico ou psicológico aos colegas) para tentar se livrar da pecha de cê-dê-efes. Os professores estão convencidos de que os estudantes, após serem definidos como "inteligentes", se sentem de algum modo marcados. E por isso reagem adversamente. Provas disso? Em numerosos casos, muitos deles se recusam inclusive a retirar os prêmios escolares que ganharam por medo de serem ridicularizados pelos colegas.

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Simon Smith, um professor de Essex, foi um dos primeiros a afirmar que, "entre os estudantes de hoje, ser inteligente simplesmente não está mais na moda". "Falei com muitos deles", explica Smith, "e descobri que, na sua opinião, ser inteligente significa, sobretudo, ser chato, possuir uma personalidade sem graça, ser o queridinho dos professores e outras coisas que não podem ser repetidas em público". Seu alerta é sério!
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Existe, no entanto, um outro aspecto, mais sociológico, ligado aos desenvolvimentos de uma sociedade tipicamente consumista que se agarra aos "mitos" do espetáculo e das celebridades do momento. Ou seja, não mais os grandes escritores e compositores, os cientistas e filósofos, não mais os grandes empreendedores, nem sequer os megagaviões da bolsa de valores e dos bancos constituem os padrões de sucesso e de afirmação social a serem perseguidos. A culpa deve ser atribuída, sobretudo, aos atuais modelos e cânones de celebridade que contribuem para bloquear os jovens, afastando-os do sucesso acadêmico.
.Cita-se por exemplo um self-made-man como Alan Sugar, popularmente conhecido como "Barão Sugar", empresário britânico, conhecidíssimo personagem da mídia e consultor político. Nascido de família humilde no East End, região pobre de Londres, ele é hoje dono de uma fortuna estimada em US$ 1,2 bilhão. A exemplo de outros homens e mulheres de sucesso contemporâneos, Sugar não costuma ler livros e gosta de se vangloriar das notas baixas que alcançou na escola. Outro exemplo é o do jogador de futebol David Beckham, "um dos tantos protagonistas da vida inglesa na atualidade que não dá, no entanto, a impressão de possuir capacidades intelectuais particulares".
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Não menos deprimente foi o panorama desenhado por Ann Nuckley, administradora escolar em Southwark, bairro no sul de Londres. Ela contou que muitos estudantes da sua escola recusam frequentar os estágios e receber os prêmios por suas conquistas. "Preferem adotar como modelo as celebridades do momento, aqueles personagens que transitam pelas revistas de fofoca social, ou as que analisam nos mínimos detalhes a gloriosa existência do último garotão que, da noite para o dia, saiu do anonimato para a luz do estrelato graças a um papel na novela da televisão."
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O que fazer diante do quadro? Os 34 mil membros da Associação dos Professores da Inglaterra não têm nenhuma intenção de permanecer passivos. Primeira medida: decidiu-se cancelar o substantivo "fracasso escolar", substituindo-o pelo conceito de "sucesso adiado". Parece meio paliativo, mas, enfim, é alguma coisa. Talvez fosse o caso, lá como aqui, de pressionar as autoridades para que comecem a afirmar que cultura e inteligência são coisas boas, e delas a gente gosta. E procurar as verdadeiras razões dessa perigosa inversão de valores que caracteriza nosso atual momento histórico, no qual os grandes são esquecidos e desprezados e os medíocres são elevados ao olimpo dos deuses de curta duração.
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Quando procuramos as causas de hecatombes do gênero (sim, trata-se de uma hecatombe, inclusive do ponto de vista espiritual), melhor não permanecer na superfície. As razões estão sempre mais embaixo e dizem respeito à inquestionável falência ético-filosófica da nossa civilização da produtividade e do consumismo insustentáveis. Que adolescência é sinônimo de crise é coisa mais que sabida, e desde sempre. Pelo menos desde quando os adolescentes éramos nós, inquietos e mudos, ávidos de experiências, perigosos e em perigo. Éramos rebeldes, sim, contra tudo e todos que se contrapunham a nossos desejos. Não confiávamos no bom senso nem na escala de valores dos mais velhos e, como é natural em quem se encontra na fase dos verdes anos, éramos todos donos da verdade absoluta e dela não abríamos mão. Ilusões cujo ímpeto o tempo se encarregou de arrefecer e até mesmo apagar.
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Mas, que me lembre, nunca ouvi nenhum jovem da minha geração afirmar que ser inteligente é ser brega. O que mudou? Segundo o jornalista italiano Michele Serra, "explodiu o mecanismo que regula a relação entre os direitos e os deveres". Ou, para tentar dizer melhor, entre os desejos e seus limites. Pois vivemos numa era em que, cada vez mais, se perde a consciência dos limites e todos, sobretudo os mais jovens, acham que podem tudo e que nada lhes pode ser negado.
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Como poderia ser diferente? A multiplicação dos desejos, no mundo contemporâneo, é contagiosa, exponencial e estruturalmente vital para a multiplicação do consumo. Toda a arte infernal da propaganda comercial contemporânea, por exemplo, é baseada no estímulo desmesurado do desejo. Como fazer, assim sendo, para que a alta criação intelectual, científica ou artística continue sendo mais importante do que a sola vermelha do último sapato desenhado por Christian Louboutin? Ou que o mais recente ensinamento espiritual do Dalai Lama seja considerado mais valioso e interessante do que o último escândalo na vida de Paris Hilton? Entre outros exemplos...
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FONTE: http://www.terra.com.br/revistaplaneta

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sábado, 6 de novembro de 2010

Mulheres jovens não são o futuro, são o presente
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Jeane Félix (*)
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Ser mulher, jovem, negra e pobre no nosso país tem sido sinônimo de desigualdade e discriminação. Tenho trabalhado com muitas dessas mulheres nos últimos anos. Mulheres que acreditam que essa situação pode mudar e que, para isso, seu envolvimento na discussão de temas como relações de gênero, desigualdades raciais, sociais e geracionais é fundamental. É preciso compreender que as desigualdades das quais elas tem sido alvo não são dadas pela natureza e sim, construídas socialmente e reproduzidas cotidianamente nas suas casas, nos seus locais de trabalho e de educação, nas suas relações sexuais e afetivas.
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Diversos grupos de mulheres estão se organizando, em todo o País, com o intuito de pensar e discutir essas questões e de construir outras possibilidades de práticas sociais. Temos visto organizações governamentais e não governamentais desenvolverem intervenções para formar lideranças e fomentar a participação dessas mulheres na construção de políticas públicas e nos espaços de controle social. Como fruto dessas iniciativas, temos visto mulheres jovens demandando do poder público atenção às suas especificidades monitorando a execução destas políticas.
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O que elas querem? Querem uma escola que também apresente princesas e heroínas negras, para ensinar as meninas negras que não precisam se embranquecer para serem bonitas; Querem um serviço de saúde que respeite suas escolhas e que as considere sujeitos de direitos sexuais e reprodutivos; Querem exercer os mesmos direitos de ir e vir dados aos homens jovens; e tantos outros direitos fundamentais para o exercício da cidadania numa sociedade democrática.
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O envolvimento dessas mulheres jovens na busca por conquistas cotidianas significa que elas não são apenas parte do futuro, mas que estão construindo um presente mais igualitário para elas e para toda a sociedade. Investir na educação entre pares e fomentar a participação de jovens (mulheres e homens, negros e não negros) parecem ser possibilidades rumo à construção de um presente e de um futuro melhor para todos nós. Então, o que podemos fazer para fortalecer a participação de jovens nos espaços coletivos?
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(*) Doutoranda em Educação pela UFRGS.
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FONTE: http://www.infojovem.org.br
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domingo, 5 de setembro de 2010

O jovem e a juventude em face da cultura
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Ser jovem hoje reflete experiências diferentes das vivenciadas há alguns anos. Até recentemente, existiam expectativas estáveis com relação ao trabalho e aos padrões de legitimidade cultural que emolduravam as experiências e definiam a juventude. Acreditava-se - e isto se refletiu nas inúmeras pesquisas culturais nas décadas de 1960 a 1980 - que a cultura legítima era construída pelas artes tradicionais: ópera/concerto de música clássica, balé/espetáculo de dança, teatro, cinema, museus/exposições e livraria/biblioteca.
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Aquelas análises pressupunham sociedades estratificadas que legitimavam certas práticas e obras, às quais as classes desprivilegiadas não tinhamacesso. Na verdade, a cultura dos diversos grupos e frações de classe era situada como mais ou menos próxima da cultura legítima (ou dos grupos dominantes); assim, o acesso diferencial a ela convergia para aconstituição de efeitos de desigualdades sociais globais. As hierarquias sociais e econômicas eram fortalecidas por hierarquias simbólicas ou de acesso à cultura legítima. Portanto, a situação econômica encontrava homologias estruturais em relação a distribuição de bens simbólicos.
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As condições atuais apontam direções diferenciadas para as análises nasquais, além das dificuldades decorrentes das mudanças nas condições econômicas, covive-se com reconfigurações das redes de sociabilidade.Nelas, que se tornam cada vez mais heterogêneas, os espaços públicos são minimizados ou quase desaparecem como espaço de convívio, dificultando oreconhecimento de identidades e o estabelecimento de padrões delegitimidade cultural para as diferentes experiências vivenciadas pelajuventude. A situação dos estudos culturais atuais mantém vivas, emparte, as críticas dos anos 1960-1970, mas indica que as condições estruturais das sociedades contemporâneas exercem um efeito dedesagregação sobre as hierarquias tradicionais, multiplicando culturas urbanas, alterando padrões de gosto e embaralhando os padrões delegitimação cultural.
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As transformações na esfera produtiva e no mundo do trabalho são apenasparte dos aspectos levados em conta na reflexão em torno da problemáticada transição para a vida adulta na atualidade. A emergência de novospadrões comportamentais no exercício da sexualidade, da nupcialidade ena configuração dos arranjos familiares também tem sido considerada nastentativas de compreensão e explicação das mudanças nos marcostradicionais da passagem da juventude para a condição adulta. Dessa forma, as trajetórias individuais dos jovens, suas origens sociais, o sexo e os padrões de comportamento - em particular, suas diferentes relações com a cultura e as demandas por "reconhecimento" - complexificam a ideia da juventude como "tempo suspenso" e reconhecem a heterogeneidade das culturas juvenis, além de a situarem no quadro de sua multidimensionalidade.
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A reflexão a seguir explora dois modelos explicativos: o modelo de reprodução da trajetória dos pais e o modelo de experimentação, nas suas possibilidades de justificação de objetivos para as políticas culturais voltadas à juventude. No primeiro caso, a exigência de reprodução da trajetória dos pais pressiona para que o momento do casamento, da maturidade sexual, da entrada no mercado de trabalho e da adoção da lógica da responsabilidade pessoal pelo próprio sustento sejam adiantados, isto é, para que a juventude seja "encurtada". No segundo caso, a movimentação pelos espaços de lazer, da sociabilidade sem finalidade econômica e da experimentação cultural, permite a configuração das identidades pessoais e sociais vivenciadas durante este "tempo suspenso" de ambulação pelas cidades.
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O modelo de experimentação parece mais oportuno para dar conta das atuais demandas por reconhecimento social e por espaços de sociabilidadejuvenil. Estas experiências se relacionam com instituições e circunstâncias específicas, e podem ser vividas nos espaços urbanos informais ou em campos institucionais mais formalizados. Também podemganhar uma conformação específica quando em confronto com o primeiromodelo e com suas exigências ou estruturas de reprodução. De qualquer maneira, os dois modelos analíticos são complementares.
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O experimentalismo da juventude tem três dimensões: demanda por reconhecimento, crítica à cultura consagrada e desejo de acesso à informação cultural. Tudo isso vem adicionado de um forte ecletismo ouhibridismo cultural e da crítica às formas de cultura estabelecidas oulegítimas, no campo das artes ou das formas de vida das gerações anteriores. Pode-se afirmar que este cenário implica fazer críticas às instituições culturais, em especial às escolares, que não se sensibilizam nem se amoldam às exigências da juventude.
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FONTE: Cultura Viva: avaliação do programa arte-educação e cidadania.
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domingo, 15 de agosto de 2010

Semana da Juventude em JP debate a paz
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A Prefeitura de João Pessoa (PMJP), através da Coordenação de Juventude da Secretaria da Juventude, Esporte e Recreação (Sejer), realizou entre os dias 10 e 12 de agosto a III Semana Municipal da Juventude. Este ano, a atividade tiveram como tema "Juventude pela paz: não a criminalização dos(as) Jovens".
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Na abertura da Semana (10/08), a programação teve início às 14h com várias atividades descentralizadas. Foram realizadas rodas de diálogo e debates, além da exibição de filmes nos Centros da Juventude (CRJs) do Rangel, Mangabeira e Funcionários I. Na última quarta-feira (11/08), a juventude se encontrou no ginásio do Lyceu Paraibano para discutir sobre as 'Drogas nas Escolas'. A roda de conversa teve a participação de representantes da Secretaria Nacional Antidrogas; da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público. E no Dia Internacional da Juventude (12/08), as atividades culturais e de serviço se concentraram no Ponto de Cem Réis.
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A III Semana Municipal de Juventude teve como público alvo pessoas entre 15 e 29 anos beneficiadas com programas sociais, ações realizadas pela Prefeitura ou organizações da sociedade civil. O objetivo geral do encontro foi construir e fortalecer o diálogo permanente com os jovens sobre os principais temas de seu interesse, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que regulamenta a proteção dos direitos econômicos, sociais e culturais dos jovens.
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"A partir desse encontro temos condição de planejar e executar políticas públicas voltadas a essa parcela da sociedade. Por isso, durante essa semana promovemos debates, abrimos espaço para apresentação de grupos artísticos e exposição das ações que são desenvolvidas pela juventude", enfatizou Joana D'arck Ribeiro, coordenadora de juventude.
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Foram envolvidas nesta ação de fortalecimento das Políticas Públicas de Juventude as Secretarias Municipais de Desenvolvimento Social (Sedes); Educação e Cultura (Sedec), Comunicação (Secom), Saúde (SMS), Emlur, Funjope, STTrans, Guarda Municipal, além da sociedade civil organizada, a exemplo de entidades não-governamentais, movimento estudantil e Rede de Jovens do Nordeste.
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Este ano, a Organização das Nações Unidades (ONU) comemora o 'Ano Internacional da Juventude' promovendo os ideais de paz, respeito pelos direitos humanos, liberdade e solidariedade. Vários eventos internacionais estão programados para acontecer neste mês de agosto, a exemplo do "5º Congresso Mundial da Juventude", em Istambul; a "Conferência Global", na cidade de Cancun (México); e os "Jogos Olímpicos da Juventude", em Cingapura (continente asiático).
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O Dia da Juventude é comemorado em João Pessoa em 12 de agosto, após a aprovação da Lei Municipal n° 11.739, de 27 de Julho de 2009. A primeira 'Semana Municipal da Juventude' foi realizada em outubro de 2007, com a criação do Programa Empreender Jovem.
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sábado, 3 de julho de 2010

Educação e juventude
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Tamires Gomes Severiano
Bertrand Sousa
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A educação é considerada atualmente como o melhor caminho para uma vida digna e próspera. Há os que acreditam que ela pode mudar o mundo, levando os jovens a um futuro brilhante, com muitas realizações profissionais, sociais e pessoais. Entretanto, podemos perceber que algumas ideais relacionadas ao tema entram em contradição, gerando atritos e disputas, não só no Brasil como também em outros países. Por conta da maneira de pensar e agir, as mudanças e avanços da sociedade – cada vez moderna – se exige da juventude mais conhecimentos e sólida formação acadêmica, voltada para o mercado de trabalho.
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Durante entrevista, a professora e coordenadora do programa Mais Educação, Pollyana Andreina Pessoa, disse que os jovens de antigamente tinham melhor educação familiar, já que naquela época as mães não saiam de casa para trabalhar e tinham mais tempo para educar suas crianças. Ela afirmou ainda que a família, base da organização em sociedade, não deixa de ter culpa quando o processo educacional falha.
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“Os jovens de antigamente eram mais temerosos e obedientes, não tinham acesso a tanta informação e liberdades”, argumentou Ruth Paulino, diretora adjunta da escola Cônego Nicodemos Neves (Funcionários I). Nesse contexto, ela comenta que a globalização foi positiva, elevando a oferta de conhecimento para a juventude e demais setores da população. Por outro lado, também prejudicou, trazendo o mau uso da tecnologia.
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Várias pessoas afirmam que a maior deficiência da juventude moderna é a falta de interesse. Em nossa avaliação, o Brasil está sendo palco de jovens cada vez mais distantes de objetivos construtivos. Por isso que é tão importante e necessário a implementação, em todos municípios, de um conjunto de políticas voltadas aos seus interesses, incentivando a busca por melhores condições de vida. Um sistema educacional público e de qualidade é fundamental neste processo, apoiando a construção de um País melhor e mais justo para todos(as).
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De acordo com Pollyana Andreina, “para sustentar a família ou ajudar na renda doméstica, muitos jovens – principalmente os de baixa renda – precisam trabalhar o dia inteiro. Mesmo assim, tentam conciliar as atividades com os estudos e transferem o turno das aulas, passando de diurno para noturno”. Pelo visto, esse dilema só encontrará solução quando houver mais harmonia entre a sociedade e os governantes, estabelecendo a educação como porta de entrada para o desenvolvimento do País e para o crescimento pessoal e profissional do jovem brasileiro (dos 15 aos 29 anos).
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Ao fornecer condições adequadas para os estudos também evitamos que muitos caminhem para o lado errado da vida, a criminalidade. Portanto, educação e juventude são palavras que precisam caminhar juntas, cada vez mais! É com educação que podemos mudar os jovens e assim eles podem mudar o Brasil.
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terça-feira, 30 de março de 2010

Retirada de tatuagem atrai jovens
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O preço acessível e a variedade de formas e cores levou muita gente a optar por ter uma tatuagem na pele. Os desenhos são feitos com pigmentos que atingem vários níveis da derme, o que permite a duração prolongada das ilustrações. O curioso é que, assim como cresce o número de pessoas tatuadas, aumenta também a quantidade de consultas para retirar os desenhos. Dermatologistas do mundo todo recebem diariamente jovens e adultos insatisfeitos com suas tatuagens, pedindo para que elas sejam removidas. Isso pode ser explicado pela popularização dos tratamentos com laser, que apresentam ótimos resultados.
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"Décadas atrás, a saída para esses casos era a retirada cirúrgica ou a dermoabrasão, que consiste no lixamento da pele tatuada", conta a dermatologista Christiana Blattner. Mesmo com a retirada do desenho, esses procedimentos facilitavam o surgimento de cicatrizes que incomodavam mais do que a tatuagem. A tecnologia a serviço da estética deu um ponto final nesse período. Dois tipos de laser se destacam como os melhores para a retirada das tatuagens: Alexandrite e o ND-Yag.
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"Os lasers Alexandrite e ND-Yag atuam somente nos pigmentos, sendo menos agressivos, menos invasivos. Eles explodem os pigmentos da tatuagem em partículas menores, sem ocorrência de cicatrizes, por isso permitem a recuperação mais rápida da pele", esclarece a médica, que trabalha há 18 anos com lasers. A dermatologista explica que as aplicações de laser são de acordo com a cor do desenho: o laser de Alexandrite é utilizado para tatuagens escuras; já para remoção de cores vermelhas e amarelas utiliza-se o ND-Yag laser. Em ambos os casos, a aplicação do laser promove uma explosão do pigmento em partículas menores que serão absorvidas pela pele.
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O procedimento para a retirada das tatuagens é dividido em sessões, de acordo com o tamanho e o local da tatuagem. Blattner esclarece que o sucesso do procedimento depende também de outros fatores como cores utilizadas nos desenhos e da profundidade do pigmento na pele. "É necessário dizer que há pigmentos complexos de serem retirados, como o vermelho e marrom, pois eles são produzidos a partir do óxido de ferro, muito comum para destacar as sobrancelhas. Com a aplicação do laser, eles podem escurecer", conta a dermatologista.
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A médica Christiana Blattner ressalta que as sessões não são totalmente indolores, mas o tratamento é bem suportado. Ela faz um alerta, pois a facilidade da retirada fez com que jovens se arrependessem dos desenhos precipitadamente. "Sempre converso antes com o paciente, peço para ele me procurar dentro de dois meses, porque do mesmo jeito que ele foi precipitado para fazer a tatuagem, ele pode estar sendo para ficar sem ela", conta. É importante que o paciente também saiba que, em muitos casos, não é possível remover toda a tatuagem. Pigmentos mais profundos continuam na pele, como se fossem uma sombra do que foi a tatuagem. Há casos em que a pele tratada fica mais clara, como uma mancha, ou mais escura, por conta da hiperpigmentação.
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FONTE: http://www.jornalbleh.com.br
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