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sábado, 22 de junho de 2013

Políticas Públicas de Juventude em João Pessoa


Bertrand Sousa
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O papel da sociedade civil, numa conjuntura ideal, é participar ativamente das decisões de governo, compartilhando suas experiências e necessidades, construindo coletivamente as soluções para os problemas, fiscalizando a atuação do poder público e, consequentemente, contribuindo para uma efetiva implementação das políticas públicas. Entre elas, destacamos neste artigo as Políticas Públicas de Juventude (PPJs), que podem ser definidas como um conjunto de ações coordenadas com objetivos públicos, direcionadas a garantia dos direitos e ao atendimento dos interesses da população jovem de um determinado território.
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Geralmente são realizadas sob a forma de projetos, programas e ações, governamentais e não governamentais, que contribuem para a supressão da exclusão social através do aumento da escolaridade, da capacitação profissional, da consciência étnica, de gênero, de pertencimento ao local comunitário, entre outras formas de atuação. Através das PPJs, uma parcela dos jovens passa a construir novas maneiras de sociabilidade e produzir mais integração societária, que resulta em determinadas modalidades de inclusão, participação e emancipação.
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Pensar em PPJs em épocas anteriores a 2003, por exemplo, significa voltar ao tempo em que a juventude era percebida no Brasil, na maioria das vezes, como agrupamento social formado por sujeitos-problemas, "rebeldes sem causa", sem direitos e necessidades específicas, vistos sempre com desconfiança. Uma época em que o assistencialismo era, basicamente, a única forma de atender a população do nosso país, independente da faixa etária.

Essa crítica é mais direcionada ao Estado Brasileiro, ao poder público em todos os níveis, que se preocupava apenas em "cuidar e proteger" os jovens, moralizar esses indivíduos, ao invés de potencializar suas ações e torná-los independentes, protagonistas de sua própria história. Ou seja, as concepções e políticas de juventude nas décadas passadas não apresentavam um enfoque estratégico e geral, pois eram criadas para resolver situações emergenciais e localizadas.
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No mesmo período, a iniciativa privada e o Terceiro Setor desenvolviam programas, projetos, pesquisas e ações mais avançadas e conectadas com os anseios da juventude. Nesse contexto, destacamos a participação decisiva de movimentos sociais, instituições diversas e até organismos internacionais, que começaram a pautar a temática juvenil em grandes fóruns, festivais e conferências, possibilitando aos jovens mais visibilidade. Ou seja, serem percebidos como atores sociais do desenvolvimento e como sujeitos de direitos.
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No município de João Pessoa, o processo de elaboração das Políticas Públicas de Juventude se desenvolveu gradativamente. A partir de 2005 foi criada uma Assessoria Especial de Políticas Públicas de Juventude e cinco Centros de Referência de Juventude. Em 2007 surge a Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Recreação, com uma Coordenação de Juventude responsável por elaborar e articular os programas, projetos e ações voltados para a juventude da capital paraibana. Já o Conselho Municipal de Juventude foi criado pela Lei Municipal nº 11.820, de 11 de dezembro de 2009. Estes organismos têm atuado de forma integrada, em permanente diálogo entre si e com os jovens, garantindo avanços importantes para o desenvolvimento das PPJs na cidade.
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Neste contexto, a participação dos jovens pessoenses tem sido efetivada a partir do diálogo e das parcerias estabelecidas com a Gestão Municipal em diversos momentos, como: nas conferências e semanas municipais de juventude, e principalmente no Conselho Municipal de Juventude, onde a sociedade civil ocupa 50% das vagas e pode deliberar, estudar, analisar, elaborar, discutir, propor, planejar, fiscalizar e representar a população jovem nas questões relacionadas às PPJs.
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Em nossa avaliação, o grande desafio para o desenvolvimento da Política de Juventude em João Pessoa passa pela ampliação e otimização dos recursos financeiros aplicados nos programas, projetos e ações - desenvolvidas pelas diversas secretarias da Prefeitura Municipal em prol da juventude - associada à conscientização e colaboração entre os recursos humanos disponíveis e a máquina pública, de forma transversal e intersetorial. Em outras palavras, a juventude precisa ser observada com um olhar especial e suas demandas devem se tornar prioridade.
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Para superar as dificuldades, propomos as seguintes estratégias de atuação: estabelecer mais parcerias com o Terceiro Setor (ONGs, OSCIPs, fundações empresariais, organismos internacionais, acadêmicos, entre outros); diminuir a burocracia, ações sobrepostas e conflitantes; realizar o mapeamento da juventude, para adequar as PPJs a realidade dos jovens; potencializar o trabalho e deliberações do Conselho Municipal de Juventude; promover intercâmbios entre profissionais que atuam com PPJs, a nível local, nacional e internacional; fortalecer a articulação entre as secretarias (intersetorialidade); criação do Núcleo Intersetorial de PPJs, uma rede de gestores trabalhando coletivamente em prol da juventude; formação continuada sobre juventude e PPJs para membros da Gestão Municipal; investir no capital humano, através de qualificação e reciclagem permanente dos profissionais; desenvolver o Plano Municipal de Juventude, em parceria com a sociedade civil; monitoramento, controle e avaliação constante das ações, programas e projetos; institucionalização das PPJs, através de leis especificas que garantam sua execução com elevado grau de qualidade; fortalecer os projetos e a produção juvenil através do “Empreender Jovem”; garantir à juventude o acesso à educação pública de qualidade; aprimorar mecanismos que facilitem a entrada dos jovens no mercado de trabalho e nas diversas formas de geração de renda; e, finalmente, criar condições materiais e simbólicas para o bom funcionamento dos Centros de Referência da Juventude (CRJs).

domingo, 8 de janeiro de 2012

Torneio de Futsal Feminino nos Funcionários 1

Rômulo Halysson
Bertrand Sousa
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A prática de esportes é um habito incondicional na comunidade dos Funcionários I. É comum perceber no bairro como as atividades esportivas, nas suas mais diversas modalidades, envolvem as pessoas. De modo natural, diversas faixas etárias se encontram, dialogam e se articulam diariamente – a partir da prática esportiva – na Praça Lauro Wanderley, o “coração do bairro”, localizada em frente ao Centro de Referência da Juventude Ilma Suzete Gama.
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As primeiras horas do dia, por exemplo, são marcadas pelas caminhadas e exercícios físicos na Praça, momento em que a população local recebe orientações de profissionais do projeto ”Vida Saudável” (PMJP). Na parte da tarde, o half fica lotado com os adeptos dos esportes radicais e as quadras com o pessoal do futsal e basquete. À noite acontecem jogos vôlei e handebol, e até durante a madrugada ocorrem peladas de futsal.
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O CRJ Ilma Suzete Gama vem ao longo do tempo desenvolvendo um importante trabalho com a juventude local, sobretudo na modalidade futsal feminino. Nossa equipe, formada há 4 anos, já foi campeã de vários torneios em João Pessoa. Os treinamentos acontecem de janeiro a dezembro, sem intervalos, nas tardes de quarta e sexta-feira. A disciplina, motivação e vontade de jogar das alunas/atletas é impressionante e justifica os bons resultados alcançados.
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E falando em motivação, a principal delas acontece através da participação em torneios e competições, que proporcionam melhorias no rendimento individual e coletivo de qualquer equipe, além do aumento da experiência em nível de competição e revelação de talentos para o esporte. A partir do momento que nos propomos a organizar algo deste tipo, estamos colaborando de diversas formas com a juventude. Portanto, vem ai o “I Torneio de Futsal Feminino do CRJ Funcionários 1”. Mais informações em breve...
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Direitos da Juventude: uma visão profissional
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Ladyane Ribeiro (*)
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De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) instituído em 1990, e mais especificamente o Art. 60. “é proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz”. Uma medida expressamente clara e concisa, uma conquista para a democracia sob o viés de direitos, que enxerga a criança e o adolescente enquanto sujeito em processo de desenvolvimento, um avanço no que diz respeito ao antigo Código de Menores que encarava a questão como jurisprudência, ou seja, toda a medida era passível de medida judicial.
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Vislumbrar tais mudanças legais na forma de enfrentar uma das expressões da questão social parece incoerente ao constatarmos que o trabalho infantil trata-se de uma realidade constante, e o mais perverso é que simplesmente utiliza-se de precárias condições de inserção. O trabalho infantil causa danos irreversíveis, tanto pelo aspecto físico como psicológico, e isso é um fato. Mas o Brasil tende a considerar que basta somente colocar a criança na escola e com isso se resolve o problema, se é que a intenção seja resolver mesmo o problema. Para tal implementa-se um programa para o aumento de matriculas nas escolas, além de inúmeras medidas que só estabelece precárias condições de inserção, uma vez que uma “solução” paliativa não dará conta da dimensão de uma expressão social.
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Não basta colocar o jovem que trabalha na escola. Mesmo porque esse mesmo jovem não terá condições de se manter matriculado por muito tempo, o que se pode observar com a evasão escolar que vem aumentando drasticamente. E caso venha a permanecer na escola o índice de aprendizado será ínfimo; um jovem cansado do trabalho, com auxilio de profissionais que não estão preparados para atender tal demanda não poderá ter o mesmo rendimento educacional.
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O que se torna pertinente é ressaltar que se trata de uma questão complexa e principalmente global, proveniente do sistema social vigente. A partir disso, é possível visualizar que medidas paliativas têm somente o viés de camuflar a realidade sem de fato agir no foco que embala a questão social.
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Enquanto isso milhares de crianças sofrem sem ter o direito conquistado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de fato garantidos. O aparente avanço de direitos esconde uma prática ainda regida pelo Código de Menores; mas também não podemos simplesmente naturalizar tal continuísmo, porque há uma Lei que precisa ser cumprida em prol da efetividade do ECA.
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Educação deve ser entendida no seu aspecto estruturante como formador do ser humano e como tal um instrumento indispensável para a transformação da sociedade, como já anunciava Paulo Freire. O ECA é um importante instrumento reflexivo, que na prática profissional se revela fundamental para a análise social embutida na trama social, pelo seu comprometimento com o direito, a liberdade, a autonomia dos sujeitos no respeito a diversidade. E principalmente em contraposição a qualquer padrão social, que longe de priorizar o indivíduo, serve como instrumento coercitivo. Tais práticas precisam ser rompidas a partir do exercício constante que integre reflexão e ação.
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(*) Assistente social do Ministério da Justiça.
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FONTE: http://infojovem.spaceblog.com.br
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domingo, 5 de setembro de 2010

O jovem e a juventude em face da cultura
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Ser jovem hoje reflete experiências diferentes das vivenciadas há alguns anos. Até recentemente, existiam expectativas estáveis com relação ao trabalho e aos padrões de legitimidade cultural que emolduravam as experiências e definiam a juventude. Acreditava-se - e isto se refletiu nas inúmeras pesquisas culturais nas décadas de 1960 a 1980 - que a cultura legítima era construída pelas artes tradicionais: ópera/concerto de música clássica, balé/espetáculo de dança, teatro, cinema, museus/exposições e livraria/biblioteca.
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Aquelas análises pressupunham sociedades estratificadas que legitimavam certas práticas e obras, às quais as classes desprivilegiadas não tinhamacesso. Na verdade, a cultura dos diversos grupos e frações de classe era situada como mais ou menos próxima da cultura legítima (ou dos grupos dominantes); assim, o acesso diferencial a ela convergia para aconstituição de efeitos de desigualdades sociais globais. As hierarquias sociais e econômicas eram fortalecidas por hierarquias simbólicas ou de acesso à cultura legítima. Portanto, a situação econômica encontrava homologias estruturais em relação a distribuição de bens simbólicos.
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As condições atuais apontam direções diferenciadas para as análises nasquais, além das dificuldades decorrentes das mudanças nas condições econômicas, covive-se com reconfigurações das redes de sociabilidade.Nelas, que se tornam cada vez mais heterogêneas, os espaços públicos são minimizados ou quase desaparecem como espaço de convívio, dificultando oreconhecimento de identidades e o estabelecimento de padrões delegitimidade cultural para as diferentes experiências vivenciadas pelajuventude. A situação dos estudos culturais atuais mantém vivas, emparte, as críticas dos anos 1960-1970, mas indica que as condições estruturais das sociedades contemporâneas exercem um efeito dedesagregação sobre as hierarquias tradicionais, multiplicando culturas urbanas, alterando padrões de gosto e embaralhando os padrões delegitimação cultural.
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As transformações na esfera produtiva e no mundo do trabalho são apenasparte dos aspectos levados em conta na reflexão em torno da problemáticada transição para a vida adulta na atualidade. A emergência de novospadrões comportamentais no exercício da sexualidade, da nupcialidade ena configuração dos arranjos familiares também tem sido considerada nastentativas de compreensão e explicação das mudanças nos marcostradicionais da passagem da juventude para a condição adulta. Dessa forma, as trajetórias individuais dos jovens, suas origens sociais, o sexo e os padrões de comportamento - em particular, suas diferentes relações com a cultura e as demandas por "reconhecimento" - complexificam a ideia da juventude como "tempo suspenso" e reconhecem a heterogeneidade das culturas juvenis, além de a situarem no quadro de sua multidimensionalidade.
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A reflexão a seguir explora dois modelos explicativos: o modelo de reprodução da trajetória dos pais e o modelo de experimentação, nas suas possibilidades de justificação de objetivos para as políticas culturais voltadas à juventude. No primeiro caso, a exigência de reprodução da trajetória dos pais pressiona para que o momento do casamento, da maturidade sexual, da entrada no mercado de trabalho e da adoção da lógica da responsabilidade pessoal pelo próprio sustento sejam adiantados, isto é, para que a juventude seja "encurtada". No segundo caso, a movimentação pelos espaços de lazer, da sociabilidade sem finalidade econômica e da experimentação cultural, permite a configuração das identidades pessoais e sociais vivenciadas durante este "tempo suspenso" de ambulação pelas cidades.
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O modelo de experimentação parece mais oportuno para dar conta das atuais demandas por reconhecimento social e por espaços de sociabilidadejuvenil. Estas experiências se relacionam com instituições e circunstâncias específicas, e podem ser vividas nos espaços urbanos informais ou em campos institucionais mais formalizados. Também podemganhar uma conformação específica quando em confronto com o primeiromodelo e com suas exigências ou estruturas de reprodução. De qualquer maneira, os dois modelos analíticos são complementares.
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O experimentalismo da juventude tem três dimensões: demanda por reconhecimento, crítica à cultura consagrada e desejo de acesso à informação cultural. Tudo isso vem adicionado de um forte ecletismo ouhibridismo cultural e da crítica às formas de cultura estabelecidas oulegítimas, no campo das artes ou das formas de vida das gerações anteriores. Pode-se afirmar que este cenário implica fazer críticas às instituições culturais, em especial às escolares, que não se sensibilizam nem se amoldam às exigências da juventude.
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FONTE: Cultura Viva: avaliação do programa arte-educação e cidadania.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

PEC da Juventude: a força jovem!
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Gleiber Nascimento (*)
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Sem dúvida um marco de grande importância na história do nosso país, o dia 13 de julho jamais será esquecido, principalmente por 50 milhões de cidadãos que somente neste dia, tiveram seu reconhecimento constitucional, estou falando da juventude brasileira que era o único grupo social relacionado à categoria etária que se encontrava ausente na Constituição Federal.
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Em tramitação no Parlamento Brasileiro por cerca de cinco anos, a PEC da Juventude – como ficou conhecida a Proposta de Emenda Constitucional nº 42/2008 (antiga 138/2005, de autoria do deputado Sandes Júnior – PP/GO), regulamenta a proteção dos direitos econômicos, sociais e culturais da juventude, ao alterar a denominação do Capítulo VII do Título VIII da Constituição Federal e modificar seu art. 227, incluindo o termo jovem no texto da Carta Magna, estes que até então, eram desamparados constitucionalmente, resultando em barreiras e no atraso da elaboração de políticas que atendam e respeitam as especificidades dos jovens - as chamadas PPJs.
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Devemos reconhecer a importância desta alteração em nossa Carta Magna, promulgada pela Presidência da República no último dia 13, que representava uma necessidade fundamental de cerca de uma grande parcela da população brasileira, entre 15 a 29 anos que hoje, passam por uma carência de políticas públicas em nosso país, sendo na maioria das vezes, atendidos por organizações não-governamentais. Ao reconhecer e assistir estes cidadãos como segmento prioritário para a elaboração de políticas públicas, como já fora feito com idosos, crianças e adolescentes, avançaremos no sentido de superarmos o binômio juventude-problema para um patamar onde a juventude seja compreendida como um grupo de sujeitos detentores de direitos.
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Juridicamente, a inclusão do termo jovem na Constituição Federal, permite que o legislativo, os defensores de direito e os órgãos colegiados formulem ações e elaborem políticas para atender as necessidades deste segmento, fundamentando por exemplo, a elaboração e efetivação do Plano Nacional de Juventude – que já tramita na Câmara dos Deputados sob a designação de PL 4530/04 – garantindo o desenvolvimento do país e melhoria da qualidade de vida dos reconhecidos.
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Mesmo considerando que dois incisos versam sobre a promoção de programas pelo Estado, é incorreto inferir que existe algum impacto orçamentário pelo simples fato de que o Estado já realiza, não só na esfera do governo federal, como se pode observar no Ministério da Saúde, no Ministério do Trabalho e Emprego e na Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, mas, também, nos governos estaduais e municipais, programas, ações e políticas específicas, obedecendo aos preceitos ditados nos respectivos parágrafos e incisos do artigo 227e no que se refere ao Plano Nacional de Juventude, gera considerável impacto orçamentário-financeiro e, no entanto, o Ministério da Fazenda/STN considera a possibilidade de realizá-los, observando-se, é claro, os preceitos contidos na Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000).
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É preciso considerar a importância que vem assumindo a temática juventude na atual conjuntura. Basta observar o destaque nos meios de comunicação, na pauta dos Parlamentos, nos debates públicos e na Academia para se constatar o grau de evidência da temática. Outra evidência da importância que vem adquirindo está nas iniciativas governamentais. Embora seja recente a compreensão de que juventude é uma área de governo, o poder executivo nas três esferas federativas vem implementando programas, ações e estruturas institucionais destinadas ao segmento juvenil.
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Entretanto, as políticas públicas desenvolvidas para a juventude brasileira, considerando a esfera municipal, estadual e federal carecem de um sustendo jurídico mais amplo, que as respaldem com base em uma legitimidade constituída legalmente no processo de decisão democrática do poder legislativo. Sendo assim, tais políticas terão garantido vitaliciedade e estabilidade, na medida em que ao serem consolidadas como resultado de direitos estabelecidos em texto constitucional, passam a assumir um caráter de políticas de Estado e deixam de ser políticas de Governo, sujeitas às intempéries das transições políticas.
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Por fim, ressalto a importância deste feito que contou com a luta, a participação, o exercício da cidadania e o protagonismo juvenil de milhares de jovens brasileiros, mostrando que a juventude unida é uma juventude forte, por isso, devemos formular e desenvolver ações e projetos que estimulem antes de mais nada, o reconhecimento pelo jovem de sua cidadania, seu protagonismo e sua participação na elaboração de políticas públicas para seu segmento, seja em grêmios estudantis, órgãos colegiados, movimentos sociais ou comunitários.
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(*) Bacharel em Relações Internacionais
e Conselheiro de Juventude em Dourados-MS.
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domingo, 15 de agosto de 2010

Semana da Juventude em JP debate a paz
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A Prefeitura de João Pessoa (PMJP), através da Coordenação de Juventude da Secretaria da Juventude, Esporte e Recreação (Sejer), realizou entre os dias 10 e 12 de agosto a III Semana Municipal da Juventude. Este ano, a atividade tiveram como tema "Juventude pela paz: não a criminalização dos(as) Jovens".
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Na abertura da Semana (10/08), a programação teve início às 14h com várias atividades descentralizadas. Foram realizadas rodas de diálogo e debates, além da exibição de filmes nos Centros da Juventude (CRJs) do Rangel, Mangabeira e Funcionários I. Na última quarta-feira (11/08), a juventude se encontrou no ginásio do Lyceu Paraibano para discutir sobre as 'Drogas nas Escolas'. A roda de conversa teve a participação de representantes da Secretaria Nacional Antidrogas; da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público. E no Dia Internacional da Juventude (12/08), as atividades culturais e de serviço se concentraram no Ponto de Cem Réis.
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A III Semana Municipal de Juventude teve como público alvo pessoas entre 15 e 29 anos beneficiadas com programas sociais, ações realizadas pela Prefeitura ou organizações da sociedade civil. O objetivo geral do encontro foi construir e fortalecer o diálogo permanente com os jovens sobre os principais temas de seu interesse, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que regulamenta a proteção dos direitos econômicos, sociais e culturais dos jovens.
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"A partir desse encontro temos condição de planejar e executar políticas públicas voltadas a essa parcela da sociedade. Por isso, durante essa semana promovemos debates, abrimos espaço para apresentação de grupos artísticos e exposição das ações que são desenvolvidas pela juventude", enfatizou Joana D'arck Ribeiro, coordenadora de juventude.
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Foram envolvidas nesta ação de fortalecimento das Políticas Públicas de Juventude as Secretarias Municipais de Desenvolvimento Social (Sedes); Educação e Cultura (Sedec), Comunicação (Secom), Saúde (SMS), Emlur, Funjope, STTrans, Guarda Municipal, além da sociedade civil organizada, a exemplo de entidades não-governamentais, movimento estudantil e Rede de Jovens do Nordeste.
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Este ano, a Organização das Nações Unidades (ONU) comemora o 'Ano Internacional da Juventude' promovendo os ideais de paz, respeito pelos direitos humanos, liberdade e solidariedade. Vários eventos internacionais estão programados para acontecer neste mês de agosto, a exemplo do "5º Congresso Mundial da Juventude", em Istambul; a "Conferência Global", na cidade de Cancun (México); e os "Jogos Olímpicos da Juventude", em Cingapura (continente asiático).
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O Dia da Juventude é comemorado em João Pessoa em 12 de agosto, após a aprovação da Lei Municipal n° 11.739, de 27 de Julho de 2009. A primeira 'Semana Municipal da Juventude' foi realizada em outubro de 2007, com a criação do Programa Empreender Jovem.
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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Infojovem: informação juvenil levada a sério
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Infojovem é um portal de informação juvenil que facilita o acesso às informações e oportunidades para jovens brasileiros, bem como os atores estratégicos no desenvolvimento das Políticas Públicas de Juventude que inclui os gestores públicos, atores da sociedade civil organizada, acadêmicos e professores que trabalham com juventude. Este portal é ancorado em estudos e pesquisas relacionados às informações juvenis no Brasil, America Latina e no mundo, realizados e coletados pela Universidade da Juventude, uma organização da sociedade civil de interesse público.
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O Infojovem busca privilegiar a geração de diferentes níveis de informação, adequados a cada público estratégico envolvido na realização de Políticas de Juventude, pretendendo ser um Centro de Excelência de Informação e Assessoramento que disponibiliza informações completas, objetivas e confiáveis que respondam as necessidades dos jovens na linguagem e áreas deles; inclusive as possibilidades de aconselhamento, apoio e encaminhamento para serviços especializados e oferecendo espaços para criatividade e participação juvenil.
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Objetivo do Infojovem
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O Portal tem como objetivo principal aproveitar e potencializar o acesso do público jovem atual e ampliá-lo, mediante a disponibilização de novas informações adequadas ao seu desenvolvimento, contribuindo com a geração de novos canais de comunicação. Além disso, o portal envolve os atores sociais dos setores público e privado que trabalhem com a temática da juventude, ofertando oportunidades e conteúdos especializados sobre a juventude e as Políticas Públicas de Juventude no Brasil e no mundo.
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O Infojovem oferece serviços específicos, disponibilizando links para organizações e parcerias, espaços de interatividade, notícias e oportunidades (trabalho, cursos, bolsas, programas), um banco de dados sobre juventude com pesquisas e publicações e ainda disponibilizando informações para juventude em torno de temáticas transversais: criatividade, educação, participação, cultura de paz, relações internacionais, saúde, trabalho, entre outros.
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Como contribuir?
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Você pode contribuir com o Portal colaborando como agente dinamizador, enviando informações e alimentando o site; ou divulgador, utilizando o site como referência para trabalhos e ações que envolvam Informação Juvenil.
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Para ser um agente dinamizador de informações envie links, notícias, pautas, artigos, resenhas, oportunidades para os jovens, programas e ações sobre Políticas Públicas de Juventude, entre outros conteúdos, para o e-mail de contato:
noticias@infojovem.org.br, especificando no campo "assunto" a temática a que se refere sua contribuição.
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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Seminário de Juventude começa nesta quinta
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Bertrand Sousa
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Entre os dias 08 e 10 deste mês de julho, acontece, no Hotel Netuanah, o Seminário Municipal de Juventude, promovido pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), através da Secretaria de Juventude, Esporte e Recreação (Sejer). Trata-se de um evento preparatório para a instalação do Conselho Municipal de Juventude (CMJ).
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O objetivo do evento é apresentar um panorama da construção do Conselho Municipal e o papel da PMJP neste contexto, tendo como base as experiências do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve). Além disso, serão discutidos temas relacionados às Políticas Públicas de Juventude (PPJs), com destaque para a Informação Juvenil.
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Os conselhos de juventude passaram a ter importância no Brasil a partir da Política Nacional de Juventude desenvolvida pelo Governo Lula. Desde então, tornaram-se espaços democráticos para o debate e formulação das PPJs no território nacional, estabelecendo parcerias entre a sociedade civil organizada (entidades de representação da juventude) e as instâncias governamentais – a nível nacional, estadual e municipal.
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Este Seminário é destinado exclusivamente a gestores municipais das diversas secretarias, órgãos e programas da PMJP, que trabalham direta ou indiretamente com as juventudes da Capital. A metodologia do encontro irá oferecer aos profissionais o conhecimento detalhado sobre o funcionamento do CMJ e fomentar o debate das estratégias de participação para cada secretaria, estabelecendo, assim, uma nova fase de diálogo intersetorial sobre as demandas juvenis.
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sábado, 3 de julho de 2010

Educação e juventude
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Tamires Gomes Severiano
Bertrand Sousa
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A educação é considerada atualmente como o melhor caminho para uma vida digna e próspera. Há os que acreditam que ela pode mudar o mundo, levando os jovens a um futuro brilhante, com muitas realizações profissionais, sociais e pessoais. Entretanto, podemos perceber que algumas ideais relacionadas ao tema entram em contradição, gerando atritos e disputas, não só no Brasil como também em outros países. Por conta da maneira de pensar e agir, as mudanças e avanços da sociedade – cada vez moderna – se exige da juventude mais conhecimentos e sólida formação acadêmica, voltada para o mercado de trabalho.
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Durante entrevista, a professora e coordenadora do programa Mais Educação, Pollyana Andreina Pessoa, disse que os jovens de antigamente tinham melhor educação familiar, já que naquela época as mães não saiam de casa para trabalhar e tinham mais tempo para educar suas crianças. Ela afirmou ainda que a família, base da organização em sociedade, não deixa de ter culpa quando o processo educacional falha.
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“Os jovens de antigamente eram mais temerosos e obedientes, não tinham acesso a tanta informação e liberdades”, argumentou Ruth Paulino, diretora adjunta da escola Cônego Nicodemos Neves (Funcionários I). Nesse contexto, ela comenta que a globalização foi positiva, elevando a oferta de conhecimento para a juventude e demais setores da população. Por outro lado, também prejudicou, trazendo o mau uso da tecnologia.
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Várias pessoas afirmam que a maior deficiência da juventude moderna é a falta de interesse. Em nossa avaliação, o Brasil está sendo palco de jovens cada vez mais distantes de objetivos construtivos. Por isso que é tão importante e necessário a implementação, em todos municípios, de um conjunto de políticas voltadas aos seus interesses, incentivando a busca por melhores condições de vida. Um sistema educacional público e de qualidade é fundamental neste processo, apoiando a construção de um País melhor e mais justo para todos(as).
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De acordo com Pollyana Andreina, “para sustentar a família ou ajudar na renda doméstica, muitos jovens – principalmente os de baixa renda – precisam trabalhar o dia inteiro. Mesmo assim, tentam conciliar as atividades com os estudos e transferem o turno das aulas, passando de diurno para noturno”. Pelo visto, esse dilema só encontrará solução quando houver mais harmonia entre a sociedade e os governantes, estabelecendo a educação como porta de entrada para o desenvolvimento do País e para o crescimento pessoal e profissional do jovem brasileiro (dos 15 aos 29 anos).
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Ao fornecer condições adequadas para os estudos também evitamos que muitos caminhem para o lado errado da vida, a criminalidade. Portanto, educação e juventude são palavras que precisam caminhar juntas, cada vez mais! É com educação que podemos mudar os jovens e assim eles podem mudar o Brasil.
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