Loading
Mostrando postagens com marcador audiovisual. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador audiovisual. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Cineport 2011 começa em agosto

.
O 5° CINEPORT - Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa será realizado na cidade de João Pessoa-PB, de 26/08/2011 a 04/09/2011. O Festival é uma realização da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho e tem como objetivos: integrar o mercado cinematográfico dos países de língua portuguesa e promover os filmes realizados em português e dialetos falados nas nações africanas que formam a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa-CPLP, bem como reunir personalidades ligadas ao audiovisual desses países, estimulando o intercâmbio cultural, promovendo encontros, seminários, painéis, debates, conferências, mostras, lançamentos de publicações, DVDs, filmes e vídeos.
.

Integram o Festival mostras competitivas de longa e curta metragens em diversas categorias, mostra homenagens a personalidades do cinema do Brasil, Portugal e África e mostra infantil. O Festival irá conceder cinco tipos de troféus: Andorinha Longa Metragem, Andorinha Curta Metragem, Andorinha Técnica, Andorinha Criança e Humberto Mauro. O Festival promoverá também o Prêmio Energisa Estímulo ao Audiovisual Paraibano voltado exclusivamente para filmes produzidos e realizados no estado da Paraíba por equipes paraibanas e diretores residentes no Estado.
.

O CINEPORT teve sua primeira edição realizada no Brasil, entre os dias 01 e 12 de junho de 2005, na cidade de Cataguases, Estado de Minas Gerais. Em 2006, o 2o CINEPORT realizou-se na cidade de Lagos, no Algarve, região sul de Portugal, entre os dias 01 e 11 de junho com a parceria fundamental da Câmara de Lagos.
.

Em 2007 o 3° CINEPORT foi realizado entre os dias 4 de maio a 13 de maio na cidade brasileira de João Pessoa, no Estado da Paraíba — em função de um convênio assinado entre a Fundação Ormeo Junqueira Botellho, entidade promotora do CINEPORT, a Fundação Cultural de João Pessoa – Funjope e o Governo da Paraíba. Com isso, a partir desta edição, o Festival CINEPORT passou a ser realizado bienalmente na cidade de João Pessoa.
.

Em 2008, alternando com a realização do Festival CINEPORT, a Fundação Ormeo Junqueira Botellho lançou o Festival Ver e Fazer Filmes – Edição CINEPORT, voltado para formação e produção e que é realizado na cidade de Cataguases – Minas Gerais. Sua primeira edição aconteceu entre os dias 3 e 13 de dezembro. O 4°CINEPORT foi novamente realizado em João Pessoa na Paraíba entre os dias 1 e 10 de maio de 2009. O festival repetiu o grande sucesso das edições anteriores e entrou definitivamente para o calendário cultural do Estado.
.

Em 2010, foi realizada a segunda edição do Festival Ver e Fazer Filmes – Edição CINEPORT com a participação de coletivos de produção de Cabo Verde, Portugal, Moçambique e Angola e as Universidades brasileiras PUC Minas e UFBA. Entre os dias 26 de agosto a 4 de setembro de 2011, o CINEPORT estará de volta a cidade de João Pessoa para a realização de sua 5° edição. Contamos com a presença de todos para realizar mais uma empolgante edição do evento! Saiba mais acesse:www.festivalcineport.com
.

FONTE: http://gigabrowgrafite.blogspot.com
.

quarta-feira, 9 de março de 2011

História do cinema

Felipe Rezende Crispi
.

Para compreender melhor o cinema deve-se ter uma noção da história dele, de seu surgimento, propósitos iniciais, desenvolvimentos técnicos e interação com a sociedade. Bernadet (2000) apresenta uma contextualização social, política e econômica e não só dos Estados Unidos, de várias outras nações também. O cinema não é apenas o que vemos sentados na sala de exibição, ele é todo o processo de criação, montagem, produção, exibição e enfim, tudo o que rodeia e faz parte do cinema.
.

A primeira apresentação pública do cinema foi em 1895, produzido e exibido por Lumiére. Para ele, o cinema era uma ferramenta da ciência, uma forma de captar e registrar a realidade e não uma forma de arte ou entretenimento. Mesmo que tenha surgido com esse propósito, pouco tempo se passou até que o cinema se tornasse uma atração. Mas o que é um filme? Uma apresentação da realidade? Uma mera ilusão? [Uma representação audiovisual?]

Para Bernadet (2000) não é a realidade, pois, por mais que se deseje captar a realidade como ela é, o processo de filmagem passa por edição e seleção, o que já desfaz a realidade. O que acontece é a ilusão da realidade, que é cimentada por um pacto silencioso entre o filme e o público, que, mesmo sabendo que tudo o que se passa é uma construção, se faz crente de que é real. Desde os filmes mudos e em preto-e-branco até os do nosso tempo.
.

De acordo com Bernadet (2000), o cinema foi uma criação da classe burguesa que, como no passado muitas outras classes e posições sociais afirmaram um ofício ou arte propriamente sua. O cinema é uma construção da burguesia com suas próprias ideologias e características. Claro que não é um processo consciente de dominação ou divulgação de valores, mas apenas o natural ato de criação de sua imagem e semelhança. A técnica é uma característica da burguesia, por ela desenvolvida da maneira mais próxima da qual conhecemos hoje. É baseado na técnica que o cinema surge e se fixa, a partir da maior característica da técnica industrial: sua reprodutibilidade. Diferentemente das artes antes desenvolvidas, essas eram únicas, seja uma apresentação de teatro, dança, música, entre outros. Mas o cinema poderia ser reproduzido igualmente e comercializado.
.

Ao surgir, o cinema era destinado ao uso científico. Não era uma arte em si. Ao se desenvolver como arte, ele não simplesmente foi feito como o conhecemos. Ele não tinha uma linguagem própria. Esta se desenvolveu paralelamente ao desenvolvimento da técnica. No início os filmes eram curtos e tinham a intenção de registro, documentário. Aquele que captaria as imagens fixava a câmera, em um ponto e registrava lugares e eventos importantes, como cenas de uma cidade, ou de um casamento, como o exemplo dado por Bernadet (2000), A Coroação do Czar Nicolau II. Bernadet (2000) conclui que a construção da linguagem cinematográfica deve muito, realmente, aos cineastas norte-americanos. O cinema tomou a função popular de contar histórias que no século anterior era dos folhetins, e a partir daí, fundamentou sua linguagem. Ele poderia ter adquirido outras formas, como científica, mas a principal e mais forte vertente foi a ficcional.
.

A linguagem cinematográfica se transformou com o desenvolvimento das formas de se estruturar as gravações, editar e as formas de contar histórias. No início, a forma mais simples era a de uma seqüência firme e fixa, com uma visão sempre igual, pois a câmera ainda não era bastante explorada. Com o tempo começou-se a editar as imagens em várias formas diferentes, a câmera passou a ser usada para variadas formas de gravação com a exploração de diversos planos. E diversas formas de narrar uma história foram sendo criadas, como o uso de flash-backs, apresentação de pontos de vistas diferentes da mesma cena, apresentação de pensamentos, entre inúmeros outros. Então foi surgindo uma forma própria ao cinema. Ele é rápido, com músicas envolventes, sons claros dando aspectos realistas confirmando as imagens. O processo de produção é todo fragmentado e realizado por entidades diferentes que funcionam como funcionários de uma firma. Toda a montagem é feita para ser transparente, de forma que não a percebemos e a tratamos como real.
.

Morin (2000) afirma que a linguagem cinematográfica aproxima, no ideário das pessoas, o mundo da ficção do mundo real. Tamanha é a semelhança entre mundo real e fictício, entre valores das histórias narradas e da sociedade, dos personagens do filme com as pessoas do cotidiano e noticiários, ao ponto de o mundo fictício proporcionar emoções e necessidades que passam para a vida real. Necessidades e emoções que em parte o filme supre e em parte ele exige do mundo real em inspiração. [Uma relação complementar permanente.]
.
Referências:

BERNADET, Jean Claude. O que é cinema. São Paulo: Brasiliense, 2000.
MORIN, Edgar. Cultura de massa no século XX volume 1: Neurose.
Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000.

.
FONTE: Cinema Alternativo em Belo Horizonte: um conceito e uma cidade. Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Belo Horizonte, 2007.
.