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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Pavilhão do Chá será reaberto em JP


Após reforma e ficar fechado por mais de 2 anos, o Pavilhão do Chá, localizado no Centro de João Pessoa, será reaberto no final do próximo mês. A informação é do empresário chinês, Sun Wu, que venceu a concorrência pública realizada pela Prefeitura de João Pessoa, com a finalidade de entregar a administração do prédio a empresas particulares.
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O imóvel, que possui 95 anos de existência, é tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico Artístico e Cultural da Paraíba (Iphaep) e vai funcionar como um restaurante. As instalações dele estão sendo pintadas e recebendo equipamentos e mobília. “Nossa intenção é oferecer almoços e também opções de lanches durante o dia. Apesar de já termos um restaurante especializado em culinária chinesa, ainda não decidimos o cardápio que será adotado no Pavilhão, se será de comidas brasileiras ou não”, afirmou o empresário.
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(Foto: Zelma Brito http://www.panoramio.com)
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Desde que o Pavilhão do Chá foi fechado, as áreas em volta ao imóvel ficaram desertas e atraíram a presença de usuários de drogas e de homens e mulheres que fazem programas sexuais. O prédio também vinha sendo alvo de vandalismo, com paredes e pisos sujos. Por esses motivos, a reabertura do empreendimento vem gerando expectativa entre comerciantes e pessoas que transitam nas áreas do entorno do Pavilhão. O autônomo Edmilson Alves do Nascimento explica que o funcionamento do restaurante vai atrair a clientela e aumentar a movimentação de pessoas no local.
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O aposentado Antônio Vasconcelos também se mostra favorável à reabertura do Pavilhão. Com 65 anos de idade, ele conta que, em tempos atrás, o imóvel era considerado um local requintado e frequentado até por pessoas influentes da sociedade. No entanto, devido ao descaso dos governos, o prédio foi abandonado e passou a ser conhecido como ponto de prostituição e de uso de drogas. “Espero que esse restaurante dê certo, porque esse prédio faz parte da história da cidade. Foi construído em 1917 e não pode ser entregue à própria sorte, como aconteceu”, analisou.
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(Foto: Secom-JP http://www.joaopessoa.pb.gov.br)
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Prédio histórico
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Além de tombado pelo Iphaep, o Pavilhão do Chá também está inserido numa área protegida pelo Instituto Nacional de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O superintendente substituto do Iphan, Umbelino Peregrino, disse que a ocupação do prédio vai revitalizar uma parte considerável do Centro Histórico de João Pessoa. “Uma casa fechada, é uma casa abandonada. Mesmo que tenha sido restaurado, o Pavilhão precisava ser ocupado, porque está numa localização privilegiada e com potencial de atrair a movimentação das pessoas e canalizar até a recuperação de outros pontos do centro”, observou Umbelino.
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Através da assessoria de imprensa, o Iphaep informou que considera importante a reabertura do Pavilhão do Chá e que acompanha os trabalhos realizados pela Prefeitura Municipal de João Pessoa, envolvendo o prédio tombado, com a finalidade de manter as características estruturais originais do século passado. Disse ainda que a restauração, feita pela Prefeitura, foi analisada pelos técnicos do Iphaep, para garantir que nem mesmo um vidro que fosse colocado no lugar, altere a estrutura original do prédio.
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FONTE: http://paraibahoje.wordpress.com
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A Soberania Alimentar e seus desafios

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As monoculturas em larga escala para a produção de alimentos foram introduzidas e acompanhadas pelos “pacotes tecnológicos” da “revolução verde” que, ao longo dos anos, têm envenenado e empobrecido a biodiversidade. Isso tem afetado em especial as mulheres, que em muitas comunidades ao redor do mundo são as principais responsáveis por cuidar da saúde, do abastecimento de água e da produção de alimentos, atividades muito atreladas à conservação da biodiversidade.
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Enquanto muito da diversidade foi perdida, foram introduzidas e avançaram monoculturas geneticamente modificadas (transgênicas), tais como: soja, milho, eucalipto, etc., aprofundando os impactos sobre a biodiversidade. Nas suas definições, organismos oficiais, como a Food and Agriculture Organization (FAO), apoiam e fortalecem o modelo monocultural, chamando, por exemplo, uma monocultura de eucalipto transgênica de “floresta” e, com isso, desconsiderando por completo a biodiversidade imensa de uma verdadeira floresta.
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O modelo monocultural em larga escala tem sempre alegado a sua suposta “produtividade” que, no entanto, não conseguiu evitar que cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo continuem passando fome. Vale esclarecer que essa “produtividade” está sendo contestada seriamente, inclusive pela ciência. O mais longo estudo nos Estados Unidos sobre o assunto comprovou que a agricultura sem insumos químicos é muito superior ao modelo convencional em termos de colheita e viabilidade(1). E mais: é fato que os camponeses, mesmo com todas as pressões vividas, continuam responsáveis pela produção da maior parte da comida consumida pela população mundial.
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E foram justamente camponeses e camponesas, organizados na Via Campesina, que no início da década de 90, desenvolveram o conceito de "soberania alimentar". Esse é um conceito amplo, que engloba enfoques especiais para enfrentar e estimular alternativas às políticas neoliberais que sustentam o paradigma de desenvolvimento dominante, fundamentado no comércio agrícola internacional liberalizado, na segurança alimentar baseada no comércio e produção industrial agrícola e de alimentos (agroindústria).
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Essas políticas, canalizadas em grande medida pelo “marco” internacional dado pela Organização Mundial do Comércio, pelo Fundo Monetário Internacional, pelo Banco Mundial e demais organismos da política econômico-financeira internacional, têm sido responsáveis, dentre outras coisas, pela contínua expulsão de camponesas e camponeses de suas terras. Também têm sido responsáveis pelo crescente controle de algumas empresas transnacionais sobre a cadeia produtiva da produção das sementes até a venda dos grãos, o que tem provocado uma redução da soberania alimentar.
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Dentro dessa mesma lógica, há algumas décadas, está em curso um processo de apropriação e privatização de sementes no mundo por poucas empresas transnacionais ocidentais, o que se chama “patenteamento”. Hoje em dia, muitos camponeses se veem obrigados a comprar sementes, pagando “royalties” às empresas “donas” das mesmas, que enriquecem enquanto os camponeses perdem sua autonomia para reproduzir a vida na terra. E para as empresas é estratégico ter o controle sobre todas as sementes para continuar garantir o fornecimento para os agricultores.
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Mais recentemente, surgiu o conceito dos chamados “serviços ambientais”, para os quais elementos da biodiversidade como a água, a regulação do clima e a conservação do solo passam a ser comercializados, até mesmo nas bolsas de valores, abrindo margem para a “especulação com a natureza”. O fato é que seu valor necessariamente vai depender da oferta, o que resulta na lógica perversa de quanto mais destruição, mais poderá render um “serviço ambiental”. E tudo isso é chamado de “economia verde”.
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O que significa isso para as populações locais e, sobretudo, para a biodiversidade e a soberania alimentar? Significa mais pressão sobre os recursos naturais, sobre a biodiversidade, das quais essas populações dependem, o que resultará em mais expulsão de milhares de pessoas. E se, por acaso, sua permanência for aceita, a população não poderá mais interferir nos recursos, na biodiversidade. Isso é um desrespeito à sua cultura e reduz a soberania alimentar quando, por exemplo, elas são proibidas de fazer suas roças de subsistência, o que já está ocorrendo em diversas partes do mundo. Com isso, perdem controle sobre o território, perdem sua autonomia.
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Por isso, é muito importante que as comunidades hoje em dia busquem entender plenamente as propostas chamadas “verdes” que são feitas a elas, desde o mecanismo de carbono florestal – REDD+ – até a venda de serviços ambientais. Geralmente, são apresentadas como coisas boas que beneficiariam a comunidade e melhorariam o meio ambiente. Na realidade, são mecanismos que, por sua própria lógica, tendem a piorar o meio ambiente global, e pelo controle que querem exercer sobre o território das populações indígenas, tradicionais e rurais, afetarão profundamente a soberania alimentar de milhões de pessoas no mundo que querem conservar seus modos de vida.
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FONTE: http://ponto.outraspalavras.net
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domingo, 8 de janeiro de 2012

Brasil lidera ranking de combate à fome

Luana Lourenço
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O Brasil lidera pela terceira vez o levantamento da organização não governamental (ONG) ActionAid, que lista os países que mais combatem a fome. Desta vez, o anúncio de mais investimentos para a agricultura familiar levou o Brasil ao topo do ranking. Malauí, Ruanda, Etiópia e Tanzânia completam as cinco primeiras posições. O relatório lista resultados do Programa Fome Zero, que levou à redução da desnutrição infantil em 73% entre 2002 e 2008, e elogia a inclusão do direito à alimentação na Constituição Federal em fevereiro de 2010.
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A iniciativa mais recente do País no combate à insegurança alimentar, segundo a ONG, foi o anúncio de R$ 16 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012, para investimentos na produção de alimentos, geração de renda no campo e organização econômica de agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais. Apesar dos bons resultados, segundo a ActionAid, o Brasil precisa avançar na distribuição de terras, uma das mais desiguais do mundo. De acordo com o relatório, 56% da terra agricultável estão nas mãos de 3,5% dos proprietários rurais. Os 40% mais pobres têm apenas 1% dessas terras.
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“O país precisa resolver a profunda desigualdade no acesso à terra e assegurar que os novos processos de crescimento não gerem novas exclusões por meio do deslocamento das populações. E ainda há 16 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza, altamente vulneráveis à fome. Essas pessoas são profundamente excluídas, são necessárias políticas públicas muito específicas e desenhadas para esse grupo”, avaliou o coordenador da ActionAid Brasil, Adriano Campolina.

Segundo ele, pode ser compartilhada com outros países a experiência brasileira em iniciativas de transferência de renda e políticas de proteção social e segurança alimentar, como os programas de merenda escolar e de construção de cisternas em regiões semiáridas. Na avaliação global, o levantamento aponta que apesar de recentes avanços no combate à fome e à insegurança alimentar, o mundo está prestes a enfrentar uma agravamento da crise de oferta de alimentos. Entre as causas estão os efeitos das mudanças climáticas e a perspectiva de aumento de preço dos alimentos, que deverá levar mais 44 milhões de pessoas à pobreza. De acordo com a ActionAid, a demanda de terras para a produção de biocombustíveis deve continuar inflacionando o preço dos alimentos.
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De acordo com Campolina, a crise econômica também deve frear os esforços internacionais de combate à fome. “Em um ambiente de crise há menos recursos disponíveis tanto para a ajuda externa quanto para o investimento doméstico em agricultura, o que pode levar a uma diminuição dos recursos que poderiam ser destinados à agricultura familiar e sustentável. Apesar que boa parte do que se ouviu até hoje sobre promessa de ajuda dos países ricos não constitui novos recursos”, acrescentou o coordenador executivo.
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A ONG sugere que o G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) inclua a crise alimentar na pauta de sua próxima reunião, em novembro, em Cannes, na França, e se comprometa, por exemplo, a garantir investimentos às pequenas propriedades dos países pobres e a frear a especulação de terras para a produção de biocombustíveis. “O G20 tem que tomar as medidas concretas para cumprir a prioridade de combater a fome. A prioridade não pode ser salvar grupos financeiros que especulam com commodities agrícolas ao custo da fome das populações pobres. É preciso investir em pequenos agricultores que produzem alimentos para consumo local e dinamizam mercados domésticos, apoiar a criação de estoques de alimentos nacionais e regionais e controlar a especulação financeira com produtos agrícolas”, defendeu o coordenador.
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FONTE: http://www.conversaafiada.com.br
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Fuja dos alimentos vilões

A alimentação é um dos fatores mais importantes para conseguir desfrutar do bem-estar e de uma vida saudável. As pessoas costumam ter sérias dificuldades para conseguir manter hábitos alimentares adequados, muitas vezes não conseguem resistir a um fast-food ou a um incrementado bolo de chocolate. Mais é preciso estar ciente que uma mudança brusca no cardápio exige tempo e esforço.
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Sâmia Borges, têm 16 anos e cerca de 3 vezes na semana almoça fora de casa. Ela conta que prefere sempre alimentos que são mais rápidos, porque acha que são mais saborosos. O x da questão é que nem sempre o que é saboroso e barato pode fazer bem a saúde. E com o passar dos anos, a idade chega e o organismo também muda suas necessidades.
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Na fase da puberdade por exemplo, as mudanças no visual provocadas pela maré de hormônios, pedem mais energia do corpo, aumentando a necessidade do açúcar. Para suprir essas necessidades sem deixar as refeições saudáveis de lado, é sempre bom equilibrar as refeições.
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É preciso levar em consideração que cada pessoa possui um hábito alimentar diferente. Mas para ser saudável não é preciso adotar mudanças radicais, a ponto de deixar totalmente os lanches de lado. O ideal é controlar a frequência com que os consome. O fato de saber dosar a quantidade de gordura, também não significa ter ao lado uma tabelinha para contar cada alimento. Para se regrar, basta ter bom senso e variar o cardápio!
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Se no almoço, o rango foi um x-burguer, o corpo merece um descanso nas próximas refeições. Uma boa opção é começar pelo lanche da tarde, trocando um refrigerante por suco ou um pão por uma fruta. Quanto ao jantar, há aqueles que preferem fazer uma refeição tão completa como o almoço recheada de arroz, feijão, carne, legumes e saladas, que são alimentos compostos de várias preparações culinárias. Mas a dica que prevalece é da melhor opção, que sem dúvida, é por alimentos mais leves. Durante o inverno, sopa é uma boa pedida! Já para o clima mais quente, uma boa opção pode ser um peito de peru.
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A nutricionista Vanessa DaCorso, explica que uma tarefa que ajuda muito, é estipular horários para as refeições, procurando sempre reduzir a quantidade e investir na qualidade. “Não é preciso passar fome para emagrecer e sim, moderar o apetite. Assim, tudo será bem mais simples e com uma alimentação rica em nutrientes, diversas doenças serão evitadas”.
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FONTE: http://www.infojovem.org.br
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