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sábado, 22 de junho de 2013
Comunidades virtuais transformando relações sociais
Corinto Meffe
A perspectiva de que existe um potencial para alterações radicais nas relações sociais, com alicerce no mundo virtual, impõe a necessidade de delinear cenários. Atividade inglória, mas fundamental para criar as possibilidades de como essas relações serão construídas no futuro (já quase presente). Uma das apostas surge na formação de gigantescas redes de colaboração, com sustentação nas comunidades virtuais, com poucos níveis hierárquicos e grande dispersão geográfica.
A perspectiva de que existe um potencial para alterações radicais nas relações sociais, com alicerce no mundo virtual, impõe a necessidade de delinear cenários. Atividade inglória, mas fundamental para criar as possibilidades de como essas relações serão construídas no futuro (já quase presente). Uma das apostas surge na formação de gigantescas redes de colaboração, com sustentação nas comunidades virtuais, com poucos níveis hierárquicos e grande dispersão geográfica.
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Para início do exercício de futurologia com relação às comunidades virtuais, é necessário compreendê-las melhor. As comunidades virtuais aproximam, com emprego da tecnologia digital e das redes de comunicação, indivíduos os quais, ainda que geograficamente distantes, possuem interesses comuns em temas sociais, culturais, profissionais ou de entretenimento. Com a aproximação desses atores, em ambientes virtuais, há uma renovação da linguagem, dos hábitos, dos costumes e da própria tecnologia, numa espécie de mescla cultural.
Para início do exercício de futurologia com relação às comunidades virtuais, é necessário compreendê-las melhor. As comunidades virtuais aproximam, com emprego da tecnologia digital e das redes de comunicação, indivíduos os quais, ainda que geograficamente distantes, possuem interesses comuns em temas sociais, culturais, profissionais ou de entretenimento. Com a aproximação desses atores, em ambientes virtuais, há uma renovação da linguagem, dos hábitos, dos costumes e da própria tecnologia, numa espécie de mescla cultural.
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Aos poucos parece ocorrer no ciberespaço o renascimento da solidariedade e da cooperação, caracterizando uma restauração da ação coletiva, com menor presença dos partidos e outras agremiações políticas. Tal espírito, pode ser observado na maioria dos grupos formados pela rede, seja na agilidade para troca de opiniões, informações, serviços e produtos, seja em intervenções específicas, voltadas para auxiliar outros membros da comunidade virtual. Fato que aumenta a resistência às estruturas culturais e sociais pré-estabelecidas e geram, por outro lado, novas formas de ação social e de relações de poder.
.Aos poucos parece ocorrer no ciberespaço o renascimento da solidariedade e da cooperação, caracterizando uma restauração da ação coletiva, com menor presença dos partidos e outras agremiações políticas. Tal espírito, pode ser observado na maioria dos grupos formados pela rede, seja na agilidade para troca de opiniões, informações, serviços e produtos, seja em intervenções específicas, voltadas para auxiliar outros membros da comunidade virtual. Fato que aumenta a resistência às estruturas culturais e sociais pré-estabelecidas e geram, por outro lado, novas formas de ação social e de relações de poder.
Um exemplo de mobilização pode ser verificado no caso da modelo Cicarelli. Sem nenhum tipo de organização prévia chegaram mais de 80 mil mensagens para a administração do Youtube contra o cerceamento dos conteúdos decorrentes do caso da modelo, que ficou conhecido como “Boicote a Cicarelli”. A ação provocou um recuo do provedor. Isso demonstra que as redes se movem sem a real mensuração de suas influências. Uma espécie de massa de modelar social onde muitas vezes, e ainda que sem intenção, toma contornos por ora incompletos, outras vezes com perfeição, mas é capaz de ganhar solidez em suas ações.
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Nesse sentido, as formas de organização tradicionais passam a ser inadequadas para representarem as demandas do novo mundo que surge - incapazes de se adaptarem à pluralidade de atores e temas que incorporem as ações individuais e coletivas. A fragmentação da ação coletiva passa a exigir uma forma de representação política que traduza as necessidades individuais e converta-as em decisões políticas. Dentre as dificuldades a serem enfrentadas pela organização das redes de colaboração verifica-se o espírito imediatista das mesmas.
Nesse sentido, as formas de organização tradicionais passam a ser inadequadas para representarem as demandas do novo mundo que surge - incapazes de se adaptarem à pluralidade de atores e temas que incorporem as ações individuais e coletivas. A fragmentação da ação coletiva passa a exigir uma forma de representação política que traduza as necessidades individuais e converta-as em decisões políticas. Dentre as dificuldades a serem enfrentadas pela organização das redes de colaboração verifica-se o espírito imediatista das mesmas.
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O sentimento de integração, cooperação e projeto comum nas comunidades virtuais contemporâneas se reformula diante da predisposição dos atores para ações voltadas apenas para o presente, o que provoca uma crise na idéia de futuro. Em paralelo ao imediatismo destas Comunidades, outras dificuldades tornam-se latentes: (1) o costume à estrutura hierárquica existente na sociedade, que muitas vezes impede os membros das comunidades vislumbrarem a flexibilidade e os recursos de comunicação da internet; (2) o comportamento procrastinador, pelo qual sempre se aceita que alguém vai fazer o que precisa ser feito, sendo que este “alguém” nunca “sou eu”; (3) a fragilidade na organização de ações coletivas, bastante explorada por Ignacio Ramonet, quando afirma que “a ideologia anarco-liberal fabrica uma sociedade egoísta, priorizando a fragmentação, a divisão. Torna-se indispensável, portanto, reintroduzir a noção de coletivo, pensando no futuro”.
O sentimento de integração, cooperação e projeto comum nas comunidades virtuais contemporâneas se reformula diante da predisposição dos atores para ações voltadas apenas para o presente, o que provoca uma crise na idéia de futuro. Em paralelo ao imediatismo destas Comunidades, outras dificuldades tornam-se latentes: (1) o costume à estrutura hierárquica existente na sociedade, que muitas vezes impede os membros das comunidades vislumbrarem a flexibilidade e os recursos de comunicação da internet; (2) o comportamento procrastinador, pelo qual sempre se aceita que alguém vai fazer o que precisa ser feito, sendo que este “alguém” nunca “sou eu”; (3) a fragilidade na organização de ações coletivas, bastante explorada por Ignacio Ramonet, quando afirma que “a ideologia anarco-liberal fabrica uma sociedade egoísta, priorizando a fragmentação, a divisão. Torna-se indispensável, portanto, reintroduzir a noção de coletivo, pensando no futuro”.
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A superação lenta das dificuldades nos ajudarão a acelerar os processos de organização das comunidades virtuais, que poderão certamente influenciar nas estruturas de poder e nas relações tradicionais da sociedade. Estas novas comunidades obrigam antigos aparatos de poder a justificar-se, a fazer pública a sua lógica e expõem a debilidade de suas razões - tornam visível a sua força, como no caso Cicarelli. Esse novo quadro exige redirecionar o olhar analítico sobre as formas de sociabilidade engendradas pelas mídias digitais. A inscrição social múltipla passa a assumir proporções nunca antes imaginadas, demandando que a nova sociabilidade ciberespacial seja levada a sério e seja estudada com mais profundidade.
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A internet, diante das circunstâncias, transforma-se no possível espaço de resistência global. O processo em desenvolvimento aponta para o renascimento de um ativismo político, desacreditado nas últimas décadas, capaz de reorganizar segmentos sociais como, por exemplo, os ambientalistas. Observa-se, então, a movimentação de uma rede que articula diferentes atores sociais, os quais se unem em torno de uma possível conformidade de objetivos, ainda que essa unidade seja provisória, contingente. E, antes que muitos tomem consciência, o que antes parecia um exercício de futurologia incorreto se torna uma análise simplista do presente.
A internet, diante das circunstâncias, transforma-se no possível espaço de resistência global. O processo em desenvolvimento aponta para o renascimento de um ativismo político, desacreditado nas últimas décadas, capaz de reorganizar segmentos sociais como, por exemplo, os ambientalistas. Observa-se, então, a movimentação de uma rede que articula diferentes atores sociais, os quais se unem em torno de uma possível conformidade de objetivos, ainda que essa unidade seja provisória, contingente. E, antes que muitos tomem consciência, o que antes parecia um exercício de futurologia incorreto se torna uma análise simplista do presente.
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Assim um conjunto “mesclado” de relações sociais se instaura nas comunidades virtuais. Uma parte delas vem de práticas herdadas dos movimentos sociais tradicionais, com a forte hierarquização, a apatia coletiva e a crise das instituições; outras são proporcionadas pela própria tecnologia da internet, com a superação das fronteiras físicas, a aproximação instantânea das pessoas e a planificação dos contatos e; por último, as novas relações virtuais, que resultam no sistema de produção colaborativa, em novas formas de empoderamento e na propagação da liberdade do conhecimento como princípio. O mundo das comunidades e das suas redes de colaboração no espaço virtual é o resultado do antigo e do novo, ambas tendo em comum um conjunto de aparatos tecnológicos digitais, cujo impacto ainda não pode ser mensurado, mas que se sabe, serão capazes de gerar grandes transformações sociais.
Assim um conjunto “mesclado” de relações sociais se instaura nas comunidades virtuais. Uma parte delas vem de práticas herdadas dos movimentos sociais tradicionais, com a forte hierarquização, a apatia coletiva e a crise das instituições; outras são proporcionadas pela própria tecnologia da internet, com a superação das fronteiras físicas, a aproximação instantânea das pessoas e a planificação dos contatos e; por último, as novas relações virtuais, que resultam no sistema de produção colaborativa, em novas formas de empoderamento e na propagação da liberdade do conhecimento como princípio. O mundo das comunidades e das suas redes de colaboração no espaço virtual é o resultado do antigo e do novo, ambas tendo em comum um conjunto de aparatos tecnológicos digitais, cujo impacto ainda não pode ser mensurado, mas que se sabe, serão capazes de gerar grandes transformações sociais.
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FONTE: http://webinsider.uol.com.br
FONTE: http://webinsider.uol.com.br
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Por um novo conceito de comunidade
Rogério da Costa (*)
A atual interconexão generalizada entre as pessoas tem chamado a atenção de muitos teóricos sobre seus efeitos no quadro das relações individuais e igualmente na forma como os coletivos se comportam quando se constituem como redes de alta densidade. Relações individuais e coletivas, particularmente no ciberespaço, têm despertado o interesse dos estudiosos de redes sociais, dos sociólogos, etnógrafos virtuais, dos ciberteóricos, dos especialistas em gestão do conhecimento e da informação, enfim, de todos aqueles que pressentem que há algo de novo a ser investigado, que a atual vertigem da interação coletiva pode ser compreendida dentro de uma certa lógica, dentro de certos padrões, o que já era anunciado nos anos 1980 pelos analistas estruturais de redes sociais.
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Temas como "inteligência emergente" (Steven Johnson, 2001), "coletivos inteligentes" (Howard Rheingold, 2002), "cérebro global" (Heylighen et al., 1999), "sociedade da mente" (Marvin Minsk, 1997), "inteligência conectiva" (Derrick de Kerckhove, 1997), "redes inteligentes" (Albert Barabasi, 2002), "inteligência coletiva" (Pierre Lévy, 2002) são cada vez mais recorrentes entre teóricos reconhecidos. Todos eles apontam para uma mesma situação: estamos em rede, interconectados com um número cada vez maior de pontos e com uma freqüência que só faz crescer. A partir disso, torna-se claro o desejo de compreender melhor a atividade desses coletivos, a forma como comportamentos e idéias se propagam, o modo como notícias afluem de um ponto a outro do planeta etc. A explosão das comunidades virtuais parece ter se tornado um verdadeiro desafio para nossa compreensão.
Temas como "inteligência emergente" (Steven Johnson, 2001), "coletivos inteligentes" (Howard Rheingold, 2002), "cérebro global" (Heylighen et al., 1999), "sociedade da mente" (Marvin Minsk, 1997), "inteligência conectiva" (Derrick de Kerckhove, 1997), "redes inteligentes" (Albert Barabasi, 2002), "inteligência coletiva" (Pierre Lévy, 2002) são cada vez mais recorrentes entre teóricos reconhecidos. Todos eles apontam para uma mesma situação: estamos em rede, interconectados com um número cada vez maior de pontos e com uma freqüência que só faz crescer. A partir disso, torna-se claro o desejo de compreender melhor a atividade desses coletivos, a forma como comportamentos e idéias se propagam, o modo como notícias afluem de um ponto a outro do planeta etc. A explosão das comunidades virtuais parece ter se tornado um verdadeiro desafio para nossa compreensão.
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Mas, antes de tudo, é importante salientar que todo tipo de grupo, comunidade, sociedade é fruto de uma árdua e constante negociação entre preferências individuais. Exatamente por essa razão, o fato de estarmos cada vez mais interconectados uns aos outros implica que tenhamos de nos confrontar, de algum modo, com nossas próprias preferências e sua relação com aquelas de outras pessoas. E não podemos esquecer que tal negociação não é nem evidente nem tampouco fácil. Além disso, o que chamamos de preferências "individuais" são na verdade fruto de uma autêntica construção coletiva, num jogo constante de sugestões e induções que constitui a própria dinâmica característica da sociedade.
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Em meio a todo esse alvoroço no ciberespaço, um termo tão consolidado como o de "comunidade" vem sendo discutido e mesmo questionado por alguns teóricos. Alguns reclamam sua falência, com um certo tom nostálgico, lamentando seu desgaste e perda de sentido no mundo atual. Outros apontam para os focos de resistência que comprovariam sua pertinência, mesmo em meio a nossa sociedade capitalista individualizante. Mas há os que acreditam, simplesmente, que o conceito mudou de sentido.
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Num livro publicado em 2003, intitulado "Comunidade: a busca por segurança no mundo atual", Zygmunt Bauman, sociólogo reconhecido por seus trabalhos sobre o fenômeno da globalização, procura analisar o que estaria se passando atualmente com a noção de comunidade. É possível perceber uma série de conceitos em jogo no texto do autor: individualismo, liberdade, transitoriedade, cosmopolitismo dos "bem-sucedidos", comunidade estética, segurança. Bauman supõe que haja uma oposição entre liberdade e comunidade. Considerando-se que o termo "comunidade" implique uma "obrigação fraterna de partilhar as vantagens entre seus membros, independente do talento ou importância deles", indivíduos egoístas, que percebem o mundo pela ótica do mérito (os cosmopolitas), não teriam nada a "ganhar com a bem-tecida rede de obrigações comunitárias, e muito que perder se forem capturados por ela."
.(*) Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP.
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FONTE: http://www.scielo.br
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Redes sociais como fonte para os jornalistas
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É inaceitável que um jornalista se limite a apurar as notícias somente com dados coletados na Internet. A produção de uma noticia requer a pesquisa prévia, que também pode ser utilizada a Internet, o agendamento das entrevistas com as fontes envolvidas na pauta, e em seguida a verificação dos dados apurados com as fontes em todos os meios possíveis e principalmente com outras fontes pessoais, documentais e até mesmo na Internet, nas redes sociais.
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A apuração das notícias nas redes sociais também não pode ser realizada de qualquer forma. No universo das redes sociais há informações confiáveis e há milhares de informações sem qualquer credibilidade. O processo de apuração na Internet não é tão simples como parece, não basta apenas digitar o tema procurado na busca do Google ou de qualquer outro buscador. Há critérios. O professor da UFSC, Elias Machado, dedicou um estudo amplo, publicado em livro – O ciberespaço como fonte para os jornalistas – para cobrir os principais aspectos relacionados a esse tema. A questão se revela tão importante para a prática profissional que o autor diz que “o jornalista deve operar em perfeita sintonia com o departamento de tecnologia das organizações”.
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A quantidade e a qualidade das fontes na Internet é complexa. Cotidianamente os jornalistas se perguntam onde vou buscar as informações que necessito, quais organismos, entidades confiáveis, quais informações são confiáveis na Internet? Há milhares de fontes espalhadas em escala mundial. É preciso, portanto, critérios para que o repórter não fique prolongadas horas apenas no trabalho de pesquisa. Em todos os veículos noticiosos tempo é um item muito caro, precioso e a notícia não pode esperar muito para ser difundida. Então, como produzir matéria de qualidade em tempo cada vez mais escasso e com uma quantidade infinita de fontes?
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Na atualidade, o jornalismo deve se pautar pelo conteúdo, pela veracidade das informações, pela amplitude na cobertura do fato. A internet supre o cidadão das informações cotidianas de forma imediata. As redes sociais potencializaram essa difusão de informações. Muitas empresas, órgãos públicos, organizações não-governamentais (ONGs) promovem distribuição da informação diretamente ao publico de interesse dessas entidades. Assim, o produto jornalístico não pode ser mera cópia daquilo que está difundido, inúmeros portais de noticias simplesmente copiam e colam as informações, sem qualquer tratamento jornalístico. As informações que o usuários da internet acessam no portal do governo estadual são as mesmas que leem nos portais jornalísticos. Para que servem então esses portais? Apenas para publicar informações e, principalmente, fotografias da elite pelos colunistas sociais?
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O verdadeiro Jornalismo, aquele que sobreviverá na profusão de informações publicadas na internet é aquele que prima pela qualidade, pela precisão da informação. Interessa a leitor, ao cidadão que busca noticias a cada dia a riqueza da informação jornalística, ou seja, muito mais do que eu leio nos portais jornalísticos das organizações empresariais, governamentais ou não-governamentais. Está claro que a difusão das informações pelas diversas entidades se apresenta em estado bruto e busca favorecer, “falar bem” da própria entidade.
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(*) Jornalista profissional diplomado e professor da UFMS.
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FONTE: http://www.msaqui.com.br/colunistas
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Gerson Luiz Martins (*)
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Nos últimos meses experimenta-se um crescimento acentuado no uso das redes sociais, entre elas e principalmente o Facebook. Mais do que uma rede de relacionamento entre amigos, o Facebook também é uma inesgotável fonte de pautas para jornais, programas de TV, rádio e Internet. Com o uso mais frequente e maior da rede pelas pessoas, se tornou uma fonte de pesquisa e, muito mais agora, uma fonte de pauta para os noticiários. Esse fato também está diretamente relacionado a utilização da redes sociais pela empresas, pelos políticos e pelo próprio governo, fonte principal de informações de interesse publico.
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A situação revela um outro lado, muito caro ao jornalismo, o processo de pesquisa e apuração da notícia. Com os dados disponíveis na Internet, nas redes sociais muitos repórteres se limitam a esse espaço para produzir suas reportagens. Sabidamente esse não é processo correto, ético, profissional para produzir uma notícia, muito menos uma reportagem. A produção da notícia, da reportagem requer pesquisa, apuração, trabalho de rua. Muitos fatos ocorridos nos países árabes durante as manifestações populares são veiculados, propagados pelas redes sociais. Essa é uma propriedade muito importante da redes sociais e contribuem para a democratização dos países. Promove a integração e ajuda na difusão das informações, até mesmo sem depender dos jornais, das TVs ou das emissoras de rádio. A mídia, como muitos chamam a internet, promove a difusão de informações, dos fatos políticos, sociais e econômicos.
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Nos últimos meses experimenta-se um crescimento acentuado no uso das redes sociais, entre elas e principalmente o Facebook. Mais do que uma rede de relacionamento entre amigos, o Facebook também é uma inesgotável fonte de pautas para jornais, programas de TV, rádio e Internet. Com o uso mais frequente e maior da rede pelas pessoas, se tornou uma fonte de pesquisa e, muito mais agora, uma fonte de pauta para os noticiários. Esse fato também está diretamente relacionado a utilização da redes sociais pela empresas, pelos políticos e pelo próprio governo, fonte principal de informações de interesse publico.
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A situação revela um outro lado, muito caro ao jornalismo, o processo de pesquisa e apuração da notícia. Com os dados disponíveis na Internet, nas redes sociais muitos repórteres se limitam a esse espaço para produzir suas reportagens. Sabidamente esse não é processo correto, ético, profissional para produzir uma notícia, muito menos uma reportagem. A produção da notícia, da reportagem requer pesquisa, apuração, trabalho de rua. Muitos fatos ocorridos nos países árabes durante as manifestações populares são veiculados, propagados pelas redes sociais. Essa é uma propriedade muito importante da redes sociais e contribuem para a democratização dos países. Promove a integração e ajuda na difusão das informações, até mesmo sem depender dos jornais, das TVs ou das emissoras de rádio. A mídia, como muitos chamam a internet, promove a difusão de informações, dos fatos políticos, sociais e econômicos.
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É inaceitável que um jornalista se limite a apurar as notícias somente com dados coletados na Internet. A produção de uma noticia requer a pesquisa prévia, que também pode ser utilizada a Internet, o agendamento das entrevistas com as fontes envolvidas na pauta, e em seguida a verificação dos dados apurados com as fontes em todos os meios possíveis e principalmente com outras fontes pessoais, documentais e até mesmo na Internet, nas redes sociais..
A apuração das notícias nas redes sociais também não pode ser realizada de qualquer forma. No universo das redes sociais há informações confiáveis e há milhares de informações sem qualquer credibilidade. O processo de apuração na Internet não é tão simples como parece, não basta apenas digitar o tema procurado na busca do Google ou de qualquer outro buscador. Há critérios. O professor da UFSC, Elias Machado, dedicou um estudo amplo, publicado em livro – O ciberespaço como fonte para os jornalistas – para cobrir os principais aspectos relacionados a esse tema. A questão se revela tão importante para a prática profissional que o autor diz que “o jornalista deve operar em perfeita sintonia com o departamento de tecnologia das organizações”.
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A quantidade e a qualidade das fontes na Internet é complexa. Cotidianamente os jornalistas se perguntam onde vou buscar as informações que necessito, quais organismos, entidades confiáveis, quais informações são confiáveis na Internet? Há milhares de fontes espalhadas em escala mundial. É preciso, portanto, critérios para que o repórter não fique prolongadas horas apenas no trabalho de pesquisa. Em todos os veículos noticiosos tempo é um item muito caro, precioso e a notícia não pode esperar muito para ser difundida. Então, como produzir matéria de qualidade em tempo cada vez mais escasso e com uma quantidade infinita de fontes?
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Na atualidade, o jornalismo deve se pautar pelo conteúdo, pela veracidade das informações, pela amplitude na cobertura do fato. A internet supre o cidadão das informações cotidianas de forma imediata. As redes sociais potencializaram essa difusão de informações. Muitas empresas, órgãos públicos, organizações não-governamentais (ONGs) promovem distribuição da informação diretamente ao publico de interesse dessas entidades. Assim, o produto jornalístico não pode ser mera cópia daquilo que está difundido, inúmeros portais de noticias simplesmente copiam e colam as informações, sem qualquer tratamento jornalístico. As informações que o usuários da internet acessam no portal do governo estadual são as mesmas que leem nos portais jornalísticos. Para que servem então esses portais? Apenas para publicar informações e, principalmente, fotografias da elite pelos colunistas sociais?.
O verdadeiro Jornalismo, aquele que sobreviverá na profusão de informações publicadas na internet é aquele que prima pela qualidade, pela precisão da informação. Interessa a leitor, ao cidadão que busca noticias a cada dia a riqueza da informação jornalística, ou seja, muito mais do que eu leio nos portais jornalísticos das organizações empresariais, governamentais ou não-governamentais. Está claro que a difusão das informações pelas diversas entidades se apresenta em estado bruto e busca favorecer, “falar bem” da própria entidade.
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(*) Jornalista profissional diplomado e professor da UFMS.
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FONTE: http://www.msaqui.com.br/colunistas
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domingo, 19 de junho de 2011
O capital social
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Contudo, as instituições, como apontamos, exercem um papel regulador e mediador de processos mais profundos. O que nos interessa, no caso de uma análise do capital social, são as variáveis microssociológicas, como a sociabilidade, cooperação, reciprocidade, pró-atividade, confiança, o respeito, as simpatias. Daí o fato de muitos estudos sobre capital social apontarem para a necessidade do levantamento de uma série de informações sobre o cotidiano das pessoas como, por exemplo, saber se elas conversam com seus vizinhos, recebem telefonemas, mas também se freqüentam clubes, igrejas, escolas, hospitais etc. Traduzindo de outra forma, é preciso levantar a implicação dos indivíduos em associações locais e redes (capital social estrutural), avaliar a confiança e aderência às normas (capital social cognitivo) e, igualmente, analisar a ocorrência de ações coletivas (coesão social). Estes seriam alguns indicadores básicos do capital social de uma comunidade.
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Mas por que seria isso considerado precisamente como "capital"? Ora, as relações sociais passam a ser percebidas como um "capital" justamente quando o processo de crescimento econômico passa a ser determinado não apenas pelo capital natural (recursos naturais), produzido (infraestrutura e bens de consumo) e pelo financeiro. Além desses, seria ainda preciso determinar o modo como os atores econômicos interagem e se organizam para gerar crescimento e desenvolvimento. A compreensão dessas interações passa a ser considerada como riqueza a ser explorada, capitalizada.
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Como assinalam Grootaert & Woolcock: um dos conceitos de capital social, que encontramos nos sociólogos R. Burt, N. Lin e A. Portes, refere-se aos recursos - como, por exemplo, informações, idéias, apoios - que os indivíduos são capazes de procurar em virtude de suas relações com outras pessoas. Esses recursos ('capital') são 'sociais' na medida em que são acessíveis somente dentro e por meio dessas relações, contrariamente ao capital físico (ferramentas, tecnologia) e humano (educação, habilidades), por exemplo, que são, essencialmente, propriedades dos indivíduos. A estrutura de uma determinada rede - quem se relaciona com quem, com que freqüência, e em que termos - tem, assim, um papel fundamental no fluxo de recursos através daquela rede.
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Há, contudo, uma forte tendência de a economia neoclássica rejeitar as análises que procuram introduzir variáveis de ordem social nas teorias econômicas contemporâneas. Francis Fukuyama (1996) critica, em seu famoso livro "Confiança", a perspectiva dominante da economia neoclássica e suas conseqüências para uma autêntica reflexão sobre capital social. Ele discorda radicalmente dos pressupostos que alimentam essa teoria, fundamentalmente baseada numa visão de natureza humana egoísta:
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Todo o imponente edifício da teoria econômica neoclássica contemporânea repousa num modelo relativamente simples da natureza humana: os seres humanos são "indivíduos maximizadores da utilidade racional". Isto é, os seres humanos procuram adquirir o maior número possível de coisas que julgam úteis para si. Fazem isso de maneira racional, e fazem esses cálculos como indivíduos que buscam maximizar o benefício para si próprios sem se preocupar com o benefício de quaisquer grupos de que façam parte. Em suma, os economistas neoclássicos postulam que os seres humanos são indivíduos essencialmente racionais, mas egoístas que procuram maximizar seu bem-estar material.
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Sua crítica é de que tal perspectiva é insuficiente para explicar a vida política, com todos os seus desdobramentos emocionais, como não é suficiente para explicar muitos aspectos da vida econômica: "Nem toda ação econômica deriva do que é tradicionalmente conhecido como motivos econômicos" (Fukuyama, 1996, p.33). A tese de que os indivíduos exercem suas escolhas com base na maximização da utilidade, agindo assim de forma racional, não parece resistir a uma análise que leve em conta a vida em redes e associações que caracteriza a grande maioria dos homens. Esta é também a perspectiva de Mark Granovetter (2000), que vê nessa tese a enorme dificuldade dos economistas para incluírem em sua visão as inúmeras variáveis do campo social.
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(*) Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
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FONTE :http://www.scielo.br
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Rogério da Costa (*)
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Na corrente da mudança de perspectiva do conceito de "comunidade" para "redes sociais", vários autores das ciências sociais passaram a investigar, desde os anos de 1990, o conceito empírico de capital social (Burt, 2005; Lin, 2005; Narayan, 1999; Portes, 1998; Grootaert, 1997; Fukuyama, 1996; Putnam, 1993; Coleman, 1990). Essa noção poderia ser entendida como: a capacidade de interação dos indivíduos, seu potencial para interagir com os que estão a sua volta, com seus parentes, amigos, colegas de trabalho, mas também com os que estão distantes e que podem ser acessados remotamente. Capital social significaria aqui a capacidade de os indivíduos produzirem suas próprias redes, suas comunidades pessoais.
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Cabe lembrar que James Coleman e Robert Putnam, que estão entre os primeiros a analisar a noção de capital social, procuraram defini-lo como a coerência cultural e social interna de uma sociedade, as normas e valores que governam as interações entre as pessoas e as instituições com as quais elas estão envolvidas. A importância do papel das instituições é muito clara aqui, pois estas funcionam como mediadoras da interação social, uma vez que propagam valores de integração entre homens e mulheres. Escolas, empresas, clubes, igrejas, famílias ainda funcionam como referência para as relações sociais, apesar de todas as crises que vêm enfrentando. Compreender seu papel e influência numa comunidade faz parte do processo de avaliação do capital social. Países arrasados por guerras civis ou invasões (Rwanda e Iraque, por exemplo)1 percebem uma degeneração acentuada de seu tecido social, causada justamente pela ausência do papel ativo das instituições. Reconstruí-las é o meio mais seguro para se restaurar parte do capital social perdido (que é, basicamente, a confiança perdida).
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Na corrente da mudança de perspectiva do conceito de "comunidade" para "redes sociais", vários autores das ciências sociais passaram a investigar, desde os anos de 1990, o conceito empírico de capital social (Burt, 2005; Lin, 2005; Narayan, 1999; Portes, 1998; Grootaert, 1997; Fukuyama, 1996; Putnam, 1993; Coleman, 1990). Essa noção poderia ser entendida como: a capacidade de interação dos indivíduos, seu potencial para interagir com os que estão a sua volta, com seus parentes, amigos, colegas de trabalho, mas também com os que estão distantes e que podem ser acessados remotamente. Capital social significaria aqui a capacidade de os indivíduos produzirem suas próprias redes, suas comunidades pessoais.
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Cabe lembrar que James Coleman e Robert Putnam, que estão entre os primeiros a analisar a noção de capital social, procuraram defini-lo como a coerência cultural e social interna de uma sociedade, as normas e valores que governam as interações entre as pessoas e as instituições com as quais elas estão envolvidas. A importância do papel das instituições é muito clara aqui, pois estas funcionam como mediadoras da interação social, uma vez que propagam valores de integração entre homens e mulheres. Escolas, empresas, clubes, igrejas, famílias ainda funcionam como referência para as relações sociais, apesar de todas as crises que vêm enfrentando. Compreender seu papel e influência numa comunidade faz parte do processo de avaliação do capital social. Países arrasados por guerras civis ou invasões (Rwanda e Iraque, por exemplo)1 percebem uma degeneração acentuada de seu tecido social, causada justamente pela ausência do papel ativo das instituições. Reconstruí-las é o meio mais seguro para se restaurar parte do capital social perdido (que é, basicamente, a confiança perdida).
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Contudo, as instituições, como apontamos, exercem um papel regulador e mediador de processos mais profundos. O que nos interessa, no caso de uma análise do capital social, são as variáveis microssociológicas, como a sociabilidade, cooperação, reciprocidade, pró-atividade, confiança, o respeito, as simpatias. Daí o fato de muitos estudos sobre capital social apontarem para a necessidade do levantamento de uma série de informações sobre o cotidiano das pessoas como, por exemplo, saber se elas conversam com seus vizinhos, recebem telefonemas, mas também se freqüentam clubes, igrejas, escolas, hospitais etc. Traduzindo de outra forma, é preciso levantar a implicação dos indivíduos em associações locais e redes (capital social estrutural), avaliar a confiança e aderência às normas (capital social cognitivo) e, igualmente, analisar a ocorrência de ações coletivas (coesão social). Estes seriam alguns indicadores básicos do capital social de uma comunidade..
Mas por que seria isso considerado precisamente como "capital"? Ora, as relações sociais passam a ser percebidas como um "capital" justamente quando o processo de crescimento econômico passa a ser determinado não apenas pelo capital natural (recursos naturais), produzido (infraestrutura e bens de consumo) e pelo financeiro. Além desses, seria ainda preciso determinar o modo como os atores econômicos interagem e se organizam para gerar crescimento e desenvolvimento. A compreensão dessas interações passa a ser considerada como riqueza a ser explorada, capitalizada.
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Como assinalam Grootaert & Woolcock: um dos conceitos de capital social, que encontramos nos sociólogos R. Burt, N. Lin e A. Portes, refere-se aos recursos - como, por exemplo, informações, idéias, apoios - que os indivíduos são capazes de procurar em virtude de suas relações com outras pessoas. Esses recursos ('capital') são 'sociais' na medida em que são acessíveis somente dentro e por meio dessas relações, contrariamente ao capital físico (ferramentas, tecnologia) e humano (educação, habilidades), por exemplo, que são, essencialmente, propriedades dos indivíduos. A estrutura de uma determinada rede - quem se relaciona com quem, com que freqüência, e em que termos - tem, assim, um papel fundamental no fluxo de recursos através daquela rede.
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Há, contudo, uma forte tendência de a economia neoclássica rejeitar as análises que procuram introduzir variáveis de ordem social nas teorias econômicas contemporâneas. Francis Fukuyama (1996) critica, em seu famoso livro "Confiança", a perspectiva dominante da economia neoclássica e suas conseqüências para uma autêntica reflexão sobre capital social. Ele discorda radicalmente dos pressupostos que alimentam essa teoria, fundamentalmente baseada numa visão de natureza humana egoísta:.
Todo o imponente edifício da teoria econômica neoclássica contemporânea repousa num modelo relativamente simples da natureza humana: os seres humanos são "indivíduos maximizadores da utilidade racional". Isto é, os seres humanos procuram adquirir o maior número possível de coisas que julgam úteis para si. Fazem isso de maneira racional, e fazem esses cálculos como indivíduos que buscam maximizar o benefício para si próprios sem se preocupar com o benefício de quaisquer grupos de que façam parte. Em suma, os economistas neoclássicos postulam que os seres humanos são indivíduos essencialmente racionais, mas egoístas que procuram maximizar seu bem-estar material.
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Sua crítica é de que tal perspectiva é insuficiente para explicar a vida política, com todos os seus desdobramentos emocionais, como não é suficiente para explicar muitos aspectos da vida econômica: "Nem toda ação econômica deriva do que é tradicionalmente conhecido como motivos econômicos" (Fukuyama, 1996, p.33). A tese de que os indivíduos exercem suas escolhas com base na maximização da utilidade, agindo assim de forma racional, não parece resistir a uma análise que leve em conta a vida em redes e associações que caracteriza a grande maioria dos homens. Esta é também a perspectiva de Mark Granovetter (2000), que vê nessa tese a enorme dificuldade dos economistas para incluírem em sua visão as inúmeras variáveis do campo social.
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(*) Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
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FONTE :http://www.scielo.br
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quinta-feira, 19 de maio de 2011
Encontro de blogueiros e redes sociais
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Os encontros de blogueiros e redes sociais nos estados de Pernambuco e Paraíba serão realizados nesta semana. Em João Pessoa, o encontro acontece no dia 20 de maio, no auditório da PBTUR, localizado no bairro de Tambaú. Em Olinda, o encontro ocorre no dia 21, no auditório Ribeira do Centro de Convenções. As inscrições são gratuitas e mais informações podem ser obtidas através do hotsite: http://www.blogueiros.net.br
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A promoção dos eventos é do Centro de Estudos Barão de Itararé. A programação inclui debates, oficinas de blogs e de redes sociais, além de apresentação sobre assessoria jurídica para blogueiros.
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O jornalista Altamiro Borges participará do debate inicial nos dois estados que, em João Pessoa, será realizado juntamente com o presidente da ANID, Percival Henriques e, em Pernambuco, com o jornalista Paulo Henrique Amorim. Na Paraíba, alguns convidados especiais já confirmaram presença, como os advogados Alexandre Guedes e Harrison Targino além do governador Ricardo Coutinho. Nos dois estados, será seguida a mesma programação:
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09h – Abertura
10h – Debate
12h – Almoço (livre)
13h30 – Oficina de blogs
15h30 – Assessoria jurídica para blogueiros
16h30 – Oficina de redes sociais
17h30 – Encerramento
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A promoção dos eventos é do Centro de Estudos Barão de Itararé. A programação inclui debates, oficinas de blogs e de redes sociais, além de apresentação sobre assessoria jurídica para blogueiros.
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O jornalista Altamiro Borges participará do debate inicial nos dois estados que, em João Pessoa, será realizado juntamente com o presidente da ANID, Percival Henriques e, em Pernambuco, com o jornalista Paulo Henrique Amorim. Na Paraíba, alguns convidados especiais já confirmaram presença, como os advogados Alexandre Guedes e Harrison Targino além do governador Ricardo Coutinho. Nos dois estados, será seguida a mesma programação:
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09h – Abertura
10h – Debate
12h – Almoço (livre)
13h30 – Oficina de blogs
15h30 – Assessoria jurídica para blogueiros
16h30 – Oficina de redes sociais
17h30 – Encerramento
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quarta-feira, 20 de abril de 2011
De Gutenberg ao Facebook
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Revolução madura
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Quando Lênin criou o jornal Iskra (centelha), ele tinha bem claro que a ignição precisaria de uma pradaria adequada para se propagar. "Da centelha surgirá a chama" era o lema do Iskra, que cumpriu papel importante na formação do partido comunista. Para provar que a mídia não era a toda-poderosa na história, o título Iskra foi surrupiado pelos mencheviques, e foi para o brejo. O novo jornal bolchevique, o Proletári, não tinha o mesmo charme do Iskra, mas era amparado pelo decidido partido leninista.
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As rebeliões no Oriente Médio, nesse sentido, são um momento histórico privilegiado, pois dão à ciência a chance de acompanhar em tempo real o que está acontecendo e como as mudanças se desdobram. O resultado histórico vai depender muito das condições objetivas existentes em cada local. O grito do Facebook, do Twitter e das redes de jovens armados de telefones celulares teve resultados muito diversos nos países da região de falantes da língua árabe. Na Tunísia e no Egito os regimes despóticos, corruptos, burocráticos e ineficientes nem perceberam o que estava acontecendo, e quando se deram conta já era tarde demais para agir. Naqueles países, as elites nem se preocuparam em controlar as massas, a não ser pelo uso indiscriminado da força policial, o que só agravou bastante os conflitos nas ruas.
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Já no Irã e na Arábia Saudita, depois dos primeiros sustos os regimes locais passaram a combater as revoltas com as próprias armas dos desafiantes. No Irã não há mais espaço para as mídias sociais: a polícia monitora todos os suspeitos e chega em maior número nos locais de manifestação. O mesmo ocorre na Arábia Saudita e na China, onde os conteúdos perigosos ou são bloqueados, ou simplesmente derrubados com ataques de hackers chapa-branca. Isso explica um aparente paradoxo: por que a infecção não é maior em países com mais alta densidade de redes sociais? Ironicamente, nos Estados Unidos o impacto dessas redes nas mudanças sociais é limitado, quando não retrógrado. Elas ajudaram muito na mobilização para a eleição de Barack Obama, mas não conseguiram engrenar uma onda nem mesmo reformista.
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É provável que a experiência bem-sucedida do Egito não vá replicar em lugar nenhum. Mas vale esmiuçar seus detalhes para tirar lições gerais de como a revolta pode se espalhar como uma coqueluche. O egípcio Ahmer Maher pode ser considerado um dos principais estrategistas da derrota de Hosni Mubarak. Em 2008, ele abriu uma página no Facebook de apoio à greve na cidade industrial de Mahalla, usando a rede social como arma de mobilização. Ele contou ao jornalista Marcelo Ninio, enviado especial da Folha de S.Paulo, como as coisas aconteceram. Antes de adotar as tecnologias modernas, ou seja, enquanto fazia uso das formas tradicionais de organização e militância, Maher apanhou e amargou cadeia e tortura.
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"Em vez de ficarmos nas ruas, correndo o risco de sermos presos de novo, decidimos que todos criaríamos blogs para contar o que estava acontecendo no país e mobilizar mais jovens. A guerra virou digital. Em 2008, eu e uma amiga criamos uma página no Facebook para apoiar a greve dos trabalhadores da cidade industrial de Mahalla. Em apenas cinco dias a página tinha mais de 80 mil membros", disse ele à Folha. E conclui. "A internet foi apenas uma ferramenta. O que causou a revolução foi a vontade de mudar e a disposição em fazer sacrifícios."
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Portanto, desistam de fazer a revolução no conforto de uma lan house. Depois das convocações via Facebook, o próprio Maher se surpreendeu. "Pensávamos que viriam uns poucos milhares, mas apareceram 100 mil só no Cairo. A revolução estava madura, só faltava uma gota a mais de querosene para fazer tudo explodir. E essa gota foi a violência da polícia contra os manifestantes".
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FONTE: www.observatoriodaimprensa.com.br
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Flávio de Carvalho Serpa
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Que papel tiveram realmente as redes sociais e telefones celulares nas rebeliões do Oriente Médio? Muita gente deslumbrada com as novas tecnologias e serviços em rede vislumbrou, logo depois do início dos conflitos, uma nova era para a humanidade, como se o Facebook, a principal rede social mundial, com mais de meio bilhão de associados, tivesse poderes nunca antes experimentados pela humanidade para promover mudanças.
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É fato que os meios de difusão das ideias e de chamados à ação cumprem uma parte importante na evolução cultural e política da humanidade. A tecnologia da imprensa, de Gutenberg, foi efetivamente um agente novo de propagação de mudanças sociais profundas. A constatação de que as mídias são desencadeadoras de mudanças apenas quando existem condições sociais favoráveis é antiga. Mas como o contágio se propaga e qual o papel das mídias são questões que apenas na modernidade começaram a ser rastreadas.
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Que papel tiveram realmente as redes sociais e telefones celulares nas rebeliões do Oriente Médio? Muita gente deslumbrada com as novas tecnologias e serviços em rede vislumbrou, logo depois do início dos conflitos, uma nova era para a humanidade, como se o Facebook, a principal rede social mundial, com mais de meio bilhão de associados, tivesse poderes nunca antes experimentados pela humanidade para promover mudanças.
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É fato que os meios de difusão das ideias e de chamados à ação cumprem uma parte importante na evolução cultural e política da humanidade. A tecnologia da imprensa, de Gutenberg, foi efetivamente um agente novo de propagação de mudanças sociais profundas. A constatação de que as mídias são desencadeadoras de mudanças apenas quando existem condições sociais favoráveis é antiga. Mas como o contágio se propaga e qual o papel das mídias são questões que apenas na modernidade começaram a ser rastreadas.
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Revolução madura.
Quando Lênin criou o jornal Iskra (centelha), ele tinha bem claro que a ignição precisaria de uma pradaria adequada para se propagar. "Da centelha surgirá a chama" era o lema do Iskra, que cumpriu papel importante na formação do partido comunista. Para provar que a mídia não era a toda-poderosa na história, o título Iskra foi surrupiado pelos mencheviques, e foi para o brejo. O novo jornal bolchevique, o Proletári, não tinha o mesmo charme do Iskra, mas era amparado pelo decidido partido leninista.
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As rebeliões no Oriente Médio, nesse sentido, são um momento histórico privilegiado, pois dão à ciência a chance de acompanhar em tempo real o que está acontecendo e como as mudanças se desdobram. O resultado histórico vai depender muito das condições objetivas existentes em cada local. O grito do Facebook, do Twitter e das redes de jovens armados de telefones celulares teve resultados muito diversos nos países da região de falantes da língua árabe. Na Tunísia e no Egito os regimes despóticos, corruptos, burocráticos e ineficientes nem perceberam o que estava acontecendo, e quando se deram conta já era tarde demais para agir. Naqueles países, as elites nem se preocuparam em controlar as massas, a não ser pelo uso indiscriminado da força policial, o que só agravou bastante os conflitos nas ruas.
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Já no Irã e na Arábia Saudita, depois dos primeiros sustos os regimes locais passaram a combater as revoltas com as próprias armas dos desafiantes. No Irã não há mais espaço para as mídias sociais: a polícia monitora todos os suspeitos e chega em maior número nos locais de manifestação. O mesmo ocorre na Arábia Saudita e na China, onde os conteúdos perigosos ou são bloqueados, ou simplesmente derrubados com ataques de hackers chapa-branca. Isso explica um aparente paradoxo: por que a infecção não é maior em países com mais alta densidade de redes sociais? Ironicamente, nos Estados Unidos o impacto dessas redes nas mudanças sociais é limitado, quando não retrógrado. Elas ajudaram muito na mobilização para a eleição de Barack Obama, mas não conseguiram engrenar uma onda nem mesmo reformista.
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É provável que a experiência bem-sucedida do Egito não vá replicar em lugar nenhum. Mas vale esmiuçar seus detalhes para tirar lições gerais de como a revolta pode se espalhar como uma coqueluche. O egípcio Ahmer Maher pode ser considerado um dos principais estrategistas da derrota de Hosni Mubarak. Em 2008, ele abriu uma página no Facebook de apoio à greve na cidade industrial de Mahalla, usando a rede social como arma de mobilização. Ele contou ao jornalista Marcelo Ninio, enviado especial da Folha de S.Paulo, como as coisas aconteceram. Antes de adotar as tecnologias modernas, ou seja, enquanto fazia uso das formas tradicionais de organização e militância, Maher apanhou e amargou cadeia e tortura..
"Em vez de ficarmos nas ruas, correndo o risco de sermos presos de novo, decidimos que todos criaríamos blogs para contar o que estava acontecendo no país e mobilizar mais jovens. A guerra virou digital. Em 2008, eu e uma amiga criamos uma página no Facebook para apoiar a greve dos trabalhadores da cidade industrial de Mahalla. Em apenas cinco dias a página tinha mais de 80 mil membros", disse ele à Folha. E conclui. "A internet foi apenas uma ferramenta. O que causou a revolução foi a vontade de mudar e a disposição em fazer sacrifícios."
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Portanto, desistam de fazer a revolução no conforto de uma lan house. Depois das convocações via Facebook, o próprio Maher se surpreendeu. "Pensávamos que viriam uns poucos milhares, mas apareceram 100 mil só no Cairo. A revolução estava madura, só faltava uma gota a mais de querosene para fazer tudo explodir. E essa gota foi a violência da polícia contra os manifestantes".
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FONTE: www.observatoriodaimprensa.com.br
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sábado, 26 de março de 2011
Redes sociais, o futuro da Internet
Candice Vitale
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O assunto do momento entre os profissionais de internet são as redes sociais. Sim, elas são vistas hoje como o futuro da internet, um futuro bem próximo… Mas o que são as redes sociais? Elas se encontram dentro de sites de relacionamento como Orkut, Facebook, LinkedIn, Twitter , etc… No Brasil o Orkut está em primeiro lugar, concentrando mais de 20 milhões de cadastrados, seguido da consultora comScore. As últimas pesquisas mostram a ascenção desse tipo de mídia: cerca de 85% dos usuários brasileiros visitam alguma rede social.
O assunto do momento entre os profissionais de internet são as redes sociais. Sim, elas são vistas hoje como o futuro da internet, um futuro bem próximo… Mas o que são as redes sociais? Elas se encontram dentro de sites de relacionamento como Orkut, Facebook, LinkedIn, Twitter , etc… No Brasil o Orkut está em primeiro lugar, concentrando mais de 20 milhões de cadastrados, seguido da consultora comScore. As últimas pesquisas mostram a ascenção desse tipo de mídia: cerca de 85% dos usuários brasileiros visitam alguma rede social.
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Além da conexão com novos e velhos amigos, a troca de informações em grupos de discussão, o acompanhamento das últimas novidades sobre assuntos de interesse e até mesmo busca de empregos, as social media vêm se tornando um grande atrativo no mundo corporativo. Usar essas redes como fonte de informação para conhecer seu público-alvo, saber o que eles pensam e até mesmo interagir com eles de forma direta é uma estratégia interessante para as empresas. Além disso, muito se discute sobre a migração de investimentos para esses meios ao invés de investimentos na propaganda convencional, tamanho é o “buzz” que eles vêm causando no universo on-line.
Além da conexão com novos e velhos amigos, a troca de informações em grupos de discussão, o acompanhamento das últimas novidades sobre assuntos de interesse e até mesmo busca de empregos, as social media vêm se tornando um grande atrativo no mundo corporativo. Usar essas redes como fonte de informação para conhecer seu público-alvo, saber o que eles pensam e até mesmo interagir com eles de forma direta é uma estratégia interessante para as empresas. Além disso, muito se discute sobre a migração de investimentos para esses meios ao invés de investimentos na propaganda convencional, tamanho é o “buzz” que eles vêm causando no universo on-line.
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Não sejamos radicais: é claro que a propaganda nunca perderá seu espaço, mas o que as empresas já vêm percebendo é que, com baixos budgets, é possível alimentar comunidades e fóruns e criar campanhas dentro das redes, atingindo diretamente seu consumidor. Interessante não?!.
Anunciar em redes sociais
Anunciar em redes sociais
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O limite é a criatividade e a sensibilidade de não invadir o valioso espaço criado dentro das comunidades. É fascinante ter a oportunidade de estar tão próximo de seu público, mas é necessário respeitar seu espaço, pois ao mesmo tempo que são abertas para discussão sobre produtos, a propaganda deliberada poderia ser encarada com maus olhos.
O limite é a criatividade e a sensibilidade de não invadir o valioso espaço criado dentro das comunidades. É fascinante ter a oportunidade de estar tão próximo de seu público, mas é necessário respeitar seu espaço, pois ao mesmo tempo que são abertas para discussão sobre produtos, a propaganda deliberada poderia ser encarada com maus olhos.
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Bem, pra saber mais sobre o assunto eu sugiro que vocês entrem em uma das mais populares redes atuais o Twitter e procure as inúmeras comunidades sobre o tema dando um follow e mantenha-se atualizado quase minuto a minuto sobre as novidades… Fácil entender o sucesso dessas redes né? Procurou, achou!.
Bem, pra saber mais sobre o assunto eu sugiro que vocês entrem em uma das mais populares redes atuais o Twitter e procure as inúmeras comunidades sobre o tema dando um follow e mantenha-se atualizado quase minuto a minuto sobre as novidades… Fácil entender o sucesso dessas redes né? Procurou, achou!.
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domingo, 13 de março de 2011
A imprensa perde espaço no noticiário local
Carlos Castilho
Na Holanda, Alemanha e Suécia, pesquisas feitas por empresas de publicidade e marketing também detectaram a mesma migração para a internet dos interessados em assuntos locais. Trata-se de um fenômeno que altera radicalmente a ecologia informativa nas áreas urbanas porque retira dos jornais um público fiel, especialmente os assinantes, ao mesmo tempo em que amplia o interesse dos usuários pelos assuntos locais, graças à maior diversificação temática. A mesma pesquisa feita pelo Pew Center em três cidades norte-americanas mostrou que o interesse pelos temas comunitários é hoje duas vezes maior do que há cinco anos, principalmente porque as pessoas passaram a trocar informações entre si por meio dos mecanismos de interatividade. Estas mudanças de comportamento aumentam a importância dos estudos sobre participação do público na produção informativa, uma área que está praticamente virgem, tanto nas universidades como entre os institutos de pesquisa especializados em Comunicação.
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A redução do noticiário local nos jornais, rádios e emissoras de TV é uma consequência direta do aumento da participação do público e da contenção de gastos nas redações. O acesso crescente à informação online está gerando um fenômeno mundial de busca de reconhecimento de direitos individuais e coletivos, fato que aparece de forma mais clara no âmbito da periferia das grandes cidades. Mas ao mesmo tempo em que a demanda cresce, os jornais mostram-se impotentes para atender à cobertura comunitária, porque isto implica triplicar ou até quadruplicar suas equipes de reportagem dedicadas a temas locais, o que é inviável nas condições atuais de fluxo de caixa (recursos financeiros) da maioria dos jornais e emissoras de rádio ou televisão.
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A opção de usar cada vez mais o público como fonte de informações é uma possibilidade concreta porque permite ao jornal ou à TV estar no local dos fatos graças a câmeras fotográficas e filmadoras digitais de cidadãos comuns. Mas isso cria uma dependência em relação a pessoas sem formação jornalística, o que é rejeitado pela maioria das redações. Alguns veículos de comunicação que testaram essa alternativa com mais intensidade defrontaram-se com um outro problema: os chamados jornalistas amadores acabam reivindicando participação financeira ou funcional, o que também é rejeitado pelas redações.
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O aumento da participação do público na produção de informações está obrigando os estudiosos a mudar seu foco de atenção. Até agora o estudo das mudanças na comunicação contemporânea provocadas pela internet e pela computação se limitaram a abordagens com foco no jogo de poder na mídia e na questão tecnológica. Falta ver o problema de baixo para cima, a partir das bases sociais, segmentos onde vão ocorrer as mais importantes transformações provocadas pelo uso das novas tecnologias de informação e comunicação.
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O pouco que tem sido estudado, em especial por acadêmicos jovens, mostra que os processos de inovação ocorrem de forma mais intensa quando se incorpora o conhecimento tácito de pessoas até agora consideradas excluídas tanto do ponto de vista informativo como do tecnológico. As teorias desenvolvidas pelos grandes pensadores já não conseguem dar explicações completas para os complexos fenômenos contemporâneos porque em sua maioria foram construídas a partir de universos sociais reduzidos, se comparados às multidões que estão frequentando cada vez mais a internet. A sociedade atual necessita de novas explicações e, ao que tudo indica, isso só se tornará viável quando os pesquisadores derem mais atenção ao que ocorre no Twitter, no Facebook, no Orkut. Nesses ambientes circula uma informação que é ignorada pela imprensa e pela academia, e que ainda é vista com um marcado desdém.
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FONTE: www.observatoriodaimprensa.com.br
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Cerca de um terço dos norte-americanos prefere acessar redes sociais na Internet para obter informações sobre temas locais ou discutir assuntos comunitários. Trata-se de uma tendência que já está sendo observada na Europa, na Ásia e na Austrália, onde as pesquisas apontam também uma redução acentuada na participação da imprensa na produção de notícias locais. Aqui no Brasil não temos pesquisas atualizadas sobre este fenômeno, mas é visível a redução do espaço dedicado às questões comunitárias, salvo nos casos de grandes enchentes, desastres naturais, crimes , escândalos e acidentes. Para a mídia, a redução é um problema de custos operacionais, mas para o público é a substituição de um modelo informativo por outro.
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Uma pesquisa divulgada esta semana e realizada pelos institutos Monitor e Pew Internet, ambos com sede nos Estados Unidos, mostrou que as redes sociais como o Facebook e Orkut são hoje responsáveis por 32% da informação local consumida pelos norte-americanos. Em segundo lugar vieram os blogs, com 19%; as mensagens por telefone celular (torpedos SMS), com 12%; e as micro-mensagens do Twitter, com 7%. Os restantes 30% estão distribuídos entre os veículos da imprensa convencional - mídia de massa.
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Cerca de um terço dos norte-americanos prefere acessar redes sociais na Internet para obter informações sobre temas locais ou discutir assuntos comunitários. Trata-se de uma tendência que já está sendo observada na Europa, na Ásia e na Austrália, onde as pesquisas apontam também uma redução acentuada na participação da imprensa na produção de notícias locais. Aqui no Brasil não temos pesquisas atualizadas sobre este fenômeno, mas é visível a redução do espaço dedicado às questões comunitárias, salvo nos casos de grandes enchentes, desastres naturais, crimes , escândalos e acidentes. Para a mídia, a redução é um problema de custos operacionais, mas para o público é a substituição de um modelo informativo por outro.
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Uma pesquisa divulgada esta semana e realizada pelos institutos Monitor e Pew Internet, ambos com sede nos Estados Unidos, mostrou que as redes sociais como o Facebook e Orkut são hoje responsáveis por 32% da informação local consumida pelos norte-americanos. Em segundo lugar vieram os blogs, com 19%; as mensagens por telefone celular (torpedos SMS), com 12%; e as micro-mensagens do Twitter, com 7%. Os restantes 30% estão distribuídos entre os veículos da imprensa convencional - mídia de massa.
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Na Holanda, Alemanha e Suécia, pesquisas feitas por empresas de publicidade e marketing também detectaram a mesma migração para a internet dos interessados em assuntos locais. Trata-se de um fenômeno que altera radicalmente a ecologia informativa nas áreas urbanas porque retira dos jornais um público fiel, especialmente os assinantes, ao mesmo tempo em que amplia o interesse dos usuários pelos assuntos locais, graças à maior diversificação temática. A mesma pesquisa feita pelo Pew Center em três cidades norte-americanas mostrou que o interesse pelos temas comunitários é hoje duas vezes maior do que há cinco anos, principalmente porque as pessoas passaram a trocar informações entre si por meio dos mecanismos de interatividade. Estas mudanças de comportamento aumentam a importância dos estudos sobre participação do público na produção informativa, uma área que está praticamente virgem, tanto nas universidades como entre os institutos de pesquisa especializados em Comunicação..
A redução do noticiário local nos jornais, rádios e emissoras de TV é uma consequência direta do aumento da participação do público e da contenção de gastos nas redações. O acesso crescente à informação online está gerando um fenômeno mundial de busca de reconhecimento de direitos individuais e coletivos, fato que aparece de forma mais clara no âmbito da periferia das grandes cidades. Mas ao mesmo tempo em que a demanda cresce, os jornais mostram-se impotentes para atender à cobertura comunitária, porque isto implica triplicar ou até quadruplicar suas equipes de reportagem dedicadas a temas locais, o que é inviável nas condições atuais de fluxo de caixa (recursos financeiros) da maioria dos jornais e emissoras de rádio ou televisão.
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A opção de usar cada vez mais o público como fonte de informações é uma possibilidade concreta porque permite ao jornal ou à TV estar no local dos fatos graças a câmeras fotográficas e filmadoras digitais de cidadãos comuns. Mas isso cria uma dependência em relação a pessoas sem formação jornalística, o que é rejeitado pela maioria das redações. Alguns veículos de comunicação que testaram essa alternativa com mais intensidade defrontaram-se com um outro problema: os chamados jornalistas amadores acabam reivindicando participação financeira ou funcional, o que também é rejeitado pelas redações.
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O aumento da participação do público na produção de informações está obrigando os estudiosos a mudar seu foco de atenção. Até agora o estudo das mudanças na comunicação contemporânea provocadas pela internet e pela computação se limitaram a abordagens com foco no jogo de poder na mídia e na questão tecnológica. Falta ver o problema de baixo para cima, a partir das bases sociais, segmentos onde vão ocorrer as mais importantes transformações provocadas pelo uso das novas tecnologias de informação e comunicação..
O pouco que tem sido estudado, em especial por acadêmicos jovens, mostra que os processos de inovação ocorrem de forma mais intensa quando se incorpora o conhecimento tácito de pessoas até agora consideradas excluídas tanto do ponto de vista informativo como do tecnológico. As teorias desenvolvidas pelos grandes pensadores já não conseguem dar explicações completas para os complexos fenômenos contemporâneos porque em sua maioria foram construídas a partir de universos sociais reduzidos, se comparados às multidões que estão frequentando cada vez mais a internet. A sociedade atual necessita de novas explicações e, ao que tudo indica, isso só se tornará viável quando os pesquisadores derem mais atenção ao que ocorre no Twitter, no Facebook, no Orkut. Nesses ambientes circula uma informação que é ignorada pela imprensa e pela academia, e que ainda é vista com um marcado desdém.
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FONTE: www.observatoriodaimprensa.com.br
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Rede social ajuda jovens a encontrar trabalho
Com o objetivo de dinamizar o relacionamento entre fornecedores e compradores, foi desenvolvida a rede social SuperTau. Acessada em 26 países, a rede tem ofertas que vão desde a troca de lâmpadas até consultoria. O nome da ferramenta web faz referência ao “Tau”, símbolo do trabalho na física moderna, que é calculado pela divisão de energia pelo tempo, vezes espaço.
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Focados em criar uma ferramenta inovadora e que aumentasse a eficiência das transações comerciais no país, o administrador Daniel Wege, o programador Jairo Moreno e o designer Marcelo Salles, após 10 meses de pesquisas de referências internacionais em e-commerce, gestão de projetos, de pessoas e de qualidade, desenvolveram o SuperTau. A missão do site é o aumento da qualidade dos serviços e geração de economia de tempo e dinheiro para os usuários. Para isso, possui um sistema de leilão onde somente os fornecedores com os pré-requisitos estabelecidos pelos contratantes podem dar lances.
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Focados em criar uma ferramenta inovadora e que aumentasse a eficiência das transações comerciais no país, o administrador Daniel Wege, o programador Jairo Moreno e o designer Marcelo Salles, após 10 meses de pesquisas de referências internacionais em e-commerce, gestão de projetos, de pessoas e de qualidade, desenvolveram o SuperTau. A missão do site é o aumento da qualidade dos serviços e geração de economia de tempo e dinheiro para os usuários. Para isso, possui um sistema de leilão onde somente os fornecedores com os pré-requisitos estabelecidos pelos contratantes podem dar lances.
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Seu sistema inovador de pré-requisitos é baseado em um conceito de gestão de pessoas, o CHAO (Conhecimentos, Habilidades, Atitudes e Outros), que permite aos usuários cadastrarem tanto o que aprenderam na escola ou com a experiência e também se possuem veículo, CNPJ, pretensão salarial e até sua agenda para trabalho remoto e presencial. E para quem ainda não possui experiência, o site disponibiliza um teste de personalidade, cujo resultado é uma lista de tarefas e ocupações para cada perfil. Além disso, o site segue uma política de gestão da qualidade baseada na ISO 9001, onde qualquer sugestão, dúvida ou crítica pode ser enviada pelo sistema de feedback do site e é recebida diretamente pelos diretores.
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FONTE: http://www.infojovem.org.br
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Mini-curso de Redes Sociais
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As aulas acontecerão diariamente, na Estação Digital do CRJ Funcionários I, sob orientação dos monitores Bertrand Sousa, Diego Christenson e Robson Queiroz. Serão duas semanas de aulas teóricas e praticas – duas horas em cada aula. No turno da tarde, das 14h às 16h e a noite, das 19h às 21h. Será concedido certificado ao final do Mini-curso. Inscrições on-line: http://bit.ly/igUFsL Mais informações pelo fone (83) 3218-9397 ou pelo Twitter: @bertrandsousa
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O Centro de Referência da Juventude (CRJ) Ilma Suzete Gama – localizado em frente à Praça Lauro Wanderley (http://bit.ly/fQ0R7N), no bairro Funcionários I, em João Pessoa – oferece com exclusividade e gratuitamente a primeira edição do “Mini-curso de Redes Sociais”. De 24/01 a 04/02, nos turnos tarde e noite, 20 participantes (10 em cada turma/turno), conhecerão melhor as principais redes sociais em utilização no Brasil, bem como suas potencialidades e aplicações. O público-alvo do Mini-curso é o mesmo dos Centros de Juventude, formado por jovens entre 15 e 29 anos. Entretanto, pessoas com idade acima dessa faixa etária poderão participar.
.As aulas acontecerão diariamente, na Estação Digital do CRJ Funcionários I, sob orientação dos monitores Bertrand Sousa, Diego Christenson e Robson Queiroz. Serão duas semanas de aulas teóricas e praticas – duas horas em cada aula. No turno da tarde, das 14h às 16h e a noite, das 19h às 21h. Será concedido certificado ao final do Mini-curso. Inscrições on-line: http://bit.ly/igUFsL Mais informações pelo fone (83) 3218-9397 ou pelo Twitter: @bertrandsousa
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Conteúdo programático.
1.0 - Introdução: conceitos e evolução
2.0 - Tipos e categorias de redes sociais
3.0 - As redes sociais no Brasil contemporâneo
4.0 - Potencialidades e aplicações das redes
5.0 - Criando uma rede social personalizada
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