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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Para quem ainda duvida da força da Internet
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Renato Rovai
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Mesmo com todos os avanços da Internet não é incomum ouvir em debates que ela ainda é muito elitista. Que só atinge uns poucos de classe média dos grandes centros metropolitanos. Selecionei alguns dados e divido com vocês para mostrar como, mesmo no caso brasileiro, essa afirmação já não reflete a realidade. De acordo com o Ibope Nielsen Online, em julho deste ano, 64,8 milhões de brasileiros acessavam a Internet nos mais diversos ambientes – casa, trabalho, biblioteca, lan-houses, escolas etc. Ou seja, quase 1/3 da população.
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Pelo mesmo instituto, em agosto, houve um aumento de 5% na quantidade de pessoas com acesso à web no trabalho ou em casa, em relação a julho. Só em casa ou no trabalho já são internautas 47 milhões de pessoas, ¼ da população. O Ibope ainda calcula que 87% dos internautas brasileiros entram na Internet semanalmente, o que desmente a tese de que as pessoas a usam só de vez em quando.
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A grande novidade é que só se está chegando a esses números porque a classe C está invadindo a rede e comprando computadores. A penetração na Internet desse segmento já é de 45% do total de brasileiros. Nas classes A e B é de 76%. Nas classes D e E juntas este percentual é de 10%. Ou seja, também na Internet elas estão excluídas.
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O Brasil já tem 60 milhões de aparelhos de computadores em uso e, segundo a Fundação Getúlio Vargas, esse número deve chegar a 100 milhões em 2012. Em 2008 foram vendidos 12 milhões de computadores no Brasil, segundo a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). No primeiro semestre deste ano, mesmo com toda tsunami da crise econômica, 4,8 milhões de computadores foram vendidos Hoje, 95% das empresas brasileiras já possuem computador.
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Há muitos outros dados sobre a Internet que desmontam as visões de que o computador e a Internet são instrumentos elitistas de comunicação. O engraçado é que boa parte dos que vêem a Internet com desdém acham que os jornais impressos fazem toda a diferença. A maior tiragem média diária no Brasil é de 300 mil exemplares.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

IV Semana pela Democratização da Comunicação
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A Semana pela Democratização da Comunicação é uma atividade organizada nacionalmente e tem por objetivo aglutinar estudantes, movimentos sociais e a sociedade em torno da construção de uma comunicação popular, livre e democrática. Desde 2005, ela é realizada na Universidade Federal da Paraíba. A primeira edição e a segunda edição foram organizadas pelo Coletivo Enecos/UFPB, e tiveram grande importância para o fortalecimento das lutas pela democratização da comunicação no Estado.
A III Semana pela Democratização da Comunicação teve o tema: “Democratizando a comunicação. Fortalecendo a cidadania.”, seu principal objetivo era estreitar os laços da atividade com os movimentos sociais, uma vez que a realização da semana não havia acontecido no ano anterior (2007), e aquele era um momento chave para a reorganização desses movimentos em torno da bandeira.
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A atividade, organizada pelo Coletivo COMjunto de Estudantes de Comunicação Social, foi construída em parceria com a Abraço – Associação Brasileira de Rádios Comunitárias/ PB, a ong Amazona, e as rádios comunitárias Voz popular e Independente. Apoiada pelo CCHLA e o Departamento de Comunicação e Turismo, a III Semana Democom foi um importante passo para a construção da Conferência Estadual de Comunicação. Durante a semana, começaram as articulações entre as entidades que participaram da roda diálogo “Construindo a I Conferência Estadual de Comunicação”, facilitada por Dalmo de Oliveira. Além de rodas de diálogos e mesas redondas, foram desenvolvidas uma porção de intervenções na universidade, que parou para discutir a Democratização dos Meios de Comunicação, o papel da mídia como agente opressora da sociedade, a pirataria, a lei do curta, a criminalização dos movimentos sociais, as tv's públicas e a abertura da TV UFPB.
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Este ano, a Universidade Federal da Paraíba sediará mais uma edição da Semana pela Democratização da Comunicação, nos dias 19 a 23 de outubro, com o tema "Democratizando a comunicação: a sociedade no controle.", que trará uma série de novidades e cuja principal caracteristica e aproximação da semana com as comunidades da capital. A Semana Democom invadirá a cidade com intervenções artísticas inspiradas no movimento cultural Jaguaribe Carne, um ato público em defesa de uma comunicação Livre e Democrática, painéis, rodas de diálogo em várias areas do conhecimento, vivências, oficinas e muito mais! Todas as atividades são abertas ao público e gratuitas.
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Programação
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20 de outubro (terça – feira)
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Espaços Autogestionados
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"Criminalização dos Movimentos Sociais e mecanismos de controle social", com Noaldo Meireles / Praça da Alegria - CCHLA, 9h
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"Regionalização dos conteúdos: o Nordeste com a cara do Nordeste"
Profª.: Maura Penna e Fórum do Audiovisual Paraíbano / Decom, 9h, Sala 117
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"A gente se vê por aqui: máquina subjetiva e modo de dizer o mundo"
Rodrigo Vaz – estudante de Psicologia e
Prof.ª Dr.ª Nadja Carvalho / Decom, 9h, Sala 115
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"Acesso, Cultura e incentivos a cidade de João Pessoa"
Pedro Osmar, Funjope e Barbara Duarte / Decom, 9h, Sala 116
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"Direito Humano à Comunicação e criminalização dos movimentos sociais"
Profª Renata Rolim / CCJ, 9h, Sala 01
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"A crise econômica e a mídia"
Profº: Nelson Rosas (Progeb) / CCHLA, 9h , Sala 402
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Exibição e debates de vídeos
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Coletivo Desentoca / CCJ, 17h, sala 01
Coletivo Voz Ativa / Auditório do PPGE8
11h - Conteúdo de mídia para a infância
14 às 17h - Educação libertária
19 às 22h – Extensão Popular
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14h – Oficinas
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Percussão – Projeto Pifercussão
- Capela Ecumênica
Teatro do Oprimido – G.R.I.T.O
- Sala Preta (Departamento de Artes)
Técnicas em grafite
- Tenda Cultural
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19h – Mesa: “Papel da Mídia Paraibana na formação da identidade local”
Local: Auditório 411 (CCHLA)
"Midia e formação de identidades"
Prof. ª Dr. ª Silvia Nogueira - UEPB e CPEDH
"Atual produção da mídia paraibana"
Walter Galvão – Jornalista editor do Jornal Já
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22h - Cultural: Noite da Cultura Popular
- Imburana
- MC Léo
- MC Demnys Anjo
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21 de outubro (quarta – feira)
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9h - Pré-ato público (Tenda cultural)
Preparação de faixas e cartazes para o Ato Público em defesa da
Democratização da Comunicação e o controle público social e da mídia
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13h – Ato Público – Concentração: Ponto de Cem Reis
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22h - Cultural: Noite Jaguaribe Carne
- Exibição do Documentário Jaguaribe Carne: Alimento da Guerrilha Cultural
- Conversa Cantada com Pedro Osmar e Paulo Ró
- Discotecagem com Abraão Bahia
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22 de outubro (quinta-feira)
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9h - Mesa: “Confecom, o Minicom e as possibilidades de novas políticas para as comunicações” / Local: Auditório 411 (CCHLA)
"Avaliando o Minicom: o olhar das rádios comunitárias"
José Moreira – ABRAÇO
"A conferência livre da Bahia: um exemplo para outros estados"
Andrea Chaves – Enecos
"Políticas públicas para a comunicação brasileira"
Mariana Martins – Coletivo Intervozes
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14h – Oficinas de Vivência
- Jornal Comunitário – Jardim Veneza
- Vídeo em pequenos meios – Bairro dos Novaes
- Memória e registro audiovisual - Penha
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19h – Cinema de Casa vai à Praça
- Praça da Alegria
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22h - Cultural: Noite dos Movimentos Sociais
- Peça Teatral: A Bundade do Patrão
- Roda de Capoeira
- Discotecagem com Abraão Bahia
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23 de outubro (sexta –feira)
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9h - Simpósio de Comunicação / Sala Aruanda (Decom)
- Cibercultura - Comunicação Comunitária
- Audiovisual - Comunicação e Política
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14h – Oficinas de Vivências
- Jornal Comunitário – Jardim Veneza
- Vídeo em pequenos meios – Bairro dos Novaes
- Memória e registro audiovisual - Penha
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19h – Mesa: “A abertura da TV UFPB e o direito da sociedade intervir”
Local: Auditório 411 (CCHLA)
"TV UFPB aberta: expectativas sobre esse novo veículo público"
Sandra Moura – Diretora do Pólo- Multimídia
"Quem tem medo das TVs públicas?"
Representante da ABTU - Alexandre Santos – Mediador
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22h - Cultural de Encerramento: Noite Antropofágica
- Pedro Osmar
- Palco Livre
- Brasis
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Exposições no Hall do CCTA - Decom
"Nação Jaguaribe"
"No tempo da delicadeza"
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Informações:
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Conferência Livre: juventude e comunicação
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Organizada pelo Conjuve, a Conferência Livre "Juventude e Comunicação" reuniu 60 jovens, de 18 estados, em Brasília, nos dias 25 e 26 de setembro. Segundo os organizadores, o encontro teve um papel importante para marcar a participação juvenil nas discussões da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que será realizada de 14 a 17 de dezembro, na capital federal. Inicialmente, o evento estava marcado para os dias 1º, 2 e 3 de dezembro, mas foi adiado em função da agenda do presidente Lula, que estará fora do país nesse período.
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A Conferência Livre permitiu uma ampla discussão sobre as propostas da juventude para uma comunicação democrática e inclusiva. Após a realização de palestras, por especialistas, e debates sobre o cenário atual das políticas de comunicação, os participantes reuniram-se em grupos de trabalho para elaborar as propostas que serão apresentadas como plataforma da juventude para o tema.
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O encontro abordou, entre outros pontos, os princípios de uma comunicação democrática; os mecanismos de participação e controle público e social; a concentração dos meios e mecanismos de estímulo à diversidade e a pluralidade; a internet e novas mídias, além dos desafios do campo público. A metodologia contou também com um mapeamento dos processos de conferências estaduais e discutiu estratégias para que os jovens possam se inserir cada vez mais nas dinâmicas das Comissões Organizadoras Locais.
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O relatório final da Conferência Livre de Juventude e Comunicação foi composto por 31 propostas, sendo que 9 receberam maior votação e, por isso, foram consideradas prioritárias. O documento será disponibilizado para cada participante como diretrizes da juventude para as Conferências Estaduais de Comunicação. Além disso, o relatório final será enviado para o caderno de propostas da sociedade civil da Comissão Nacional Pró-Conferência.
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De acordo com a Comissão de Comunicação do Conjuve, a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores foi ampliada e será a interlocutora desse processo junto ao Conselho. A expectativa é que o Conjuve realize um encontro antes da etapa nacional com delegados jovens eleitos, para consolidar essa plataforma juvenil. Veja abaixo as unidades da Federação que já agendaram suas conferências estaduais, onde serão escolhidos os membros que vão representar as entidades no encontro nacional.
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Paraná - 23 a 25 de outubro (77 delegados)
Bahia - 24 a 258 de outubro (100 delegados)
Mato Grosso - 29 a 31 de outubro (21 delegados)
Pará - 29 a 31 de outubro (44 delegados)
Minas Gerais - 29 a 31 de outubro (136 delegados)
Piauí - 29 a 31 de outubro (26 delegados)
Ceará - entre 15 a 31 de outubro (57 delegados)
Rio de Janeiro - 30 de outubro a 01 de novembro (118 delegados)
São Paulo - 30 de outubro e 01 de novembro (180 delegados)
Rio Grande do Norte - 05 a 07 de novembro (21 delegados)
Roraima - 05 e 06 de novembro (21 delegados)
Paraíba - 05 e 06 de novembro (31 delegados)
Sergipe - 05 a 06 de novembro (21 delegados)
Distrito Federal - 06 a 08 de novembro (21 delegados)
Espírito Santo - 06 e 07 de novembro (26 delegados)
Rio Grande do Sul - 08 de novembro (80 delegados)
Mato Grosso do Sul - 08 de novembro (21 delegados)
Festival Aumenta que é Rock 2009
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Rockabilly, Psychobilly, Regional, Rock and Roll, Punk, Indie, Stoner, Grunge e diversas vertentes do Metal e do Hardcore. Assim será o Festival Aumenta que é Rock 2009, que em sua quarta edição prima mais uma vez pela pluralidade como peça-chave para o sucesso do evento, que ocorre entre os dias 6 e 7 de novembro no antigo Galpão 14, agora rebatizado de Candeeiro Encantado, localizado no Centro Histórico da Capital paraibana.
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Para a edição deste ano, estão escaladas nomes já consagrados do cenário independente brasileiro como os pernambucanos do Devotos, os baianos do Retrofoguetes, os paranaenses do Sick Sick Sinners, além dos paraibanos Cabruera, Flávio Cavalcanti, Sodoma e Comedores de Lixo. No total são bandas de nove estados e quatro regiões brasileiras. Além disso, mais uma vez o evento vai contar com a presença de uma banda estrangeira. Depois da incendiária apresentação dos australianos do The Nation Blue em 2007, dessa vez quem desembarca em João Pessoa para agigantar o Aumenta são os noruegueses do Pulverhund.
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De acordo com Marcos Thomaz, que comanda a trupe do Coletivo Aumenta que é Rock, o FAQER 2009 vem para celebrar a grande fase que vive o Rock independente no país, em especial na Paraíba, que a cada dia apresenta mais novidades nos palcos. O evento deste ano também vai celebrar vários momentos representativos para algumas bandas. O Cabruera, Retrofoguetes estão lançando álbuns novos. Já o Sick Sick Sinners e o Vendo 147 estão debutando com os lançamentos dos primeiros discos. Enquanto a banda baiana registrou quatro músicas, os paranaenses apostaram no formato “bolacha cheia” com treze faixas e lançaram o trabalho pelo selo alemão Crazy Rock Records.
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Já o Devotos, um dos maiores expoentes do punk rock-hardcore brasileiro, está comemorando 20 anos de estrada. Além do lançamento de um disco ao vivo no Alto Zé do Pinho, berço da banda em Recife, os pernambucanos registraram o show em vídeo e estão com um ótimo DVD. Quem também dá as caras no festival são os paraibanos do Flávio Cavalcanti, que voltaram aos palcos pessoenses para poucas apresentações em comemoração aos 10 anos de lançamento do primeiro disco da banda. A apresentação do grupo no FAQER deve encerrar o ciclo de shows programados neste retorno da banda.
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Outras atrações como os já conhecidos da cena local Os Reis da Cocada Preta e Sodoma, os potiguares do Calistoga, e o metal cearense do A Trigger to Forget vem para mostrar toda a nova safra de competentes bandas que estão surgindo no Nordeste brasileiro. Ainda completam o cast de atrações do Festival Aumenta que é Rock nomes de diversas partes do país e que são referências nos estilos em que tocam como o incendiário quarteto carioca Confronto, Nervochaos (SP), Mugo (GO), Decomposed God (PE), e as locais Comedores de Lixo e Elmo.
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Mais informações:
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Semana de atividades no CRJ Funcionários 1
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A diferença entre ler e aprender
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Sergio Cyrino da Costa (*)
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Há alguns anos, o saber, que estava confinado a poucos afortunados frequentadores de bibliotecas e livrarias, ganhou as ruas por algumas publicações traduzidas, em bancas de jornal. Um pequeno número de revistas deu lugar a uma verdadeira explosão de imagens, termos científicos elaborados, curiosidades, literatura, desde física quântica até criação de cachorros e lutas marciais.
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Se um viajante do tempo entrasse hoje na banca da esquina, não iria acreditar que aquela barraca onde comprava suas revistas e fascículos se transformou numa babel de ofertas. Os fascículos semanais tinham um efeito curioso sobre o psiquismo do leitor: fazer que ele se imaginasse um bibliófilo, um imortal, cercado de volumes em que beberia na cultura completa do mundo. Ressalte-se aqui a palavra "completa". O formato atual traz justamente a ideia de um saber infinito, oceânico.
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Os antigos programas de perguntas da TV, como O céu é o limite e Absolutamente certo, prometiam fortunas aos candidatos que se especializavam em determinados campos do conhecimento, devorando todo o material disponível sobre o assunto escolhido. Eles despertavam a admiração da plateia pela quantidade de informações que conseguiam assimilar e reter. Quem se propõe a estes desafios já traz previamente dentro de si o hábito ininterrupto da busca por informações novas.
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O que moveria a compulsão à informação? Como já foi dito neste artigo, o homem já nasce curioso. A criança explora avidamente seu mundo imediato e vai ampliando sua capacidade de observação, à medida que se desenvolve. Enfia o dedo nas tomadas, leva os objetos à boca, move os olhos em todas as direções, acompanhando as luzes e ruídos do ambiente, extasiada com as primeiras informações que vão se acumulando dentro de sua mente.
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Um dos maiores discípulos de Freud, o brilhante húngaro Sándor Ferenczi, escreveu um pequeno trabalho em 1923 intitulado "O sonho do neném sábio". Nele, Ferenczi diz que os pacientes adultos frequentemente relatam sonhos nos quais crianças pequenas, e até bebês, são capazes de ensinar aos adultos com extrema erudição e locução perfeitas. O tema não é inédito, já que aparece em vários mitos, inclusive na história do próprio Jesus Cristo, em que ensinava aos sábios do templo. Ferenczi interpreta que estes sonhos representam o desejo da criança de ultrapassar os adultos em sabedoria e ciência, invertendo, assim, a posição de inferioridade. Um adulto que se sentiu humilhado na infância ou atualmente, também poderia desejar vingar-se dos que tivessem criticado suas palavras ou atos.
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Em muitos casos a obsessão pela informação e pelo conhecimento representa um exercício de preparação para uma contenda verbal. Traços obsessivos são absolutamente necessários à nossa organização psíquica normal. Um dos grandes méritos de Sigmund Freud foi ter percebido que as patologias mentais fazem parte dos componentes no psiquismo normal de todos os indivíduos, em doses pequenas. Tudo que aprendemos passa a ser catalogado em compartimentos de nossa mente, como gavetas de um arquivo. Algumas pessoas possuem o impulso irresistível de encher suas gavetas mentais até entupi-las de registros novos que não conseguem digerir. O colecionismo é a obsessão dos normais. Os fascículos semanais tinham um efeito sobre o psiquismo: fazer que ele se imaginasse um imortal.
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Afinal, o que quer o compulsivo por informação? Em primeiro lugar, aprender tudo, alimentar- se de conhecimento, saciar sua sede de saber. Em segundo, que este saber responda a todas as perguntas, como uma coleção de figurinhas que se completa, adquirindo os números faltantes. O problema é que, na realidade, sempre falta algo, porque o saber não é estático. Os compulsivos não se conformam com isso. Com o aumento gigantesco do acesso à informação, boa parte das pessoas liberou seu lado compulsivo adormecido.
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(*) Sergio Cyrino da Costa é psiquiatra e psicanalista.
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'Copia e cola' pode gerar processo
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Izabela Vasconcelos
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"Copia e cola" de releases é algo conhecido pelos jornalistas, mas pior ainda quando a notícia é publicada com o crédito indevido. Foi o que aconteceu com a jornalista Claudia Yoscimoto, que teve uma matéria publicada na íntegra em um site, assinada por outro profissional. Mais que antiética, essa atitude é ilegal e pode gerar processos por danos morais.
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Na época, Claudia fazia um trabalho para o então prefeito de Mogi das Cruzes (SP), Junji Abe. A jornalista acompanhou a visita do prefeito ao Japão e divulgou o fato aos órgãos de imprensa brasileiros no país e à assessoria de imprensa da prefeitura. O caso aconteceu em 2007, mas Claudia só se deu conta quando fez uma busca pelos textos para incluir em seu portifólio. “Foi a primeira vez que isso aconteceu comigo. Quando se muda alguma coisa, tudo bem, mas dar crédito para outra pessoa, isso foi antiético”.
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Para o presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais (Apijor), Frederico Ghedini, apesar das assessorias de imprensa terem suas particularidades, os profissionais que atuam nessa área podem reclamar seus direitos. “Ninguém pode colocar o nome em um texto que não foi ele quem fez. Isso pode suscitar uma ação por danos morais. É uma questão de direito autoral”, explica.
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Outros problemas
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A jornalista Paula Batista, sócia da Lide Multimidia, agência de comunicação com sede no Paraná, conta que o fato é comum. “Isso acontece bastante, de colocar o nome do jornalista do veículo, quando não usam o assessor como fonte, aspas na matéria. Mas não há muito o que fazer, porque geralmente ficamos sabendo muito tempo depois da publicação, e lidamos com um universo muito grande de jornalistas, alguns mais conhecidos, outros não”.
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Paula considera esse tipo de situação constrangedora para explicar para o cliente e adota algumas medidas para coibir a apropriação dos textos da assessoria. “Queremos que os clientes sejam divulgados na imprensa, mas quando acontece essas coisas acabamos restringindo, evitando de pautar o veículo. Outra opção é fazer o follow-up, para inibir e permitir que o jornalista fale com o porta-voz”, afirma.
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A jornalista relata um dos episódios que ela diz acontecer com frequência. “Quando fiz um trabalho para uma ONG, enviei um release. Quando fui ver, o texto havia sido publicado na íntegra em uma página inteira de um jornal”, relembra Paula, que enfatiza que fatos como esse acontecem principalmente em veículos pequenos, mas há exceções. “Isso já aconteceu na extinta Gazeta Mercantil, publicaram um release nosso, acrescentaram apenas um olho”, conta.
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Para a advogada da Apijor, Dra. Silvia Neli, casos como estes são comuns. “Um dos mais recentes que me lembro foi o caso da publicação de uma foto como ‘divulgação’ na Folha. A foto foi enviada por uma assessoria. Ganhamos em primeira instância, mas a Folha está recorrendo”. Silvia afirma que é essencial os jornalistas estarem atentos aos direitos autorais. “É importante ter essa atenção, o que não é uma prática no mercado, porque a qualquer momento uma pessoa pode requerer seu direito”, conclui.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Semana de atividades no CRJ Funcionários 1
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Inclusão social e cidadania
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Vicente de Paula Faleiros (*)
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A questão da inclusão social está profundamente vinculada à da exclusão, aliás, duas faces da mesma moeda: as relações sociais dominantes de desigualdade expressam-se nas políticas públicas. A inclusão política na esfera do direito, não corrige de “per se” a exclusão sócio-econômica, sendo que a relação entre ambas se manifesta num movimento histórico diversificado. As lutas sociais vão modificando as relações e a construção de pactos políticos estabelece a possibilidade de novos conflitos entre as forças que apóiam ou que discordam dos pactos.
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O pacto político do pós-guerra que articulou a seguridade social para enfrentar a crise do capitalismo se modificou nos anos 70 do século XX com a crise de energia e a mundialização do capital de grandes empresas e do capital financeiro. Os estados nacionais ficaram mais dependentes da interação globalizada e da competitividade dos mercados globalizados.
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Pfaller, Gough, Therborn (1991) mostraram, num estudo sobre os EUA, Inglaterra, França, Alemanha e Suécia que a competitividade se relaciona mais com a compra e a venda de mercadorias, não estando associada à rigidez do Welfare State. Ao contrário, a pesquisa mostrou que os mais completos Welfare States, como os da Suécia e da Alemanha, foram os que obtiveram maior sucesso na orientação das suas economias nacionais e na obtenção de alta produtividade que, por sua vez, foi associada à relativa boa cooperação entre capital e trabalho como o importante ingrediente desse sucesso.
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Na lógica neoliberal, entretanto, a competitividade estaria vinculada a uma maior disciplina e baixa de salários dos trabalhadores e não à garantia de direitos. A inclusão em direitos, ao contrário do que propõe o neoliberalismo, pode contribuir para maior produtividade, pois mostra uma responsabilidade coletiva pelos seres humanos. Não se deve, pois confundir competitividade com lucratividade, pois o que os mercados capitalistas buscam é ganhar vantagens e lucros, com maior taxa de exploração.
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Os processos de inclusão e exclusão vão se estabelecendo numa correlação de forças. A exclusão do desemprego pode, hoje, estar aumentando ou se acumulando com outras exclusões que foram reduzidas com a associação entre seguridade social e existência do emprego. A inclusão pelo emprego formal tem contribuído para o pagamento da previdência, o acesso ao crédito pela estabilidade do rendimento, o acesso a referências e identidades sólidas e a vínculos sociais, como para garantia de renda e posição social.
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A perda desta forma de inclusão, típica da modernidade capitalista, também desestruturou as referências a direitos garantidos, pois os direitos da cidadania expressam as relações sociais. Por sua vez, a desestruturação e redução de direitos condicionam as relações econômicas e as referências identitárias. O fato de ser considerado “sem emprego fixo”, no Brasil, ainda está associado, por exemplo, com vagabundagem. A carteira de trabalho, para a Polícia, em muitos casos, vale mais que a carteira de identidade. No contexto de mundialização, o que parece valer é o cartão de crédito.
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A inclusão pelo consumo ostenta uma aparente identidade de crédito na praça, mas novos mecanismos vêm controlar as informações e a garantia desse mesmo crédito, por exemplo, os serviços de informação sobre o consumidor, que é chamado de “proteção ao crédito”, ou seja, proteção do lucro. Desta forma, a inclusão e a exclusão se referem às dinâmicas de expulsão ou de inserção nas esferas socialmente reconhecidas.
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(*) Assistente social, Doutor em Sociologia, Professor da Universidade Católica de Brasília, pesquisador do CNPq, autor, consultor e poeta.
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A informação com ética e responsabilidade
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Luciane Paz
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Com o avanço da tecnologia dos meios de comunicação, a informação tornou-se algo prático e de fácil acesso. Tanto para quem publica, quanto para quem lê. Mas toda essa “praticidade” refletiu o lado ruim da mídia. A ética e a responsabilidade com o interesse público foi afetado. O “bombardeio” de informações, com a internet, jornais, revistas, rádio e televisão, deram espaço para a falta de veracidade dos fatos, invenção de artigos e a falta de apuração dos acontecimentos. Como demonstra o caso do jovem jornalista Stephen Glass, que inventava matérias admiráveis e acabou tendo suas mentiras descobertas. Sua história virou filme e hoje serve de exemplo para futuros jornalistas do mundo todo.
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De acordo com o dicionário Aurélio, ética é a ciência da moral; parte da Filosofia que trata dos costumes, deveres e modo de proceder dos homens nas relações com seus semelhantes. No jornalismo, a ética é conflitante na vida de um profissional. Lida-se diariamente com questões como verdade e mentira, suborno de fontes, omissão de identidade, publicações compromentedoras, entre outros aspectos que entram em pauta. Até que ponto devemos ir pela busca da informação?
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“Decodificar os dramas humanos”, para o jornalista Leandro Fortes essa é a principal função do seu trabalho. Para isso, deve-se escrever em linguagem clara e comum a todos, visando transmitir e desvendar informações inportantes de interesse público. Ir em busca de notícias, lutar por fatos escondidos, desvendar mistérios, denunciar crimes, são os principais objetivos de um jornalista comprometido com a verdade. Por outro lado, não podemos pecar na imparcialidade, distorção de informações e elitização do mercado.
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Segundo o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, “o compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos. Deve pautar seu trabalho na apuração dos conhecimentos e na sua correta divulgação." Entre os principais problemas da relação liberdade com responsabilidade estão: o direito à privacidade, o sensacionalismo e a objetividade jornalística. Um exemplo clássico comprova que a falta dos princípios éticos pode gerar problemas à população, como no caso do radialista Orson Welles. Em uma transmissão ao vivo, no ano de 1938, não deixou clara a correta divulgação e a real intenção de seu programa, e gerou grande repercussão entre os ouvintes que acreditaram que a Terra estava sendo invadida por alienígenas.
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“A responsabilidade é um princípio que está relacionado diretamente com a segurança das pessoas”, é o que diz nosso Código de Ética. Algo não adotado por Welles. É por isto que os meios de comunicação devem atuar de maneira responsável e ética. Comprometidos sempre com a verdade, levando informação à população, cultura,lazer e interatividade, de maneira clara e concisa sobre os fatos que realmente acontecem no mundo.
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A informação é proporcional ao grau de desenvolviemto de uma nação. E está diretamente ligada à democracia. Deve ser acessivel a todas as classes sociais. A informação no Brasil está defasada e necessita de assistência. Cabe ao jornalista uma posição ética e conciênte para desenvolver um jornalismo de qualidade e confiança e ajudar no crescimento do País.
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FONTE: http://lucianepaz.wordpress.com
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Dica cultural: evento
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As tribos urbanas
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Adilson Schio
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Rodeadas de códigos e normas, estudadas por sociólogos e psicólogos, mal entendidas por muitos, crescendo e se multiplicando, mudando hábitos, costumes e práticas sociais, aí estão as tribos urbanas, que podem ser caracterizadas como um fenômeno juvenil dos grandes centros e que, dia após dia, ampliam sua atuação e aumentam seus adeptos. Do que se trata?
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Estamos acostumados a ver jovens “normais” em nossas comunidades e/ou cidades. O máximo do diferente é alguém com um corte de cabelo não comum, ou com uma calça jeans toda rasgada, ou ainda, jovens com roupa de cor exótica e cheios de correntes, pulseiras, botons, anéis, etc. Isso não parece preocupar. Porém, por enquanto, essa atitude é característica de nossas cidades pequenas. Nos grandes centros urbanos - e o mundo se urbaniza cada vez mais - o diferente já se organiza, tem normas, leis, códigos, adeptos...
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Cedo ou tarde este fenômeno da juventude moderna chegará até nós. É importante que conheçamos as razões de tal fenômeno para sabermos agir diante dele. Punks, rappers, clubbers, grunges, góticos, emos, hippies, rastafaris, metaleiros, cosplays, skatistas, etc, etc... Estes são apenas alguns grupamentos juvenis, chamados pelos sociólogos de tribos urbanas, encontrados diariamente nos grandes centros.
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Os Grunges, por exemplo, são filhos legítimos da recessão mundial. O movimento nasceu em Seatle, nos Estados Unidos, e os adeptos são caracterizados pela sua indumentária: bermudão abaixo dos joelhos, tênis sujos, barbichas, calças rasgadas, etc. Eles transformaram o desleixo numa provocação aos “mauricinhos” e “patricinhas”, os chamados "filhos de papai". Ainda existem outros, como os rockabillies, que amam o rock dos anos 50 e usam enormes topetes; os góticos, que cultuam as sombras e adoram poesias românticas; e muitos outros agrupamentos juvenis.
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A origem de todas essas manifestações parece ser a contestação. A violência, a apatia, o desleixo, a festa e a anarquia são as formas de contestação do mundo pós-moderno, dizem os sociólogos. Ao analisar tudo isso podemos perguntar: o que tem por trás desse estilo de vida? Olhando a História, percebemos que muitas manifestações de repúdio e revolta com os padrões dominantes se deram de uma forma muito semelhante. Porém, ficaram outras duas questões: 1) este fenômeno é um modismo, simplesmente? 2) estes jovens são assim para si ou para os outros, isto é, vestem-se e agem assim por convicção ou são assim para serem vistos e notados numa cidade/sociedade onde o anonimato é o maior medo?
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A morte da identidade pessoal promovida pela sociedade moderna e seus aparatos, não é o fim. Ainda há, na alma do jovem, a capacidade de resistir e contestar, mesmo que à margem do normal, na contra-mão da sociedade. O sentimento de vazio e descontentamento vivido pelo jovem de hoje pode levar a uma resistência diante do mundo opressor, massificador e despersonalizador. Acredito na pluralidade de opções e estilos, desde que acima de tudo esteja a vida, a liberdade, a felicidade, a construção (ou re-construção) da pessoa, não importa se ela esteja de calça azul-marinho e camisa branca ou com um macacão cor-de-abóbora da cabeça aos pés.
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FONTE: http://www.mundojovem.com.br
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domingo, 20 de setembro de 2009

Sexualidade e adolescência (parte 1)
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Ana Sudária de Lemos (*)
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Sexualidade é energia a vital que nasce com o ser humano e continua até a sua morte, manifestando-se como um fenômeno biopsicossocial que influencia no seu modo de estar, compreender e viver o mundo como ser sexuado. Sendo assim, a sexualidade e suas expressões se ampliam além do foco das respostas genitais e estão submetidas às modificações decorrentes das experiências de aprendizagem - proporcionadas pelo meio ambiente vivencial - e das transformações anatômicas e fisiológicas das diferentes fases que fazem parte do contínuo processo evolutivo do ser humano.
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Na adolescência, a sexualidade se manifesta em novas e surpreendentes sinestesias corporais, em desconhecidos desejos e nas novas necessidades de relacionamento interpessoal ocasionadas pelas alterações hormonais trazidas pela puberdade, sendo um foco importante de preocupação e curiosidade para adolescentes de ambos os sexos. A maneira como o adolescente vai lidar com a sua sexualidade, a maneira como vai expressá-la e vivê-la, é influenciada por vários fatores entre os quais estão a qualidade da relação emocional e afetiva que vivenciou com pessoas significativas na infância e vivência no aqui e agora, pelas transformações psicológicas e cognitivas trazidas pelo crescimento e desenvolvimento, até os valores, normas morais e crenças da sociedade na qual ele está inserido.
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Como um fenômeno biopsicossocial carregado de profundas transformações nessa fase evolutiva e como parte inerente da identidade, a expressão da sexualidade no adolescente é colorida pela busca de sua identidade adulta, o que acarreta algumas características específicas que valem a pena serem enfatizadas. Os conflitos que vivem com seu corpo em mudança oscilam entre o prazer do crescimento e o medo e estranheza das novidades que esta mudança acarreta. As comparações que ele faz entre o corpo ideal, criado por modelos de beleza de uma cultura de massa consumista, e o seu corpo real podem influenciar de maneira negativa no seu auto-conceito.
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Conseqüentemente, podem se refletir depreciativamente na sua auto-estima e auto-afirmação, tão necessárias ao descobrimento de si mesmo como pessoa que tem qualidades, que tem defeitos e com um potencial criativo a ser desenvolvido e utilizado durante a vida, para responder saudavelmente às demandas de um mundo influenciado por constantes e rápidas transformações e com valores mutáveis, que repercutem na sua maneira de viver e exprimir a sua sexualidade.
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Organizando-se como uma pessoa separada emocionalmente dos pais, afastando-se do seu papel de criança e experimentando papéis de adulto, o adolescente vivencia conflitos ambivalentes de dependência e independência expressos na maneira como questiona as atitudes, comportamentos e valores de sua família e sociedade. Ele constrói sua referência de valor, de ética, de moral, sua maneira de pensar e estar no mundo, relacionando-as, às vezes, contrariamente aos valores familiares e sociais. Essa reorganização de si mesmo passa por condutas peculiares transitórias, que podem se refletir na maneira de vestir e no uso de adereços, na higiene e na organização pessoal e do espaço em que vive e nas atitudes sociais reivindicatórias.
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Querendo saber mais sobre o mundo que o cerca, avaliando-o com critérios diferentes, utiliza, ao lado dos pensamentos concretos de sua infância, a sua mais recente aquisição: o pensamento abstrato, que traz elementos novos para essa avaliação. Essa nova maneira de ver e avaliar o mundo pode gerar pensamentos onipotentes, mágicos que determinam hipóteses avaliativas equivocadas que atuam como verdades e interferem no comportamento do adolescente e conseqüentemente no seu comportamento sexual. No mundo onipotente juvenil, como resultado da idéia - “comigo isso não acontece, só com os outros” - aparecem as gravidezes não planejadas e os comportamentos de risco no trânsito e na atividade sexual, entre outros.
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Nessa etapa de reorganização de si mesmo é fundamental o grupo de companheiros como suporte para o adolescente. Nesse espaço, o adolescente se identifica com outras pessoas, vivencia novos papéis, assimila outros valores que não os familiares. Enfim, o grupo fornece atrativamente, uma nova estrutura de padrões sociais e sexuais que se somará aos outros fatores anteriormente assinalados, na adoção de um estilo de vida que vai se espraiar nos seus comportamentos e maneira de viver, de expressar a sua sexualidade, com alto ou baixo risco para a sua saúde biopsicossocial.
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(*) Psicóloga, especialista em saúde do adolescente e do jovem.
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Semana de atividades no CRJ Funcionários 1
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Diluição da mídia e comunicação
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Marcelo D'Amico
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A imagem, o audiovisual, o som e o texto convivem na esfera virtual sem que possamos distinguir claramente seus limites. A informação, a publicidade e a cultura convivem misturadas na Internet: em uma mesma página eletrônica as três esferas se apresentam similarmente. Neste cenário se tem que analisar o exposto na internet como conjunto. Não é possível considerar estes formatos separadamente.
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A Internet, antes restrita aos aparelhos computadores, agora invade celular, televisão digital e muitos outros produtos. Sem dúvida, a Internet mudou e provavelmente mudará mais ainda os termos da comunicação. A ferramenta que se apresenta é fantástica, mas sua dificuldade pode ser encontrada naquilo que se oferece em demasia e no uso que dela é feito. A diluição dos tipos de comunicação permite ao usuário pensar tudo como um conjunto, sem ver diferentes intenções e linguagens em cada discurso. Neste sentido, existe a tendência de simplificação na qual a cultura ganha aspectos de publicidade e a publicidade de informação, e esta de cultura e assim tudo se diluí.
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O discurso simplificado propalado adquire ares de novidade e tendência propagando-se, por exemplo, o nanoconteúdo (palavra designadora de conteúdo informativo pequeno e rápido) como se esta fosse a vontade majoritária. Não é de assustar que logo o novo “conceito” seja admitido por sujeitos que adoram integrar-se à hipermodernidade. As intenções deste discurso muitas vezes passam despercebidas. A contextualização do enunciado acaba se perdendo no mundo prioritário da velocidade.
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A informação, a publicidade e a cultura são hoje produtos mercantis e escondem intenções de compra, venda e manipulação no bombardeio constante de informação, novidade e acontecimentos. Perdeu-se a suíte jornalística, a contextualização e o tempo necessário de análise e crítica de tudo o que é lido, assistido ou ouvido. Cada vez mais o mercado exige que se saiba um pouco de tudo o tempo todo e isto pode significar quase nada de saber concreto.
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Num mesmo sítio digital da internet a publicidade, a informação e a cultura são aparentemente iguais. Tornou-se mais difícil separar a veracidade informativa. Ao mesmo tempo o texto, som, imagem e audiovisual e as esferas da informação, publicidade e cultura estão diluídas num espaço que dificulta fixar a atenção num objetivo, facilitando a dispersão em conteúdos fugazes. Pouco existe de diálogos, pois se fala das mesmas coisas sob o mesmo ponto de vista. Empreender análise e crítica nos tempos atuais é ainda mais urgente e necessário para todos.
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FONTE: http://comunicatudo.blogspot.com
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Expectativas profissionais
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Nei Alberto Pires (*)
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O mundo do trabalho complexo e exigente de hoje produz a escassez de oportunidades. Esta realidade sugere atitudes de superação e grande dinamismo de todos nós. As oportunidades não estão dadas, mas precisam ser criadas e recriadas, a partir dos contextos em que somos envolvidos ou convidados a participar. O que gera conflito e apreensão entre nós, no entanto, são as amarras que nos prendem a um paradigma de formação e educação que considera a espera, e não a busca, elemento fundamental para a inserção no mundo do trabalho. Faltam-nos instrumentos que ativem mais a nossa criatividade e dinamismo, e menos as nossas atitudes passivas como a acomodação e a espera.
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Todas as oportunidades de trabalho que criamos ou que nos aparecem, geram uma grande expectativa. Sabemos lidar com esta expectativa? Conseguimos tirar lições de cada processo de seleção em que participamos, independentemente do resultado? Nossas tentativas de inserção no trabalho são investimentos ou são meros fins em si mesmos? Como lidamos com as frustrações?
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O trabalho é um fator dignificante do ser humano. Trabalhar, para além de propiciar a condição de sermos úteis e partícipes do mundo, nos dá, também, a emancipação e dignidade humanas. Quem trabalha, preferencialmente naquilo que gosta de fazer, investe seu tempo, sua energia e suas habilidades de tal modo que seu trabalho passa a também significar sua vida. Este aspecto é facilmente identificado através do comportamento das pessoas no trabalho.
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Todos precisamos trabalhar. Nem todos, infelizmente, temos as condições de nos dignificar com o trabalho. O trabalho precarizado, estressante, insalubre e pouco valorizado, para muitos, significa um sacrifício. E, com poucas oportunidades, muitos acabam se submetendo a vida inteira a um trabalho que não os realiza. É muito bom quando as circunstâncias de nossa vida pessoal e intelectual coincidem com as oportunidades profissionais capazes de nos envolver com as nossas melhores energias e desejos. Mas, enquanto esta sinergia não acontece, devemos aproveitar todas as experiências de trabalho como oportunidades únicas para desenvolver distintas habilidades. Estas habilidades e aprendizagens são especialmente importantes para uma melhor compreensão da complexa realidade do trabalho num mundo globalizado.
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Outra coisa a considerarmos é que não vivemos uma crise de trabalho, mas sim, uma crise de emprego. O mundo, a humanidade, por sua dinâmica de evolução, cria constantemente novas necessidades que exigem dedicação, competências e esforços humanos. Mas estas, muitas vezes, não são assimiladas e incorporadas pelo mercado de trabalho por não seguirem a lógica e os parâmetros do modelo de produção vigente.
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As políticas públicas que envolvem a temática do trabalho como a educação, a intermediação da mão-de-obra e a formação profissional precisam, urgentemente, auxiliar os trabalhadores numa melhor compreensão do mundo do trabalho. Do mesmo modo, devem permitir a construção de outras habilidades que permitam recriar o mundo do trabalho. Estas não são responsabilidades exclusivas de indivíduos e profissionais, mas de uma sociedade inteira que precisa se re-organizar, a partir da garantia de um trabalho para todos. É, não permitamos, pois, que o dinheiro público ajude a financiar as nossas frustrações e expectativas profissionais.
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(*) Professor e militante dos Direitos Humanos.
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FONTE: www.cepec.org1@gmail.com
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Setembro no CRJ: arte, cultura e integração
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O Centro de Referência da Juventude Ilma Suzete Gama
(CRJ Funcionarios 1) apresenta:
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:: JOVEM FAZ
Nesta sexta-feira (11/09), às 18h, na Praça Lauro Wanderley;
Atividade de encerramento do primeiro semestre das Oficinas 2009.
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18:00 - Futsal feminino CRJ
19:00 - Exibição de vídeos
19:30 - Break na Praça
20:00 - Teatro CRJ: A Peça
20:20 - Grafitagem coletiva
20:50 - Batuque Arrasta Cidade
21:30 - Apresentação de dança
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:: Papo Jovem
Sempre nas quartas-feiras, às 19h, no nosso auditório;
A galera se reune para trocar ideias e ficar bem informados(as).
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09/09 - (19h) - "Formando idéias"
16/09 - (19h) - "Paquerar, ficar, namorar..."
23/09 - (19h) - "As danças do momento"
30/09 - (19h) - "Esporte & juventude"
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:: Cinema CRJ
Toda segunda (às 19h) e nas quintas-feiras às 15h, no auditório do CRJ;
Filmes, shows, pipoca e diversão para todo mundo!
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10/09 - 15h - Cirque du Soleil: Quidam
14/09 - 19h - Diáro de motocicleta
17/09 - 15h - O sorriso de Monalisa
21/09 - 19h - Entre nesta dança
24/09 - 15h - Happy Feet: o pinguim
28/09 - 19h - Domésticas: o filme
01/10 - 15h - Pelé eterno
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Cinejornalismo: comunicação audiovisual comparada
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Produções audiovisuais caracterizam-se por possuírem diferentes camadas de significação. Desde as primeiras produções e exibições no início do cinema, a utilização de música foi presença constante, havendo sempre o acompanhamento executado ao vivo por um pianista durante as projeções. Com o desenvolvimento de novas técnicas que possibilitaram a sincronização precisa da imagem com o som4, a música passou a ser utilizada para compor a articulação dramática das tramas.
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A consolidação da linguagem cinematográfica utilizando-se da música foi herdada pelos antecessores do telejornalismo: os cinejornais. Os primeiros deles foram produzidos em 1909 pelos próprios irmãos Lumiere que, em 28 de dezembro de 1895 já haviam realizado também a primeira projeção comercial de filmes. No Brasil, o cinejornalismo atravessou períodos vigorosos, tendo início em 1912 com o Cine Jornal Brasil, produzido no Rio de Janeiro pela produtora P. Botelho & Cia.
.O cinejornalismo brasileiro ainda ganhou um novo impulso a partir de 1930, quando, durante o Estado Novo, passou a receber atenção e apoio especiais do governo. Paralelamente ao desenvolvimento dos cinejornais, as transmissões radiofônicas, iniciadas no Brasil em 1923 com a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, levavam ao ar programas jornalísticos que também se utilizavam de acompanhamento musicais.
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Quando do início das transmissões televisivas no Brasil, o telejornalismo alimentou-se principalmente de profissionais do rádio que, herdando também a influência da linguagem desenvolvida nos cinejornais, definiu a forma dos primeiros telejornais. Estes, devido a restrições técnicas, faziam a utilização de música de maneira mais próxima aos cinejornais: locução em off6 e música acompanhando as imagens, formato que é utilizado até hoje nas lapadas - aglomerados de notícias curtas apresentadas por locução em off acompanhada por trilha musical e ilustradas por imagens - dos telejornais.
. O Cinema, de onde se originou o telejornalismo - filho da literatura e do folhetim, da Fotografia e do rádio no Brasil - vem sendo resgatado desde as suas origens, não só enquanto linguagem, mas também enquanto conteúdo de expressão em importantes momentos históricos, econômicos, políticos e culturais da vida brasileira em relação aos demais países estrangeiros.
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Os meios de comunicações (radio, cinema e TV) configuram sistemas sociais de produção, circulação e consumo de mensagens midiáticas que incluem uma ampla parte da população nesses ambientes simbólicos; essa situação permitiu o desenvolvimento de estratégias, modos de vida, formatos e gêneros populistas. A estruturação de campos midiáticos audiovisuais no subcontinente Americano tornou possível a conjunção de organizações midiáticas especializadas - empresas, industrias, instituições, produtoras e organizações culturais - e culturas populares. Isso demonstra a transformação político-social que representou a incorporação ao mercado de consumo das classes populares, realizada pelo populismo latino-americano.
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Ser jovem é ter arte de inventar
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David da Silva
Natasha Fonseca
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A condição juvenil é dada pelo fato de os indivíduos estarem vivendo um período específico do ciclo de vida, num determinado momento histórico e cenário cultural. No contexto atual, juventude é, idealmente, o tempo em que se completa a formação física, intelectual, psíquica, social e cultural, processando-se a passagem da condição de dependência para a de autonomia em relação à família de origem. A pessoa torna-se capaz de produzir (trabalhar), reproduzir (ter filhos e criá-los), manter-se e prover a outros, participar plenamente da vida social, com todos os direitos e responsabilidades. Portanto, trata-se de uma fase marcada centralmente por processos de definição e de inserção social.
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A partir dessa diversidade de estilos e identidades, a juventude pode ser considerada um fenômeno multidimensional, com o qual procura-se entender os diversos fatores que a compõem. Por um lado, a juventude é o momento que o individuo começa a ampliar suas responsabilidades e responder individualmente as diversas relações sociais que o cercam. Por outro lado, esta é um período de transição, de diversas transformações biológicas e psicológicas, é deixar de ser criança e ainda não ser um adulto. E é ainda, a fase da vida em que se constrói a sua personalidade e suas escolhas de acordo com o contexto social, cultural e econômico que se está inserido. Essa contextualização é de grande importância para certificar que se está falando de uma população heterogênea, com identidades próprias, ou seja, não estamos falando de juventude, e sim de juventudes.
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A juventude é por natureza impregnada de simbolismos, potencialidades, fragilidades e inexplicáveis ambigüidades. Todas essas características devem ser avaliadas e levadas em conta quando se pensam na função, na atuação e na inserção desse jovem na sociedade, pois é a partir deste conjunto que se devem construir as políticas voltadas para as diferentes juventudes,ou seja,são essas as potencialidades que devem ser exploradas para elaboração de toda e qualquer proposta voltada a esses jovens.
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Dados sobre a juventude brasileira
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A juventude brasileira é composta de 34,1 milhões de jovens entre 15 e 24 anos de idade, o que representa 20,1% do da população do País. É a esta parcela da população que hoje se aufere o futuro da nação. Mas de que futuro? Os dados do último CENSO apontam que do total de jovens, 9 milhões vivem abaixo da linha de pobreza, 26% da juventude brasileira dispõe de uma a renda per capta inferior a R$ 61,00. Esse dado dá uma clara dimensão de uma das múltiplas desigualdades referentes aos índices de escolarização, renda, desemprego, mortalidade, gênero que marcam, especialmente as condições de vida os jovens brasileiros.
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A juventude, porta de entrada para a vida adulta, quando a necessidade de inserção econômica é conjugada a necessidade de ampliação de escolaridade.Em função deste momento específico, tem-se apresentado uma ampliação considerável na taxa de escolarização entre a população juvenil , principalmente na faixa de 15 a 17 anos que foi ampliada de 55% para 78,8% . Contudo a maioria desses jovens ainda freqüenta o ensino fundamental. Os índices de escolarização são mais frágeis quanto aos jovens entre 18 e 19 anos, já que apenas 50,3% dessa população freqüentam a escola. Os índices caem ainda mais entre os jovens de 20 a 24 anos, pois apenas 26,5% podem ter acesso à escolarização já que a maioria que se enquadra nessa faixa etária precisam trabalhar.
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Se por um lado à necessidade de inserção no mundo do trabalho é um dos fatores de abandono ou desistência da permanência na escola, por outro o desemprego representa um dos mais graves dilemas vividos por esses jovens. Toda essa situação de desemprego e pressão para a inserção dos jovens no mercado de trabalho se acirrara na última década, inclusive pela precarização da força de trabalho, instabilidade das vagas e baixa qualificação profissional, levando a crise do desemprego juvenil. Pode-se afirmar, desta forma, que os jovens pobres têm se deparado com limites, em alto grau, em relação as suas possibilidades de acesso ao primeiro emprego e de continuidade dos estudos, criando barreiras para construção de novas perspectivas, além de um o sentimento de frustração, desânimo e falta de futuro.
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Contudo, esses jovens encaram esse quadro com a perseverança e a criatividade que lhes são peculiares. Pois como pode ser constatada, historicamente, a juventude tem sido o ator social de mudança, pois desde os anos 60, esta tem se apresentado como questionadora da sociedade, de usos e costumes, desigualdades e injustiças. A juventude herdou sobretudo o caráter estruturante de utopias sociais e políticas, desde os movimentos pró-democracia da década de 70, demonstrando todo seu engajamento político e social. Nos anos 80 essa juventude, diante de uma maior liberdade política, assume o seu protagonismo nos movimentos culturais, sociais e em prol da ampliação da sua cidadania.
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FONTE: http://www.juventude.org.br
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