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domingo, 8 de novembro de 2009

Arte eletrônica e cibercultura
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André Lemos (*)
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A arte exprime sempre o imaginário de sua época. A modernidade configura-se a partir da autonomia de diversos campos do saber como a ciência, a arte, a moral . A arte moderna investe na racionalização do mundo e tenta se distanciar do ecletismo do século XIX , rompendo definitivamente com a tradição clássica. Ela se apresenta de forma revolucionária, preparando a construção do futuro, superando o passado. O passado é evocado pela arte moderna como uma parodia. Nesse sentido, a arte moderna é utópica, futurista e funcional, onde as formas estéticas devem servir à função (Bauhaus, International Style). A arte deve juntar-se a indústria, servindo como modelo de um projeto progressista da organização social. Os valores artísticos da modernidade sintetizam os valores econômicos, tecnológicos e epistemológicos do maquinismo da modernidade (Subirats).
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A arte pós-moderna vai se diferenciar dos movimentos do alto modernismo, por preferir formas lúdicas, disjuntivas, ecléticas e fragmentadas. A arte vai servir aí como parâmetro, exprimindo o imaginário da pós-modernidade, não se estruturando mais na parodia (o escárnio do passado), mas no pastiche (a apropriação do passado). A única possibilidade, já que tudo já foi feito, é combinar, mesclar, re-apropriar. Como veremos adiante, o digital vai trazer possibilidades novas e radicais para essa mistura e re-apropriação de estilos.
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A ciber-arte aproveita o potencial das novas tecnologias para explorar, virtualizando, os processos de hibridação da cibercultura contemporânea: espaço/ciberespaço, tempo/tempo-real e corpo/prótese. Ela parece desestabilizar a cultura do espetáculo: o que fazer com os museus e galerias? E as editoras de livros e discos? E o show-bizz?
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Nos parece ser uma tendência inevitável, que a cultura analógica seja paulatinamente substituída (a TV, o radio, o jornal, as revistas, os livros, etc.) pelos cultura digitais. Mesmo que no futuro todos os media sejam digitais, os media clássicos e a arte "analógica" não vão desaparecer, mas passar por transformações profundas. É todo o processo criativo e artístico que está em vias de transformação nesse final de século. A arte se desloca de uma "mímese da natureza", de uma re-presentação do mundo, do objeto "natural" original, para uma arte cujo objeto desaparece tornando-se modelo, permitindo a "simulação" da natureza.
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A ciber-arte tem no processo de virtualização, digitalização e desmaterialização do mundo a sua força e particularidade. Ela é interativa e atua dentro dos espaços híbridos da cultura contemporânea (o espaço, o tempo e o corpo). Por ser imaterial, a arte eletrônica não se consome com o uso e pode circular ao infinito, escapando da lei entrópica da sociedade de consumo. É nessa circulação frívola de bits que está o coração da arte eletrônica da cibercultura. Mais sensual e intuitiva do que racional e dedutiva, a ciber-arte tenta produzir novos espaços de experiências estéticas e interativas, sob a energia do digital.
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(*) Doutor em sociologia pela Sorbonne, professor e pesquisador do Programa de Pòs-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Faculdade de Comunicação (FACOM), UFBA/CNPq.
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FONTE: http://linksetextos.blogspot.com
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Diploma de Jornalismo: novamente em pauta
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O senador Inácio Arruda apresentou na última quarta-feira (04/11), relatório favorável à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2009 na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O projeto restabelece a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão.
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No relatório, Arruda ressaltou a importância do curso de Jornalismo. Em seu entendimento, a faculdade “não se resume a um estudo puramente técnico, pois ser jornalista não é apenas escrever bem. Por se tratar de uma profissão que desempenha função social, o jornalismo requer formação teórica, cultural e técnica adequada, além de amplo conhecimento da realidade”, afirmou o relator.
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Arruda vai contra o entendimento do Supremo Tribunal Federal, que viu na exigência do diploma uma restrição à livre manifestação do pensamento. “A PEC visa resgatar a dignidade profissional dos jornalistas, fixando na própria Constituição que a profissão de jornalista é privativa do portador de diploma de curso superior em jornalismo, sem criar restrições à livre manifestação do pensamento e das informações, garantindo a democracia e a liberdade, pilares do Estado de Direito”, afirmou.
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De autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), a PEC conta com a subscrição de 50 dos 81 senadores da República. A oposição apresentou requerimento que pedia a retirada do projeto da pauta, mas ele foi derrubado por 29 votos contra 10. A PEC deverá ser votada na próxima quarta-feira (11/11) pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ). Caso a proposta seja aprovada, será formada uma Comissão Especial, que apresentará um relatório antes de a matéria ser apreciada pelo Plenário.
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FONTE: http://www.comunique-se.com.br
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

2ª Semana Municipal de Juventude
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O evento será realizado pela Secretaria de Juventude, Esporte e Recreação através da Coordenação de Juventude e em parceria com os demais setores da PMJP. A realização da Semana da Juventude nasceu em outubro de 2007, com a criação do Empreender Jovem e outras ações organizadas pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), voltadas para o seguimento. Com o objetivo de construir ações direcionadas ao público jovem, e atender suas necessidades específicas, bem como festejar o Dia Nacional de Juventude, comemorado em todo País, como momento de reflexão dessa faixa etária.
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O Dia Nacional da Juventude é parte de um processo de políticas públicas que busca a dignidade dos jovens, comemorando as lutas anuais dos jovens organizados. É a mobilização maior - concentrando multidões de jovens em todo o Brasil - na busca por novas relações de vida, pautadas na justiça social, poder popular, legitimidade da diversidade, protagonismo juvenil, educação libertadora e construção da paz.
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) classifica como "jovem" a população entre 15 e 24 anos. O Estatuto da Juventude entende como jovem, todo brasileiro que possua de 15 á 29 anos. As juventudes representam hoje quase um quinto da população total do nosso país. As projeções para o ano 2015 apontam que esse fortuito não deve apresentar quase nenhum crescimento e a tendência é sua estabilização, um fato que ocorre pela primeira vez no Brasil. Tal passagem está dando ao Governo Federal melhor condição de planejamento e execução de políticas públicas voltadas a essa parcela da sociedade. Mas, mesmo com uma acentuada diminuição das taxas de crescimento demográfico nas regiões do País, não há aumento da expectativa de vida das crianças, adolescentes e jovens que correspondem quase à metade da nossa população.
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Atualmente a juventude ainda é vista como uma fase transitória da vida. Essa visão é motivada pela memória do passado, pois ninguém resiste à tentação de comparar a geração atual com a juventude dos anos 60 e 70. Nesse sentido, os jovens de hoje perdem porque são qualificados pela falta da capacidade de reflexão, pela acomodação em relação aos valores estabelecidos ou até mesmo pela falta de ímpeto renovador. Essa visão antiga vem da insistente idéia preconcebida de que todas as gerações de jovens são portadoras de utopias e de projetos de transformação social.
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Neste início de século, onde muitos conceitos foram revistos, houve uma reavaliação inclusive do próprio conceito de juventude. A Psicologia e a Sociologia distinguem a juventude como uma categoria provisória, destacando alguns traços diferenciadores, como: a imprecisão, individuação, vivência de uma crise potencial e, por fim, um estado de revolta ou "desconforto juvenil".
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Portanto, a juventude nada mais é que uma construção sócio-cultural. Ao contrário do que ocorreu em outras épocas, a lógica da juventude atual não é discursiva, mas visual. Militância, para uma parcela desse segmento, é dedicação à preparação de projetos sociais que acabam sendo parte de suas vidas.
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PROGRAMAÇÃO DA SEMANA
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Dia 03/11/2009 (terça-feira)
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14h00min – Abertura da Semana de Juventude: fala solene
Ricardo Coutinho - Prefeito de João Pessoa
Alexandre Urquiza - Secretário Municipal de Juventude
Joana D’arck Ribeiro - Coordenadora de Juventude
Local: Praça Pedro Américo (Centro)
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15h00min - "Caminhada Pela Não-Violência Contra a Juventude"
Concentração: Praça Pedro Américo (em frente ao Teatro Santa Rosa)
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16h30min - Apresentações culturais:

Percussão – CRJ Rangel
Dança do Ventre – CRJ Valentina
Dança de Rua – CRJ Alto do Mateus
Grupo de Capoeira – CRJ Mangabeira
Peça Teatral - PROJOVEM Alto do Mateus
Local: Ponto de Cem Reis (Centro)
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Dia 04/11/2009 (quarta-feira)
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15h00min - Oficina de Papetagem
Centro de Referência da Juventude dos Funcionários I
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15h00min - Exibição do curta metragem: “Em que lado você esta”
Centro de Referência da Juventude do Alto do Mateus
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15h00min - Exibição do curta metragem:
“O rap do Pequeno Príncipe contra as almas sebosas”
Centro de Referência da Juventude de Mangabeira
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15h00min - Debate sobre “Protagonismo Juvenil”
Mediadora: Sandra Regina Rodrigues
Centro de Referência da Juventude do Rangel
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19h00min – Debate sobre “Mídia e Juventude”
Mediador: Bertrand Sousa (Jornalista / SEJER)
Centro de Referência da Juventude do Valentina
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19h00min - Rodas de conversa nos núcleos do ProJovem Urbano
Tema: Políticas Públicas de Juventude (PPJs)
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Dia 05/11/2009 (quinta-feira)
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14h00min – Apresentação cultural: ProJovem Adolescente
14h15min - Roda de conversa sobre Políticas Publicas de Juventude
“Juventude e participação política” - Tereza Queiroz e Monica Franch
“Expressões da juventude na cultura” - Déa Limeira (Funjope)
“Juventude e geração de emprego e renda” - Ruy Ribeiro
Mediadora: Joana D’arck (Coordenação de Juventude / SEJER)
Apresentação do Batuque Arrasta Cidade (CRJ Funcionarios I)
Local: auditorio da UFPB
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Dia 06/11/2009 (sexta-feira)
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16h00min – Shows de Encerramento
DJ AND'y e convidados
Unidade Móvel
Samba Pura Raiz
Local: Largo de Sao Pedro Gonçalves
(Centro Histórico de João Pessoa)
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Breve História da Fotografia
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A fotografia é uma forma de comunicação não-verbal e pode conter múltiplos significados, dependendo de quem a interpreta. É arte e técnica unidas, informação de impacto e importante complemento da mídia. No século XI, na Turquia, os caravaneiros do deserto observaram que o raio de sol que penetrava pelo furo de uma tenda projetava imagens invertidas dos objetos. Assim surgiu o que hoje se conhece como câmara escura.
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Nos séculos seguintes, a câmara escura se tornou comum entre os sábios europeus, que já podiam observar os eclipses solares, sem prejudicar os olhos. No século XIV, já se aconselhava o uso da câmara escura como auxílio ao desenho e à pintura. Leonardo da Vinci (1452-1519) fez uma descrição da câmara escura em seu livro de notas sobre os espelhos, publicado somente em 1797. Em 1685, Johan Zahn descreveu a utilização de um espelho, para redirecionar a imagem ao plano horizontal, facilitando assim o desenho nas câmaras portáteis.
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Em meados do século XIX, cientistas franceses e ingleses descobriram que determinadas substâncias mudavam de cor ao serem expostas à luz e que, após um tratamento químico, poderiam ser utilizadas para formar imagens duradouras. Assim surgiu a fotografia, combinando as câmaras escuras com o processo químico de fixação de imagens. Uma pequena caixa de madeira, criada pelo inventor francês Louis Jacques Daguerre, foi apresentada oficialmente na Academia de Ciências de Paris, em 18 de agosto de 1839.
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No Brasil, no interior do estado de São Paulo, em 15 de agosto de 1832, ocorreu um fato que destacou o país das grandes capitais européias. A inexistência de recursos para impressão gráfica, naquela época, levou Antoine Hércules Romuald Florence, desenhista francês radicado no Brasil, a pesquisar fórmulas alternativas. Florence deu sentido prático à sua descoberta, denominando-a de photographie, cinco anos antes do astrônomo inglês John Herschel, a quem a história atribuiu o mérito de ter criado essa palavra. Em 1833, Florence aprimorou a invenção e passou a fotografar com chapa de vidro e papel pré-sensibilizado para contato. Foi o primeiro a usar a técnica "negativo/positivo", empregada até hoje. Mas o seu pioneirismo não pôde ser confirmado, porque não houve registro oficial na época.
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A fotografia chegou ao Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1840, com o abade Louis Compte (ou Comte), que registrou, em 21 de janeiro do mesmo ano, as primeiras imagens do Rio de Janeiro a pedido de D. Pedro II, durante uma demonstração. O imperador, por sua vez, se interessou tanto pela fotografia, que se tornou o primeiro fotógrafo brasileiro, com menos de 15 anos de idade. Depois, além de praticante, tornou-se colecionador e mecenas da nova arte.
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No início do século XX, o industrial norte-americano George Eastman lançou a câmera-caixão, denominando-a Kodak Brownie, de fácil manuseio, pois utilizava rolos de filmes, inventados por ele. Inicialmente, estes eram monocromáticos, porém, na década de 1930, foram desenvolvidos os filmes coloridos. No século XXI, já existem as câmeras digitais, que permitem, em segundos, a transposição da imagem para qualquer meio magnético, como disquete, CD-ROM, DVD etc. Surgiram também os primeiros minilabs digitais - equipamentos automáticos de revelação/impressão de fotos.
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FONTE: http://quiosqueazul.blogspot.com
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TV Pública / Educativa no Brasil
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Alexandre Fradkin (*)
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A televisão educativa foi implantada, no Brasil, sem obedecer a um planejamento que decorresse de uma política setorial de Governo. Algumas emissoras tiveram como raiz de sua criação razões de ordem política, outras deveram sua existência à tenacidade individual de idealistas, e poucas foram as que surgiram com objetivos explicitamente definidos.
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A primeira emissora educativa a entrar no ar foi a TV Universitária de Pernambuco, em 1967. Entre 1967 e 1974, surgiram nove emissoras educativas cujas razão social e vinculação eram as mais diversas. Em 1972, o MEC criou o Programa Nacional de Teleducação (PRONTEL), com o objetivo de coordenar as atividades de teleducação no País.
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Em março de 1978, por iniciativa da Fundação Centro Brasileiro de TV Educativa – FCBTVE (TVE do Rio de Janeiro) e do PRONTEL foi realizado, em Nova Friburgo/RJ, o I Encontro Nacional de Dirigentes e Assessores de TV Educativa. Resultou na primeira tentativa de criar um Sistema Nacional para o atendimento das carências educacionais e a operacionalização de uma rede de transmissão de programas de caráter educativo mediante a atuação integrada das emissoras de TV educativa.
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A tentativa não vingou, servindo apenas para a formação de uma “redinha” - como foi chamada, à época - para a transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 1978, na Argentina, em virtude da TV Cultura da Fundação Padre Anchieta de São Paulo deter os direitos para esta transmissão. Em setembro de 1979, por iniciativa das emissoras do Norte e do Nordeste, realizou-se uma reunião de caráter regional, em Fortaleza/CE, à qual compareceram representantes da TVE do Rio de Janeiro. Em função desta reunião, a TVE do Rio de Janeiro iniciou gestões, com apoio das emissoras do Norte e do Nordeste, para a implantação do Sistema Nacional.
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Em novembro de 1979, o PRONTEL foi extinto e substituído pela Secretaria de Aplicações Tecnológicas (SEAT). Sabedora das gestões iniciadas pela TVE do Rio de Janeiro, a SEAT convocou, em dezembro de 1979, todas as emissoras para uma reunião que resultou na criação do Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa (SINTED).
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Assim, criado informalmente em 1979, somente em 1982 o SINTED recebeu respaldo legal, por meio da Portaria MEC/MINICOM nº 162. Em 1983, com a inclusão das emissoras de rádio educativo, o Sistema passou a denominar-se Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa (SINRED) e foi regulamentado pela Portaria MEC nº 344.
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Em 1982, a Fundação Centro Brasileiro de Televisão Educativa incorporou a Secretaria de Aplicações Tecnológicas e o Serviço de Radiodifusão Educativa (SRE), ao qual estava vinculada a Rádio MEC e alterou sua sigla de FCBTVE para FUNTEVÊ. Coube à FUNTEVÊ a responsabilidade pela coordenação político-administrativa e pela operação do SINRED, por ser a única emissora a ter acesso ao satélite.
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(*) Assessor da presidência da TV Educativa do Rio de Janeiro.
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O rádio tem história e merece respeito
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Francisco Djacyr de Souza
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É importante o conhecimento da história do rádio e verificar sua importância durante muitos anos na vida das pessoas e no decorrer do processo histórico de cada cidadão. É importantíssimo resgatar essa história e mostrar a todos cidadãos e, principalmente, aos jovens, o que foi feito na vida radiofônica através de exemplos, casos práticos e observações. Como é excitante conhecer a história do rádio e compreender fatos relacionados a seu processo de formação, implementação e papel na vida diária de nossos povos.
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Por que esquecer Padre Landell de Moura, Roquete Pinto, Repórter Esso, radionovelas, cantoras do rádio? Por que ocultar o papel do rádio na mobilização da população, nas notícias da Segunda Guerra Mundial e no divertimento dos programas de auditório que levavam diversão e alegria para tantos brasileiros?
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O rádio é tão importante que hoje grupos políticos sempre investem na implementação de emissoras. No Senado há uma rádio que opera com notícias da casa. Nas Assembléias Legislativas estão crescendo o número de emissoras oficiais para que os feitos dos parlamentares, ou sua propaganda antecipada política, chegue às casas das pessoas. O próprio presidente da República mantém hoje um programa semanal de rádio, pois sabe que será fácil emitir suas idéias a todos os rincões do país. Toda esta importância do rádio merece ser resgatada, enaltecida e valorizada para o bem da comunicação sadia, segura e, sobretudo, ética.
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Práticas de valorização
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O trabalho de valorização do rádio deveria começar dentro das próprias emissoras, que deveriam reservar parte de sua programação para mostrar ao povo aspectos da história do rádio, momentos de sua história, curiosidades sobre o meio e mostrar as idéias veiculadas nas emissões radiofônicas para promover conhecimento sobre o meio e verificar sua importância. É preciso investir mais no rádio, melhorando qualidade de programas com produção, interatividade, participação popular e divulgação do que se passa na programação – para o bem de todos e para um melhor aprofundamento da história deste meio de comunicação. É preciso compreender o papel-cidadão do rádio no contexto histórico, na formação do povo, na consolidação da formação cultural e no aprendizado das pessoas que ouvem rádio e dele fazem o companheiro de todas as horas.
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No processo de resgate da história do rádio é reservado um papel importantíssimo para os ouvintes, que devem exercer sua cidadania cobrando dos supostos proprietários qualidade tanto na emissão quanto na mensagem. É preciso exercer fortemente o corporativismo do ouvinte para lutar por direitos de consumidor diante de alguns programas que destoam completamente do verdadeiro pensamento do público ouvinte. É preciso que os empresários vejam o rádio com outros olhos e coloquem seus departamentos de marketing e mídia no entendimento do papel do rádio, nos índices de audiência, no imediatismo que só o rádio tem o que certamente será uma oportunidade segura de retorno em relação às propagandas veiculadas no rádio.
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Os empresários do meio radiofônico têm de desenvolver práticas de valorização de seus personagens dando a estes o prazer de trabalhar no rádio (radialistas, operadores e colaboradores), bem como ouvir rádio (ouvintes-consumidores). O rádio precisa ser valorizado urgentemente pelos que detêm as concessões, que têm de saber o que se passa no rádio sem preocupação meramente com o balancete do final do mês, e sim, do seu papel no contexto político, econômico e social no exercício pleno da democracia.
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Regras de cidadania
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Os que fazem rádio precisam valorizar seus consumidores procurando sempre fazer dos programas exercícios de cidadania, valorização ética, protagonismo e criar programas atrativos para todas as classes sociais e etárias fazendo com que o rádio seja para todos e todas. O rádio precisa criar programas adequados às faixas etárias através de uma pesquisa dos interesses de seus usuários. O rádio precisa incentivar conselhos de ouvintes para analisar e propor mudanças na programação. Os radialistas têm de valorizar seus ouvintes, respeitá-los e ouvir o que eles dizem para saber o que se passa no mundo afora e como o rádio poderia contribuir para melhorar a vida.
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No contexto da formação de radialistas devem constar urgentemente noções de ética, de respeito radiofônico, de participação popular e outros aspectos que envolvam a vida cultural e socioeconômica do mundo em que vivemos. O rádio precisa ser respeitado, tanto pelos usuários quanto pela sociedade em geral, para a construção de um mundo pautado em regras de cidadania, formação ativa e resgate da justiça para todos.
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FONTE: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br
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Jornalismo Literário
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Marcelo D'Amico
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O Jornalismo Literário é um estilo que une o texto jornalístico à literatura, com o objetivo de produzir reportagens mais profundas, amplas e detalhistas, com uma postura ética e humanizada. Este ramo do jornalismo foge do noticiário superficial, revela um universo que geralmente fica oculto nas entrelinhas das matérias cotidianas e apresenta um ponto de vista pessoal, autoral, sobre a realidade. Assim, pode-se afirmar que o Jornalismo Literário é uma mescla de Jornalismo, Literatura e História, praticado com responsabilidade e princípios morais. Ele pode ser expresso através de livros, filmes, programas de TV, artigos de jornais e revistas, meios virtuais, entre outros.
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Esta especialidade é também chamada de literatura não-ficcional, literatura da realidade, jornalismo em profundidade, jornalismo diversional, reportagem-ensaio, jornalismo de autor. A subjetividade que a marca contrapõe-se à extrema objetividade do ‘lead’. Esta modalidade aparece na mídia no século XIX, em solo europeu. Na década de sessenta, no território norte-americano, destaca-se o exercício investigativo de Truman Capote, autor do livro-reportagem “A Sangue Frio”, no qual reconstitui detalhadamente um crime monstruoso ocorrido nos EUA, acentuando o perfil das vítimas e o caráter dos jovens criminosos.
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No Brasil, tornou-se famosa a prática exercida pelos jornalistas da Revista Realidade e do Jornal da Tarde, que apostaram em um jornalismo que vai além das aparências e mergulha fundo nos fatos, gerando obras criativas, que exploram o lado autoral de cada jornalista, e ao mesmo tempo exigem destes profissionais o apuro na apresentação de dados minuciosos e a procura do ser humano por trás dos fatos objetivos.
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A Revista Realidade foi uma das pioneiras desta modalidade jornalística no Brasil. Nascida em 1966, em pleno Grupo Abril, primava por reportagens muito bem produzidas, vindas à luz através de textos primorosos e atraentes. Ela foi inspirada no movimento corrente nos Estados Unidos entre os anos 60 e 70, o New Journalism, traduzido como Jornalismo Literário. Nomes de destaque brilharam nesta especialidade, além de Capote - Tom Wolfe, Gay Talese, Norman Mailer, Joseph Mitchel, entre outros. Esta prática do texto jornalístico mesclado com elementos da literatura também foi exercida quase involuntariamente por escritores talentosos como Euclides da Cunha, em sua obra-prima “Os Sertões”, João do Rio, jornalista e escritor, e o autor colombiano Gabriel García Márquez.
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A liberdade temática propiciada pelo Jornalismo Literário continua a atrair jornalistas e leitores para esta modalidade, principalmente em momentos nos quais as pessoas procuram compreender mais profundamente os fatos ocorridos, ansiosas por vislumbrar as causas dos eventos que as afligem. Assim, em meio a um jornalismo cada vez mais sensacionalista e superficial, ainda viceja esta modalidade jornalística, principalmente na forma de livros, como os publicados pela editora Companhia das Letras, em uma coleção focada justamente no Jornalismo Literário nacional e internacional.
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FONTE: http://comunicatudo.blogspot.com
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Para quem ainda duvida da força da Internet
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Renato Rovai
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Mesmo com todos os avanços da Internet não é incomum ouvir em debates que ela ainda é muito elitista. Que só atinge uns poucos de classe média dos grandes centros metropolitanos. Selecionei alguns dados e divido com vocês para mostrar como, mesmo no caso brasileiro, essa afirmação já não reflete a realidade. De acordo com o Ibope Nielsen Online, em julho deste ano, 64,8 milhões de brasileiros acessavam a Internet nos mais diversos ambientes – casa, trabalho, biblioteca, lan-houses, escolas etc. Ou seja, quase 1/3 da população.
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Pelo mesmo instituto, em agosto, houve um aumento de 5% na quantidade de pessoas com acesso à web no trabalho ou em casa, em relação a julho. Só em casa ou no trabalho já são internautas 47 milhões de pessoas, ¼ da população. O Ibope ainda calcula que 87% dos internautas brasileiros entram na Internet semanalmente, o que desmente a tese de que as pessoas a usam só de vez em quando.
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A grande novidade é que só se está chegando a esses números porque a classe C está invadindo a rede e comprando computadores. A penetração na Internet desse segmento já é de 45% do total de brasileiros. Nas classes A e B é de 76%. Nas classes D e E juntas este percentual é de 10%. Ou seja, também na Internet elas estão excluídas.
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O Brasil já tem 60 milhões de aparelhos de computadores em uso e, segundo a Fundação Getúlio Vargas, esse número deve chegar a 100 milhões em 2012. Em 2008 foram vendidos 12 milhões de computadores no Brasil, segundo a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). No primeiro semestre deste ano, mesmo com toda tsunami da crise econômica, 4,8 milhões de computadores foram vendidos Hoje, 95% das empresas brasileiras já possuem computador.
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Há muitos outros dados sobre a Internet que desmontam as visões de que o computador e a Internet são instrumentos elitistas de comunicação. O engraçado é que boa parte dos que vêem a Internet com desdém acham que os jornais impressos fazem toda a diferença. A maior tiragem média diária no Brasil é de 300 mil exemplares.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

IV Semana pela Democratização da Comunicação
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A Semana pela Democratização da Comunicação é uma atividade organizada nacionalmente e tem por objetivo aglutinar estudantes, movimentos sociais e a sociedade em torno da construção de uma comunicação popular, livre e democrática. Desde 2005, ela é realizada na Universidade Federal da Paraíba. A primeira edição e a segunda edição foram organizadas pelo Coletivo Enecos/UFPB, e tiveram grande importância para o fortalecimento das lutas pela democratização da comunicação no Estado.
A III Semana pela Democratização da Comunicação teve o tema: “Democratizando a comunicação. Fortalecendo a cidadania.”, seu principal objetivo era estreitar os laços da atividade com os movimentos sociais, uma vez que a realização da semana não havia acontecido no ano anterior (2007), e aquele era um momento chave para a reorganização desses movimentos em torno da bandeira.
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A atividade, organizada pelo Coletivo COMjunto de Estudantes de Comunicação Social, foi construída em parceria com a Abraço – Associação Brasileira de Rádios Comunitárias/ PB, a ong Amazona, e as rádios comunitárias Voz popular e Independente. Apoiada pelo CCHLA e o Departamento de Comunicação e Turismo, a III Semana Democom foi um importante passo para a construção da Conferência Estadual de Comunicação. Durante a semana, começaram as articulações entre as entidades que participaram da roda diálogo “Construindo a I Conferência Estadual de Comunicação”, facilitada por Dalmo de Oliveira. Além de rodas de diálogos e mesas redondas, foram desenvolvidas uma porção de intervenções na universidade, que parou para discutir a Democratização dos Meios de Comunicação, o papel da mídia como agente opressora da sociedade, a pirataria, a lei do curta, a criminalização dos movimentos sociais, as tv's públicas e a abertura da TV UFPB.
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Este ano, a Universidade Federal da Paraíba sediará mais uma edição da Semana pela Democratização da Comunicação, nos dias 19 a 23 de outubro, com o tema "Democratizando a comunicação: a sociedade no controle.", que trará uma série de novidades e cuja principal caracteristica e aproximação da semana com as comunidades da capital. A Semana Democom invadirá a cidade com intervenções artísticas inspiradas no movimento cultural Jaguaribe Carne, um ato público em defesa de uma comunicação Livre e Democrática, painéis, rodas de diálogo em várias areas do conhecimento, vivências, oficinas e muito mais! Todas as atividades são abertas ao público e gratuitas.
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Programação
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20 de outubro (terça – feira)
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Espaços Autogestionados
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"Criminalização dos Movimentos Sociais e mecanismos de controle social", com Noaldo Meireles / Praça da Alegria - CCHLA, 9h
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"Regionalização dos conteúdos: o Nordeste com a cara do Nordeste"
Profª.: Maura Penna e Fórum do Audiovisual Paraíbano / Decom, 9h, Sala 117
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"A gente se vê por aqui: máquina subjetiva e modo de dizer o mundo"
Rodrigo Vaz – estudante de Psicologia e
Prof.ª Dr.ª Nadja Carvalho / Decom, 9h, Sala 115
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"Acesso, Cultura e incentivos a cidade de João Pessoa"
Pedro Osmar, Funjope e Barbara Duarte / Decom, 9h, Sala 116
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"Direito Humano à Comunicação e criminalização dos movimentos sociais"
Profª Renata Rolim / CCJ, 9h, Sala 01
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"A crise econômica e a mídia"
Profº: Nelson Rosas (Progeb) / CCHLA, 9h , Sala 402
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Exibição e debates de vídeos
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Coletivo Desentoca / CCJ, 17h, sala 01
Coletivo Voz Ativa / Auditório do PPGE8
11h - Conteúdo de mídia para a infância
14 às 17h - Educação libertária
19 às 22h – Extensão Popular
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14h – Oficinas
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Percussão – Projeto Pifercussão
- Capela Ecumênica
Teatro do Oprimido – G.R.I.T.O
- Sala Preta (Departamento de Artes)
Técnicas em grafite
- Tenda Cultural
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19h – Mesa: “Papel da Mídia Paraibana na formação da identidade local”
Local: Auditório 411 (CCHLA)
"Midia e formação de identidades"
Prof. ª Dr. ª Silvia Nogueira - UEPB e CPEDH
"Atual produção da mídia paraibana"
Walter Galvão – Jornalista editor do Jornal Já
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22h - Cultural: Noite da Cultura Popular
- Imburana
- MC Léo
- MC Demnys Anjo
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21 de outubro (quarta – feira)
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9h - Pré-ato público (Tenda cultural)
Preparação de faixas e cartazes para o Ato Público em defesa da
Democratização da Comunicação e o controle público social e da mídia
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13h – Ato Público – Concentração: Ponto de Cem Reis
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22h - Cultural: Noite Jaguaribe Carne
- Exibição do Documentário Jaguaribe Carne: Alimento da Guerrilha Cultural
- Conversa Cantada com Pedro Osmar e Paulo Ró
- Discotecagem com Abraão Bahia
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22 de outubro (quinta-feira)
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9h - Mesa: “Confecom, o Minicom e as possibilidades de novas políticas para as comunicações” / Local: Auditório 411 (CCHLA)
"Avaliando o Minicom: o olhar das rádios comunitárias"
José Moreira – ABRAÇO
"A conferência livre da Bahia: um exemplo para outros estados"
Andrea Chaves – Enecos
"Políticas públicas para a comunicação brasileira"
Mariana Martins – Coletivo Intervozes
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14h – Oficinas de Vivência
- Jornal Comunitário – Jardim Veneza
- Vídeo em pequenos meios – Bairro dos Novaes
- Memória e registro audiovisual - Penha
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19h – Cinema de Casa vai à Praça
- Praça da Alegria
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22h - Cultural: Noite dos Movimentos Sociais
- Peça Teatral: A Bundade do Patrão
- Roda de Capoeira
- Discotecagem com Abraão Bahia
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23 de outubro (sexta –feira)
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9h - Simpósio de Comunicação / Sala Aruanda (Decom)
- Cibercultura - Comunicação Comunitária
- Audiovisual - Comunicação e Política
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14h – Oficinas de Vivências
- Jornal Comunitário – Jardim Veneza
- Vídeo em pequenos meios – Bairro dos Novaes
- Memória e registro audiovisual - Penha
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19h – Mesa: “A abertura da TV UFPB e o direito da sociedade intervir”
Local: Auditório 411 (CCHLA)
"TV UFPB aberta: expectativas sobre esse novo veículo público"
Sandra Moura – Diretora do Pólo- Multimídia
"Quem tem medo das TVs públicas?"
Representante da ABTU - Alexandre Santos – Mediador
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22h - Cultural de Encerramento: Noite Antropofágica
- Pedro Osmar
- Palco Livre
- Brasis
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Exposições no Hall do CCTA - Decom
"Nação Jaguaribe"
"No tempo da delicadeza"
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Informações:
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Conferência Livre: juventude e comunicação
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Organizada pelo Conjuve, a Conferência Livre "Juventude e Comunicação" reuniu 60 jovens, de 18 estados, em Brasília, nos dias 25 e 26 de setembro. Segundo os organizadores, o encontro teve um papel importante para marcar a participação juvenil nas discussões da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que será realizada de 14 a 17 de dezembro, na capital federal. Inicialmente, o evento estava marcado para os dias 1º, 2 e 3 de dezembro, mas foi adiado em função da agenda do presidente Lula, que estará fora do país nesse período.
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A Conferência Livre permitiu uma ampla discussão sobre as propostas da juventude para uma comunicação democrática e inclusiva. Após a realização de palestras, por especialistas, e debates sobre o cenário atual das políticas de comunicação, os participantes reuniram-se em grupos de trabalho para elaborar as propostas que serão apresentadas como plataforma da juventude para o tema.
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O encontro abordou, entre outros pontos, os princípios de uma comunicação democrática; os mecanismos de participação e controle público e social; a concentração dos meios e mecanismos de estímulo à diversidade e a pluralidade; a internet e novas mídias, além dos desafios do campo público. A metodologia contou também com um mapeamento dos processos de conferências estaduais e discutiu estratégias para que os jovens possam se inserir cada vez mais nas dinâmicas das Comissões Organizadoras Locais.
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O relatório final da Conferência Livre de Juventude e Comunicação foi composto por 31 propostas, sendo que 9 receberam maior votação e, por isso, foram consideradas prioritárias. O documento será disponibilizado para cada participante como diretrizes da juventude para as Conferências Estaduais de Comunicação. Além disso, o relatório final será enviado para o caderno de propostas da sociedade civil da Comissão Nacional Pró-Conferência.
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De acordo com a Comissão de Comunicação do Conjuve, a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores foi ampliada e será a interlocutora desse processo junto ao Conselho. A expectativa é que o Conjuve realize um encontro antes da etapa nacional com delegados jovens eleitos, para consolidar essa plataforma juvenil. Veja abaixo as unidades da Federação que já agendaram suas conferências estaduais, onde serão escolhidos os membros que vão representar as entidades no encontro nacional.
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Paraná - 23 a 25 de outubro (77 delegados)
Bahia - 24 a 258 de outubro (100 delegados)
Mato Grosso - 29 a 31 de outubro (21 delegados)
Pará - 29 a 31 de outubro (44 delegados)
Minas Gerais - 29 a 31 de outubro (136 delegados)
Piauí - 29 a 31 de outubro (26 delegados)
Ceará - entre 15 a 31 de outubro (57 delegados)
Rio de Janeiro - 30 de outubro a 01 de novembro (118 delegados)
São Paulo - 30 de outubro e 01 de novembro (180 delegados)
Rio Grande do Norte - 05 a 07 de novembro (21 delegados)
Roraima - 05 e 06 de novembro (21 delegados)
Paraíba - 05 e 06 de novembro (31 delegados)
Sergipe - 05 a 06 de novembro (21 delegados)
Distrito Federal - 06 a 08 de novembro (21 delegados)
Espírito Santo - 06 e 07 de novembro (26 delegados)
Rio Grande do Sul - 08 de novembro (80 delegados)
Mato Grosso do Sul - 08 de novembro (21 delegados)
Festival Aumenta que é Rock 2009
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Rockabilly, Psychobilly, Regional, Rock and Roll, Punk, Indie, Stoner, Grunge e diversas vertentes do Metal e do Hardcore. Assim será o Festival Aumenta que é Rock 2009, que em sua quarta edição prima mais uma vez pela pluralidade como peça-chave para o sucesso do evento, que ocorre entre os dias 6 e 7 de novembro no antigo Galpão 14, agora rebatizado de Candeeiro Encantado, localizado no Centro Histórico da Capital paraibana.
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Para a edição deste ano, estão escaladas nomes já consagrados do cenário independente brasileiro como os pernambucanos do Devotos, os baianos do Retrofoguetes, os paranaenses do Sick Sick Sinners, além dos paraibanos Cabruera, Flávio Cavalcanti, Sodoma e Comedores de Lixo. No total são bandas de nove estados e quatro regiões brasileiras. Além disso, mais uma vez o evento vai contar com a presença de uma banda estrangeira. Depois da incendiária apresentação dos australianos do The Nation Blue em 2007, dessa vez quem desembarca em João Pessoa para agigantar o Aumenta são os noruegueses do Pulverhund.
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De acordo com Marcos Thomaz, que comanda a trupe do Coletivo Aumenta que é Rock, o FAQER 2009 vem para celebrar a grande fase que vive o Rock independente no país, em especial na Paraíba, que a cada dia apresenta mais novidades nos palcos. O evento deste ano também vai celebrar vários momentos representativos para algumas bandas. O Cabruera, Retrofoguetes estão lançando álbuns novos. Já o Sick Sick Sinners e o Vendo 147 estão debutando com os lançamentos dos primeiros discos. Enquanto a banda baiana registrou quatro músicas, os paranaenses apostaram no formato “bolacha cheia” com treze faixas e lançaram o trabalho pelo selo alemão Crazy Rock Records.
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Já o Devotos, um dos maiores expoentes do punk rock-hardcore brasileiro, está comemorando 20 anos de estrada. Além do lançamento de um disco ao vivo no Alto Zé do Pinho, berço da banda em Recife, os pernambucanos registraram o show em vídeo e estão com um ótimo DVD. Quem também dá as caras no festival são os paraibanos do Flávio Cavalcanti, que voltaram aos palcos pessoenses para poucas apresentações em comemoração aos 10 anos de lançamento do primeiro disco da banda. A apresentação do grupo no FAQER deve encerrar o ciclo de shows programados neste retorno da banda.
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Outras atrações como os já conhecidos da cena local Os Reis da Cocada Preta e Sodoma, os potiguares do Calistoga, e o metal cearense do A Trigger to Forget vem para mostrar toda a nova safra de competentes bandas que estão surgindo no Nordeste brasileiro. Ainda completam o cast de atrações do Festival Aumenta que é Rock nomes de diversas partes do país e que são referências nos estilos em que tocam como o incendiário quarteto carioca Confronto, Nervochaos (SP), Mugo (GO), Decomposed God (PE), e as locais Comedores de Lixo e Elmo.
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Mais informações:
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Semana de atividades no CRJ Funcionários 1
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A diferença entre ler e aprender
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Sergio Cyrino da Costa (*)
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Há alguns anos, o saber, que estava confinado a poucos afortunados frequentadores de bibliotecas e livrarias, ganhou as ruas por algumas publicações traduzidas, em bancas de jornal. Um pequeno número de revistas deu lugar a uma verdadeira explosão de imagens, termos científicos elaborados, curiosidades, literatura, desde física quântica até criação de cachorros e lutas marciais.
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Se um viajante do tempo entrasse hoje na banca da esquina, não iria acreditar que aquela barraca onde comprava suas revistas e fascículos se transformou numa babel de ofertas. Os fascículos semanais tinham um efeito curioso sobre o psiquismo do leitor: fazer que ele se imaginasse um bibliófilo, um imortal, cercado de volumes em que beberia na cultura completa do mundo. Ressalte-se aqui a palavra "completa". O formato atual traz justamente a ideia de um saber infinito, oceânico.
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Os antigos programas de perguntas da TV, como O céu é o limite e Absolutamente certo, prometiam fortunas aos candidatos que se especializavam em determinados campos do conhecimento, devorando todo o material disponível sobre o assunto escolhido. Eles despertavam a admiração da plateia pela quantidade de informações que conseguiam assimilar e reter. Quem se propõe a estes desafios já traz previamente dentro de si o hábito ininterrupto da busca por informações novas.
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O que moveria a compulsão à informação? Como já foi dito neste artigo, o homem já nasce curioso. A criança explora avidamente seu mundo imediato e vai ampliando sua capacidade de observação, à medida que se desenvolve. Enfia o dedo nas tomadas, leva os objetos à boca, move os olhos em todas as direções, acompanhando as luzes e ruídos do ambiente, extasiada com as primeiras informações que vão se acumulando dentro de sua mente.
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Um dos maiores discípulos de Freud, o brilhante húngaro Sándor Ferenczi, escreveu um pequeno trabalho em 1923 intitulado "O sonho do neném sábio". Nele, Ferenczi diz que os pacientes adultos frequentemente relatam sonhos nos quais crianças pequenas, e até bebês, são capazes de ensinar aos adultos com extrema erudição e locução perfeitas. O tema não é inédito, já que aparece em vários mitos, inclusive na história do próprio Jesus Cristo, em que ensinava aos sábios do templo. Ferenczi interpreta que estes sonhos representam o desejo da criança de ultrapassar os adultos em sabedoria e ciência, invertendo, assim, a posição de inferioridade. Um adulto que se sentiu humilhado na infância ou atualmente, também poderia desejar vingar-se dos que tivessem criticado suas palavras ou atos.
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Em muitos casos a obsessão pela informação e pelo conhecimento representa um exercício de preparação para uma contenda verbal. Traços obsessivos são absolutamente necessários à nossa organização psíquica normal. Um dos grandes méritos de Sigmund Freud foi ter percebido que as patologias mentais fazem parte dos componentes no psiquismo normal de todos os indivíduos, em doses pequenas. Tudo que aprendemos passa a ser catalogado em compartimentos de nossa mente, como gavetas de um arquivo. Algumas pessoas possuem o impulso irresistível de encher suas gavetas mentais até entupi-las de registros novos que não conseguem digerir. O colecionismo é a obsessão dos normais. Os fascículos semanais tinham um efeito sobre o psiquismo: fazer que ele se imaginasse um imortal.
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Afinal, o que quer o compulsivo por informação? Em primeiro lugar, aprender tudo, alimentar- se de conhecimento, saciar sua sede de saber. Em segundo, que este saber responda a todas as perguntas, como uma coleção de figurinhas que se completa, adquirindo os números faltantes. O problema é que, na realidade, sempre falta algo, porque o saber não é estático. Os compulsivos não se conformam com isso. Com o aumento gigantesco do acesso à informação, boa parte das pessoas liberou seu lado compulsivo adormecido.
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(*) Sergio Cyrino da Costa é psiquiatra e psicanalista.
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'Copia e cola' pode gerar processo
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Izabela Vasconcelos
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"Copia e cola" de releases é algo conhecido pelos jornalistas, mas pior ainda quando a notícia é publicada com o crédito indevido. Foi o que aconteceu com a jornalista Claudia Yoscimoto, que teve uma matéria publicada na íntegra em um site, assinada por outro profissional. Mais que antiética, essa atitude é ilegal e pode gerar processos por danos morais.
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Na época, Claudia fazia um trabalho para o então prefeito de Mogi das Cruzes (SP), Junji Abe. A jornalista acompanhou a visita do prefeito ao Japão e divulgou o fato aos órgãos de imprensa brasileiros no país e à assessoria de imprensa da prefeitura. O caso aconteceu em 2007, mas Claudia só se deu conta quando fez uma busca pelos textos para incluir em seu portifólio. “Foi a primeira vez que isso aconteceu comigo. Quando se muda alguma coisa, tudo bem, mas dar crédito para outra pessoa, isso foi antiético”.
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Para o presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais (Apijor), Frederico Ghedini, apesar das assessorias de imprensa terem suas particularidades, os profissionais que atuam nessa área podem reclamar seus direitos. “Ninguém pode colocar o nome em um texto que não foi ele quem fez. Isso pode suscitar uma ação por danos morais. É uma questão de direito autoral”, explica.
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Outros problemas
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A jornalista Paula Batista, sócia da Lide Multimidia, agência de comunicação com sede no Paraná, conta que o fato é comum. “Isso acontece bastante, de colocar o nome do jornalista do veículo, quando não usam o assessor como fonte, aspas na matéria. Mas não há muito o que fazer, porque geralmente ficamos sabendo muito tempo depois da publicação, e lidamos com um universo muito grande de jornalistas, alguns mais conhecidos, outros não”.
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Paula considera esse tipo de situação constrangedora para explicar para o cliente e adota algumas medidas para coibir a apropriação dos textos da assessoria. “Queremos que os clientes sejam divulgados na imprensa, mas quando acontece essas coisas acabamos restringindo, evitando de pautar o veículo. Outra opção é fazer o follow-up, para inibir e permitir que o jornalista fale com o porta-voz”, afirma.
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A jornalista relata um dos episódios que ela diz acontecer com frequência. “Quando fiz um trabalho para uma ONG, enviei um release. Quando fui ver, o texto havia sido publicado na íntegra em uma página inteira de um jornal”, relembra Paula, que enfatiza que fatos como esse acontecem principalmente em veículos pequenos, mas há exceções. “Isso já aconteceu na extinta Gazeta Mercantil, publicaram um release nosso, acrescentaram apenas um olho”, conta.
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Para a advogada da Apijor, Dra. Silvia Neli, casos como estes são comuns. “Um dos mais recentes que me lembro foi o caso da publicação de uma foto como ‘divulgação’ na Folha. A foto foi enviada por uma assessoria. Ganhamos em primeira instância, mas a Folha está recorrendo”. Silvia afirma que é essencial os jornalistas estarem atentos aos direitos autorais. “É importante ter essa atenção, o que não é uma prática no mercado, porque a qualquer momento uma pessoa pode requerer seu direito”, conclui.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Semana de atividades no CRJ Funcionários 1
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Inclusão social e cidadania
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Vicente de Paula Faleiros (*)
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A questão da inclusão social está profundamente vinculada à da exclusão, aliás, duas faces da mesma moeda: as relações sociais dominantes de desigualdade expressam-se nas políticas públicas. A inclusão política na esfera do direito, não corrige de “per se” a exclusão sócio-econômica, sendo que a relação entre ambas se manifesta num movimento histórico diversificado. As lutas sociais vão modificando as relações e a construção de pactos políticos estabelece a possibilidade de novos conflitos entre as forças que apóiam ou que discordam dos pactos.
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O pacto político do pós-guerra que articulou a seguridade social para enfrentar a crise do capitalismo se modificou nos anos 70 do século XX com a crise de energia e a mundialização do capital de grandes empresas e do capital financeiro. Os estados nacionais ficaram mais dependentes da interação globalizada e da competitividade dos mercados globalizados.
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Pfaller, Gough, Therborn (1991) mostraram, num estudo sobre os EUA, Inglaterra, França, Alemanha e Suécia que a competitividade se relaciona mais com a compra e a venda de mercadorias, não estando associada à rigidez do Welfare State. Ao contrário, a pesquisa mostrou que os mais completos Welfare States, como os da Suécia e da Alemanha, foram os que obtiveram maior sucesso na orientação das suas economias nacionais e na obtenção de alta produtividade que, por sua vez, foi associada à relativa boa cooperação entre capital e trabalho como o importante ingrediente desse sucesso.
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Na lógica neoliberal, entretanto, a competitividade estaria vinculada a uma maior disciplina e baixa de salários dos trabalhadores e não à garantia de direitos. A inclusão em direitos, ao contrário do que propõe o neoliberalismo, pode contribuir para maior produtividade, pois mostra uma responsabilidade coletiva pelos seres humanos. Não se deve, pois confundir competitividade com lucratividade, pois o que os mercados capitalistas buscam é ganhar vantagens e lucros, com maior taxa de exploração.
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Os processos de inclusão e exclusão vão se estabelecendo numa correlação de forças. A exclusão do desemprego pode, hoje, estar aumentando ou se acumulando com outras exclusões que foram reduzidas com a associação entre seguridade social e existência do emprego. A inclusão pelo emprego formal tem contribuído para o pagamento da previdência, o acesso ao crédito pela estabilidade do rendimento, o acesso a referências e identidades sólidas e a vínculos sociais, como para garantia de renda e posição social.
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A perda desta forma de inclusão, típica da modernidade capitalista, também desestruturou as referências a direitos garantidos, pois os direitos da cidadania expressam as relações sociais. Por sua vez, a desestruturação e redução de direitos condicionam as relações econômicas e as referências identitárias. O fato de ser considerado “sem emprego fixo”, no Brasil, ainda está associado, por exemplo, com vagabundagem. A carteira de trabalho, para a Polícia, em muitos casos, vale mais que a carteira de identidade. No contexto de mundialização, o que parece valer é o cartão de crédito.
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A inclusão pelo consumo ostenta uma aparente identidade de crédito na praça, mas novos mecanismos vêm controlar as informações e a garantia desse mesmo crédito, por exemplo, os serviços de informação sobre o consumidor, que é chamado de “proteção ao crédito”, ou seja, proteção do lucro. Desta forma, a inclusão e a exclusão se referem às dinâmicas de expulsão ou de inserção nas esferas socialmente reconhecidas.
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(*) Assistente social, Doutor em Sociologia, Professor da Universidade Católica de Brasília, pesquisador do CNPq, autor, consultor e poeta.
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A informação com ética e responsabilidade
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Luciane Paz
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Com o avanço da tecnologia dos meios de comunicação, a informação tornou-se algo prático e de fácil acesso. Tanto para quem publica, quanto para quem lê. Mas toda essa “praticidade” refletiu o lado ruim da mídia. A ética e a responsabilidade com o interesse público foi afetado. O “bombardeio” de informações, com a internet, jornais, revistas, rádio e televisão, deram espaço para a falta de veracidade dos fatos, invenção de artigos e a falta de apuração dos acontecimentos. Como demonstra o caso do jovem jornalista Stephen Glass, que inventava matérias admiráveis e acabou tendo suas mentiras descobertas. Sua história virou filme e hoje serve de exemplo para futuros jornalistas do mundo todo.
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De acordo com o dicionário Aurélio, ética é a ciência da moral; parte da Filosofia que trata dos costumes, deveres e modo de proceder dos homens nas relações com seus semelhantes. No jornalismo, a ética é conflitante na vida de um profissional. Lida-se diariamente com questões como verdade e mentira, suborno de fontes, omissão de identidade, publicações compromentedoras, entre outros aspectos que entram em pauta. Até que ponto devemos ir pela busca da informação?
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“Decodificar os dramas humanos”, para o jornalista Leandro Fortes essa é a principal função do seu trabalho. Para isso, deve-se escrever em linguagem clara e comum a todos, visando transmitir e desvendar informações inportantes de interesse público. Ir em busca de notícias, lutar por fatos escondidos, desvendar mistérios, denunciar crimes, são os principais objetivos de um jornalista comprometido com a verdade. Por outro lado, não podemos pecar na imparcialidade, distorção de informações e elitização do mercado.
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Segundo o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, “o compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos. Deve pautar seu trabalho na apuração dos conhecimentos e na sua correta divulgação." Entre os principais problemas da relação liberdade com responsabilidade estão: o direito à privacidade, o sensacionalismo e a objetividade jornalística. Um exemplo clássico comprova que a falta dos princípios éticos pode gerar problemas à população, como no caso do radialista Orson Welles. Em uma transmissão ao vivo, no ano de 1938, não deixou clara a correta divulgação e a real intenção de seu programa, e gerou grande repercussão entre os ouvintes que acreditaram que a Terra estava sendo invadida por alienígenas.
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“A responsabilidade é um princípio que está relacionado diretamente com a segurança das pessoas”, é o que diz nosso Código de Ética. Algo não adotado por Welles. É por isto que os meios de comunicação devem atuar de maneira responsável e ética. Comprometidos sempre com a verdade, levando informação à população, cultura,lazer e interatividade, de maneira clara e concisa sobre os fatos que realmente acontecem no mundo.
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A informação é proporcional ao grau de desenvolviemto de uma nação. E está diretamente ligada à democracia. Deve ser acessivel a todas as classes sociais. A informação no Brasil está defasada e necessita de assistência. Cabe ao jornalista uma posição ética e conciênte para desenvolver um jornalismo de qualidade e confiança e ajudar no crescimento do País.
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FONTE: http://lucianepaz.wordpress.com
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