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domingo, 19 de setembro de 2010

O talento dos alunos da Rede Municipal
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O Festival de Música - Ano Cultural Zé Ramalho realizado pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP) emocionou alunos, professores e convidados. Com canções que homenagearam o artista paraibano, estudantes da rede municipal de ensino mostraram que boa educação também revela belos talentos. As últimas apresentações do festival aconteceram na noite desta sexta-feira (17/9), no auditório da da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes.
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Desde a última quarta-feira (15/9), cerca de 50 escolas participaram do Festival, com 79 músicas inscritas. No primeiro dia se apresentaram alunos do Ensino Fundamental II. Na sexta foi a vez dos alunos do Fundamental I e do Educação de Jovens e Adultos (EJA). Todos eles só interpretaram músicas de autoria própria baseadas nas obras de Zé Ramalho.
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Os três primeiros colocados de cada grupo foram premiados. Os primeiros colocados receberam um teclado cada integrante. O segundo colocado ganhou um violão com a assinatura de Zé Ramalho, já o 3º colocado que foi premiado com uma flauta doce. Os alunos que ficaram em 1º lugar em cada segmento receberam os teclados das mãos de Zé Ramalho na sexta-feira (24) durante o show que acontece nas areias da praia do Cabo Branco a partir das 21h. Os vencedores também subirão no palco para uma apresentação exclusiva com o artista.
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O prefeito Luciano Agra assistiu as apresentações dos alunos e para ele, a cultura é um caminho para a educação. "Em um evento como este é que temos a oportunidade de revelar o talento de nossos alunos. Eu fiquei muito surpreso e sensibilizado em saber que as músicas foram compostas pelos próprios alunos. A Paraíba sempre foi uma grande produtora de talentos", disse o prefeito.
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Para a secretária de Educação, Ariane Sá, todas as expectativas foram superadas. "Mais de 400 alunos participaram do Festival. Nós não imaginávamos que nas escolas tivessem tantos talentos. Agora já estamos nos preparando para um segundo festival", disse a secretária.
Concurso para adolescentes comunicadores
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A iniciativa, com inscrições abertas até 24 de setembro, tem o objetivo de conscientizar e mobilizar adolescentes comunicadores no combate ao trabalho infantil e sobre as consequências causadas a meninos e meninas cujos direitos ainda não são garantidos com prioridade absoluta.
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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) promove o evento em parceria com a Rede Social Sonico. O patrocínio é da Fundação Telefônica e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O concurso, além de mobilizar contra o trabalho infantil, também busca fortalecer a Rede Regional de Adolescentes Comunicadores (LACVOX) e comemorar o Ano Internacional da Juventude das Nações Unidas, que resgata o valor da participação de jovens na criação de políticas, programas e projetos de interesse dessa faixa etária da população.
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Gratuito e aberto a todos os meninos e meninas, de 9 a 18 anos, da América Latina e do Caribe, o concurso permite aos participantes produzir suas peças como indivíduos, grupos ou escolas, seja em espanhol, inglês ou português. As categorias selecionadas variam de 9 a 14 anos e de 15 a 18 anos, sendo escolhidas a melhor reportagem de rádio, melhor reportagem de imprensa escrita, melhor reportagem de TV, melhor reportagem fotográfica e melhor pôster/cartaz.
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A avaliação será feita tendo como critérios o método de pesquisa, o tratamento da informação, a originalidade e a criatividade com que o tema do trabalho infantil será tratado em relação aos direitos das crianças. Os trabalhos inscritos devem, imprescindivelmente, se referir ao tema do trabalho infantil e como esta problemática se relaciona com os direitos da criança e do adolescente, tal como à educação, ao desenvolvimento saudável e à participação, defendidos na Convenção sobre os Direitos da Criança.
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Os ganhadores terão a oportunidade de viajar para Bogotá e Colômbia, nos dias 3 e 4 de novembro para apresentar suas propostas no III Encontro Internacional contra o Trabalho Infantil, promovido pela Fundação Telefônica, com o apoio da OIT. Além disso, mediante sua participação no III Encontro, poderão debater sobre o trabalho infantil com especialistas e fazer suas contribuições para encontrar soluções conjuntas. Os ganhadores também serão capacitados para a produção de materiais audiovisuais e farão a cobertura do III Encontro como parte dessa experiência integral de aprendizagem.
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Os interessados devem preencher o formulário que está no site do Concurso LACVOX 2010. Já os participantes brasileiros devem enviar seus trabalhos para o Escritório da Representante do Unicef no Brasil, em Brasília, no endereço: SEPN 510, Bloco A – 2º andar, Brasília, DF, 70750-521.
As drogas e a hipocrisia
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Jorge Fernando dos Santos
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A questão das drogas tem dois ou mais lados a serem considerados. Primeiro, o tráfico com todas as suas implicações, como violência, corrupção e impunidade. Segundo, o uso das drogas propriamente dito, que leva indivíduos à dependência, famílias à desestruturação e o Estado a gastar – ainda que modestamente – com a reabilitação de viciados. O problema crucial, no entanto, é a hipocrisia que gira em torno do tema, dificultando o debate entre as gerações.
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O comércio de drogas movimenta bilhões de dólares em todo o mundo e por isso nem todos os governos estariam interessados em resolver a questão de uma vez por todas. E existe também o paradoxo legal – no caso do Brasil, por exemplo – onde o usuário não é considerado criminoso. Tudo bem que todo vício é uma doença, mas se não fosse o uso de drogas não haveria tráfico que se sustentasse. O curioso é que a maioria dos usuários de drogas pesadas não está entre os pobres. Estes, quando são viciados, geralmente alugam sua força de trabalho aos traficantes para conseguir manter o vício. Já os jovens das classes média e alta têm dinheiro para sustentar o vício e por isso não precisam aderir ao tráfico – embora muitos já o façam, motivados principalmente pelas costas quentes do papai.
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Por outro lado, a sociedade brasileira é demasiadamente tolerante com aqueles que infringem a lei. Nossa história está cheia de violões que se tornaram mocinhos, a começar pelo cangaceiro Virgulino Lampião. A imagem de Robin Hood sempre é evocada quando aparecem criminosos de aura romântica, como Lúcio Flávio, Pareja e Ramiro da Cartucheira. Também existem aqueles que tentam comparar drogados e bêbados – embora o álcool também cause muitos estragos. O problema é o nível desses estragos, pois o drogado chega a ponto de roubar ou matar para sustentar o vício, enquanto o bêbado raramente chega a tanto. O dependente de drogas geralmente usa álcool, mas o alcoólatra muito raramente consome drogas.
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E há ainda que se considerar que mesmo nos tempos da lei seca, nos Estados Unidos, o crime organizado não chegou ao estágio alcançado pelos traficantes de drogas, com o nível de violência e comprometimento social da atualidade. Hoje, na guerra do tráfico, há muito mais inocentes prejudicados que naquela época, durante a guerra do álcool, quando a Máfia ainda cultivava princípios de honra e lealdade.Direta ou indiretamente, a sociedade brasileira também se mostra tolerante e muitas vezes se simpatiza com aqueles que fazem apologia das drogas. Em plena luz do dia, a televisão exibe filmes nos quais, vez ou outra, aparece alguém fumando maconha ou cheirando cocaína numa cena totalmente fora de contexto – já que o filme em questão não está necessariamente abordando a temática das drogas.
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O cinema brasileiro também parece aderir a essa mania. O filme Divã, por exemplo, tem uma cena totalmente despropositada na qual a protagonista Mercedes, interpretada por Lilia Cabral, aparece fumando maconha com o namorado interpretado por Reynaldo Gianecchini. A sequência termina com ela rindo nas fuças de um guarda que os aborda em flagrante no carro. O curioso é que não se fala mais no assunto e não fica claro se houve ou não alguma punição para o casal.
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Esse tipo de situação exposta com naturalidade nas telas da TV e do cinema não deixa de estimular jovens desavisados a experimentar drogas, ainda mais quando a cena é exibida gratuitamente, como se fizesse parte da rotina de vida de pessoas absolutamente “normais”. Fumar baseado parece ser uma coisa legal. Se fosse um filme ou novela sobre drogas, teria sentido, mas não podemos passar a ideia de que fumar maconha ou cheirar cocaína seja tão natural quanto beber um copo de cerveja ou uma dose de uísque.
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Moralismos à parte, não é uma simples questão de censura ou proibição. O que falta é abordar o problema de frente, sem hipocrisia. Mas como, se algumas escolas se veem intimidadas pelos pais até mesmo quando tentam abordar temas relacionados à educação sexual? Este e outros assuntos polêmicos, como drogas, álcool e até mesmo educação no trânsito deveriam ser englobados por uma disciplina que ensinasse noções de cidadania, direitos e deveres do cidadão, servindo de alerta para crianças e jovens cujos pais muitas vezes evitam ter esse tipo de conversa com os filhos.
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Outra coisa que se deve levar em conta é que o jovem pé-de-chinelo que vende drogas nas bocas de fumo certamente trabalha indiretamente para bandidos das classes média e alta. Não fosse assim, a julgar pelo número de clientes e pelo preço das drogas no varejo, as favelas seriam calçadas com ouro e diamantes e os presídios seriam verdadeiros palácios financiados pelos narcotraficantes.

domingo, 5 de setembro de 2010

Encontro Estadual dos Estudantes de Design
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O EiTa é o Encontro Estadual dos Estudantes de Design da Paraíba, que apresenta-se como um evento sem fins lucrativos de caráter científico, político, acadêmico e cultural que surgiu tomado pela iniciativa dos próprios estudantes, designados a enraizar a cultura local e suas potencialidades naqueles que denunciam ter um sentimento acolhedor, apaixonado e abarrotado de afinidades por esse estado repleto de espontaneidade e essência incomum.
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Configurando-o, pois, como um importante fórum de debate de Design, que prevê discutir, refletir, trocar experiências e marcar a história do Design Paraibano, estimulando a busca de conhecimentos, proporcionando maturação pessoal, acadêmica e profissional, propiciando diversas atividades, impulsionando a interação entre os participantes, que no final, contribuirão para uma conscientização da importância que é o design no cotidiano das pessoas.
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A denominação “EiTa”, surgiu para caracterizar a cultura local, pois se refere a uma expressão muito comum e usada na região, que geralmente remete a surpresa, novidade, mas, devida a constante presença no vocabulário regional é também muito ouvida interligada a outras expressões.
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O EiTa Design vem em busca de uma identidade minimamente explorada e muitas vezes pouco divulgada, propondo um transbordamento de múltiplas facetas e fluição de idéias antes impensadas para nossa cultura tão ilimitada. Logo, nesta primeira edição, entre os dias 23 e 26 de setembro de 2010, o Encontro Estadual dos Estudantes de Design apresentará o tema "Descobrindo a Identidade".
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O jovem e a juventude em face da cultura
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Ser jovem hoje reflete experiências diferentes das vivenciadas há alguns anos. Até recentemente, existiam expectativas estáveis com relação ao trabalho e aos padrões de legitimidade cultural que emolduravam as experiências e definiam a juventude. Acreditava-se - e isto se refletiu nas inúmeras pesquisas culturais nas décadas de 1960 a 1980 - que a cultura legítima era construída pelas artes tradicionais: ópera/concerto de música clássica, balé/espetáculo de dança, teatro, cinema, museus/exposições e livraria/biblioteca.
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Aquelas análises pressupunham sociedades estratificadas que legitimavam certas práticas e obras, às quais as classes desprivilegiadas não tinhamacesso. Na verdade, a cultura dos diversos grupos e frações de classe era situada como mais ou menos próxima da cultura legítima (ou dos grupos dominantes); assim, o acesso diferencial a ela convergia para aconstituição de efeitos de desigualdades sociais globais. As hierarquias sociais e econômicas eram fortalecidas por hierarquias simbólicas ou de acesso à cultura legítima. Portanto, a situação econômica encontrava homologias estruturais em relação a distribuição de bens simbólicos.
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As condições atuais apontam direções diferenciadas para as análises nasquais, além das dificuldades decorrentes das mudanças nas condições econômicas, covive-se com reconfigurações das redes de sociabilidade.Nelas, que se tornam cada vez mais heterogêneas, os espaços públicos são minimizados ou quase desaparecem como espaço de convívio, dificultando oreconhecimento de identidades e o estabelecimento de padrões delegitimidade cultural para as diferentes experiências vivenciadas pelajuventude. A situação dos estudos culturais atuais mantém vivas, emparte, as críticas dos anos 1960-1970, mas indica que as condições estruturais das sociedades contemporâneas exercem um efeito dedesagregação sobre as hierarquias tradicionais, multiplicando culturas urbanas, alterando padrões de gosto e embaralhando os padrões delegitimação cultural.
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As transformações na esfera produtiva e no mundo do trabalho são apenasparte dos aspectos levados em conta na reflexão em torno da problemáticada transição para a vida adulta na atualidade. A emergência de novospadrões comportamentais no exercício da sexualidade, da nupcialidade ena configuração dos arranjos familiares também tem sido considerada nastentativas de compreensão e explicação das mudanças nos marcostradicionais da passagem da juventude para a condição adulta. Dessa forma, as trajetórias individuais dos jovens, suas origens sociais, o sexo e os padrões de comportamento - em particular, suas diferentes relações com a cultura e as demandas por "reconhecimento" - complexificam a ideia da juventude como "tempo suspenso" e reconhecem a heterogeneidade das culturas juvenis, além de a situarem no quadro de sua multidimensionalidade.
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A reflexão a seguir explora dois modelos explicativos: o modelo de reprodução da trajetória dos pais e o modelo de experimentação, nas suas possibilidades de justificação de objetivos para as políticas culturais voltadas à juventude. No primeiro caso, a exigência de reprodução da trajetória dos pais pressiona para que o momento do casamento, da maturidade sexual, da entrada no mercado de trabalho e da adoção da lógica da responsabilidade pessoal pelo próprio sustento sejam adiantados, isto é, para que a juventude seja "encurtada". No segundo caso, a movimentação pelos espaços de lazer, da sociabilidade sem finalidade econômica e da experimentação cultural, permite a configuração das identidades pessoais e sociais vivenciadas durante este "tempo suspenso" de ambulação pelas cidades.
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O modelo de experimentação parece mais oportuno para dar conta das atuais demandas por reconhecimento social e por espaços de sociabilidadejuvenil. Estas experiências se relacionam com instituições e circunstâncias específicas, e podem ser vividas nos espaços urbanos informais ou em campos institucionais mais formalizados. Também podemganhar uma conformação específica quando em confronto com o primeiromodelo e com suas exigências ou estruturas de reprodução. De qualquer maneira, os dois modelos analíticos são complementares.
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O experimentalismo da juventude tem três dimensões: demanda por reconhecimento, crítica à cultura consagrada e desejo de acesso à informação cultural. Tudo isso vem adicionado de um forte ecletismo ouhibridismo cultural e da crítica às formas de cultura estabelecidas oulegítimas, no campo das artes ou das formas de vida das gerações anteriores. Pode-se afirmar que este cenário implica fazer críticas às instituições culturais, em especial às escolares, que não se sensibilizam nem se amoldam às exigências da juventude.
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FONTE: Cultura Viva: avaliação do programa arte-educação e cidadania.
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João Pessoa bate recorde na geração de emprego
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João Pessoa gerou 4.795 vagas de empregos formais entre janeiro e julho deste ano, um recorde para o período. É o que revela o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho. O saldo é 62,87% maior do que o do recorde anterior para os primeiros sete meses do ano, registrado em 2009 (2.944).
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De acordo com o Caged, entre janeiro e julho foram realizadas 32.725 contratações na Capital, contra 27.920 demissões. Esse resultado elevou em 3,7% o número total de pessoas trabalhando com carteira assinada no município. Somente no mês de julho, o saldo de empregos ficou em 501, com 4.716 admissões e 4.215 desligamentos – aumento de 0,37% no total de carteiras assinadas.
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A construção civil foi o setor que mais gerou vagas. Entre janeiro e julho, o Caged registrou 2.570 novos postos. Considerando apenas o mês de julho, o saldo foi de 295 vagas. O segundo melhor resultado ficou por conta do setor de serviços, que registrou saldo de 1.520 novos postos de trabalho nos primeiros sete meses e de 225 considerando apenas julho.
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Um dos indicadores da forte procura por profissionais na Capital é o número de vagas abertas atualmente no Sine-JP (Sistema Nacional de Empregos de João Pessoa). Esta semana, o posto está oferecendo 200 oportunidades de trabalho na Grande João Pessoa (há, ainda, outras 500 oportunidades para uma indústria de alimentos no Mato Grosso). O Sine oferece, por exemplo, 20 vagas para jardineiro, função que exige Ensino Fundamental e três meses de experiência, e 15 oportunidades para pedreiro de acabamento (Ensino Fundamental incompleto e 12 meses de experiência).
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Para divulgar as vagas e preparar os profissionais para a procura por emprego, neste sábado (21) o Sine-JP estará realizando uma ação no Mercado Público do bairro de Mangabeira. Haverá palestras sobre como elaborar um currículo e sobre como se preparar para uma entrevista de emprego. O Sine vai, ainda, recolher currículos de interessados em candidatar-se às quase 700 vagas de trabalho oferecidas pelo órgão.
Blogar: por onde começar?
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Camila Carrano
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Uma das coisas que mais me perguntam é como começar a blogar. E eu realmente não sei responder, mas por experiência própria aprendi fazendo. Óbvio que os perfis dos blogueiros hoje em dia são bem distintos um dos outros, mas não há forma melhor para aprender, do que começando a fazer. Eu particularmente tive oportunidades de me inserir em blogs já conceituados para começar a escrever, e não tive o trabalho de estruturar um. Percebi que por mais que nossos pensamentos alguma hora aparentam ser loucos, existem pessoas que compartilham das mesmas ideias, interesses e filosofias. Assim, não existe porque não começar a escrever e trabalhar nesse mundo da blogosfera.
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Se você ainda não possui um foco, quem sabe seja a hora de começar a pesquisar. Faça uma lista de blogs que você simpatiza, lê e interage, assine seus feeds. É importante sempre se manter atualizado do que anda acontecendo no ciberespaço, e principalmente, suprindo a mente de informações únicas. Gaste um tempo procurando os blogs certos para se inspirar. Não só na forma de escrita, ou estrutura, mas também com relação ao conteúdo. Perceba o que você está apto a escrever, o que necessita de pesquisa. Teste seus conhecimentos a medida que vai lendo posts. Escrever não é só passar informações, mas também a forma que você a passa. E claro, não se prenda só na sua área de interesse, é sempre bom ler de tudo, prestando especial atenção as coisas como tom, estilo de escrita, e como os escritores quebram os conteúdos.
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Outra forma de começar a escrever é partilhando sua voz nos comentários. Não existe nada melhor para um blogueiro do que um post com interação dos seus leitores. Não adianta ter 200 RTs do Twitter se não existe uma pessoa comentando suas ideias. É uma forma de começar a por os pensamentos em ordem e passar para o computador. Sem contar que sua rede de contatos vai crescendo e principalmente, os diálogos nos posts te mostrarão o quão apto estará para escrever seus próprios posts. Se você acessa vários blogs, e acaba comentando em muitos, use o Backtype, ele agrega todos os comentários para você, assim facilitando as conversas.
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A escrita precisa ser vista às vezes como ramificação das emoções. Se temos paixões e interesses pelo que escrevemos, de certo será a melhor escrita. Porém, como sabemos, nem sempre temos o dom para isso, mas não basta ter um bom português, e boas ideias, tem que saber conectá-las. Portanto, comece escrevendo pelas coisas que você mais sabe, para ir treinando. Quando estou escrevendo um post sempre rabisco várias ideias para depois ir elaborando. É uma forma de não perder pensamentos, como já havia falado em um post anterior. Assim, quando começo a estruturar o post, começo a colocá-las no lugar correto.
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Da mesma forma que você gosta de ser lido, as pessoas que frequentam os blogs gostam de ter atenção. Se alguém comentar no seu blog, retribua o comentário e converse com a pessoa. Da mesma forma que é bom ser reconhecido, é bom reconhecer quem te agrega valor. E lide direito com as críticas, nem sempre você vai ouvir o que quer, mas é sempre bom saber as opiniões para conseguir melhorar suas atuações no blog. Enfim, não existe uma forma de começar a blogar a não ser escrevendo. Portanto, não se prenda por regras, ou por timidez. Se você quer começar a escrever na blogosfera, lembre-se que nada te impede.

Voto consciente: um dever cidadão
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É muito comum ouvirmos que todos os políticos são iguais e que o voto é apenas uma obrigação. Muitas pessoas não conhecem o poder do voto e o significado que a política tem em suas vidas. Numa democracia, como ocorre no Brasil, as eleições são de fundamental importância, além de representar um ato de cidadania. Possibilitam a escolha de representantes e governantes que fazem e executam leis que interferem diretamente em nossas vidas.
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Escolher um péssimo governante pode representar uma queda na qualidade de vida. Sem contar que são os políticos os gerenciadores dos impostos que nós pagamos. Desta forma, precisamos dar mais valor a política e acompanharmos com atenção e critério tudo que ocorre em nossa cidade, estado e País.
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O voto deve ser valorizado e ocorrer de forma consciente. Devemos votar em políticos com um passado limpo e com propostas voltadas para a melhoria de vida da coletividade. Em primeiro lugar temos que aceitar a idéia de que os políticos não são todos iguais. Existem políticos corruptos e incompetentes, porém muitos são dedicados e procuram fazer um bom trabalho no cargo que exercem. Mas como identificar um bom político?
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É importante acompanhar os noticiários, com atenção e critério, para saber o que nosso representante anda fazendo. Pode-se ligar ou enviar e-mails perguntando ou sugerindo idéias para o seu representante. Caso verifiquemos que aquele político ou governante fez um bom trabalho e não se envolveu em coisas erradas, vale a pena repetir o voto. A cobrança também é um direito que o eleitor tem dentro de um sistema democrático.
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Durante a campanha eleitoral
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Nesta época é difícil tomar uma decisão, pois os programas eleitorais nas emissoras de rádio e tv parecem ser todos iguais. Procure entender os projetos e idéias do candidato que você pretende votar. Será que há recursos disponíveis para que ele execute aquele projeto, caso chegue ao poder? Nos mandatos anteriores ele cumpriu o que prometeu? O partido político que ele pertence merece seu voto?
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Estes questionamentos ajudam muito na hora de escolher seu candidato. Votar conscientemente dá um pouco de trabalho, porém os resultados são positivos. O voto, numa democracia, é uma conquista do povo e deve ser usado com critério e responsabilidade. Votar em qualquer um pode ter conseqüências negativas sérias no futuro, sendo que depois é tarde para o arrependimento.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

CineSesc começa nesta segunda em João Pessoa
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A programação do CineSesc “Brasil do Oiapoque ao Chuí”, que visa contemplar filmes ambientados nas cinco regiões do País, começa nesta segunda-feira (23/08) trazendo filmes da Região Norte. Amazonas Amazonas (15’) é o primeiro ensaio em cores do pai do cinema novo, o cineasta Glauber Rocha. O filme mostra as belezas e riquezas naturais da região Amazônica através das características marcantes do documentário Glauberiano. As intenções nacionalistas, as imagens dos trabalhadores, sua rotina, as mercadorias e produtos, são apresentadas por meio de tomadas líricas que perpassam as obras do diretor.
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Um dado curioso desta produção é que o diretor Glauber Rocha filmou “Amazonas Amazonas” com o intuito de obter recursos financeiros para sua obra maior, “Terra em Transe”. O diretor já haveria chegado ao estado com uma idéia preconcebida, mas sentiu-se encurralado quando se deparou com uma Amazonas de riqueza, mas também de muita exploração.
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O longa do primeiro dia de programação é dirigido por Aurélio Michiles e apresenta reflexões do próprio cinema. “O cineasta da Selva (87’)”, conta a história de um garoto que aos 13 anos atravessa o atlântico saindo de Portugal para o Brasil. Encantado pelo Rio Amazonas, Silvino Santos, deseja conhecer de perto as riquezas Amazônicas. Aos 27 anos o jovem garoto filma seu primeiro longa-metragem ambientado no Amazonas; no longa ele apresenta a Amazonas do início do século XX e com ele se torna um mito na região e um dos percussores do cinema no Brasil.
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A programação do CineSesc desta semana continua até a sexta-feira (27/08), com exibições às 12h e às 17h, no miniauditório do Sesc Centro, tendo horário alternativo para as escolas às 9h e às 15h. Os educadores interessados podem agendar as exibições no Setor de Cultura da instituição comerciária, das 8h às 12h e das 14h às 18h. O Sesc está localizado na Rua Desembargador Souto Maior, 281, Centro – João Pessoa. Fone: 3208-2158.
A mídia tradicional cada vez mais irrelevante
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Fernand Alphen
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Quantos anos tem a Internet comercial no Brasil? 15 anos? Se assim for, vamos chamar a geração nascida a partir de 1995 de geração W. Para eles, inclusive para os digitalmente excluídos, a Internet não é um aprendizado, é um dado. Que você tenha ou não carro, a invenção do carro mudou a forma de organização da sociedade, dos tecidos urbanos, das mentalidades, da cultura. Que você tenha ou não acesso à Internet, a transformação é semelhante em intensidade e provavelmente maior em velocidade e abrangência.
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É provável que esse menino de 10, 12, 15 anos tenha hábitos de consumo de mídia diferentes. É tão natural para a geração W assistir a um filme na Internet quanto era para nós assistir ao Tela Quente. É tão natural para ela baixar músicas gratuitamente na Internet quanto era para nós copiar para cassetes os discos dos amigos. É tão natural para ela se informar na Internet quanto era para nós assistir ao Jornal Nacional. É tão natural para ela ter 300 amigos de redes sociais quanto era nos relacionar com meia dúzia de colegas da escola. É tão natural copiar e colar da Wikipedia para o trabalho de escola quanto era xerocar páginas da saudosa Enciclopédia Britânica.
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E basta observar para se dar conta de que isso muda muita coisa. Por exemplo, esses garotos talvez estejam mais maduros do que nós na idade deles e a informação que eles regurgitam talvez venha prioritariamente das microrresenhas das ferramentas de busca, das notícias espalhadas pelos amigos nas redes, da enciclopédias online.
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Uma marca constrói sua reputação e adesão no imaginário das pessoas desde cedo. Essa também é a função da propaganda: influenciar prospects. O menino pode até nem tomar cerveja, mas a imagem das marcas se forma inconscientemente para torná-las preferidas ou rejeitadas quando ele puder ou quiser experimentar. E essa experimentação será influenciada pela imagem que se criou desde sempre, na sua cabeça, no seu coração.
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Portanto, para essa gurizada, informação e notícia quem dá é o Google, o YouTube, a Wikipedia. Não é o jornal do seu pai, a TV da sua mãe e a enciclopédia do seu avô. Julgamentos de valor à parte – se isso é bom ou ruim não interessa mais pois é irreversível – qual é o valor que as marcas tradicionais de informação e entretenimento estão construindo?
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Ainda que se possa dizer que não há produção de conteúdo no Google, no YouTube e na Wikipedia, que tudo o que lá está é agregado de outras fontes criadoras, a relevância nessas novas plataformas é dada por popularidade e não por reputação. Essa diferença pode fazer um blogueiro ser mais importante que uma redação de 200 jornalistas, um filme caseiro mais visto que um de milhões de dólares, um verbete escrito por uma pessoa mais acreditado que toda a biblioteca do congresso americano.
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Por outro lado, se uma marca é indicada por outra, a imagem da segunda é subserviente à primeira. O Top of Mind, que tanto determina a prevalência de uma marca sobre as outras, fica sempre para a primeira, a indicadora, o Google, o YouTube. E isso tem consequências dramáticas para as receitas publicitárias que, na melhor das hipóteses, são divididas. O agregador fica com o bolo; e o criador/produtor, com a sobra. Enquanto os produtores de conteúdo continuarem desprezando esses já consolidados aprendizados, as novas gerações continuam acreditando, difundindo e realimentando relevâncias que não têm mais nada a ver com tudo o que nós achávamos relevante.
Dica ambiental: água potável
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(clique na imagem acima para ampliar)

PEC da Juventude: a força jovem!
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Gleiber Nascimento (*)
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Sem dúvida um marco de grande importância na história do nosso país, o dia 13 de julho jamais será esquecido, principalmente por 50 milhões de cidadãos que somente neste dia, tiveram seu reconhecimento constitucional, estou falando da juventude brasileira que era o único grupo social relacionado à categoria etária que se encontrava ausente na Constituição Federal.
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Em tramitação no Parlamento Brasileiro por cerca de cinco anos, a PEC da Juventude – como ficou conhecida a Proposta de Emenda Constitucional nº 42/2008 (antiga 138/2005, de autoria do deputado Sandes Júnior – PP/GO), regulamenta a proteção dos direitos econômicos, sociais e culturais da juventude, ao alterar a denominação do Capítulo VII do Título VIII da Constituição Federal e modificar seu art. 227, incluindo o termo jovem no texto da Carta Magna, estes que até então, eram desamparados constitucionalmente, resultando em barreiras e no atraso da elaboração de políticas que atendam e respeitam as especificidades dos jovens - as chamadas PPJs.
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Devemos reconhecer a importância desta alteração em nossa Carta Magna, promulgada pela Presidência da República no último dia 13, que representava uma necessidade fundamental de cerca de uma grande parcela da população brasileira, entre 15 a 29 anos que hoje, passam por uma carência de políticas públicas em nosso país, sendo na maioria das vezes, atendidos por organizações não-governamentais. Ao reconhecer e assistir estes cidadãos como segmento prioritário para a elaboração de políticas públicas, como já fora feito com idosos, crianças e adolescentes, avançaremos no sentido de superarmos o binômio juventude-problema para um patamar onde a juventude seja compreendida como um grupo de sujeitos detentores de direitos.
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Juridicamente, a inclusão do termo jovem na Constituição Federal, permite que o legislativo, os defensores de direito e os órgãos colegiados formulem ações e elaborem políticas para atender as necessidades deste segmento, fundamentando por exemplo, a elaboração e efetivação do Plano Nacional de Juventude – que já tramita na Câmara dos Deputados sob a designação de PL 4530/04 – garantindo o desenvolvimento do país e melhoria da qualidade de vida dos reconhecidos.
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Mesmo considerando que dois incisos versam sobre a promoção de programas pelo Estado, é incorreto inferir que existe algum impacto orçamentário pelo simples fato de que o Estado já realiza, não só na esfera do governo federal, como se pode observar no Ministério da Saúde, no Ministério do Trabalho e Emprego e na Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, mas, também, nos governos estaduais e municipais, programas, ações e políticas específicas, obedecendo aos preceitos ditados nos respectivos parágrafos e incisos do artigo 227e no que se refere ao Plano Nacional de Juventude, gera considerável impacto orçamentário-financeiro e, no entanto, o Ministério da Fazenda/STN considera a possibilidade de realizá-los, observando-se, é claro, os preceitos contidos na Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000).
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É preciso considerar a importância que vem assumindo a temática juventude na atual conjuntura. Basta observar o destaque nos meios de comunicação, na pauta dos Parlamentos, nos debates públicos e na Academia para se constatar o grau de evidência da temática. Outra evidência da importância que vem adquirindo está nas iniciativas governamentais. Embora seja recente a compreensão de que juventude é uma área de governo, o poder executivo nas três esferas federativas vem implementando programas, ações e estruturas institucionais destinadas ao segmento juvenil.
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Entretanto, as políticas públicas desenvolvidas para a juventude brasileira, considerando a esfera municipal, estadual e federal carecem de um sustendo jurídico mais amplo, que as respaldem com base em uma legitimidade constituída legalmente no processo de decisão democrática do poder legislativo. Sendo assim, tais políticas terão garantido vitaliciedade e estabilidade, na medida em que ao serem consolidadas como resultado de direitos estabelecidos em texto constitucional, passam a assumir um caráter de políticas de Estado e deixam de ser políticas de Governo, sujeitas às intempéries das transições políticas.
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Por fim, ressalto a importância deste feito que contou com a luta, a participação, o exercício da cidadania e o protagonismo juvenil de milhares de jovens brasileiros, mostrando que a juventude unida é uma juventude forte, por isso, devemos formular e desenvolver ações e projetos que estimulem antes de mais nada, o reconhecimento pelo jovem de sua cidadania, seu protagonismo e sua participação na elaboração de políticas públicas para seu segmento, seja em grêmios estudantis, órgãos colegiados, movimentos sociais ou comunitários.
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(*) Bacharel em Relações Internacionais
e Conselheiro de Juventude em Dourados-MS.
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Prefeitura de JP se destaca em pesquisa do IBGE
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A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) se destaca em diversas áreas avaliadas na Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento realizado em 2009, a PMJP se sobressai em setores como Inclusão Digital, Programas Habitacionais, Políticas de Gênero, Direitos Humanos, Acessibilidade, Saúde e Guarda Municipal, dentre outros.
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A pesquisa, que foi feita com 5.565 prefeituras brasileiras, mostra que no quesito Inclusão Digital, a PMJP está inserida no total de 60,0% das prefeituras do país que mantém página na internet, dessas, 87,6% implementavam políticas de inclusão digital. A administração municipal vem disponibilizando para a população pessoense, através da Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia (Secitec), 26 estações digitais (telecentros) e anunciou recentemente a implantação de mais 10 telecentros. Em 2010, a política de inclusão digital está sendo ampliada, com a criação do "Jampa Digital", que permite acesso à internet sem fio, através de banda larga gratuita, na área da praia de João Pessoa e também na praça do Coqueiral, em Mangabeira. Outro investimento importante, citado na Munic, é a instalação de computadores na rede pública municipal de ensino, com acesso a Internet.
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Moradias - Mas não é apenas em relação à inclusão digital que a PMJP é destaque. Outro setor que tem reconhecida atenção da administração municipal é o de Habitação. De acordo com o levantamento, a cidade de João Pessoa faz parte de apenas 6% dos municípios brasileiros que possuem uma secretaria de Habitação exclusiva para tratar de ações nessa área. E ainda está entre os cerca de 20% dos municípios brasileiros que têm Plano de Habitação, além de estar inserida dentre as prefeituras que possuem cadastro de pessoas interessadas em programas habitacionais. Só para ter uma idéia, a PMJP já entregou mais de cinco mil moradias à população em cinco anos de gestão.
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Com relação à política de gênero, a pesquisa aponta que em 2009 existiam no país 1.043 municípios com algum tipo de estrutura direcionada para a temática de gênero, apenas 18,7% do total de cidades brasileiras, estando João Pessoa inserida nesse percentual. Outro ponto positivo da PMJP é de dispor de Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, criado desde 1997, e ainda possuir centros de referência para mulheres em situação de violência na capital paraibana. As ações voltadas para a mulher culminaram na criação da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, instituída em março deste ano.
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A Munic aponta ainda que a PMJP se preocupa com a questão da Acessibilidade, promovendo na cidade o rebaixamento de calçadas com rampas, como também reserva de no mínimo 2% do total de vagas para veículos de transporte de pessoas com deficiência. Em todo o país, cerca de 53% dos municípios não desenvolvem ações de acessibilidade.
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Na área de Direitos Humanos - Um tema inserido no ano passado na pesquisa, assim como Políticas de Gênero -, a administração municipal está entre os 72,5% municípios com mais de 500 mil habitantes que tem uma estrutura de gestão em direitos humanos. A PMJP tem, inclusive, um órgão responsável por receber e fazer o registro do acompanhamento de denúncias, que é a Ouvidoria Pública. Nessa mesma área, a prefeitura de João Pessoa se destaca por desenvolver políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes em risco social e também para idosos, com a existência de conselhos municipais gestores. Para fortalecer essas políticas, foram criadas na cidade casas de acolhida, de passagem e casas lar, dentre outros espaços voltados para a cidadania.
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A Munic revela ainda dados sobre a existência de Guarda Municipal nas 5.565 cidades brasileiras pesquisadas, demonstrando que apenas 15,5% dos municípios no país possuem esse serviço. Já em relação as cidades com mais de 500 mil habitantes, em 87,5% existe a Guarda Municipal, incluindo a Capital paraibana, que criou sua corporação em 1990. Atualmente ela conta, de acordo com a pesquisa, com um efetivo total de 604 guardas, que atuam no patrulhamento da cidade, proteção de bens e serviços do município, assim como ações educativas junto à população, dentre outras atividades.
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Em 2009, a Munic investigou pela primeira vez a organização da Saúde nos municípios. Neste setor, a Prefeitura de João Pessoa também se destaca em vários aspectos, inclusive com a existência de um Conselho Municipal de Saúde e Fundo Municipal de Saúde (FMS). A PMJP mantém ainda convênios com o setor privado para garantir um melhor atendimento em saúde à população, conforme revela a pesquisa. Além disso, apresentava em 2009, 180 equipes do Programa Saúde da Família (PSF) atuando na cidade, oferecendo melhor acesso aos serviços de saúde no município, de forma descentralizada.

domingo, 15 de agosto de 2010

O poder viral das Mídias Sociais não é de hoje
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Chico Montenegro
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Toda essa revolução de Redes Sociais, Mídias Sociais - que não são a mesma coisa de Redes -Marketing de Guerrilha e principalmente o Marketing Viral não são uma revolução tão nova assim. Quando olhamos o crescimento avassalador do Facebook com seus 500 milhões de usuários por todo o mundo começamos a imaginar como um simples site, que na verdade não é uma rede social e sim uma plataforma de participação e interação, consegue crescer e envolver tantas pessoas, não é?
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Simples, o sistema criado por Mark Zuckerberg é todo trabalhado em um eficiente sistema de "viralização". Todo novo usuário chama e atrai novos usuários através de pequenos e engenhosos mecanismos que a chamamos de aplicativos para que possam impulsionar os cadastros e a divulgação a novos usuários. Todas, ou quase todas, Mídias Sociais e plataformas de interação on-line cresceram desta forma, utilizando o sistema viral.
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Não pense que isso nasceu no século 21 e que é uma nova descoberta dos profissionais de marketing empenhados em divulgar produtos e serviços. Isso vem bem antes de Jesus Cristo colocar os pés no planeta Terra e criar sua própria Rede Social de seguidores. Em essência o aspecto viral esta impresso em nosso DNA, como em toda forma de vida. Em 10.000 a.C.; aproximadamente 1 milhão de pessoas vagavam pelo planeta. Em 5.000 a.C. havia 15 milhões e em 1 d.C., possivelmente 300 milhões. Cada mulher vagando pela Terra em 10.000 a.C,. foi responsável por produzir 300 pessoas em média no período de 10.001 anos. Desse modo, nossa taxa de crescimento não apresentava muita variação e o coeficiente viral não crescia.
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Na Idade Média, foi necessário um milênio para se contabilizar apenas 10 milhões de pessoas no planeta. A fome, a guerra, as precárias condições de vida e doenças impediram a expansão de seres humanos. Somente em 1.700, quando a população atingia 610 milhões, é que a taxa de crescimento aumentou significativamente, ultrapassando lentamente 1 bilhão de pessoas, no início dos anos 1.800, e dobrando em um século. Então chega a industrialização, o comércio e os avanços na agricultura e no transporte marítimo que contribuíram para aumentar nosso crescimento viral. Hoje a população mundial excede 6 bilhões de pessoas e continua crescendo.
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Percebemos que todo o crescimento do ser humano se deu a novas tecnologias e melhoria de vida. Isso acontece dentro do Facebook e das plataformas de Mídias Sociais todos os dias. Melhorias no sistema do site, novos aplicativos, formas estudadas de encontrar novos usuários são baseados na necessidade humana de crescimento e de relacionamento.
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Entender a necessidade humana é a melhor forma de criar um sistema que viralize, principalmente em um ambiente tão rápido como a Internet. Dizia um filósofo contemporâneo que se quisermos compreender a história devemos olhar para trás, mas se quisermos fazer a história devemos olhar para frente. Compreenda o passado e as necessidades humanas e então olhe novamente para frente e veja as oportunidades que estão em sua volta.
A leitura na universidade e o livro digital
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Sabine Righetti
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Os estudantes estão lendo menos e as bibliotecas de escolas e de universidades estão cada vez mais vazias. Por outro lado, as formas de acesso à leitura, por meio dos livros digitais e de bibliotecas virtuais, têm potencial para ampliar significativamente o número de leitores. Esse foi o foco dos debates da XXIII Reunião Anual da Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU). O evento reuniu especialistas, acadêmicos, estudantes, editores e demais interessados no auditório da Editora Unesp para discutir a leitura na universidade e o livro digital.
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O Secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo, Carlos Vogt, que participou da mesa de abertura, destacou que o distanciamento do jovem da leitura é simultâneo às novas formas de acesso à leitura. “Há grandes instituições interessadas na circulação de livros: editoras, livrarias, grandes projetos de bibliotecas a disponibilizar a forma de acesso”, afirmou. Para ele, estamos vivendo um período de expansão do formato eletrônico de leitura, sem que o livro no formato de papel se extingua. “O livro tradicional convive hoje com novas formas de circulação dos conteúdos e dificilmente isso levará ao desaparecimento da forma tradicional do livro. O livro eletrônico traz uma ampliação das possibilidades de pesquisa”, disse.
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No mesmo sentido, o Secretário Municipal de Cultura de São Paulo e professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), Carlos Augusto Calil, revelou ter observado um esvaziamento das bibliotecas nas universidades. “A questão da leitura tem sido um problema que se agrava ao longo do tempo. Cada vez mais os alunos preferem pesquisar na internet a buscar livros na biblioteca”, disse. Por outro lado, o interesse pelo livro permanece: “Temos um projeto de ônibus-biblioteca que promovem um grande interesse quando chegam às periferias”.
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Para a presidente da Associação Brasileira de editoras universitárias (ABEU), Flavia Goulart Mota Garcia Rosa, as mudanças nas formas de leitura e de pesquisa na atual sociedade do conhecimento são grandes e as editoras universitárias precisam acompanhar o ritmo. “Precisamos estar atentos às novas tecnologias possibilitadas pela Sociedade do Conhecimento. Os questionamentos são muitos, pois envolvem o acesso e a distribuição dos livros”, disse.
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O diretor-presidente da Fundação Editora da Unesp, José Castilho Marques Neto, reforçou a importância das editoras universitárias que, na opinião dele, “devem falar com o mundo e não apenas com o público universitário”. Ele destacou ainda que é importante que as editoras universitárias respeitem regras mercadológicas e de distribuição, que faça ações de marketing: “queremos ser lidos”. No entanto, ele destacou que a função das editoras universitárias é também “formar os estudantes”.
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Cinema e consciência no Brasil atual
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José Carlos Asbeg
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Se os olhos são a janela da alma, o cinema é a janela da consciência. Uma sala de cinema é como um livro, um portal para um mundo novo de compreensões. Criar cinemas é criar espaços de consciência desde as coisas mais banais até as observações mais complexas da vida, do nosso cotidiano, do nosso país, possibilidades de percepção do mundo, crescimento humano. Quando a sala escurece, o filme nos ilumina. A experiência coletiva de ir ao cinema é um dos rituais culturais mais marcantes de todo o século XX, o século de consolidação da imagem como o mais poderoso instrumento de informação.
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A proposta governamental de novas salas de exibição por todo o país, em cidades que tenham entre vinte mil e cem mil habitantes é um primeiro esforço para levar a informação e a cultura cinematográfica a milhões de excluídos. Que o Brasil tem um déficit alarmante de salas de cinema é sabido e lamentado há anos. Há anos, também, vemos cinemas de rua virar igrejas ou mercadinhos de bairros - na verdade, não há quase diferença entre um e outro. Os cinemas hoje praticamente se
escondem em centros comerciais.
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Portanto, a notícia é animadora, mas traz vários pontos de interrogação. É preciso desembrulhar o pacote da ação ministerial, que ainda deixa margem a dúvidas. Ao lado da boa intenção muitas vezes vem a ação que pode acabar dando em nada. Trata-se de uma excelente oportunidade para se discutir mais amplamente a indústria do cinema no Brasil. Seria uma pena perder mais esta chance. O programa pode apontar para uma necessária renovação nas relações do setor cinematográfico do país. Vamos a alguns pontos:
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01. Muito bom que as cidades pequenas ou do interior do País recebam este incentivo, mas porque os grandes bairros periféricos de megalópoles como Rio e São Paulo, Recife, não recebam a mesma atenção? Os moradores dessas regiões tem que se deslocar até áreas distantes para ver um filme. As periferias precisam ser contempladas também, neste ou em outro programa, urgentemente.
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02. Estas novas salas, fala-se em 1.177, serão construídas com dinheiro público, ou seja, do povo brasileiro, portanto, é obrigatório que elas sejam um espaço para o cinema brasileiro e para todo o cinema brasileiro. Pode parecer redundante, mas não é. O novo cinema comercial brasileiro, que este ano bate recordes de público, é uma ponta de lança na reconquista do espectador nacional. Isso é excelente. Mas há outras vertentes do cinema brasileiro que precisam de espaço, como os filmes que não recebem lançamentos tão ruidosos na mídia e os documentários, que vasculham a história, a contemporaneidade, a cultura e até mesmo a alma do Brasil. Estes filmes, a grande maioria de ótima qualidade técnica e verdadeiras declarações de amor ao nosso país, precisam ser igualmente contemplados pelas novas salas.
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03. Já que se trata de dinheiro público, com obrigação das prefeituras de concederem isenção de tributos aos novos exibidores, é preciso que estes cinemas não sejam mais um local privilegiado do cinema americano dentro do país. Sem nacionalismo rastaquera, mas não podemos dar de mão beijada milhões de novos espectadores à indústria Hollywoodiana, que nos impõe um dumping - aliás, por que esse dumping nunca é denunciado? Por que as autoridades fiscais não cuidam mais disso? - que nos enfia goela abaixo filmes que cultuam a violência e o heroísmo individual como formas de ação social e que em nada contribuem para a formação cultural do público brasileiro. Pelo contrário, cada vez mais nos afastamos de nossos valores, ou seja, nos afastamos de nós mesmos para sermos mais americanos do norte.
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04. A ação federal prevê que a prefeitura da cidade conceda isenção fiscal, escolha um empresário que construirá e administrará a sala, e consiga um deputado de seu estado para fazer a emenda ao orçamento e trazer para a cidade 1 milhão e 500 mil reais, custo determinado de cada sala. O que determinou a escolha deste caminho? Por que a intermediação política? Quem fiscalizará quem? Como foi calculado o custo de cada cinema? Estamos falando de 1 bilhão 765 milhões de reais que serão movimentados. É um bocado de dinheiro. Se dinheiro na mão é vendaval, como canta Paulinho da Viola, dinheiro público é água, evapora num segundo no calor tropical.
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05. Um dos grandes nós da cadeia cinematográfica brasileira é a divisão da renda de bilheteria, o que leva os produtores a buscar remuneração quase que exclusivamente na fase de produção dos filmes e não no retorno de bilheteria, como acontece com qualquer outro produto oferecido ao mercado consumidor, Em geral os exibidores ficam com metade da arrecadação do filme. È exorbitante, altamente injusto. Em seguida, os distribuidores retiram suas parcelas e recuperam os gastos que informam ter tido com lançamento. Esses percentuais chegam depois dos impostos, cobrados em cascata - do exibidor, do distribuidor e, por fim do produtor. Quando o produtor vai receber sua parte, é uma raspinha de nada, logo ele, que empreendeu, que gerou aquele produto, que movimentou a indústria, deu trabalho a centenas de profissionais, ocupou laboratórios e arquivos. Essa relação é um castigo para os produtores e um ciclo vicioso sem saída. Se os produtores não conseguem remuneração de bilheteria, buscam nos orçamentos da produção a saída para seus bolsos, o que é uma inversão do princípio capitalista que rege as relações comerciais no Brasil e no mundo ocidental. Na verdade, os produtores brasileiros são completamente desesperançados da venda de seus filmes. Quando acontece um sucesso (ainda bem) ou ele é exceção à regra ou vem num movimento de grife, caso hoje das películas chanceladas pela Globo Filmes. As novas salas podem ajudar a mudar esta relação.
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06. A exibição digital já é uma realidade no país e traz a vantagem de baratear enormemente custos para toda a cadeia cinematográfica, desde a produção, passando pelo lançamento até a exibição. Estas novas salas precisam obrigatoriamente ser digitais e não mais analógicas, porque trazem duas vantagens imediatas: primeiro, e importantíssimo, o ingresso pode e deve ser mais barato, porque toda a cadeia tem custos menores, o que possibilita o acesso do cinema a um maior número de espectadores; segundo, e não menos importante, o cinema digital impõe muito menos dano ao meio ambiente - ver trabalhos assinados por Adailton Medeiros, do Ponto Cine, no Rio de Janeiro.
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07. É preciso abrir a construção das novas salas para grupos de reconhecida capacidade exibidora e que se dedicam de fato à formação de platéia para o cinema brasileiro e para o cinema de consciência, como, por exemplo, o Ponto Cine e o Cine Bancários, de Porto Alegre. São salas que se dedicam a um trabalho sério, onde predominam as produções nacionais. São dois exemplos, dois espaços aliados dos produtores, duas salas de excelente qualidade técnica e de enorme preocupação com o que é oferecido ao público. Se o objetivo da medida é apoiar o setor exibidor, que os circuitos alternativos de comprovada competência sejam ouvidos e tenham a oportunidade de participar deste esforço nacional.
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08. As novas salas precisam ser, por fim, blindadas da picaretagem imobiliária. Não podem ser construídas e logo depois transformadas em igrejas, que trazem uma proposta inteiramente oposta à do cinema: um filme é uma viagem da consciência; a religião comercializada dos novos cultos é o pesadelo do infortúnio castigado. Os exibidores-donos dessas salas não poderão vender ou demolir os imóveis nem daqui a cinqüenta anos e quando o fizerem que tenham a obrigação de construir um novo cinema para comunidade que pagou pela construção da que foi demolida ou vendida.
Que venham as novas salas, mas que sejam para abrir corações e mentes, desde a proposta de construção, passando por uma nova relação remunerativa do tripé cinematográfico, até o encontro do cinema com o público.
O “barato” das repúblicas estudantis
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Ao mudar de cidade, após a difícil etapa dos vestibulares, os estudantes passam pelo desafio de montar uma república. A mobília torna-se fundamental não somente pela estética, mas principalmente pela funcionalidade e bem-estar que estão ligados a ela. Surge assim, na busca emergencial por móveis e eletrodomésticos, caminhos alternativos que alimentam um comércio diferente: o de móveis usados.
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Para conseguir produtos baratos e de qualidade é preciso um trabalho de pesquisa intenso por parte de quem quer comprar. A investigação deve ser quase tão minuciosa quanto o cansaço para se encontrar boas opções. A busca em anúncios de jornais, murais e lojas especializadas tanto em usados como novos é fundamental para o esclarecimento e a realização de um bom negócio. “O móvel usado é mais barato, mas precisa haver uma pesquisa para saber se realmente está comprando por um preço bom”, diz a dona-de-casa Maria de Lurdes Soares, ao comprar móveis para
montar a república do filho.
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Para a especialista em Habitação e Manejamento de Interiores, Elza Maria Guimarães, “quanto mais você freqüentar as lojas de móveis usados, mais você se acostumará a ver as peças que são boas e valem a pena serem compradas. É uma questão de treino”. Contudo, na urgência que normalmente vivem os estudantes, não há tempo para “treinar” o olhar e, por isso, cuidados devem ser tomados para não se cair em ofertas tentadoras. Na hora da compra, Guimarães alerta: “pergunte-se se você realmente precisa daquele móvel, se ele cabe na sua república ou se combina com as outras peças que você já tem”.
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As lojas especializadas em usados sofreram, recentemente, um aumento de popularidade entre os estudantes. Porém, alguns não gostam desse caminho para adquirir seus móveis. O estudante de Economia, Cláudio Vivas Neto, optou pela compra do usado sem a mediação das lojas “para não correr riscos, pois conhecia amigos que sofreram com a demora dos donos da loja para fechar negócio”. Já para o estudante de Gestão de Agronegócio, Tarcísio Cremonezzi, “a melhor alternativa é a loja de usados, pois não há a preocupação com a entrega (que é gratuita), o transporte ou a montagem do móvel. Tudo fica a cargo do dono da loja”.
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Segundo Gisely Arruda Abranches, dona de uma loja de móveis usados, “o estudante perde menos (dinheiro) ao adquirir um móvel usado”, pois além de comprar já por um preço mais baixo, poderá vender novamente quando for embora da cidade. De acordo com Abranches, os interessados em vender seus móveis devem fazer um agendamento prévio para que um funcionário da loja faça uma avaliação sem compromisso da mercadoria. Se o negócio for fechado, agenda-se também um horário para buscar o móvel.
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A compra de eletrodomésticos também requer cuidados especiais. “Às vezes é possível comprar uma geladeira usada pela metade do preço da nova. Mas é preciso saber em que estado se encontra este equipamento. Se a borracha que veta a porta não estiver em bom estado de conservação a geladeira poderá consumir mais energia. Fogão a gás também requer uma vistoria mais detalhada. Se precisar de reparos, é bom verificar o quanto custará antes de fechar o negócio”, alerta Guimarães.
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Em caso de mercadorias que apresentem defeitos, o consumidor precisa saber que, mesmo se tratando de usados, a loja onde realizou a compra oferece assistência para reparos e garantia de três meses. Talvez o único problema sem solução sejam os cupins encontrados em alguns móveis. De acordo com Guimarães, “cupim determina a desistência da compra. Se o móvel estiver tomado pelos insetos não vale a pena comprar, pois eles podem passar para outros móveis da casa”.
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Se o estudante quer baixo custo para mobiliar uma casa, não é necessário comprar tudo que precisa, pois ao “colocar a mão na massa” pode descobrir uma nova função para um caixote de madeira ou um móvel velho da família. O caminho mais econômico e que evita o desperdício não é o comércio de usados, mas sim aquele que transforma e reutiliza o velho através da criatividade.
Semana da Juventude em JP debate a paz
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A Prefeitura de João Pessoa (PMJP), através da Coordenação de Juventude da Secretaria da Juventude, Esporte e Recreação (Sejer), realizou entre os dias 10 e 12 de agosto a III Semana Municipal da Juventude. Este ano, a atividade tiveram como tema "Juventude pela paz: não a criminalização dos(as) Jovens".
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Na abertura da Semana (10/08), a programação teve início às 14h com várias atividades descentralizadas. Foram realizadas rodas de diálogo e debates, além da exibição de filmes nos Centros da Juventude (CRJs) do Rangel, Mangabeira e Funcionários I. Na última quarta-feira (11/08), a juventude se encontrou no ginásio do Lyceu Paraibano para discutir sobre as 'Drogas nas Escolas'. A roda de conversa teve a participação de representantes da Secretaria Nacional Antidrogas; da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público. E no Dia Internacional da Juventude (12/08), as atividades culturais e de serviço se concentraram no Ponto de Cem Réis.
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A III Semana Municipal de Juventude teve como público alvo pessoas entre 15 e 29 anos beneficiadas com programas sociais, ações realizadas pela Prefeitura ou organizações da sociedade civil. O objetivo geral do encontro foi construir e fortalecer o diálogo permanente com os jovens sobre os principais temas de seu interesse, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que regulamenta a proteção dos direitos econômicos, sociais e culturais dos jovens.
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"A partir desse encontro temos condição de planejar e executar políticas públicas voltadas a essa parcela da sociedade. Por isso, durante essa semana promovemos debates, abrimos espaço para apresentação de grupos artísticos e exposição das ações que são desenvolvidas pela juventude", enfatizou Joana D'arck Ribeiro, coordenadora de juventude.
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Foram envolvidas nesta ação de fortalecimento das Políticas Públicas de Juventude as Secretarias Municipais de Desenvolvimento Social (Sedes); Educação e Cultura (Sedec), Comunicação (Secom), Saúde (SMS), Emlur, Funjope, STTrans, Guarda Municipal, além da sociedade civil organizada, a exemplo de entidades não-governamentais, movimento estudantil e Rede de Jovens do Nordeste.
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Este ano, a Organização das Nações Unidades (ONU) comemora o 'Ano Internacional da Juventude' promovendo os ideais de paz, respeito pelos direitos humanos, liberdade e solidariedade. Vários eventos internacionais estão programados para acontecer neste mês de agosto, a exemplo do "5º Congresso Mundial da Juventude", em Istambul; a "Conferência Global", na cidade de Cancun (México); e os "Jogos Olímpicos da Juventude", em Cingapura (continente asiático).
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O Dia da Juventude é comemorado em João Pessoa em 12 de agosto, após a aprovação da Lei Municipal n° 11.739, de 27 de Julho de 2009. A primeira 'Semana Municipal da Juventude' foi realizada em outubro de 2007, com a criação do Programa Empreender Jovem.
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